O único álbum do Dire Straits que Mark Knopfler consegue ouvir: "Não gosto dos discos"
Por Gustavo Maiato
Postado em 17 de março de 2026
Mesmo sendo um dos guitarristas mais respeitados do rock, Mark Knopfler nunca foi exatamente fã da própria discografia. Líder do Dire Straits, ele revelou que raramente escuta seus próprios trabalhos - com uma única exceção.
Em entrevista resgatada recentemente pela revista Far Out, o músico foi direto ao falar sobre sua relação com os álbuns que gravou ao longo da carreira. "Eu não gosto dos meus discos; eu não consigo ouvi-los."
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Apesar da declaração contundente, há um título que foge à regra: On Every Street (1991), o último álbum de estúdio da banda. Segundo Knopfler, esse é o único trabalho que ele consegue revisitar sem incômodo - e o motivo está na forma como foi gravado. "Mas eu consigo ouvir esse. Acho que uma das razões é que eu estava determinado a fazer todo mundo tocar junto, interagindo, sem mexer demais depois."
Segundo Tim Coffman, autor do texto, a escolha por uma abordagem mais orgânica no estúdio fez toda a diferença. Em vez de construções excessivamente polidas ou fragmentadas, o disco buscou capturar a banda tocando "ao vivo", com mais espontaneidade. "Esse método acabou aproximando o som do Dire Straits de uma tradição mais crua e direta, algo que Knopfler sempre valorizou como compositor", concluiu.
O curioso é que essa preferência vem justamente após o maior sucesso comercial do grupo, Brothers in Arms (1985), que levou a banda ao topo do mundo com hits e produção mais refinada. Já On Every Street representou uma espécie de retorno às origens - menos preocupado com tendências e mais focado na interação musical entre os integrantes. Além disso, o álbum acabou se tornando também o capítulo final da banda em estúdio, encerrando a trajetória do Dire Straits nos anos 1990.
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