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O álbum do Rush que sempre incomodou Geddy Lee por sua mixagem "imperfeita"

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Postado em 05 de julho de 2025

Se há um gênero musical repleto de drama e tragédia é o rock. Nesse quesito não tem nem para o blues — nascido do sofrimento dos escravos nas plantações de algodão às margens do rio Mississippi.

Entre as maiores tragédias do rock estão aquela pela qual passou o baterista do Rush, Neil Peart, nos anos 90. Em 1997, ele perdeu sua filha única, Selena, morta em um acidente de carro com apenas 19 anos. Como se não bastasse, sua esposa com aquilo perdeu a motivação de viver e acabou morrendo no ano seguinte, de câncer.

Devastado, Peart abandonou o Rush e a vida pública, viajando de moto sem rumo por quase 100 mil quilômetros pela América dos Norte. Ao longo dessa jornada o baterista elaborou seu luto e reencontrou um motivo para viver. Com ele de volta aos trilhos, o Rush voltou à ativa com "Vapor Trails" (2002).

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Foto: Andrew MacNaughtan
Foto: Andrew MacNaughtan

Só que a produção daquele disco acabou sendo uma das mais longas, complicadas e problemáticas da banda. O resultado foi uma sonoridade que não agradou a eles.

O processo de produção de um álbum normalmente se divide em três etapas: a primeira é a composição e gravação de demos; a segunda é a parte de gravar os instrumentos, regravar e, escolher os timbres e efeitos. A terceira parte, que para muitos é a mais importante, vem após a gravação propriamente dita, que é a mixagem e a masterização.

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Na mixagem cada elemento individual (vocais, guitarras, baixo, bateria e etc) são equilibrados em volume, posicionados no campo estéreo, equalizados e complementados com efeitos.

Já a masterização vem depois da mixagem e visa lapidar e uniformizar o som entre as faixas do álbum, ajustando o volume final, a equalização geral e a compressão.

Conforme publicado pela Far Out Magazine, em entrevista de 2013 para a Rolling Stone Geddy Lee confessou:

"[Depois que gravamos o 'Vapor Trails'] cada um seguiu seu caminho. Eu levei o disco pra Nova Iorque pra fazer a masterização. Quando tive algumas semanas de folga e pude ouvir com mais clareza, percebi que a gente meio que cozinhou demais o disco. As mixagens estavam muito altas e ríspidas. A masterização ficou rígida e distorcida, mas, naquele ponto, já não estava mais nas minhas mãos. O disco já tinha saído."

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"É uma sensação horrível perceber que, por falta de objetividade, você deixou uma obra imperfeita chegar ao público. Só que as músicas eram muito fortes, e o público respondeu muito bem ao disco. O pessoal ficou feliz com nossa volta. Os defeitos sonoros acabaram sendo ofuscados pela empolgação com o retorno da banda à ativa. Mas isso sempre me incomodou. Ao longo dos anos, tivemos várias tentativas de remixar e remasterizar, mas nenhuma delas me satisfez de verdade."

O Rush ficou tão incomodado com a sonoridade de "Vapor Trails" que na compilação "Retrospective III" (2009) as faixas dele não entraram na versão original, mas sim em versões mexidas por Richard Chycki. Ainda não satisfeitos, em 2013 eles contrataram o produtor David Bottrill (King Crimson e Tool) para consertar a mixagem/remasterização. Essa versão foi a que mais agradou a Geddy Lee, que disse:

"Fiquei bem satisfeito com o resultado final. Para mim, [Bottrill] finalmente conseguiu dar uma arrumada e fazer justiça a algumas daquelas músicas, em que depositamos tanto de nossa alma e coração."

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E, por falar em disco estragado pela mixagem, lembrei do caso do debut dos Paralamas do Sucesso. Eles gravaram tudo, mas na hora de mixar eles simplesmente deixaram à cargo da gravadora. Quando eles ouviram o resultado ficaram extremamente decepcionados, porque não soava como aquilo que eles tinham em mente.

A mixagem é tão importante que praticamente toda grande banda nacional (que tinha condições financeiras para isso) mixava seus álbuns nos Estados Unidos, com tecnologia de ponta que não tinha por aqui.

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Sobre André Garcia

Sou redator e tradutor freelancer e escritor, autor do livro de contos Liber IMP. Ouço rock desde pequeno, leio coisas sobre bandas desde sempre e escrevo sobre ela já tem anos. Cresci como fã de Iron Maiden e paladino do rock, mas já me tratei. Hoje sou fã de nomes como Beatles, David Bowie, The Cure, Kraftwerk e Velvet Underground, e de cenas como a Londres psicodélica, a Nova Iorque proto-punk e a Manchester pós-punk. Escrevo notas e notícias rápidas para o Whiplash.Net visando compartilhar conteúdo relevante sobre música e cultura pop.
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