Roger Waters nunca teve paciência para rock "barulhento"; "algumas pessoas são e elas adoram"
Por Bruce William
Postado em 17 de março de 2026
Roger Waters comentou, em uma entrevista resgatada pela Far Out, que não tem muito interesse pela maior parte da música popular. Quando ele fala do que realmente o atrai, aponta para outro lugar: o universo dos cantautores, e cita Bob Dylan e Neil Young como referências.
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Na mesma fala, ele diz que não acompanha "história do rock" com atenção e que o tipo de som que costuma ser visto como rock "pra estádio", alto e feito para empolgar multidões, não é algo que o prenda por muito tempo.
"Eu não sou muito ligado em história do rock. Eu não estou interessado na maior parte da música popular. Tem certas pessoas de quem eu sou muito fã: os cantautores. Gente como Dylan e Neil Young. É esse lado do espectro que me interessa mais. Eu não sou tão interessado em rock and roll barulhento, que algumas pessoas são e elas adoram, mas eu não estou particularmente interessado."
O comentário chama atenção porque Waters passou a vida tocando em arenas e estádios, e o Pink Floyd virou sinônimo de show grande. Só que, ao mesmo tempo, boa parte do que ele escreveu gira em torno do desconforto com a própria "máquina" do rock: plateia enorme, distância física, expectativa de hit, gente que vai ao show para ouvir uma música específica, como se aquilo fosse um pedido de jukebox.
É aí que o gosto pessoal dele se conecta com o trabalho: ele fala de Dylan e Neil Young, mas o assunto não é "quem é melhor". É sobre onde ele enxerga o centro da música: mais perto de quem conta história do que de um rock feito para levantar poeira. E isso ajuda a entender por que ele sempre pareceu mais interessado em canções que funcionam como narrativa do que em faixas pensadas só para soar "para cima".
No recorte, Waters também não tenta convencer ninguém a trocar de gênero. Ele só delimita o próprio território: o que o prende é esse lado mais autoral, de gente que segura a música com texto e identidade, e não um rock "alto" como linguagem principal.
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