O álbum ao vivo que mudou a vida de Slash; "Eu amo esse disco"
Por Bruce William
Postado em 05 de julho de 2025
Antes mesmo de sonhar com o sucesso do Guns N’ Roses, Slash já tinha uma banda preferida no coração: o Aerosmith. E foi o disco "Rocks", de 1976, que o fez mergulhar de vez nesse universo. A paixão foi tanta que ele se lembra de um episódio quase inacreditável da adolescência. Depois de muito esforço para conseguir um encontro com a garota mais desejada da escola, Slash finalmente conseguiu ir à casa dela. Mas bastou ela colocar o "Rocks" para tocar e tudo mudou: "Eles me fizeram até esquecer a menina mais gostosa da escola", contou.

Mas nem tudo foi tão glorioso assim nos primeiros contatos dele com a banda. Quando finalmente conseguiu ver o Aerosmith ao vivo, a experiência foi decepcionante. Era 1978, no World Music Festival, em um lineup que também incluía Van Halen, Ted Nugent e Cheap Trick. O show do Aerosmith foi um desastre. "Reconheci só uma música. Era só barulho. Me desapontou, eu esperava que fossem mais profissionais", lamenta. Só anos mais tarde ele entendeu que havia assistido a banda em uma das fases mais decadentes da carreira, mergulhada nas drogas. "Eu via o Steven Tyler tropeçando no palco e pensava: 'esse cara deve ser desajeitado'. Não fazia ideia do que realmente estava acontecendo". Inclusive, Slash também acabaria passando por situações muito similares.
Por sorte, a música falou mais alto. E se o "Rocks" foi o empurrão inicial, foi o disco "Live! Bootleg" que firmou a conexão definitiva. "Comprei porque tinha as músicas mais conhecidas. Eu amo esse disco. Para mim, é o álbum ao vivo definitivo de rock'n'roll, é incrível! A partir daí, fui atrás de todos os discos do Aerosmith", declarou. Vale lembrar que naquela época comprar um disco era um evento, especialmente para um moleque sem grana.
Slash também comentou que a admiração dele não tinha nada a ver com a imagem da banda, pelo menos no começo. Tendo crescido cercado por músicos e celebridades, já que sua mãe, Ola Hudson, era estilista de nomes como David Bowie e Ringo Starr, e seu pai era cartunista, o estilo de vida dos rockstars não o impressionava. "Para mim, era tudo sobre a música, não sobre a imagem." Só mais tarde, com revistas e capas chamativas, começou a notar o visual. E reconhece: "Joe Perry era o guitarrista com a aparência mais legal. Steven Tyler parecia completamente maníaco. Os Stones eram legais, mas eram a banda do meu pai. O Aerosmith era a minha banda."
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