Cinco curiosidades sobre "Awake", o terceiro disco de estúdio do Dream Theater
Por Mateus Ribeiro
Postado em 09 de outubro de 2024
Lançado no dia 4 de outubro de 1994, "Awake" é o terceiro disco de estúdio da banda de metal progressivo Dream Theater. Sucessor do maravilhoso "Images and Words" (1992), "Awake" é um dos trabalhos mais aclamados do grupo fundado por John Petrucci (guitarra), John Myung (baixo) e Mike Portnoy (bateria).
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Pesado, técnico, sombrio e sentimental, "Awake" mostrou que o Dream Theater não era apenas uma moda passageira. O álbum apresenta músicas que se tornaram clássicos do talentoso quinteto, como "Caught In A Web", "Erotomania", "Voices", "The Mirror" e "Space-Dye Vest".
Para relembrar as três décadas de "Awake", preparei uma lista especial sobre esse grande álbum. Separe alguns minutos do seu dia e confira cinco curiosidades sobre o clássico "Awake".
O último disco do Dream Theater gravado por Kevin Moore
O tecladista Kevin Moore, um dos membros da formação original do Dream Theater, saiu do quinteto após as gravações de "Awake". A separação deixou o guitarrista John Petrucci muito triste, pois ele e Kevin eram amigos desde quando eram crianças.
"Ele era meu melhor amigo quando eu era criança (…). Nós literalmente fazíamos tudo juntos, nossas famílias eram amigas, morávamos bem perto um do outro. Então, todos os dias nós saíamos juntos, tocávamos música, fazíamos de tudo e, obviamente, nossa banda se tornou bem-sucedida, o que era o sonho de ambos.
Estávamos em turnê, tínhamos tudo a nosso favor, estávamos gravando ‘Awake’, e ele disse: ‘Sim, vou embora’. E eu fiquei arrasado.
Eu não entendi, então, sim, para mim, pessoalmente, foi muito doloroso. Porque ele meio que desapareceu e foi fazer suas próprias coisas. Nós mantivemos pouco contato e eu não falo com ele há muito tempo, então, foi basicamente o fim daquele relacionamento de infância de longa data", afirmou Petrucci, durante entrevista concedida ao site Loudwire.
A falta de um líder causou discussões desnecessárias
Ao contrário do que acontece com bandas como Megadeth e Iron Maiden, a liderança do Dream Theater não é centralizada em uma pessoa. Essa falta de liderança causou algumas tensões ao longo das gravações de "Awake".
Na época, Kevin Moore observou que rolavam "discussões que duram para sempre porque não há ninguém para entrar e estabelecer o limite" (a declaração pode ser encontrada no site oficial do Dream Theater).
"Quando se tratava de música, você tinha o guitarrista John Petrucci e eu desempenhando os papéis que ainda desempenhamos, e Kevin também era um elemento de força. Naquela época, o baixista John Myung estava um pouco mais extrovertido, então o baixo era um pouco mais predominante na banda. As brigas nunca chegavam a ser violentas, mas havia muita discussão sobre todos os elementos, como os detalhes finos de qual deveria ser a terceira nota do sexagésimo quarto compasso", disse o baterista do Dream Theater.
A gravadora queria um disco pesado
A gravadora East West queria que "Awake" fosse um trabalho mais pesado e sombrio, por conta do sucesso que o groove metal e o metal alternativo estavam fazendo na primeira metade da década de 1990. "The Mirror", "Voices" e "Lie" mostram que os desejos (ou pedidos…) da gravadora foram atendidos.
Teatro dos Mamonas Assassinas
Citada algumas vezes neste texto, "The Mirror" figura entre os destaques de "Awake". E o marcante trecho inicial dessa faixa aparece na música "Bois Don’t Cry" da banda brasileira Mamonas Assassinas. Quando "Bois Don’t Cry" chega a 1 minuto e 22 segundos, é possível ouvir o início da pesada "The Mirror".
Pode ser apenas coincidência? Talvez. Porém, o saudoso Bento Hinoto (guitarrista dos Mamonas Assassinas) sabia tocar uma música de "Awake" ("6:00") na guitarra, como é possível conferir aqui.
A estranha história de "Space-Dye Vest"
Antes de sair do Dream Theater, Kevin Moore escreveu uma das músicas mais melancólicas e belas de toda a trajetória do grupo, a magnífica "Space-Dye Vest", faixa que encerra "Awake" com maestria.
"Eu estava olhando um catálogo de roupas e vi a foto de uma garota desfilando com uma peça de roupa chamada space-dye vest. Então, me apaixonei por ela por algum motivo estranho e, no momento em que fiquei obcecado por essa pessoa, pensei: ‘Por que estou fazendo isso?’ e percebi que isso estava acontecendo com frequência", declarou Moore, durante uma entrevista concedida a um entrevistador japonês (via Songfacts).
"Acho que a principal razão pela qual estava fazendo isso, e foi isso que descobri na época, era que eu tinha acabado de sair de um relacionamento em que fui abandonado, basicamente, e então acho que a situação era que eu não tinha terminado de entregar tudo o que eu estava pronto para entregar. Então eu estava apenas, tipo, jogando tudo ao redor, sabe, apenas apontando em diferentes direções. Era um caso total de projeção.
Essa música é simplesmente uma tentativa de resolver isso e admitir que estava meio perdido. Portanto, é uma música meio sombria. Mas foi muito catártica", complementou o tecladista.
"Space-Dye Vest" é sensacional, mas, de acordo com Mike Portnoy, a faixa quase ficou de fora do álbum. "Definitivamente nunca tocaríamos essa música ao vivo sem Kevin na banda. Era totalmente 100% música dele e se soubéssemos que ele estava prestes a sair da banda, nem a teríamos colocado em nosso álbum", afirmou Portnoy, em uma sessão de perguntas e respostas disponibilizada em seu site oficial.
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