O guitarrista preferido de Mark Knopfler, do Dire Straits, e que David Gilmour também idolatra
Por Bruce William
Postado em 16 de novembro de 2025
Desde moleque, Mark Knopfler já olhava para a guitarra com um tipo específico de encanto. Cresceu ouvindo Elvis, rhythm and blues dos anos 50 e 60, prestando atenção em nomes como Chet Atkins e B.B. King, enquanto em casa o tio Kingsley tocava gaita e piano boogie-woogie. No meio dessa mistura toda, foi o som das guitarras que grudou de vez e, entre todas, uma em especial: a Fender vermelha de Hank Marvin, dos Shadows.
Ainda adolescente, Knopfler chegou a pedir ao pai uma Stratocaster Fiesta Red, como a que via nas fotos e ouvia nos discos. O instrumento era caro demais para a realidade da família, e ele acabou ganhando uma guitarra mais simples, de outra marca, no começo dos anos 60. Não era a vermelha dos sonhos, mas foi com ela que começou a tirar som, montar bandas e imitar os riffs e frases que escutava nos seus heróis do rhythm and blues britânico.

O tempo passou, Knopfler virou o líder do Dire Straits e, em 1985, estava na estrada com a turnê de "Brothers in Arms", tocando para arenas lotadas. Em um desses shows, no Wembley Arena, decidiu acertar uma conta afetiva com o próprio passado: chamou Hank Marvin ao palco para tocar junto.
Antes de apresentar o convidado, Mark explicou à plateia por que aquele momento era tão importante pra ele, conforme transcreveu a Far Out: "Tudo o que eu queria era uma guitarra elétrica vermelha, e o único motivo de eu querer uma guitarra elétrica vermelha era o som feito por um dos meus guitarristas favoritos de todos os tempos. E eu ainda gostaria de conseguir que uma guitarra soasse do jeito que ele consegue. E ele na verdade gravou esta música, então ele a conhece. Então aqui está ele, um dos favoritos de todos os tempos, o homem em pessoa, Hank B. Marvin!"
Hank Marvin não é só um ídolo na cabeça de Knopfler. Dentro do universo da guitarra, seu nome aparece com frequência quando grandes músicos falam de referências. David Gilmour, por exemplo, já citou o britânico entre os que ajudaram a formar seu estilo e deixou um recado direto sobre esse processo: "Eu copiava - não tenha medo de copiar - e, eventualmente, algo que eu suporia chamar de meu próprio estilo apareceu." A lógica é simples: ouvir, reproduzir, aprender com isso e, aos poucos, encontrar um caminho pessoal.
O próprio Marvin costuma dar um conselho parecido para quem está começando. Ele sugere que o aluno preste atenção em frases, jeitos de atacar as notas e soluções de outros guitarristas e, sim, tente copiar primeiro. A partir daí, vem a segunda etapa, a que realmente importa: desenvolver um jeito próprio de tocar, depois de absorver o que veio antes. Na prática, é o mesmo movimento que uniu gerações - de Marvin a Gilmour, de Marvin a Knopfler.
Na noite de Wembley, tudo isso acabou condensado em uma música: "Going Home", tema de "Local Hero", filme de 1983 cuja trilha foi composta e gravada por Mark Knopfler. Anos depois, Hank Marvin e os Shadows registraram a própria versão da faixa. No palco, em 1985, os dois dividiram a mesma melodia que um dia tinha feito um garoto desejar uma guitarra vermelha e, mais tarde, permitiu a esse mesmo garoto apresentar para o público, com todas as letras, quem era o seu guitarrista favorito de todos os tempos.
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