Stone Temple Pilots e Velvet Revolver: Análise vocal de Scott Weiland

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Por Danilo F. Nascimento
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Scott Richard Kline, popularmente conhecido como Scott Weiland, faleceu no dia 04/12/15, depois de ter vivido uma vida turbulenta, regada a excessos que abreviaram a sua curta, porém, brilhante trajetória no cenário musical.

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Antes de adquirir reconhecimento e fama à frente do Stone Temple Pilots e do Velvet Revolver, Weiland era apenas um jovem adolescente oriundo da terceira cidade mais populosa da Califórnia, São José.

Nascido em 27 de outubro de 1967, Scott Weiland teve uma infância um tanto quanto conturbada. Aos 12 anos, sofreu violentos abusos sexuais que culminaram na formação de uma pessoa deveras perturbada. Em sua autobriografia, Weiland conta que os abusos ocorriam no ônibus escolar e eram praticados por um adolescente de 17 anos.

"Se você contar para alguém o que acontece entre nós, eu vou te arruinar, você não terá amigos, vou destruir sua reputação na escola", estas são as fortes palavras proferidas pelo agressor. A ameaça surtiu efeito e o Weiland nunca disse uma só palavra a ninguém.

Os problemas de Weiland começaram ainda na infância. Seus pais se separaram muito cedo, e o jovem passou praticamente toda a sua infância em Ohio, com sua mãe e seu padastro.

Scott sempre adorou cantar. Em entrevista concedida à Esquire Magazine, o músico falou sobre seu amor pelo canto:

"Eu sempre amei cantar. As vezes, eu era ridicularizado, mas nunca me importei. Sempre cantei nas festas de natal e também fiz parte de alguns corais da cidade."

O jovem também mostrou talento com a guitarra, presente de aniversário recebido de David Weiland, seu padastro. Weiland concebeu inúmeras bandas com seus amigos de escola em sua adolescência.

Até que em 1985, Scott Weiland iniciou a sua trajetória musical profissionalmente a frente da banda Mighty Joe Young.

O grupo ganhou notoriedade em toda a região sul Califórnia, tocando em bares para um público constituído de fãs ensandecidos. Não a toa, a banda despertou interesse da gravadora Atlantic, que deu-lhes a oportunidade de assinar um contrato de gravação e sugeriu que alterassem o nome do grupo. Nascia então o Stone temple Pilots, e o resto da história todos nós conhecemos.

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Desde então, a carreira de Scott Weiland dividia a atenção com os períodos de encarceramento e de internação em clínicas de reabilitação para dependentes químicos. Mas apenas um quesito era inquestionável, o músico tinha uma das melhores vozes de sua geração.

Não há registros de Scott Weiland ter contado ou não com a ajuda de um treinador vocal, mas há um episódio em especial que mostrou a Weiland toda a ferocidade do show bussiness. No início dos anos 90, o gestor do Stone Temple Pilots dirigiu-se a Scott afirmando que o vocalista precisava "elevar" a sua voz a cada apresentação, e que se ele não terminasse uma apresentasse rouco, era sinal de que não estava dando tudo de si.

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O vocalista realmente "deu tudo de si" e por muito pouco não comprometeu suas cordas vocais permanentemente. Mas os abusos vocais cometidos por Scott, não era o que preocupava as pessoas ligadas ao vocalista. Weiland "entupiu-se" de álcool e drogas do primeiro ao último dia em que esteve no Stone Temple Pilots.

É impossível não dizer que, um dia, a vida cobra seu preço, e os excessos cometidos outrora tendem a apresentar resultados negativos mais cedo ou mais tarde. Em setembro de 2011, o Stone Temple Pilots anunciou o cancelamento da bem sucedida turnê do disco homônimo lançado em 2010. E o motivo? A voz de Scott Weiland.

O músico fora, inclusive, acusado de fazer playbacks em algumas apresentações. Em um show realizado em Cincinnati (2010), Weiland se desequilibrou e caiu, e sua voz permaneceu soando perfeitamente durante todo o ocorrido, como se nada houvesse acontecido.

Na verdade, tratavam-se de overdubs que o músico utiliza para amplificar a sua voz durante as apresentações ao vivo, mas a imprensa não perdoou. A resposta de Weiland foi dura:

"Não há playback aqui. Eu estou em uma banda de rock n' roll e bandas de rock n' roll não fazem playback."

Pouco tempo depois, o músico recebeu um ultimato de seu otorrinolaringologista, que alegou que Scott danificaria severamente e permanentemente as suas pregas vocais, caso continuasse cantando naquela turnê. Aquela turnê fora marcada por grandes concertos e excelentes performances vocais de Weiland, porém, os abusos e excessos cometidos pelo vocalista, comprometeram inúmeras apresentações do grupo.

Em muitas vezes, o vocalista apresentou uma rouquidão exagerada durante e após as apresentações, tendo, inclusive, problemas para conceder algumas entrevistas.

Não há problema em atingir a rouquidão em uma apresentação, desde que o faça propositalmente, em alguns momentos, através da utilização responsável de drive, e Weiland tinha um bom domínio sobre esta técnica, porém, em muitas oportunidades, exagerou consideravelmente, arriscando a preservação de sua voz.

A verdade é que pouquíssimos vocalistas de rock n' roll possuem um treinador vocal ou consultam um médico regularmente, e para completar, tentam adicionar um tom áspero e rugoso à voz sem, muitas vezes, estarem preparados para isto. Normalmente, quando um vocalista chega em um consultório médico, os danos já são irreparáveis, mas ainda sim, até o último dia de sua brilhante trajetória, Scott Weiland entregou performances honestas ao seu público, tanto em estúdio, quanto ao vivo.

Entretanto, os excessos de Weiland poderiam ter lhe proporcionado danos exorbitantes à sua voz. Inúmeros vocalistas sofreram com problemas como nódulos, pólipo e hemorragia vocal.

Os nódulos vocais são bilaterais, pois, normalmente, ocorrem em ambos os lados das cordas vocais e são responsáveis por formar os famosos "calos" nas pregas vocais. Os nódulos podem aparecer devido ao uso inadequado da voz ou até mesmo pelo uso excessivo. Ou seja, por mais técnica vocal que o vocalista tenha, se utilizada em excesso, a sua voz também poderá sofrer com os nódulos.

Em contrapartida, o pólipo é unilateral, cresce fora da superfície da corda vocal e também é ocasionado pelo uso excessivo ou inadequado da voz.

Já a hemorragia vocal, como o próprio nome sugere, é uma hemorragia, uma quantidade exorbitante de sangue que se expande e circula no interior da prega vocal e o resultado é uma rouquidão excessivamente grave.

E fora justamente o risco de uma hemorragia vocal que acometeu Scott em 2011. O cancelamento da turnê do Stone Temple Pilots fora necessário, pois o vocalista havia adquirido calo em sua corda vocal esquerda e estava com uma forte inflamação em sua corda vocal direita. A continuidade das apresentações acarretaria em uma hemorragia vocal severa.

Recentemente, o desempenho vocal de Weiland fora exacerbadamente criticado pelos fãs, que acompanhavam uma apresentação do Wildabouts, sua nova e última banda.

Durante a canção "Vaseline", a voz de Weiland estava inaudível. O vocalista alega que teve problemas de retorno e que não conseguia se ouvir:

"É impossível soar bem se você não pode se ouvir. Tivemos dificuldades técnicas com a nossa aparelhagem, e minha voz não tem nada a ver com isso. As pessoas pensam que só porque elas possuem a internet, elas tem uma voz, e que elas podem usar pra falar o que bem entenderem. Acho que ainda não pararam e pensaram que o que dizem não tem a mínima importância ou relevância pra ninguém além delas mesmas."

Alguns fãs colocaram a culpa nas drogas, alegando que Scott havia voltado a utilizar heroína, o vocalista se defendeu:

"Eu não uso heroína há 13 anos."

É absolutamente compreensível que a voz de Weiland tenha sofrido danos incalculáveis com o passar dos anos. Em muitas oportunidades, o vocalista fez turnês inteiras utilizando drives de constrição laríngea (os famosos drives de garganta) que, embora sejam tecnicamente inadequados, são amplamente utilizados dentro do rock n' roll.

Entre as técnicas vocais mais utilizadas por Scott Weiland, podemos citar:

Voz mista: Dupla adução com sinergia de TA (Músculo Tireoaritenoídeo - músculo intrínseco da laringe) e CT (Músculo Cricotireóideo - músculo intríseco da laringe), com selamento glótico pleno.

Belting: Técnica baseada em uma posição de laringe ligeiramente para cima, com ampla abertura vocal, som muito alveolar, ao contrário do velofaríngea de tessitura perto de falsete, mas soando natural. O resultado é um timbre agudo e limpo.

Belting Pleno: Voz mista com predominância de musculatura tireoaritenóidea e selamento glótico pleno, resultando, acusticamente, em notas agudas e encorpadas.

Drive de epiglote: Drive de natureza estrutural que é produzido pelo abaixamento parcial da cartilagem epiglote em direção ao ádito da laringe, realizado pelo músculo ariepiglótico.

Yodel de finalização: Transição de adução dupla para adução simples do músculo Cricotireóideo (intrínseco da laringe).

Termos e conceitos acima são uma cortesia de Ariel Coelho:

http://arielcoelho.com.br/

O Yodel era uma das características mais marcantes de Scott Weiland, está técnica era utilizada como parte importante dos vibratos laríngeos do vocalista.

Outro artefato marcante de Weiland era a dinâmica e a conciliação onipresente entre sua voz mista e o belting pleno, que utilizava com propriedade.

Aliás, a voz mista era um capítulo a parte dentro do leque de técnicas de Weiland.

A voz mista é um pseudo registro vocal, porque a ressonância das notas é uma mistura de voz de peito com voz de cabeça, e estes sim são registros vocais reais. As pessoas tendem a chamar os agudos na voz de peito de voz mista, por soarem mais enérgicos e potentes do que notas musicais emitidas na voz de peito, ou seja, os graves.

Há, pelo menos, dois tipos diferentes de voz mista. Temos o "mixed head voice" (misto de voz de cabeça) e o "mix cheast voice" (misto de voz de peito) e Weiland era conhecido por utilizar com competência a voz mista de peito, emitindo notas graves e registros encorpados.

Características vocais de Weiland (Por "The Range Place"):

Timbre: Barítono
Gama vocal: C?2-G5
Alcance total: C?2-G6

Notas altas significativas:

G6 ("Sex Type Thing" live)

C?6 ("Revolution")

F5 ("Love Machine", "Don't Drop That Dime", "Set Me Free" live, "Slither" live)

E5 ("Full Blown John", "No More No More" live, "Nobody Like You", "Slither" live)

D5 ("Glide", "Revolution", "Bi-Polar Bear", "Learning to Drive", "Spay")

C?5 ("Nobody Like You", "Transmissions From a Lonely Room", "Time of the Season")

C5 ("Come on, Come in", "Don't Drop That Dime", "Down" live)

B4 ("Scary Area", "Spectacle", "Sucker Train Blues", "Seven Caged Tigers", "Break on Through (To the Other Side)", "Gas & a Dollar Laugh", "Psycho Killer", "Roadhouse Blues" live, "Vasoline" live)

B?4 ("Hazy Daze", "Take a Load Off", "Gravedancer", "Chateau Mars", "Pop's Low Suicide", "No Way Out", "Illegal i Song", "Patience" live, "Piece of Pie" live, "Slither" live, "Sex Type Thing" live)

A4 ("Piece of Pie", "Bagman", "Art School Girl", "American Man", "Headspace", "Still Remains", "Down", "Peacoat", "The Last Fight", "Where the River Goes", "Samba Nova", "Revolution", "Slither", "Dirty Little Thing", "Silvergun Superman", "Set Me Free", "She Builds Quick Machines", "Get Out the Door", "She Mine", "Dead and Bloated", "For a Brother", "Only Dying", "Between the Lines", "Lounge Fly", "I Know It's Too Late", "Psycho Killer", "Negative Creep", "Ride the Cliché", "You Got No Right", "Dare If You Dare", "Dumb Love", "Transmissions From a Lonely Room", "Coma", "Do It for the Kids", "Regeneration", "The Date", "Pruno", "Sex & Violence", "Sex Type Thing" live, "No More No More" live, "Fall to Pieces" demo)

G?4 ("Fall to Pieces", "Adhesive", "Mockingbird Girl", "Opposite Octave Reaction")

G4 ("Plush", "Maver", "Unglued", "And So I Know", "Where's the Man", Creep" music video version, "Dead and Bloated", "Naked Sunday", "Sin", "Army Ants", "Meatplow", "Wicked Garden", "Fast As I Can", "Kitchenware & Candybars", "Big Bang Baby", "Tumble in the Rough", "Trippin' on a Hole in a Paper Heart", "Days of the Week", "Long Way Home", "Regeneration", "Heaven & Hot Rods", "Sour Girl", "Let It Roll", "Pills, Demons & Etc.", "Messages", "Get Out the Door", "Let's Go All the Way", "Don't Drop That Dime")

Notas baixas significativas:

C?2 ("You Give Me Messages", "You Pushed My Buttons", "The Last Fight" live)

D2 ("Used to Love Her")

E2 ("Art School Girl", "Dirty Dog", "Sex Type Thing" swing type version, live improvisation)

F2 ("Love Machine", "Headspace", "Plush" acoustic version, live intro)

F?2 ("Wet My Bed", "On A Cold Winter's Night", "Transmissions From a Lonely Room", "Illegal i Song")

G2 ("Kitchenware & Candybars", "Set Me Free", "Don't Drop That Dime", "Lazy Divey" live)

A2 ("Winter Wonderland", "I'll Be Home for Christmas", "White Christmas", "Lazy Divey", "Chateau Mars", "Huckleberry Crumble", "Hickory Dichotomy", "Have Yourself a Merry Little Christmas" live)

B?2 ("Time of the Season", "The Date", "Superhuman", "Sex Type Thing" live, "The Last Fight" live, "Have Yourself a Merry Little Christmas" live, "It's So Easy" live)

B2 ("Dirty Little Thing", "Tangle With Your Mind", "Mary Mary", "Lounge Fly", "Hickory Dichotomy", "Samba Nova", "The Last Fight", "Crackerman", "What Child Is This?", "I Am the Resurrection", "The Christmas Song", "Kitchenware & Candybars", "Sex Type Thing" swing type version)

Scott Weiland era um vocalista extremamente versátil, um verdadeiro "camaleão vocal", assim como o seu maior ídolo musical, David Bowie. Embora fosse barítono, Weiland já entregou performances que somente um cantor com um timbre baixo conseguiria entregar, tamanha a versatilidade do vocalista.

No decorrer dos anos, a voz de Weiland fora perdendo potência e ficando mais aguda, como pode ser aferido em diversas apresentações ao vivo do Velvet Revolver.

Então vamos analisar esta versatilidade por meio de sua canções.

Na canção "Creep", Weiland soa como Kurt Cobain em alguns momentos. Suas modulações vocais confundiram até os mais fanáticos adeptos de Cobain que, na época em que a canção fora lançada, confundiram com uma pérola perdida do Nirvana. O vocalista atinge um G4.

Em "Plush", Scott entrega uma performance impressionante, soando como um cruzamento entre Elvis Presley e Edie Veder, com um sólido G4. Grande canção. Grande performance.

Em "The Christmas Song", Weiland usa e abusa de crooning, uma espécie de epíteto dado a um cantor em canções populares. Nota-se que o vocalista atinge um notório B2.

Na belíssima canção "The Last Fight" do Velvet Revolver, Weiland também atinge um B2, além de um sólido C#2.

Em muitas versões ao vivo de "Sexy Type Thing", Scott alcança um B?2. Também é possível aferir uma poderosa transição entre F#4 e A4.

Em "Winter Wonderland", Scott mostra todo o poder seu timbre barítono, com uma performance autêntica que atinge um sólido A2.

Em "I'll Be Home For Christmas", Weiland nos brinda com uma performance arrebatadora. Que impostação, e que sutileza para realizar a transição entre as notas. O vocalista atinge um A2.

Algumas das harmonias vocais de "Adhesive", permanecem em G?2, e nesta canção temos um Scott Weiland sútil, mais uma prova de seu talento e versatilidade.

No petardo "Set Me Free" do Velvet Revolver, Weiland mostra potência vocal e entrega uma boa performance vocal, quase sempre em A2.

Mais uma brilhante trabalho vocal de Weiland a frente do Velvet Revolver. A bela "Gravedancer" traz um Scott Weiland espetacularmente afinado e na faixa escondida ao final da canção, temos somos brindados com um breve G2.

Mais um G2 pra conta de Weiland. Desta vez em "Lazy Divey", belíssimo b-side de sua carreira solo.

Em "Wet My Bed", temos uma performance cadenciada, com muito reverb, e Scott atinge um F?2.

Em "Love Machine", Scott mostra um bom apoio diafragmático e chaga em um F?2.

Em "Dirty Dog", Weiland entrega uma performance repleta de swinge e versatilidade, atingindo um E2.

Em "Art School Girl", entrega-nos um vocal encorpado e visceral, com um F?2 bem estruturado.

No clássico "Used To Love Her", Scott Weiland apresenta um consistente A2.

Na bela canção "Marver", Scott Weiland atinge um fantástico G4.

Outro sólido registro em G4 atingido por Scott, dessa vez na canção "And So I Know".

Na visceral "Dead and Bloated", Scott nos traz uma voz potente, que permanece quase sempre em F4, com breves momentos em G4.

Em "Fall To Pieces", Weiland nos brinda com uma performance emotiva e formidável, com registros em G#4.

"Slither" é o maior sucesso do Velvet Revolver, e fica difícil não creditar boa parte do sucesso da canção às linhas vocais contundentes de Weiland. Aqui, em algumas passagens, o vocalista nos traz um A4, lembrando Jim Morrison em brevíssimos momentos.

Na divertida "Bagman", temos uma voz limpa e outro A4 atingido.

Outro A4 atingido na maravilhosa "Piece of Pie", e como não lembrar de Layne Staley ao ouvir essa performance primorosa de Weiland. Outro poderoso A4 atingido por aqui.

Em "Take a Load Off", temos um G#4.

No clássico "Roadhouse Blues" do The Doors, Weiland faz jus ao legado de Jim e apresenta uma performance vigorosa, com um assustado B4.

Em "Transmissions From a Lonely Room" vemos Scott Weiland atingir um C?5 dentro de sua gama vocal.

Em "Ole Dixie", temos uma amostra grátis do yodelling, técnica muito utilizada por Weiland. Temos uma transição entre A4 e um E?5.

É impossível precisar quanto tempo a carreira de Scott Weiland ainda duraria. Os abusos vocais e os excessos fora dos palcos um dia viriam para cobrar um preço. Fica na memória de todos os seus fãs (incluo-me nesta) as suas brilhantes canções e inegável contribuição criativa para o mundo da música.

A Hit Parade incluiu Scott Weiland em sua lista dos "100 cantores definitivos do rock". Que o seu legado e a sua música possam viver eternamente.

Descanse em paz, Scott "Fucking" Weiland.


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Sobre Danilo F. Nascimento

Administrador por casualidade. Músico por instinto. Escritor por devaneio. Fascinado por música, literatura e cinema. Seu primeiro contato com o mundo do rock data de meados dos anos 90, uma época de transição entre o analógico e o digital, e, principalmente, uma época onde a MTV ainda era aprazível e relevante. Idolatra e cultua o legado instituído pela maior banda de todos os tempos, o Queen.

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