Dream Theater: Análise vocal de James LaBrie

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Por Danilo F. Nascimento
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James LaBrie é um músico canadense (nascido em Ontário), conhecido por seu trabalho como cantor e compositor a frente do maior expoente do metal progressivo, o Dream Theater.

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O primeiro contato de LaBrie com a música deu-se muito cedo, corroborando para que, aos 5 anos de idade, começasse a cantar e a tocar bateria.

LaBrie passou por inúmeras bandas do underground canadense, sempre tocando bateria ou cantando. Aos 17 anos decidiu abandonar a bateria, decidindo que atuaria apenas como frontman.

Aos 18 anos, LaBrie já tinha certeza de que queria seguir carreira musical. Resolveu então mudar-se para Toronto, onde as oportunidades eram maiores do que em sua cidade natal.


Aos 21 anos começou a ter aulas de canto com a renomada professora Rosemarie Patricia Burns.

As aulas com Burn foram extremamente produtivas para o, até então, jovem LaBrie. Entre os recursos e técnicas vocais desenvolvidas pelo vocalista, é possível citar:

- Respiração diafragmática: Respiração baseada no apoio e sustentação de notas por meio do diafragma.

- Máscara de voz: Neste recurso, as notas mais altas parecem encontrar compatibilidade (vibrar sistematicamente) no rosto, nariz e cabeça. Frontal e esfenoidal. Quanto menor estas caixas de som e quanto mais projetada ela estiver, maior a facilidade de atingir notas mais altas.

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- Belting - Técnica baseada em uma posição de laringe ligeiramente para cima, com ampla abertura vocal, som muito alveolar, ao contrário do velofaríngea de tessitura perto de falsete, mas soando natural. O resultado é um timbre agudo e limpo.

- Belting com ar - Aduções simples e duplas, com nível mediano de selamento glótico.

- Belting pleno: Dupla adução com preponderância de TA (Músculo Tireoaritenoídeo - músculo intríseco da laringe), com selamento glótico pleno.

- Half Belting - Adução dupla com preponderância de CT (Músculo Cricotireóideo - músculo intríseco da laringe).

- Vibratos laríngeos: É produzido pela correta colocação da laringe, que oscilará somente com a pressão exata de ar que por ela passar, com a laringe em estado de relaxamento. Somente com o decorrer da prática o estudante perceberá a intensidade correta para o desenvolvimento do efeito de tremolo de voz.

- Mixed voice: Dupla adução com sinergia de TA (Músculo Tireoaritenoídeo - músculo intrínseco da laringe) e CT (Músculo Cricotireóideo - músculo intríseco da laringe), com selamento glótico pleno

- Speaking voice: Técnica de variação, com isolamento de registros.

- Drive Creacky Voice: Drive de natureza glótica e constitui-se em um subtipo do drive fry.

- Drive de epiglote: Drive de natureza estrutural, produzido pelo abaixamento parcial da cartilagem epiglote em direção ao ádito da laringe, realizado pelo músculo ariepiglótico.

Conceitos e termos acima são de cortesia do treinador vocal Ariel Coelho. Para mais informações:
http://www.arielcoelho.com.br/analises-vocais/

LaBrie fez parte da excelente banda de glam metal oitentista Winter Rose, que lançou um álbum homônimo em 1989.

Em 1990, LaBrie participou uma audição, candidatando-se a vocalista do Dream Theater. A audição contou com 200 participantes e LaBrie fora o contemplado. Desde então, gravou o seu nome na história do metal, sendo sempre lembrado como uma das maiores vozes da história do gênero.

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Em 1994, LaBrie apresentou um problema que viria a comprometer algumas de suas habilidades vocais por um bom tempo. O músico foi vítima de uma intoxicação alimentar, adquirida graças à carne de porco contaminada, ocasionando vômitos e rompendo, parcialmente, as suas pregas vocais. LaBrie ficou desesperado, procurando inúmeros especialistas, e todos foram taxativos em afirmar que nada poderiam fazer para recuperar a sua voz. A única forma de recuperá-la era mantê-la em repouso, descansando pelo maior tempo possível.

Contrariando os conselhos médicos, em 1995 LaBrie saiu em turnê para a divulgação do álbum Awake. Sua voz estava em frangalhos, era extremamente perceptível o estado calamitoso em que se encontrava. Em entrevista, LaBrie relembrou o fato:

"Foi o pior momento da minha vida. Minha voz só voltou ao normal, de verdade, em 2002. Tive depressão profunda e até considerei a hipótese de deixar o Dream Theater."

Bem, falemos agora do LaBrie enquanto vocalista. O músico tem umas das maiores vozes da história do metal, podendo transitar entre quase todas as vertentes do gênero com tranquilidade.

Ao contrário da maioria esmagadora dos cantores do gênero, que possuem uma influência vocal "americanizada", ou seja, baseada em uma ressonância mais nasal, LaBrie parece nadar contra a maré. Seu estilo denota de uma formação mais clássica, ligada à reminiscência de ópera europeia, já que sua voz tem algumas características variadas, que apontam para uma mistura de gêneros, uma fusão cultural. Quando ouvimos LaBrie, podemos tanto liga-lo ao Freddie Mercury, quanto ao Sebastian Bach (anos 80), pois suas influências são notoriamente variadas.

Como músico, LaBrie possui inúmeras inspirações distintas. Em entrevista o músico declarou:

"Minhas maiores inspirações são Steven Tyler, Sebastian Bach, Don Dokken, Jim Morrison, Freddie Mercury, Sting, Steve Perry, Lou Gramm, Nat King Cole e Matt Bellamy. Sim, Matt Bellamy é um grande cantor e eu adoro Muse. Se você ouvir o disco (Octavarium) notará uma influência de Muse ali."

LaBrie caracteriza-se, principalmente, por uma voz mais fina (aguda), principalmente se ouvirmos os primeiros álbuns do Dream Theater. Se ouvirmos a voz de LaBrie nos primeiros discos da banda, notaremos uma influência de cantores de metal da escola alemã. E o mais conhecido deles, talvez seja Michael Kiske.

A voz humana passa por drásticas mudanças durante a vida, sendo que a sua última mudança ocorre entre os 35 e 50 anos. LaBrie é extremamente preocupado com a sua voz e se não levarmos em consideração o período entre 1994 e 2002 (período em que sofreu vertiginosamente com sua intoxicação alimentar), o músico mantém um padrão altíssimo, primando por uma forma técnica e refinada de cantar, sem perder o feeling e transmissão de emoções para quem o ouve.

Em entrevista concedida à Luis Blanco (jornalista e treinador vocal portenho), LaBrie discorreu um pouco mais sobre o seu poderio vocal:

Luis Blanco: LaBrie, você é um dos poucos vocalistas que realmente estudaram canto. Sua habilidade técnica e invejável, mas deve-se ter uma disciplina rigorosa para permanecer assim ao longo dos anos, certo?

James LaBrie: Sim, definitivamente. Eu não fumo, e bebo muito pouco, apenas socialmente. Tento cuidar o máximo possível da minha voz, afinal de contas, é o meu instrumento de trabalho. Nunca bebo quando estou em turnê, isso é regra. Bebo muito suco de laranja. Eu adorava charutos mas os deixei de lado há muito tempo atrás. Eu estudei ópera por muito tempo, e meu instrutor vocal dizia que um cantor precisa dormir, pelo menos, 10 horas por noite, principalmente se houver um show para fazer no dia seguinte. Esta é minha cartilha, não adianta estudar se você não cuida da sua voz.

Luis Blanco: A maioria dos cantores de metal já tiveram problemas em suas cordas vocais ao longo dos anos. Problemas como nódulos, pólipos e rouquidão excessiva são recorrentes entre muitos deles. No seu caso, isso não aconteceu, porque?

James LeBrie: É por isto que estudei, e seguirei estudando, Para não ter esse tipo de problema, para não me machucar. Eu aprendi a cantar com máscara (ler definição máscara de voz acima). Os vocais precisam se apoiar no diafragma. O que contribuí para uma voz sonoramente boa é a criação de uma única estrutura, baseada na parte superior do diafragma. No início tinha muitas dificuldades em notas mais baixas, mas aprendi que elas têm que passar pelo peito e pelo nariz e também pelo crânio. Ao cantar é importante que não haja stress ou tensão na garganta.

Luis Blanco: E li que você toma vitamina B e zinco uma hora antes de cada show. Honestamente eu não acredito na eficiência deles, você tem algum efeito colateral?

James LaBrie: Não, não sinto nenhum efeito colateral. É óbvio que eles não fazem milagres, mas deixa eu te explicar porque tomo. A vitamina B12 me dá energia, e o zinco mantêm os componentes orgânicos da voz trabalhando em conjunto. Mas não fazem milagre, é preciso ter controle da voz, pois canto quase todas as noites. Embora as notas precisem de uma respiração correta, sustenta pelo diafragma, existem outros fatores que podem comprometer sua performance. Manter-se executando essas notas altas por muitas noites é um perigo. Eu acho que o canto é bem difícil de se ensinar ou explicar, porque quando falamos, falamos pela garganta, e colocar na cabeça de uma pessoa que ela não deve cantar com a garganta é muito difícil, pois se ela fala pela garganta, naturalmente, vai tentar cantar por intermédio dela. Enfim, essas vitaminas não fazem milagres, mas gosto de mantê-las na minha rotina.

Luis Blanco: Me fale sobre a importância do aquecimento da voz....

James LaBrie: Observe (LaBrie dá vários exemplos de sua técnica de aquecimento, executando notas de diferentes formas). Eu faço isso para alongar os músculos das minhas pregas vocais, mas faço esses exercícios de aquecimento apenas na região dos médios e graves, e nunca na região dos agudos, pois quero guarda-los para o concerto. Ás vezes sua voz está cansada e você não consegue fazer algumas coisas. É difícil pra mim pensar que há noites que não consigo fazer um C# ou D#. Nestes dias me mantenho em SI (B). Acontece, somos seres humanos, e isto é ser profissional. Você tem que ser profissional suficiente pra saber o que você conseguirá fazer em cada noite, para não criar falsas expectativas ou desapontar os fãs. Os meus cantores favorito de todos os tempos são Freddie Mercury, Steve Perry e Lou Gramm, eu tive sorte de vê-los atuando. O show do Queen com o Freddie que vi foi o melhor da minha vida, nem acredito que tive a sorte de vê-lo. Embora Freddie não tenha se preocupado em atingir as notas das versões originais, foi extremamente profissional e cantou com convicção, privilegiando outros recursos, isso é profissionalismo, você não estará no melhor de sua forma por várias noites seguidas, há dias que você precisará maneirar. Você precisa ser consciente, conhecer os próprios limites.

Luis Blanco: Você come antes ou depois de um show?

James LaBrie: Eu como três horas antes de cada show. Nunca coisas ácidas, e muito menos bebo refrigerantes antes dos shows.

Luis Blanco: O que você acha de cantores como Greenway (Napalm Death)?

James LaBrie: Não tenho nada contra, mas acho uma forma pouco saudável de cantar. Gritar, gritar e gritar, é o que ele faz. É forçado, não gosto desta forma de cantar usada no tal de grindcore.

Luis Blanco: Você toma vacinas?

James LaBrie: Sim, contra a gripe. O que me mantém saudável é o immunoltec. Entre no site e leia, é interessante.

Luis Blanco: Você já usou falsetes, certo?

James LaBrie: Sim, usava mais no passado, hoje a predominância é a na minha voz de cabeça.

Luis Blanco: Você estou belting aplicado à ópera, certo? E aplica também no rock, fale um pouco a respeito.

James LaBrie: Na ópera a laringe permanece ligeiramente baixa (em segundo plano), subindo com o belting. Na ópera, você abre a boca verticalmente, enquanto no rock, abre-se horizontalmente. Minha professora meu ensinava a projetar as notas ainda mais, coordenando essa ação pela minha máscara, fazendo com que eu adquirisse mais controle e confiança. Além de Pavarotti, eu adoro Sicília Bartoli. Ela é incrível, soprano, voz poderosa. Mas cantar com belting pode ser perigoso caso você não tenha uma boa técnica de ressonância.

Luis Blanco: Que conselho você daria aos cantores novos que estão em turnê, cantando todas as noites?

James LaBrie: Primeiro você deve calcular e estimar quantas noites seguidas você consegue cantar. Varia de cantor para cantor. Trabalhe seus limites reais e tente desenvolver seu próprio estilo. Quando sua voz estiver cansada, controle-se e evite as notas altas, para que você possa voltar a executá-las nos próximos shows. Tenha sempre maneiras alternativas de cantar as suas músicas, você não precisa cantar sempre da mesma forma, crie maneiras confortáveis de cantá-las cada noite. Um cantor precisa ter estabilidade, e para ter isso você precisa conhecer a sua voz. Além disso, não fume, nem beba.

Luis Blanco: Você acha que a arte de cantar rock acabou? É possível investigar novas formas de cantar? Há novas coisas à serem descobertas na música? Você acha que quando envelhecemos, perdemos o nosso talento?

James LaBrie: Eu não sei. Minha professora dizia que eu não poderia aprender tudo que existe sobre voz, sempre haveria mais para aprender. Depende do cantor, da banda. A voz muda e amadurece ao longo dos anos. Sempre haverá alguém diferente lá fora, com algo à dizer. Temos muita a aprender, não posso dizer que já sei tudo sobre todas as abordagens e forma de cantar rock ou qualquer outro estilo.

Ao analisar um vocalista, é necessário que leve-se em consideração interpretação, tom, dicção, fraseado, respiração, variância dinâmica, escalas, vibratos, o uso da acciaccatura, trinados, síncope e até mesmo pitch. Estes recursos mencionados são responsáveis por entendermos até onde um vocalista pode ir.

Mas o mais importante talvez continue sendo o feeling, a emoção transmitida à quem ouve. Isso separa os grandes vocalistas dos vocalistas comuns. A técnica é importantíssima, mas se não vier acompanhada de feeling não emocionará os ouvintes, você será apenas mais um dos milhares de virtuosos sem alma que habitam o mundo da música. E Labrie, notoriamente, é um dos poucos que conseguem unir feeling com técnica com maestria.

LaBrie possui algumas peculiaridades interessantes. Ele geralmente usa vibratos claros para sustentar algumas notas. Mas quando escutamos LaBrie, a característica mais notável é como ele apresenta a sua máscara de rosto. Este método é fundamental para qualquer vocalista que queira alguma longevidade em sua carreira. Quando você dá ênfase ao som das cavidades nasais, "ilumina" instantaneamente o tom.

LaBrie encontrou a ressonância em sua própria voz utilizando esta técnica, e utiliza-a de forma eficaz. Frases como "As their bodies lie still" em "Finally Free" e "I'm tired of showing desire for revenge" em "To Live Forever" são exemplos claríssimos disto.

No que tange à sua dicção, LaBrie opta por comprometer a vogal. É um componente estilístico dele. Ele abre a vogal, tendo a capacidade vocal de controlar e cantar as vogais como elas são escritas, mas ás vezes, ele substitui deliberadamente por outros métodos e maneiras de cantá-las. As variações que LaBrie faz nas vogais são imperceptíveis para a maioria dos ouvintes. Por exemplo, na versão acústica de "Fall on your knees", LaBrie canta "knays" e não "kness".

No que concerne aos fraseados, Sinatra é imbatível. LaBrie não é Sinatra, mas não compromete neste quesito, muito pelo contrário. Os fraseados podem ser facilitados quando se escreve a letra primeiro ao invés de compor a música. O Rush é um exemplo claro disto. Nota-se que muitas canções tiveram a letra escrita primeiro, sendo depois encaixa nos arranjos e melodias. Muitas bandas tentam copiar o Rush neste quesito, mas na maioria dos casos, entretanto, as melodias soam desconexas em relação a composição. Mas LaBrie não tem esse problema, em ambos os casos ele encontra o ponto certo de fazer os fraseados funcionarem. E isto pode aferido, por exemplo, na frase "I'm sick of all you hypocrites, holding me at bay / And I don't need your sympathy to get me through the day," de "A Change of Seasons".

Falando sobre interpretação, LaBrie é ótimo neste quesito. Olhemos para o álbum "Awake", quando sua voz estava um pouco mais áspera e rouca. Neste álbum ele transmite uma poderosa emoção crua através da utilização do rasp em sua voz, ele, definitivamente, tem uma ampla de gama de possibilidades vocais. Isso pode ser aferido em "Caught In A Web", na parte em que ele canta "Try to push me 'round the world some more, and make me live in fear. I bear all that I am made of now, attractive I don't care".

Além disto, LaBrie, ás vezes, vai para entonações mais suaves e exuberantes, e isto pode ser conferido, principalmente, na frase "To Rise, To Fall, To Hurt, To Hate, To Want, To Wait, To Heal, To Save" da faixa "Scarred".

Além de sua esplêndida gama vocal natural, LaBrie também é um exímio cantor quando se aventura por falsetes. E isto pode ser conferido em "Lifting shadows off a dream", onde a palavra "Dream" é cantada em um maravilhoso falsete. Essa versatilidade dá um toque refinado para as performances de LaBrie.

É importante observar também quando LaBrie utiliza grupeto (O grupetto é uma figura, um ornamento musical que se parece com um "S" deitado, que transforma a execução da nota marcada como se fosse um mordente superior e um inferior nesta ordem, de acordo com a duração da nota, sua execução é feita tocando-se a nota acima da marcada, seguindo com a nota marcada, a nota abaixo da marcada e então a nota marcada novamente, o tempo da execução do grupetto deve ser o mesmo tempo da nota marcada), como podemos ouvir na maravilhosa "Pull Me Under", especificamente na frase "All I can do is to set it right".

Não podemos deixar de mencionar a gama de LaBrie. O vocalista possuí uma excelente gama e têm um espetacular domínio de cada nota.

Confira algumas características inerentes à James La Brie:

Timbre: Tenor
Faixa: 4 oitavas (E ♭ 2-B ♭ 5 (-B5))

NRKtbHlM2Cg

Notas altas significativas (Por The Range Place 2.0):

.B♭5 ("Build Me Up, Break Me Down" live (2011))

.A5 ("6:00" live (2012), "A Fortune in Lies" live (1992/1993), "Build Me Up, Break Me Down" (2011), "Lines in the Sand" live (2007), "Number of the Beast" live (2002), "Octavarium" live (2006))

.G♯5 ("Asylum City" (1989), "Cemetery Gates" live (2005), "Endless Sacrifice" live (2011), "Never Let Me Go" (1989), "New Millenium" demo (1997), "Peruvian Skies" live (2011), "Pull Me Under" live (2012), "The Great Debate" live (2011), "Under A Glass Moon" live (2011))

.G5 ("As I Am" live (2012), "Caught In A Web" live (2012), "Children of the Damned" live (2002), "Highway Star" live (2006), "Invisible" live (2005), "Lazy" live (2006), "Learning to Live" live Dream Out Loud (1993), "New Millennium" (1997), "Octavarium" (2005), "One Last Time" Winter Rose song (1989), "Perfect Strangers" live (1995), "Pull Me Under" live (1992/1993/2012), "Since I've Been Loving You" live (2003), "Smoke on the Water" live (2006), "Space Truckin'" live (2006), "The Killing Hand" live (1992/1993))

.F♯5 ("A Change of Seasons" live (1993), "Afterlife" live (1992/1993), "Cemetery Gates" live (2005), "Day 20: Confrontation" (2004), "Get In Touch With Me" live (1990), "Learning to Live" (1992), "Lie" live (2014), "Lines in the Sand" demo (1997), "Metropolis" live (1992-1994), "My Way" demo(1987), "Rough Boys" (1989), "Sheer Heart Attack" (1997), "Strange Kind of Woman" live (2006), "The Mirror" live (1994), "Thrill of the Night"(1989), "To Live Forever" live (1992/1993), "Voices" live (1997))

.F5 ("His Voice" (1999), "I'll Never Fall in Love Again" (1989), "Illumination Theory" (2013), "Innocence Faded" (1994), "Strange Deja Vu" (1999), "The Killing Hand" live (1992/1993))

.E5 ("Another Day" (1992), "As a Man Thinks" (2001), "Asylum City" (1989), "Learning to Live" (1992), "Mother Father" live (2004), "My Time"(1989), "New Millennium" (1997), "Nothing but the Best" (1989), "Saved By Love" (1989), "Surrounded" (1992), "Take the Time" (1992), "Under a Glass Moon" (1992), "Voices" (1994))

.E♭5 ("Afterlife" solo album song (2001), "Don't Look Past Me" (1991), "Guardian Angel" (1999), "In Too Deep" (2005), "No Holy Man" (2011), "Panic Attack" (2005), "Red Barchetta" (1996), "Saved By Love" (1989), "Take Hold of the Flame" live (2003), "To Live Forever" live (1993))

.D5 ("Another Won" live (2006), "Arms Races" (2001), "Burning My Soul" (1997), "Crucify" (2005), "Day Seven: Hope" (2004), "Dianna" (1989), "I'll Never Fall in Love Again" (1989), "Illumination Theory" (2013), "Innocence Faded" (1994), "Lines in the Sand" (1997), "Metropolis Pt. I: The Miracle and the Sleeper" (1992), "O Holy Night" live (1992), "One Last Time" Winter Rose song (1989), "Pull Me Under" (1992), "Sheer Heart Attack" (1997), "Spiders" (2001), "Statued" (1999), "The Glass Prison" (2002), "The Killing Hand" live (1993), "The Mirror" (1994), "Venice Burning"(2001), "Your Eyes" (2001))

.C♯5 ("A Change of Seasons" (1995), "Caught in a Web" (1994), "Finally Free" (1999), "I Walk Beside You" (2005), "In the Name of God" (2003), "Lie" (1994), "Never Let Me Go" (1989), "Scarred" (1994), "The Big Medley" (1995), "The Shattered Fortress" (2009), "Trial of Tears" (1997), "You Not Me" (1997))

Notas baixas significativas (Por The Range Place 2.0):

.D2 ("In Too Deep" (2005))

.E2 ("Lost" (2005))

.F2 ("6:00" live (2012), "Day Two: Isolation" (2004))

.F♯2 ("Day Twenty: Confrontation" (2004), "Freak" (1999), "In Too Deep" (2005), "Lace" (1999), "Slightly Out of Reach" (2005), "The Spirit Carries On" (1999))

.G2 ("The Answer Lies Within" (2005), "Home" (1999), "Octavarium" (2005))

.G♯2 ("Burning My Soul" demo (1997), "Day Two: Isolation" (2004), "Disappear" (2002), "Invisible" (2005), "Octavarium" (2005), "The Count of Tuscany" (2009), "Wither" (2009))

.A2 ("6:00" (1994), "Agony" (2013), "Cultural Genetics" (2001), "Day Eleven: Love" (2004), "Day Twenty: Confrontation" (2004), "Lie" (1994), "Say You're Still Mine" (2013), "Take Your Fingers From My Hair" (2009), "The Best of Times" (2009), "The Silent Man" (1994), "Understand" (2005), "Voices" (1994))

.B♭2 ("A Change of Seasons" (1995), "Afterlife" solo album song (2001), "Back on the Ground" (2013), "Fatal Tragedy" (1999), "I Got You" (2013), "New Millennium" (1997), "Saved by Love" (1989))

.B2 ("As a Man Thinks" (2001), "Bats" (2001), "Finally Free" (1999), "Learning to Live" (1992), "Lost" (2005), "Repentance" (2007), "Scarred" (1994), "Take Hold of the Flame" live (2003), "The Count of Tuscany" (2009), "The Glass Prison" (2002), "The Shattered Fortress" (2009), "Undertow"(2013), "Who You Think I Am" (2009))

.C3 ("A Nightmare to Remember" (2009), "Beneath the Surface" (2011), "Far from Heaven" (2011), "Holding On" (2013), "I Got You" (2013), "Innocence Faded" (1994), "Letting Go" (2013), "Lost in the Fire" (2013), "Why" (2013))

Além de todas as características e técnicas já mencionadas, e importante ressaltar outros pontos utilizados por LaBrie. Em suas finalizações de frase, ele faz a transição de belting e mixed voice para speaking voice, acrescentando, quase sempre, vibratos laríngeos.

LaBrie também utiliza-se de uma dinâmica entre vozes mistas (belting com ar, belting com pleno e mixed voice), além de possuir uma invejável reposição de ar (sustentação quase que ininterrupta dos intercostais), um controle minucioso do fluxo de ar e coluna aérea (homogeneidade da intensidade da expiração/sopro) em detrimento das características consonantais e ainda uma precisão rítmica impecável em seus vibratos laríngeos.

James LaBrie é um canto exímio, profissional acima de tudo. Trabalha e trabalhou duro para obter a voz que todos conhecemos. Ele definiu tendências, influenciou e seguirá influenciando inúmeros vocalistas das porvindouras gerações.


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Sobre Danilo F. Nascimento

Administrador por casualidade. Músico por instinto. Escritor por devaneio. Fascinado por música, literatura e cinema. Seu primeiro contato com o mundo do rock data de meados dos anos 90, uma época de transição entre o analógico e o digital, e, principalmente, uma época onde a MTV ainda era aprazível e relevante. Idolatra e cultua o legado instituído pela maior banda de todos os tempos, o Queen.

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