A canção clássica do Rush que foi gravada com um erro de Neil Peart
Por Bruce William
Postado em 18 de março de 2026
Quando falam de Neil Peart, quase sempre o assunto vira precisão, controle e aquelas viradas que parecem desenhadas com régua e esquadro, mas sem soar como algo mecânico. Só que, por mais "cirúrgico" que ele fosse no estúdio e no palco, ele mesmo deixava claro que não existia essa de tocar como um robô, sem tropeço, sem susto e sem um ou outro momento fora do plano.
Rush - Mais Novidades
O contexto também ajuda. O Rush vinha de uma fase em que empurrou a própria ambição até o limite, com faixas longas e exigentes (tipo "La Villa Strangiato", do "Hemispheres"), e depois foi chegando numa síntese mais "enxuta" sem perder a identidade. Quando "Moving Pictures" apareceu, a banda já estava nesse ponto: música cheia de detalhe, mas com dinâmica e ganchos que não dependiam de épico de 20 minutos pra funcionar.
E aí entra "Tom Sawyer". Mesmo quem não acompanha Rush de perto reconhece a música, e a bateria é um dos pilares do arranjo - especialmente naquele miolo instrumental que dá a sensação de que a banda está girando uma engrenagem por cima da outra, sem perder o prumo.
Só que, segundo o próprio Peart, ali tem um momento em que ele literalmente se perde. Ele contou isso ao prog drummer Mike Portnoy em 2007, em fala resgatada pela Far Out, lembrando que, na era da fita, muita coisa era construída com tentativas, emendas e acidentes que viravam "a versão certa" por terem ficado boas na tomada. E ele apontou "Tom Sawyer" como exemplo disso.
"Naqueles velhos tempos, quando a gente estava lá 'descendo a lenha' junto, você usava edição na época das fitas, e às vezes, nessa coisa de ficar experimentando e vagando, acontecia algo acidental. 'Tom Sawyer' é um exemplo perfeito disso. No meio da parte instrumental eu me perdi, e foi tipo (gesticula) e me tirou muito bem daquilo. Depois, aprender aquilo foi um desafio engraçado."
O mais interessante é que esse "desvio" não soa como falha para quem ouve. Pelo contrário: a seção cresce, o riff se encaixa, e a banda passa por cima como se fosse exatamente o que tinha que acontecer. É aquele tipo de detalhe que só aparece quando o próprio músico resolve abrir o jogo - porque, no disco, o resultado parece inevitável.
E dá pra entender por que ele disse que reaprender virou tarefa: uma coisa é a tomada "valendo", com o impulso do momento; outra é transformar aquilo numa execução repetível, igualzinha, noite após noite. Em "Tom Sawyer", a história do Peart mostra que até um clássico pode ter nascido com um pedaço meio torto - e ainda assim ficar definitivo.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As melhores músicas do Sepultura de todos os tempos, segundo Max Cavalera
5 músicas que separam quem apenas ouve metal de quem realmente vive o gênero
O vazio deixado pelo Edguy
A grande surpresa que Axl Rose teve ao finalmente conhecer Ozzy Osbourne
A banda que deu origem ao metal, ao rap, ao punk e ao pop rock, segundo Bob Dylan
A música que Robert Plant considera a mais difícil que já precisou cantar
A grande lição que Blaze Bayley aprendeu com Paul Di'Anno; "não sabem disso sobre ele"
Johnny Ramone achava que Joey Ramone era um "pé no saco"
O guitarrista brasileiro que estava anos-luz à frente dos outros, segundo Liminha
Mike Patton escreveu as letras do álbum "The Real Thing" em menos de duas semanas
"A lenda do Iron Maiden é Paul Di'Anno", diz Blaze Bayley
Vídeo do Machine Head é citado pela Louder como um dos melhores da história do nu metal
A canção que fez Frank Sinatra capitular, depois de passar anos atacando o rock
Exodus "homenageou" Kirk Hammett em primeiro show do guitarrista no Metallica
A pior música do melhor álbum dos Beatles, segundo análise por site especializado



Chad Smith, Danny Carey e Stewart Copeland tocam com o Rush em documentário
Rush filmará shows em Toronto, Canadá, para futuro lançamento
Baixista do Napalm Death afirma que Rush é uma de suas bandas preferidas
O álbum do Rush rejeitado pelo público que Neil Peart guardava no coração
Rush foi a banda que mudou tudo para John Petrucci, do Dream Theater
O baterista que Lars Ulrich coloca acima de Neil Peart na história do rock
A música do Rush que virou um pesadelo para Geddy Lee
13 bandas que sobreviveram por mais de 40 anos sem separar, segundo a Loudwire
O que significa "YYZ", título de instrumental que é um dos maiores clássicos do Rush
Mike Portnoy e a música do Rush que virou um grande sucesso do Guns N' Roses


