Regis Tadeu detona álbum clássico do Kiss: "Soa como se gravado debaixo de um edredom"
Por Gustavo Maiato
Postado em 18 de março de 2026
Um dos discos mais celebrados da história do rock acaba de completar meio século - mas, para Regis Tadeu, a história está longe de ser tão gloriosa quanto muitos fãs imaginam.
Em vídeo recente, o crítico chamou o clássico Destroyer, do Kiss, de "um dos álbuns mais superestimados e ao mesmo tempo fundamentais da história do rock". E não parou por aí. "O que tem de especialista de internet que não sabe metade da missa não é brincadeira", disparou, antes de contextualizar o impacto real do disco lançado em 1976.

Segundo eégis, o álbum surgiu em um momento crucial, logo após o sucesso explosivo de Alive!. A expectativa era manter a fórmula crua e energética da banda - mas a decisão de trabalhar com o produtor Bob Ezrin mudou tudo. "O resultado foi um choque térmico", resume.
Com orquestrações, pianos, efeitos sonoros e uma abordagem mais teatral, Destroyer destoava completamente do hard rock direto que havia consagrado o Kiss. Para piorar, a sonoridade também virou alvo de críticas. "O disco soava como se tivesse sido gravado debaixo de um edredom", afirmou.
A reação inicial foi fria - tanto do público quanto da crítica - e as vendas despencaram. Para Regis, o cenário era claro: o álbum colocou a banda novamente à beira do fracasso. A reviravolta veio de forma improvável.
O single principal, "Detroit Rock City", não decolou. Mas, por acaso, radialistas começaram a tocar o lado B do compacto: a balada "Beth". E foi ela que salvou o disco. "Sem 'Beth', o Kiss teria voltado a tocar em beira de estrada", cravou.
Décadas depois, o próprio Bob Ezrin reconheceria problemas na produção original, o que levou à remixagem completa lançada em 2012. Para Régis, essa versão finalmente revelou o potencial escondido do álbum. "Foi como ouvir o disco pela primeira vez do jeito que ele deveria ter soado em 1976".
Curiosamente, enquanto nos Estados Unidos Destroyer teve recepção inicial turbulenta, no Brasil a história foi diferente. O disco virou um fenômeno - impulsionado pelo apelo visual da banda e pela grandiosidade sonora. "Aqui no Brasil a gente queria espetáculo… e o disco virou um mito", explicou.
Mais do que um sucesso comercial, o álbum teria cumprido um papel ainda maior: formar gerações de fãs e músicos. "Esse disco foi a porta de entrada para o vício em música para milhões de crianças", disse, citando nomes como Slash e Tom Morello como exemplos de artistas impactados pelo álbum.
No fim das contas, a análise de Régis aponta para um paradoxo: um disco tecnicamente questionável, inicialmente rejeitado - mas que se transformou em um dos pilares do rock. "O mérito não é a qualidade técnica… é o poder de doutrinação", concluiu.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música do Judas Priest que tem um dos solos "mais gloriosos" do metal, segundo Rob Halford
Canal crava a tier list definitiva do Iron Maiden e joga um disco no fundo do poço
As dez melhores músicas de thrash lançadas entre 2000 e 2020, segundo a Metal Hammer
A canção que Renato Russo escreveu e a Legião Urbana preferiu esconder do público
Por que o último show do Sepultura mudou do Pacaembu para uma casa menor?
Os 3 artistas considerados "rock de tiozão" pelo baixista do Nirvana Krist Novoselic em 1992
Regis Tadeu explica por que o Slipknot deve agradecer de joelhos a Eloy Casagrande
A canção que Axl Rose gravou sob efeito de cogumelos e que deixou o Guns N' Roses furioso
Por que Bruno Sutter votou contra levar o Massacration à Europa: "Não quero"
A banda gigante que, para Ozzy Osbourne, deveria ter sido ainda maior
O melhor baterista de todos os tempos, segundo Lito Sousa, do Aviões e Músicas
Regis Tadeu elege melhores e piores shows do primeiro fim de semana do Rock in Rio 2026
"Não chego aos pés dele"; o guitarrista contemporâneo admirado por Jimmy Page
Elton John mantém tradição de tocar hit que "só é conhecido no Brasil" com show no Rock In Rio
Regis Tadeu cita álbum constrangedor de comprar fora: "Como vou explicar na alfândega?"
A relação entre Gene Simmons e um ídolo que começou com uma condenação ao inferno
Quando Peter Criss percebeu que o Kiss estava deixando de ser uma banda de rock
O chilique que Sammy Hagar deu quando foi abrir show do Kiss nos anos 70
A banda de abertura que engoliu o Kiss e fez Regis Tadeu se apaixonar na hora
Guitarrista Tommy Thayer confirma que o Kiss gravou uma nova música
Gene Simmons acha que a década de 1980 foi um período "terrível" para a música
A melhor música que o AC/DC escreveu, na opinião de Gene Simmons
Gigantes do rock: 10 rockstars que beiram os 2 metros de altura
Kiss x Secos & Molhados: o fim da polêmica


