A música do Rush inspirada por "Kashmir", do Led - e também por uma revista "diferente"
Por Bruce William
Postado em 17 de março de 2026
"2112" é lembrado pela suíte gigantesca do lado A, mas o lado B do LP muda o clima de propósito. Em vez de outro épico, o Rush abriu espaço para faixas mais curtas, e uma delas é "A Passage to Bangkok", que soa diferente do resto e ainda traz aquele humor típico de banda que não precisava ficar "solene" o tempo inteiro.
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O autor Daniel Bukszpan, que lançou o livro "Rush and 2112: Fifty Years", comentou em entrevista ao Booked on Rock (repercutida pela Ultimate Guitar) que a faixa tem duas inspirações bem claras: uma musical e outra… editorial. A primeira, segundo ele, veio do Led Zeppelin.
Bukszpan lembra que "Kashmir" acabou virando referência para muita gente naquela época, com a ideia do "épico de tema oriental" aparecendo em outras bandas - ele cita "Stargazer", do Rainbow, como exemplo. Só que o Rush fez isso de outro jeito: em vez de esticar para oito minutos, "A Passage to Bangkok" é curta e direta.
A outra parte da explicação tem a ver com a função da música dentro do disco. Bukszpan diz que ela entra como um respiro depois do lado A, com uma melodia mais "exótica" e um caminho diferente do peso conceitual de "2112". "Mas ela tem uma melodia mais exótica, então apresenta essa espécie de quebra melódica em relação ao que estava em '2112'… Está em uma veia meio diferente."
Só que, além do Zeppelin, tem outro detalhe adicional: o papo da High Times. Durante a entrevista, isso aparece como aquela "revista famosa" entre fumantes de maconha - e o próprio Lifeson confirmou, anos depois, que a inspiração existiu mesmo. Em 2012, falando para a High Times, ele explicou a ideia da letra e do tema: "Isso deveria ser autoevidente - é sobre uma pequena jornada divertida a todos os bons lugares que você poderia ir para dar um trago. Nós pensamos que seria divertido escrever uma música sobre isso, e Neil [Peart] fez isso de uma forma muito eloquente, eu acho."
Ele ainda descreveu um pouco do "nascimento" da música, no jeito antigo. "Essa música provavelmente foi escrita em uma casa de fazenda, em um violão, na frente de algum tipo de gravador cassete. Nós gravávamos assim e depois descíamos para o porão e ensaiávamos."
E, quando perguntaram sem rodeio se dá para dizer que a revista inspirou a composição, Lifeson respondeu sem tentar se esquivar. "É muito seguro dizer que sim."
Bukszpan ainda comenta que o Rush inteiro fumava na época e diz que Geddy teria parado no começo dos anos 80, com Neil na mesma fase. Sobre o Lifeson, ele pinta o guitarrista como o mais "inveterado" do trio e ainda cita uma fala sobre ecstasy, mas deixa um detalhe curioso: o próprio Alex teria dito que não dá para fumar maconha e ficar gravando, porque o resultado tende a soar ruim e desleixado.
Se o lado A de "2112" é a parte que todo mundo aponta como "o monumento", "A Passage to Bangkok" entra como aquela virada de humor que impede o disco de virar uma maratona só de peso e conceito. E, no processo, ainda vira uma música com duas origens improváveis na mesma frase: "Kashmir" e High Times.
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