A curiosa versão do "Appetite For Destruction" regravada pelo Guns N' Roses
Por Bruce William
Postado em 31 de julho de 2024
Lançado em 21 de julho de 1987, "Appetite For Destruction", álbum de estreia do Guns N' Roses, é o trabalho mais bem sucedido da banda em termos comerciais com quase 50 milhões de cópias vendidas, e se tornou um clássico ao longo dos anos, trazendo músicas que não podem ficar de fora dos shows ao vivo como "Sweet Child o' Mine", "Welcome to the Jungle" e "Paradise City".
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No final da década seguinte Axl Rose, então o único integrante da formação que gravou o álbum, revelou que estava trabalhando em uma regravação do disco, ao falar sobre o álbum duplo ao vivo "Live Era '87-'93", que apresentava gravações de várias performances realizadas entre esses anos. Axl disse a Kurt Loder da MTV em uma entrevista em 1999, resgatada pela Loudwire que o álbum ao vivo serviria como um lançamento de despedida da antiga formação para seus fãs.
Então, ao ser perguntado se a nova formação do Guns N' Roses continuaria tocando o material antigo, Axl garantiu que sim, e acrescentou que regravou todo Appetite, exceto duas músicas, que foram substituídas por "You Could Be Mine" e "Patience". "Eu não sei exatamente o que vou fazer com isso, quando eu lançaria. Mas, sabe, tem muita energia. Aprender as velhas músicas do Guns e colocá-las em prática, gravá-las, realmente forçou todos a elevar a qualidade necessária", disse Axl.
"Uma vez que a energia foi compreendida pelos novos caras, da quantidade de energia necessária para acertar as músicas, isso realmente ajudou no processo de composição e gravação do novo disco". Os "novos caras" a quem Axl se referia eram Robin Finck (Nine Inch Nails, guitarras), Tommy Stinson (The Replacements, baixo) e Josh Freese (Nine Inch Nails, bateria). Aparentemente Paul "Huge" Tobias (guitarra) também estava envolvido no processo de regravação.
Ao que parece, aquilo fazia parte de um projeto que consistia em regravar todos os álbuns do Guns N' Roses com a nova formação e lançar em um box, mas a ideia não progrediu graças aos problemas burocráticos que Axl enfrentou na época, conforme revelou Tony Monson, gerente do estúdio da gravadora Geffen. Na prática, a banda não saiu de sua rotina para fazer o trabalho: "Tivemos que ensaiá-las de qualquer maneira para poder tocá-las ao vivo novamente, e havia muitas técnicas de gravação e certos estilos sutis e preenchimentos de bateria e coisas assim que são meio que assinaturas dos anos 80 e que poderiam ser sutilmente atualizadas... um pouco menos de reverberação e um pouco menos de bumbo duplo e coisas assim", disse Axl, justificando a realização das regravações.
Com o retorno de Slash e Duff McKagan ao Guns N' Roses, dificilmente estas gravações verão a luz do dia, na íntegra. Mas para termos uma ideia de como elas soam, vamos recorrer ao filme "Big Daddy" ("O Paizão", no Brasil), estrelado por Adam Sandler, que traz em sua trilha sonora uma releitura de "Sweet Child O' Mine" feita por Sheryl Crow. Acontece que nos créditos do filme ouvimos o Guns N' Roses tocando "Sweet Child O' Mine", primeiro em uma versão ao vivo que vai até três minutos e sete segundos e, a partir daí, segue com a versão alternativa até o final. Percebe-se claramente a diferença no vocal e, principalmente, a guitarra de Robin Finck, com uma pegada bem diferente do Slash.
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