Glenn Hughes: Análise vocal do cantor

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Por Danilo F. Nascimento
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Glenn Hughes, conhecido também como “The Voice Of Rock”, é um músico inglês, nascido em 21 de agosto de 1951.

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Conhecido, principalmente, por ter integrado o notável cast de vocalistas do Deep Purple, Hughes possui uma sólida carreira solo e é, frequentemente, inserido em toda e qualquer lista cujo objetivo seja elencar os melhores vocalistas da história do rock.

Características vocais:
Timbre - Tenor
Gama vocal - D2-D6

Glenn interessou-se pela música muito cedo, ainda na infância, período no qual se apaixonou pelo trabalho do cantor Marvie Gaye e pelos grupos da Motown como The Jackson 5, The Four Tops e The Temptations.

Ainda na infância, Hughes passou a integrar o coral de sua escola, onde cantava cânticos patriotas e cristãos. A paixão pelo groove que ecoava na sonoridade dos grupos de R&B da época, fez com que Hughes se interessasse por um instrumento em particular, o baixo.

O primeiro baixo adquirido por Hughes fora o modelo “62 Fender J bass”.

Aos 12 anos, seu até então colega de escola Mel Galley [Trapeze, Whitesnake] o convidou para tocar baixo na banda Finders Keepers, na qual Galley era o guitarrista.

Hughes deliciava-se com os ensaios e pequenos concertos da banda, e estava cada vez mais empolgado com a possibilidade de tocar baixo em uma banda. Sua maior inspiração era o baixista James Jamerson, conhecido por ter sido o baixista oficial da gravadora Motown, tendo gravado linhas de baixo para artistas como Marvin Gaye, The Four Tops, Stevie Wonder, The Temptations, The Supremes, e muitos outros.

Após alguns meses, a Finders Keepers transformou-se em Trapeze. A banda unia, com maestria, o soul norte-americano com o rock britânico.

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No início dos anos 70, Hughes sairá do Trapeze para entrar no Deep Purple, e o resto da história todo mundo conhece.

Além de cantar e tocar baixo, Hughes também domina com desenvoltura instrumentos como teclado, guitarra, trombone e trompete.

Falando especificamente sobre a sua habilidade ao cantar, Hughes é certamente um dos mais talentosos cantores da história, pois transita com maestria pelas mais variadas vertentes da música, e a cada ano que passa, apresentava-se cada vez melhor, é algo digno de espanto.

Hughes possuí uma gama vocal privilegiada. Sua tessitura é invejável e digna de nota. [Nota do autor: Não confundir tessitura com extensão].

Tessitura: Tamanho da voz; conjunto de notas que um cantor consegue articular sem esforço de modo a que o timbre saia com a qualidade necessária. A tessitura tem, portanto, uma abrangência menor que a extensão

Extensão: Representa todas as notas fisicamente realizáveis, a tessitura refere-se às notas mais frequentemente utilizáveis.

Hughes possui uma facilidade assustadora de transitar entre médios e agudos, conseguindo obter passagem para um falsete com extrema facilidade, sem esforço algum, como se todas as regiões fossem confortáveis para abrigar a sua voz.

A habilidade com o trompete e o trombone lhe proporcionaram uma respiração diafragmática praticamente perfeita ao cantar. Ele consegue controlar as diferentes pressões de ar para “quebrar” a voz em qualquer parte de seu registro, usufruindo de todos ressonadores, e dando a sua voz a possibilidade de oferecer mudanças contínuas e inesperadas. Inegavelmente, Glenn é um cantor de muitas cores.

Nota do autor:

A cor da voz é genética, herdamos de nossos pais, pois a “cor” da voz depende do formato de nossas pregas vocais, ou músculos vocais. Vamos conversar um pouco a respeito disso.

Voz é o som produzido pelo homem, através das pregas vocais, para falar, cantar, enfim, se expressar. Não identifica somente a sua idade e sexo, mas é um dos meios mais fortes de identificação de características de personalidade e estado emocional.

Um bom exemplo de que nossa voz está relacionada com características diversas, inclusive com nosso estado emocional, é quando em estado de excitação ou nervosismo, as pregas vocais se esticam produzindo sons mais agudos.

Outra característica está relacionada a ingestão de álcool e cigarro, que deixam as pregas frouxas e, consequentemente, a fala mais grave.

A produção vocal acontece de forma tão espontânea que não nos atemos na complexidade do trabalho de nosso corpo para a sua produção. Ela é produto de um trabalho em conjunto entre nossos sistemas nervoso, respiratório e digestório, além de músculos, ligamentos e ossos que atuam em perfeita harmonia para que aconteça uma emissão eficiente. A fala está relacionada com a necessidade que o homem tem de se agrupar e se comunicar.

Por que existe uma voz grave e outra aguda? O que faz a diferença entre essas vozes? Talvez essa seja uma pergunta que você já fez, não é mesmo? Bem, como eu expliquei acima, a “cor” da voz – se ela é grave ou aguda – depende de uma questão genética, além também do sexo e idade. As vozes funcionam em frequências.

Hughes é único, seu estilo é muito particular e sua interpretação é esplendorosa, mas ninguém é perfeito, nem muito menos invencível. Nos anos 80, Hughes enfrentou sérios problemas com drogas e álcool, sendo que o seu vício afetou consideravelmente a sua personalidade e sua capacidade vocal. Em alguns registros ao vivo de meados dos anos 80, é possível notar que a voz de Glenn estava um pouco mais grave e inconstante, o que avaliza o que citei acima. O álcool, as drogas e o cigarro são responsável por “afrouxar” as pregas vocais, resultando em uma voz mais grave e áspera.

Mas Hughes haveria de se recuperar, encontrou um equilíbrio, abandonou os vícios e já no final dos anos 80 voltará à sua grande forma. Se David Bowie é considerado o camaleão do rock, a voz de Hughes também pode ser mencionada de forma parecida. O cantor já se aventurou pelo jazz, pelo soul, pelo funk, pelo pop, pelo blues, pelo heavy metal, pelo hard rock, e a sua qualidade vocal permanece intacta, sua versatilidade é digna de reverências. Na arte de cantar, Glenn, sem dúvida alguma, é um dos melhores artistas. Hughes não apenas tem uma grande voz, como também sabe utilizá-la como poucos.

Embora Hughes seja um grande cantor, já admitiu nunca ter estudado aulas de canto formalmente com um professor. Em entrevista concedida ao jornalista e professor de canto Luis Blanco em 2007, Hughes abordou o seu poderio vocal.

Luis Blanco: A maioria dos grandes cantores do rock clássico nunca estudaram canto e sempre cantaram de forma intuitiva. Você já recebeu alguma educação ou formação?

Glenn Hughes: Não, eu nunca estudei canto. Eu cantava em um coral (escola) e aprendi a tocar música na escola, este período foi muito importante para mim. O coral me deu uma boa base para me aprimorar como cantor, e eu também aprendi a tocar trombone e trompete, que me ajudavam a respirar corretamente, e se você têm algum talento e respira corretamente pelo diafragma é meio caminho andado para se tornar um bom cantor.

Luis Blanco: A maioria dos cantores profissionais ao longo de sua carreira já tiveram problemas com a sua voz, como nódulos, pólipos ou rouquidão. Você já sofreu a perda de sua voz?

Glenn Hughes: Não, eu nunca tive esses problemas com a minha voz. Eu tive muita, muita sorte de não ter sofrido esses problemas na minha voz, como nódulos, pólipos ou algo assim. Sofri laringite e talvez tenha sofrido com alguns problemas menores no início, quando eu ainda cantava de forma errada, mas nunca tive problemas graves.

Luis Blanco: Tenho certeza de que você cuida bem de sua voz. Acho que não fuma ou bebe, ou bebe com moderação. O que você acha sobre esses hábitos com o álcool para um cantor?

Glenn Hughes: Deixe-me dizer-lhe uma coisa, é particular, é uma questão individual, então eu vou responder diferente do que outra pessoa responderia. Quando alguém me pergunta porque canto melhor hoje do que há 20 ou 30 anos atrás a minha resposta é muito simples: não fumo, não bebo, eu não uso mais drogas. Para mim é assim, e por isso que a minha voz está melhor do que nunca. Então, é só a minha opinião, é apenas o ponto de vista de um homem.

Luis Blanco: Há cantores que dizem que uma dose de uísque, por exemplo, cai bem ...

Glenn Hughes: Bobagem, é psicológico.

Luis Blanco: Como você aquece a voz minutos antes de um show?

Glenn Hughes: A passagem de som é essencial. É lá que aqueço minha voz e a preparo para um show, se um cantor não faz a passagem de som com a sua banda, certamente, seu desempenho vocal não será totalmente satisfatório. Cantar e praticar na passagem de som, além de alguns exercícios básicos de fonoaudiologia, preparam a minha voz para um show.

Luis Blanco: Você se preocupava com esse aquecimento vocal há 20 ou 30 anos atrás?

Glenn Hughes: Não, nunca. Não passava pela minha cabeça o quão importante era.

Luis Blanco: Diz-se que há 3 maneiras de cantar bem todas as noites estando em turnê:

1- Cantar de forma inteligente, escolhendo um repertório que se adeque à sua atual voz.
2- Controlar bem a voz em todas as músicas.
3- Alterar as melodias ou reduzir tons de músicas mais difíceis.

Qual método se adequa a você?

Glenn Hughes: Essa é uma pergunta muito boa. Eu gosto de cantar todas as noites. Sinceramente, pela primeira vez na vida eu aprendi a como se comportar em turnê e como utilizar a minha voz. Eu estou respirando melhor. Eu continuo cantando as mesmas músicas de anos atrás, mas de forma melhor, não estou simplesmente empurrando-as. Estou respirando mais e empurrando menos ar pra fora. Assim, eu consigo cantar todas as noites, e isso é uma benção, me deixa animado, é tudo uma questão de controle e respiração.

Luis Blanco: Em sua longa carreira como cantor você consumiu cortisona ou anti-inflamatório ou vitaminas por causa de problemas com gripe ou algo assim?

Glenn Hughes: Sim, todos os cantores já usufruíram de algo parecido. A cortisona é um tiro no pé ... se você tem laringite

Luis Blanco: Eu acredito que a voz muda, que é um instrumento elástico, há músicas que você já cantou e não consegue mais cantar?

Glenn Hughes: Uma ou duas vezes praticando certas músicas a tornam fácil novamente. Haviam certas músicas que eu não pude cantar por longos anos, pois eram muito difíceis de reproduzir. Hoje, posso dizer que posso cantor quase tudo do meu repertório, quase tudo que já gravei em estúdio posso reproduzir ao vivo hoje. E sou muito grato a Deus por isso.

Luis Blanco: Estamos descobrindo que cada cantor tem uma resistência diferente na estrada, quantos dias seguidos você acha que pode cantar e cantar perfeitamente?

Glenn Hughes: Geralmente consigo cantar por 5 noites seguidas. Isso tem tudo a ver com o relaxamento muscular. Não somos panteras [Hughes imita o som de uma pantera rosnando], somos cantores de rock, possuímos um escopo amplo. Por isso, é importante controlar. Varia de cantor para cantor, mas no meu caso, posso cantar por cinco noites seguidas, e no sexto dia precisarei de uma folga [risos].

Luis Blanco: Qual conselho você daria para um estudante de canto que queira manter-se em forma todas as noites?

Glenn Hughes: Bem, nesse caso ele vai terminar esgotado [risos]. Não fumem, e priorizem a respiração.

Luis Blanco: Ouvindo sua voz, eu noto que você trabalha como uma técnica chamada belting, onde o som é projetado para a frente, com a abertura da boca bem larga, expandindo a laringe, o que é completamente diferente do que os cantores de ópera fazem, já que eles projetam a voz para trás e abrem a boca mais para a parte superior e inferior da laringe. Como você definiria a as principais diferenças entre a sua forma de cantar e o cantor lírico?

Glenn Hughes: Eu canto intuitivamente, espontaneamente, com a alma, e só recentemente eu aprendi a cantar realmente bem a vivo noite após noite. Você pode chamar isso do que quiser, belting ou sei lá o que. Eu não sei o que é isso, sem querer te ofender, eu nunca aprendi esse tipo de coisa. Eu gosto de improvisar e esses cantores de ópera cantam da mesma forma sempre, acho que isso responde sua pergunta.

Luis Blanco: O falsete é amplamente utilizado no rock, mas existem suas maneiras completamente diferentes de executá-lo. Um é amplamente utilizado pela maioria dos cantores. Mas há outra técnica semelhante que é o falsete de sino, muito utilizado por Ian Gillan no passado. Glenn ao ouvir a sua voz, percebo que ela é completamente estável, em em todos esses anos você não mudou tons, colocando-os para baixo ou algo assim. A maioria dos cantores passam por uma considerável mudança em suas vozes ao longo dos anos, você já têm 55 anos (nota: isto em 2007) e sua voz permanece praticamente intacta, qual a razão?

Glenn Hughes: Eu não tenho medo de atacar qualquer tipo de nota. Tudo é uma questão de feeling. Posso chegar a um Do5, mas não faço muito isso. As notas altas são tão naturais pra mim, e todas as noites eu dou uma improvisada, canto um pouco diferente para testar a minha criatividade.

Luis Blanco: Quais são os seus cantores favoritos, aqueles que mais lhe influenciaram?

Glenn Hughes: Stevie Wonder, Marvin Gaye, Otis Redding e Wilson Picket. Eu adoro todos aqueles cantores da época de ouro da Motown. Eles eram melhores do que qualquer cantor de rock. Então eu incorporei um pouco desse estilo de cantar do soul americano ao meu estilo vocal. Eu gosto tanto de funk, soul ou r&b como de rock, na verdade, eu acho que gosto mais desses estilos do que propriamente de rock.

Luis Blanco: É importante transmitir sentimento ao cantar, e a técnica é só uma das várias formas de obtê-lo. Mas a maioria dos cantores só querem cantar notas altas, notas impossíveis. É possível ser um grande cantor sem precisar chegar nessas notas?

Glenn Hughes: Sim é. Eu já gravei álbuns onde canto notas mais baixas. Eu gosto de improvisar e variar, é bom ter ambos, a técnica e o feeling, é conseguir chegar nos tons baixos e nos altos, mas varia de caso a caso. Eu sou um cantor interessado em técnica, mas prefiro me ater à melodia, ao feeling, e Paul Rodgers é rei nesta questão. Eu sou um eterno estudante, aprendo algo novo sobre minha voz todos os dias.

Luis Blanco: Como obter a ultrapassagem na voz, o efeito de rasgar ou quebrar? Acho que isso acontece quando estamos dando mais pressão de ar do que o necessário para cantar a nota, certo?

Glenn Hughes: Eu penso que você têm que colocar a pressão do ar sobre a nota, é isso que eu acho.

A voz humana apresenta mudanças fisiológicas ao longo dos anos. A voz masculina, especificamente, apresenta a sua última mudança entre os 35 e 50 anos, variando de pessoa para pessoa.

No caso de Glenn Hughes, sua voz apenas melhorou. Ele a aperfeiçoou mesmo sem o auxílio de um professor. Indubitavelmente, viver uma vida saudável, hoje, contribui para isto, além do fato dele respirar corretamente e ter um bom controle sobre a sua voz. Com o auxílio de fonoaudiólogos conheceu a sua tessitura vocal e descobriu até onde poderia ir.

Glenn Hughes obteve, com justiça ou não, o título de “A voz do rock”.

Em entrevista ao portal Music Radar, o cantor falou sobre o assunto: “Bom eu tenho que te dizer que é ótimo, as pessoas me dizem que eu sou a Voz do Rock, eles me dizem, não eu. Eu nunca me intitulei a Voz do Rock mas é muito bom saber que eu fui escolhido pelo meu público, isto é muito legal. A minha mãe gostaria que eu fosse chamado de a Voz do POP, porque ela odeia rock (risos)”.

Hughes falou também sobre os problemas que enfrentou com a sua voz: “A pior fase da minha carreira foi na época do Black Sabbath, quando eu perdi minha voz completamente, aquilo foi horrível. Eu fiquei 3 meses sem poder falar e tinha de me comunicar por escrita fazendo bilhetes pra tudo, desde então tenho me preocupado mais em controlar a minha voz e em como cuidar dela.”

As drogas, álcool e o cigarro, culminaram em um período negro para Hughes. Sua voz esteve severamente comprometida, mas o cantor se conscientizou, e os hábitos saudáveis lhe devolveram o controle sobre a sua voz.

Em entrevista concedida ao Whiplash.net em 2002, Hughes falou sobre seus novos hábitos: “O segredo para manter a minha voz intacta com o passar dos anos é manter um estilo de vida saudável, eu não fumo mais, nem uso drogas e me exercito muito. Hoje em dia eu pratico Yoga.

Entre as técnicas vocais utilizadas por Glenn Hughes, é possível citar:

1) Voz de peito - Notas baixas, que requerem grande caixa de ressonância. Por esta razão, as notas são desenvolvidos em uma queda grave, com a junção de registro vibratório e de peito (tórax).

2) Voz de cabeça – Na voz de cabeça o registro é mais alto. As notas estão no registro alto da parte mediana e alta de sua extensão, e geralmente têm menos força e um som mais suave. A voz de cabeça se move para a cavidade nasal e as vibrações vão para a testa. Ela é associada ao palato mole levantado,

3) Máscara de voz - Neste recurso, as notas mais altas parecem encontrar compatibilidade (vibrar sistematicamente) no rosto, nariz e cabeça. Frontal e esfenoidal. Quanto menor estas caixas de som e quanto mais projetada ela estiver, maior a facilidade de atingir notas mais altas.

4) Belting - Técnica baseada em uma posição de laringe ligeiramente para cima, com ampla abertura vocal, som muito alveolar, ao contrário do velofaríngea de tessitura perto de falsete, mas soando natural. O resultado é um timbre agudo e limpo.

5) Falsete faringe: Falsete habitual/natural, com músculo palatoestafilino.

Conceitos e termos acima são de cortesia do treinador vocal Ariel Coelho. Para mais informações:
http://www.arielcoelho.com.br/analises-vocais/

Hughes também usufrui de outras técnicas e formas de cantar, que podem ser conferidas em várias canções do cantor. Entre elas destacam-se a dinâmica entre esquemas vocais de dupla adução (belting e voz mista - combinação de voz de peito e voz de cabeça), ora com abaixamento do palato mole (efeito de estridência e nasalidade), ora com elevação do palato mole (espaçamento laringo-faringeo e enriquecimento dos harmônicos da voz).

Destaquemos também a transição de esquemas de dupla adução para esquemas de adução simples de CT (voz de cabeça), acrescido de vibratos laríngeos, além da maleabilidade e agilidade muscular presentes neste conjunto de ténicas vocais.

Falando especificamente sobre uma técnica muito utilizada no hard e heavy metal, e que gera muita discussão e desinformação – o drive – no início de sua carreira Glenn Hughes utilizava-os por meio de uma contrição laríngea, o que é, tecnicamente, inadequado.

Com o aperfeiçoamento ao longo dos anos, ao utilizar o drive, Hughes o faz por meio de drives estruturais, que são os False chords e o drive de epiglote (drive de natureza estrutural que é produzido pelo abaixamento parcial da cartilagem epiglote em direção ao ádito da laringe, realizado pelo músculo ariepiglótico)

Confira abaixo algumas canções que contam com os vocais de Glenn, elencadas de acordo com suas respectivas notas.

Notas altas significativas:

D6 - "Mistreated" live in Tokyo 2002, "No Stranger To Love" live 2003, "Smoke On the Water" live 2003, "The First Step of Love" live 1982, "We Shall Be Free" live 2008

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C♯6 - "Georgia On My Mind" live, "I Got Your Number" live 1990, "No Stranger To Love" live 2003, "Still In Love with You" Burning Japan Live, "The First Step of Love" live 1982, "We Shall Be Free" live, "What Can I Do for Ya", "You Keep on Moving" live 2003

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C6 - "Coast To Coast" Burning Japan Live, "Don't Let Me Bleed" live 2007, "Feelin' So Much Better Now", "Georgia On My Mind" live, "Gettin' Tighter", "Glimmer Twins Medley", "House of the Rising Sun" live 1993, "How Do You Feel", "I Got Your Number" live 1990, "Mistreated" live, "No Stranger To Love" live 2003, "The First Step of Love", "The Liar" live 1996, "This Life", "This Time Around " live 2008, "We Shall Be Free" live, "What Can I Do for Ya"

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B5 - "16 Guns", All Right Now" live 2011, "Coast To Coast" Burning Japan Live, "House of the Rising Sun" live, "I Was Made To Love Her", "Medusa", "Ooo Baby Baby" live, "The Show Must Go On" live at the Royal Albert Hall 2011, "You Can't Stop Rock'n'Roll" Live In Tokyo"

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B♭5 - "Mistreated" live in Tokyo 2002, "You Keep on Moving" live in the UK 2003, All Right Now" live 2011, "Burn" live 1974, "Cry Freedom", "House of the Rising Sun" live , "Kings And Queens", "Ooo Baby Baby" live, "Pickin' Up the Pieces", "Still In Love with You" live 1994, "Written All Over Your Face" live

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A5 - "24", "Burn" live, "Coast To Coast" Burning Japan Live, "Devil's Road" Live In Tokyo, "Georgia On My Mind" live, "Heaven's Missing an Angel","I Don't Want to Live That Way Again", "I Was Made To Love Her", "No Stranger To Love" live 2003, "Killer Queen", "Kings And Queens", "Losing My Head", "Pickin' Up the Pieces" , "Push!", "She Cast No Shadow", "Smoke On the Water" live 2003, "Space Truckin'" live, "Wild Seed of Mother Earth"

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G♯5 - "Mistreated" live in Tokyo 2002, "Atmosphere", "Auld Lang Syne" live at the Royal Albert Hall 2011, "Beyond the Numb", "Devil's Road" Live In Tokyo, "Fade Away", "I Was Made To Love Her", "Let's Talk About It Later", "No Stranger To Love" live 2003, "Nothing Stays the Same", "Save Me Tonight (I'll Be Waiting)", "The Innocence"

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G5 - "Black Country", "Heaven's Missing an Angel", "Highway Star" Re-Machined, "In My Blood", "I've Got You Under My Skin", "Mistreated" live in Tokyo 2002, "Nights In White Satin", "No Time", "Only Women Bleed", "The Great Divide", "Written All Over Your Face", "Devil's Road" Live In Tokyo, "Don't You Tell", "Goodbye Friday", "Save Me Tonight (I'll Be Waiting)", "Kings And Queens", "Mistreated" live, "No Stranger To Love" live 2003, "Soul Protector", "Push!", "Whiter Shade of Pale" live 2009, "Have You Read the Book", "House of The Rising Sun" live, "Written All Over Your Face" live

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F♯5 - "Alone I Breathe", "Beggarman", "Better Man", "Beyond the Numb", "Black Country" Marshall's 50 Years of Loud Live , "Blues Jam" live 2013, "Cry Freedom", "Heaven's Missing an Angel", "Highway Star" Re-Machined, "House of the Rising Sun" live 1993, "I Can See Your Spirit", "I Found A Woman" live in Australia 2009, "In My Blood", "I've Got You Under My Skin", "Let's Talk About It Later", "Maybe I'm A Leo", "Missed Your Name", "Mistreated" live in Tokyo 2002, "Misty Mountain Hop", "Nights In White Satin", "On the Ledge", "Rome Is Burning", "Sweet Tea", "Run Run Run", "The Circle", "The Great Divide", "The Innocence", "You Got Soul"

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F5 - "Afterglow", "Against the Wall", "Beggarman", "Beyond the Numb", "Crossfire", "Down Again", "Fade Away", "Grace", "I've Got You Under My Skin", "In for the Kill", "Keep On Shining", "Man In The Middle", "Medusa" Black Country Communion version, "Mistreated" live, "Misty Mountain Hop", "Nights In White Satin", "One Last Soul", "On the Ledge", "Piece of My Heart", "Ride the Storm", "Seafull" live in the UK 2003, , "Sensitive", "Smokestack Woman", "Sweet Tea", "The Circle", "The Giver", "Wasted Again", "Written All Over Your Face", You Can't Stop Rock N' Roll, "You Don't Have To Save Me Anymore", "You Keep on Moving" live in the UK 2003

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E5 - "16 Guns", "24", "Addiction", "Afterglow", "An Ordinary Son", "Auld Lang Syne" live at the Royal Albert Hall 2011, "Big Train", "Black Country", "Black Country" live, "Can't Stop the Flood", "Carry Your Load", "Catch the Rainbow" live, "Change", "Dandelion", "Don't Let It Slip Away", "Faithless", "Heartbreaker", "Heaven's Missing an Angel", "Highway Star" Re-Machined, "I Can See Your Spirit", "I Go Insane", "I've Got You Under My Skin", "Into the Void", "Jury", "Let It Down Easy", "Losing My Head", "Misty Mountain Hop", "My Eyes Don't See It", "Nothing Stays the Same", "Pay the Price", "Pickin' Up the Pieces", "Piece of My Heart", "Price You Gotta Pay", "Ride the Storm", "Rome Is Burning", "Rose in Hell", "Save Me Tonight (I'll Be Waiting)", "Seafull" live, "Send Me No More Letters", "Sleeping with the Devil", "Song of Yesterday", "Still Evergreen", "Switch The Mojo", "The World Is Broken", "This Is Your Time", "What Can I Do for Ya", "Why Don’t You Stay", "Your Love Is Alright"

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E♭5 - "24", "Auld Lang Syne" live at the Royal Albert Hall 2011, "Black Country", "Crossfire", "Coast To Coast" live in Australia 2009, "Does It Mean That Much To You?", "First Underground Nuclear Kitchen", "Fine", "From Another World", "Goodbye Friday", "Hey Buddy (You Got Me Wrong)", "I'm Not Your Slave", "I'm the Man", "I Don't Want to Live That Way Again", "Let It Down Easy", "Let's Talk About It Later", "Madeleine ", "Make Believe", "Missed Your Name", "Little Secret", "On the Ledge", "Ride the Storm", "Sad Eyes", "Save Me Tonight (I'll Be Waiting)", "Sensitive", "Soul Mover", "Soul Protector", "The Look In Your Eye", "The Outsider", "The Valiant Denial", "We Shall Be Free", "What Is a Woman's Role", "Whiter Shade of Pale", "Wild Seed of Mother Earth"

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D5 - "Addiction", "All Messed Up", "All or Nothing", "Burn", "Can't Take Away My Pride", "Cover Me", "Crawl", "Cry of the Brave", "Dance with the Devil", "Danger Zone", "Faithless", "First Underground Nuclear Kitchen", "Georgia On My Mind" live, "Girl", "Glimmer Twins Medley", "Golden One", "Gone", "Have You Read the Book", "Hell On Wings", "I Got Your Number", "Into the Void", "I Was Made To Love Her", "King of the Western World", "Maybe I'm A Leo", "Medusa", "Might Just Take Your Life", "Not Necessary Evil", "Queen of Hearts", "Sad Eyes", "Sail Away", "Sensitive", "Shake the Ground", "She Loves Your Money", "Sleeping with the Devil", "Song of Yesterday", "Still the Night", "The Liar", "The Only One", "The Outsider", "The Truth Will Set Me Free", "The Valiant Denial", "Things Have Gotta Change", "This Time Around", "Touch My Life", "Turn To Stone", "Voodoo Hill", "We Shall Be Free", "What Can I Do for Ya", "Whiter Shade of Pale", "Why Don't You Stay", "Wings"

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C♯5 - "Alone I Breathe", "Beg, Borrow Or Steal", "Can't Stop the Flood", "Crawl", "Death of Me", "Don't Let It Slip Away", "Down", "Get Ready", "Gone", "Hell On Wings", "I Found A Woman" live in Australia 2009, "Justified Man", "King of the Western World", "Kiss of Fire", "Lay Down Stay Down", "Live And Learn", "Make My Day", "No Stranger To Love", "The Boy Can Sing the Blues", "Time's the Healer"

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C5 - "Blue Jade", "Danger Zone", "Death of Me ", "Does It Mean That Much To You?, "Don't Come Home Crying", "Golden One", "Hell On Wings", "I'm Not Your Slave", "Justified Man", "Keepin' Time", "Kiss of Fire", "Lay Down Stay Down", "Mistreated" live 2004, "Phoenix Rising", "Push!", "You Keep on Moving"

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Notas baixas significativas:

D2 - 'Come Taste the Band' documentário

E2 - "Dying To Live"

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G2 - "Born Under a Bad Sign", "How Was I To Know", "Sista Jane"

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G♯2 - "Double Life", "Mistreated" live in Russia 2004, "Taboo"

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A2 - 'Come Taste the Band' documentary, "Crying For Love", "Into the Void", "Knife Edge", "O' Holy Night", "Sad Eyes"

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B♭2 - "Ave Maria", "How Was I To Know", "Taboo"

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B2 - "Addiction", "Can't Stop Falling", "Don't Come Home Crying", "Double Life", "Kiss of Fire" live, "O' Holy Night", "Silent Night"

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Bônus:

Glenn Hughes Vs Bruce Dickinson

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O legado de Glenn Hughes é imensurável, são inúmeros discos lançados, vários projetos e passagens condecoradas por grandes bandas. Sem sombra de dúvidas, uma das maiores vozes da história, não só do rock, como da música de um modo geral.

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Post de 08 de junho de 2014

Sobre Danilo F. Nascimento

Administrador por casualidade. Músico por instinto. Escritor por devaneio. Fascinado por música, literatura e cinema. Seu primeiro contato com o mundo do rock data de meados dos anos 90, uma época de transição entre o analógico e o digital, e, principalmente, uma época onde a MTV ainda era aprazível e relevante. Idolatra e cultua o legado instituído pela maior banda de todos os tempos, o Queen.

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