As dez maiores bandas de metal do Brasil, de acordo com a Metal Hammer
Por Bruce William
Postado em 17 de março de 2026
Em setembro de 2016, a Metal Hammer publicou uma lista com dez nomes que, para o autor Dom Lawson, ajudam a explicar por que o Brasil tem uma cena de metal muito maior do que o estereótipo "é só Sepultura". Nove anos depois, dá para discutir troca aqui e ali, mas a seleção funciona como fotografia de um país que sempre gerou banda pesada, muitas vezes extrema, e com alcance real fora daqui.
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O primeiro bloco chama atenção por ser quase um mapa de Belo Horizonte e São Paulo no thrash: Holocausto aparece pelo impacto (e pela polêmica) do "Campo de Extermínio" (1987), enquanto Torture Squad entra como um dos grupos mais constantes do gênero desde 1990, com menção especial ao "The Unholy Spell" (2001). No mesmo eixo de pancadaria suja, a lista coloca Chakal, lembrando o "Abominable Anno Domini" (1987) e o detalhe de Vladimir Korg ter escrito a letra de "To The Wall", do Sepultura, em "Schizophrenia".
Daí o texto puxa Porto Alegre com força. Hibria aparece como contraponto à dominância do extremo, apostando em speed metal de perfil mais "tradicional" e com base de fãs forte no Japão, e a sugestão é o ao vivo "Blinded by Tokyo". E a cidade volta com Rebaelliun, citado como peça importante do death metal brasileiro e lembrado pelo retorno com "Hell's Decrees" (2016), depois de um hiato longo.
Quando o assunto é death metal, a lista crava Krisiun como o trio que melhor representa o Brasil nesse terreno, e ressalta a ideia de "três irmãos" tocando um som veloz e agressivo, com palco como ponto forte. Logo ao lado, entra um nome que pesa por influência histórica: Sarcófago, citado como um dos primeiros representantes do que viraria a linguagem do black metal, com "I.N.R.I." (1987) como referência.
Entre esses extremos, o texto abre espaço para dois nomes que, cada um à sua maneira, furam bolhas. Ratos de Porão entra como referência do crossover/thrashcore, com ênfase na pegada política e na importância como influência dentro do próprio metal brasileiro dos anos 80, além da lembrança de "Brasil" e "Anarkophobia". E, como era previsível, aparece o Angra, descrito como banda celebrada do power/prog metal e com destaque para a força no Japão, além da observação de que Kiko Loureiro, naquela altura, já era conhecido internacionalmente por tocar no Megadeth.
A lista fecha com o nome que "não tinha como faltar": Sepultura. O texto passa por fases-chave (do thrash de "Schizophrenia" e "Beneath the Remains" ao salto de alcance com "Chaos A.D." e "Roots") e ainda faz menção à era Derrick Green como período subestimado por parte do público. É um encerramento que, concordando ou não com cada linha, resume bem a lógica da seleção: tradição, influência e barulho de verdade - com ou sem passaporte.
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