Em 1998, jornalista da Bizz detonou o Megadeth e afirmou que prazo de validade havia expirado
Por Mateus Ribeiro
Postado em 04 de julho de 2025
Com mais de quatro décadas de estrada, o Megadeth é um dos pilares do thrash metal. Liderado — de forma absoluta — pelo guitarrista e vocalista Dave Mustaine, o grupo acumulou milhões de discos vendidos e lançou álbuns que se tornaram clássicos da música pesada, como "Peace Sells… But Who’s Buying?" (1986), "Rust in Peace" (1990) e "Countdown to Extinction" (1992).
Apesar de não ter alcançado o sucesso comercial da antiga banda de Mustaine — você sabe qual é —, o Megadeth construiu uma base de fãs fiel e apaixonada. No entanto, nem todos compartilham dessa admiração. Um exemplo notório é o do jornalista brasileiro André Barcinski, cuja resenha de um show da banda no Ozzfest 1998 deixa claro seu desdém.

O texto foi publicado na edição de agosto da revista Bizz, e se refere à apresentação realizada em 5 de julho de 1998, no PNC Bank Arts Center, em Holmdel, Nova Jérsei (EUA) (via Setlist.FM). Na ocasião, o Megadeth promovia o álbum "Cryptic Writings" (1997), mas, a julgar pelas palavras de Barcinski, o desempenho da banda passou longe de convencê-lo.
"Nem havia escurecido quando entrou o Megadeth. O cantor/guitarrista Dave Mustaine e seus asseclas fazem a mesma cara de mau e tocam o mesmo metal requentado de dez anos atrás. Não dá. Metaleiro, afinal, é que nem requeijão, passou do prazo de validade, estraga. E a validade do Megadeth expirou lá por 91.
Quando Mustaine começou a cantar uma versão tenebrosa de ‘Anarchy in the UK’, hino punk dos Sex Pistols, muitos headbangers correram ao segundo palco para ver o Motörhead."
Quase trinta anos após a crítica impiedosa, o Megadeth segue firme na ativa. A banda trabalha atualmente em seu 17º álbum de estúdio — mais um capítulo de uma trajetória longeva, marcada por glórias, prêmios e resiliência. André Barcinski continua atuante como jornalista e mantém um canal no YouTube com ótimos conteúdos sobre música, cultura pop e os bastidores do jornalismo musical.
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