Metallica: Análise vocal de James Hetfield

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Por Danilo F. Nascimento
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James Alan Hetfield, conhecido mundialmente como co-fundador, guitarrista, compositor e vocalista do Metallica, nasceu em Downey, Califórnia (EUA) em 1963.

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Hetfield teve uma criação rígida, porém, extremamente musical, já que sua mãe fora cantora de ópera e seus irmãos eram jovens multi-instrumentistas.

Aos 9 anos, Hetfield iniciou aulas de piano, mas logo depois desistiu do instrumento, e partiu para as aulas de guitarra:

"Quando eu era adolescente, tinha um violão em casa e eu adorava tocar algo nele, mesmo não sendo muito bom. A princípio, a banda que me inspirou a tocar violão e guitarra foi o Aerosmith, adorava passar as tardes de sábado ouvindo o 'Rocks'. Steven Tyler têm uma grande voz e Joe Perry fazia ótimos riffs, eu ficava me perguntando porque eu não soava tão bem quanto ele [risos]. Joe Perry e o Aerosmith me influenciaram à empunhar uma guitarra, na minha infância, eles foram meus heróis. Por influência dos irmãos, também ouvia Black Sabbath, Led Zeppelin, Thin Lizzy, The Beatles, Lynyrd Skynyrd e Queen."

Hetfield teve algumas bandas em sua adolescência, entre elas é possível citar a Leather Charm, Phantom Lord e a Obssession.

James começou a cantar na banda Obssession, onde ele tentava emular a voz de Steven Tyler e utilizava drive de constrição laríngea, que são, tecnicamente, inadequados.

Em 1981, o vocalista se juntou a Lars Ulrich para formar o Metallica, e o resto da história todo mundo conhece.

Nos álbuns Kill 'Em All, Ride The Lightning e Master of Puppets James, manteve-se cantando de maneira inapropriada, optando pela utilização de drive de contrição laríngea. Este drive proporcionava-lhe uma sonoridade áspera e visceral, sendo que até os dias de hoje, esta é a melhor fase da voz do James para a maioria dos fãs da banda.

Não, esta é, tecnicamente, a pior fase vocal de James Hetfield. O vocalista ainda não tinha noções elementares para um bom desempenho vocal. Além de respirar de forma incorreta, sem o auxílio do diafragma, sua dicção era insatisfatória.

Hetfield berrava descontroladamente, e sua dicção era terrível, à ponto de haver canções onde os próprios nativos norte-americanos não entenderem o que ele dizia.

Visando conhecer melhor a sua voz, aprender exercícios fonéticos e aprimorar a sua dicção, Hetfield passará a frequentar fonoaudiólogos no final dos anos 80, e tanto no álbum "... And Justice For All", quanto no "Black Álbum", a evolução de Hetfield é perceptível, clara e nítida.

Embora a evolução de Hetfield fosse evidente, era absolutamente plausível que ele ainda precisava passar pelas mãos de um professor de técnica vocal. Durante as gravações da canção "So What", que faz parte do lado B do single "Sad But True", James Hetfield teve problemas sérios em suas pregas vocais.

No início dos anos 90, James apresentou um quadro de laringite, comumente conhecida como inflamação da laringe. Estima-se que Hetfield também tenha sofrido com refluxo gastroesofagofaringolaringeano, que pode ser conceituado como a chegada do agente refluído à faringe e à laringe e aí ocasionando uma faringolaringite crônica irritativa e seus sintomas, que são muitas vezes inespecíficos, que variam de mudanças no timbre da voz, aspereza na garganta, rouquidão, etc.

James Hetfield encarou os seus problemas de frente, e decidiu procurar um professor de canto. O profissional escolhido nunca foi divulgado por ele, mas especula-se que tenha sido Elizabeth Sabine ou Ron Anderson. Durante o documentário, Some Kind Of Monster, James abordou brevemente o assunto:

"Meu instrutor vocal me auxiliou com exercícios, me ajudou a controlar a minha voz. Ele gravou para mim alguns exercícios de aquecimento baseados nas notas do piano, e eu tenho esses exercícios gravados em uma fita cassete até hoje. Sempre utilizou-a para aquecer a minha voz antes das apresentações".

Entre os exercícios utilizados por James podemos citar o fry (um exercício fonoaudiólogo utilizado para treinar o drive) e o famoso "Uh" para a região dos médios e graves, executados com pouco volume, e que pode e deve ser praticado por intermédio de suas cordas vocais secundárias, também conhecidas como cordas vocais falsas.

Nota do autor: As cordas vocais falsas ou secundárias surgem sem decorrência da formação dos ventrículos, ou seja, na segunda metade do segundo mês de gravidez da mãe da criança, por cima do nódulo cordal. A prega tiro-aritenóidea dá origem, pela aparição do ventrículo, a duas pregas secundárias - a superior (corda vocal falsa) e a inferior (corda vocal verdadeira).

James Hetfield passou a praticar incessantemente com seu instrutor vocal, e treinava exercícios na frente do espelho para checar se estava fazendo-os corretamente por meio de respiração diafragmática. Além disto, James Hetfield passou a utilizar um gravador comum para gravar a sua voz a capella em fitas cassete, não só para conhecer melhor a sua voz, como para levar este material ao seus instrutor para saber no que ele podia melhorar.

James Hetfield reclamará algumas vezes que sentia muita dor de garganta, dor esta que era causada pela utilização incorreta do drive, por meio de contrição laríngea. Se a garganta dói, é sinônimo de que fazes algo errado, o drive dever ser utilizado por intermédio do palato mole e não da garganta.

Era óbvio que James Hetfield precisava alterar sua forma de cantar se quisesse preservar a sua voz para um futuro próximo. Durante os primeiros anos dos longínquos anos 90, suas aulas de cantam permaneciam ininterruptas, mas havia algo que incomodava o instrutor de Hetfield... o álcool.

O álcool é um grande vilão para os cantores, pois ele tende a deixar as pregas vogais mais frouxas, mas James não conseguirá se livrar dele tão cedo, o que certamente corroborou para que a sua voz, embora evoluirá, não tenha atingido um desempenho extremamente satisfatório no passar dos anos.

Caso queira dar longevidade à sua carreira, é imprescindível que o cantor esqueça os clichês do rock n' roll, ou seja, o álcool e o cigarro, por exemplo. É recomendado que substitua-os por muita água.

Nota do autor: O álcool provoca inchaço nas pregas vocais e uma leve anestesia na faringe com redução da sensibilidade desta região; deprime o sistema nervoso central inibindo a censura. Como conseqüência uma série de abusos vocais podem ser cometidos, sem que se perceba e somente serão notadas após o efeito da bebida: ardência, queimação, voz rouca e fraca.

Em contrapartida, o cigarro é nocivo à sua laringe e às pregas vocais, age diretamente sobre a mucosa causando irritação, além de agredir todo sistema respiratório. O fumo é considerado um dos principais fatores desencadeantes do câncer de laringe e pulmão.

A partir do "Black Album", Hetfield passou a se preocupar um pouco mais com a saúde de suas pregas vocais, é possível ratificar que o período entre 1991 e 1999 tenha sido a sua melhor fase, tecnicamente falando.

Embora os álbuns Load e Reload sejam extremamente contestados pelos fãs, apenas por não apresentar a sonoridade thrash metal com a qual estavam habituados, é inevitável afirmar que, nestes álbuns, encontram-se os melhores trabalhos vocais de James Hetfield. Os discos possuem ótimas harmonias vocais que evidenciam a evolução técnica de Hetfield em relação aos anos 80.

Entre os recursos utilizados e técnicas adquiridas/desenvolvidas por James Hetfield:

Anos 80

Nos anos 80, Hetfield utilizava, principalmente, drives scream e drives de constrição laríngea, que são tecnicamente inadequados. Seu quadro era de constrição de pregas vestibulares e da parede da faringe, bem como de constrição supraglótica global e harmônicos aperiódicos nas emissões cantadas.

Anos 90

- Respiração diafragmática: Nos 80 Hetfield respirava de forma incorreta, o que prejudicava, inclusive, sua dicção, a partir dos anos 90, ele aprendeu a fazer respiração diafragmática, ou respiração profunda, é chamada assim porque expande o diafragma e leva o ar rico em oxigênio até o abdômen. É através dessa técnica que se consegue aumentar significantemente a capacidade volumétrica dos pulmões em mais do dobro, deste modo todo o corpo é mais oxigenado, inclusive o cérebro.

- Drive de epíglote: É um drive de natureza estrutural que é produzido pelo abaixamento parcial da cartilagem epiglote em direção ao ádito da laringe, realizado pelo músculo ariepiglótico.

- Drives creaky voice: É um drive de natureza glótica e constitui-se num subtipo do drive fry.

- Drives false cords: Drive utilizado por meio das pregas vocais falsas ou secundárias.

- Coordenação pneumofonoarticulatória: Sinergia entre os sistemas de apoio diafragmático, de contra-apoio laríngeo e de fonoarticulação.

- Belting: Voz mista com predominância da musculatura tireoaritenóidea e selamento glótico pleno. Há um certo consenso de que um belting saudável não deve ser entendido como "voz de peito", e sim como uma combinação da ressonância frontal com a voz mista, ou com o "mix". No mix, a voz não soa totalmente como uma voz cabeça e nem como uma voz de peito - e sim como uma combinação das duas.2 A estética do belting corresponde a um cantar que soa como a prosódia da fala, promovendo uma sensação de espontaneidade. Esta técnica permite uma voz forte, poderosa, clara e embora Hetfield não a usasse com tanta frequência no início, passou a destacá-la em alguns trabalhos apresentados a partir dos anos 90. Hetfield aplica drives fry (solto) nos beltings com ar e nos beltings pleno.

Conceitos e termos acima são de cortesia do treinador vocal Ariel Coelho. Para mais informações:
http://www.arielcoelho.com.br/analises-vocais/

As aulas de canto não foram suficientemente eficazes no que tange a tornar James Hetfield um exímio cantor, tecnicamente falando, mas foram necessárias para lhe proporcionar longevidade em sua carreira, pois é extremamente notório e plausível que a ausência de um instrutor vocal em sua vida teria, certamente, culminado em um término precoce para sua brilhante carreira.

Para um cantor de Thrash Metal, James Hetfield possuí uma excelente gama vocal. Confira abaixo suas características vocais:

Voice type: Low-Baritone
Melodic vocal range: C2-F5
Total vocal range: G♯1-A6

Alcance vocal:

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Confira uma representação gráfica, por meio de um piano, para exemplificar o alcance vocal de alguns vocalistas de hard rock e heavy metal, nos quais, inclui-se James Hetfield:

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Notas altas significativas:

A6 ("Hit the Lights" live 1982)

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G♯5 ("Of Wolf and Man")

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F5 ("Battery" live in New Jersey 1988, "Iron Man" live, "Metal Militia" live in Perth 2013, "My Apocalypse" live at the 30 Year Anniversary)

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E5 ("Frantic", "Let It Loose")

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E♭5 ("Battery" live 2013, "No Remorse" live 2013, "Blackened" live 2012/2013, "One" live at the Voodoo Music + Art Experience Festival 2012, "Purify")

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D5 ("Broken, Beaten & Scarred" live, "Cyanide" live in Sofia 2010, "Hit The Lights" live in Prague 2012, "Jump In The Fire")

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C♯5 ("Creeping Death" demo, "Cyanide" live at Rock in Rio 2011, "Hit The Lights" live in Atlantic City 2012, "Metal Militia", "Phantom Lord", "No Remorse", "Ride The Lightning" demo)

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C5 ("Better Than You", Death Magnetic studio footage, "Dirty Window" live, "Frantic", "Hit the Lights" Metal Massacre version, "Invisible Kid", "Mercyful Fate", "Metal Militia", "Ride the Lightning", "Sabbra Cadabra", "Shoot Me Again", "No Remorse", "Some Kind of Monster")

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B4 ("Broken, Beaten & Scarred", "Creeping Death", "Custard Pie", "Cyanide", "Hate Train", "My World", "One" S&M version, "That Was Just Your Life", "The Ecstasy of Gold", "The Four Horsemen", "The Thing That Should Not Be", "The Unforgiven III", "Trapped Under Ice")

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B♭4 ("All Nightmare Long", "Battery" live S&M, "Cure", "Fuel", "Hero of the Day", "Hole in the Sky", "Loverman", "Mercyful Fate", "No Remorse" live, "The Memory Remains", "Seek and Destroy", "Remember Tomorrow")

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A4 ("Attitude", "Devil's Dance", "Disposable Heroes", "Don't Tread On Me", "Enter Sandman", "Escape", "Eye of the Beholder", "Master of Puppets", "Motorbreath", "My Friend of Misery", "Rebel of Babylon", "Sabbra Cadabra", "The Day That Never Comes", "The House Jack Built", "The Judas Kiss","The Prince", "The Struggle Within", "Trapped Under Ice", "Wherever I May Roam")

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G♯4 ("Bleeding Me", "Carpe Diem Baby", "Cure", "Fight Fire With Fire", "Fuel", "Invisible Kid", "Hero Of The Day", "King Nothing", "Disposable Heroes", "Leper Messiah", "Shoot Me Again", "The Frayed Ends of Sanity", "Poor Twisted Me", "Wasting My Hate")

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G4 ("All Within My Hands", "Battery", "Blackened", "Damage Inc.", "Fade to Black", "For Whom the Bell Tolls", "Harvester of Sorrow", "My World", "Some Kind of Monster", "The Unforgiven", "Welcome Home (Sanitarium)", "Wherever I May Roam")

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F♯4 ("Carpe Diem Baby", "Damage Inc.", "King Nothing", "Leper Messiah", "Loverman", "Mama Said", "The Unforgiven II", "Wasting My Hate", "When a Blind Man Cries")

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Notas baixas significativas:

G♯1 ("Low Man's Lyric")

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B1 ("Loverman")

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C2 ("Shoot Me Again", "Some Kind Of Monster")

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C♯2 ("All Nightmare Long", "Don't You Think This Here Outlaw Bit's Done Got Out of Hand", "Enter Sandman", "Flamingo", "Of Wolf and Man", vocal warm-ups recording, "Wherever I May Roam")

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D2 ("Devil's Dance", "Enter Sandman", "The Unnamed Feeling")

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E♭2 ("Cure", "Fixxxer", "King Nothing", "Mama Said", "My World", "Poor Twisted Me", "Prince Charming", "Ronnie", "The Unnamed Feeling", "Wasting My Hate")

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E2 ("All Nightmare Long", "Enter Sandman", "Loverman", "My Friend Of Misery", "Rebel of Babylon", "Shoot Me Again", "To Live Is to Die")

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F2 ("Cure", "Low Man's Lyric", "The Unnamed Feeling")

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F♯2 ("Low Man's Lyric")

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G2 ("Shoot Me Again")

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G♯2 ("Custard Pie", "Low Man's Lyric", "Mama Said", "Prince Charming", "Shoot Me Again", "The Unforgiven II")

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A2 ("Loverman")

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B♭2 ("All Within My Hands", "Escape" live 2012, "No Leaf Clover", "The Outlaw Torn", "The Unnamed Feeling", "Thorn Within")

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B2 ("Escape", "Loverman", "Mama Said")

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Tenho visto algumas pessoas com dúvidas pertinentes no que tange as notas alcançadas pelos vocalistas que venho analisando. Ninguém é obrigado a saber "ler" música, então vou tentar elucidar esta questão por meio de uma imagem simplória, que mostra como é constituída uma oitava.

A conceituada revista Metal Hammer elaborou um ranking, cuja intenção fora elencar as melhores performances vocais de James Hetfield ao longo de sua trajetória, confira:

Melhores performances vocais (versões em estúdio):

1. Hate Train

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2. Sabbra Cadabra

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3. The Rebel of Babylon

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4. Mama Said

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5. The Unforgiven

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6. The Prince

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7. Loverman

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8. Tuesday´s Gone

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9. Turn the Page

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Melhores performances vocais (versões ao vivo):

1. The Outlaw Torn (S and M)

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2. Bleeding Me (S and M)

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3. Mama Said (Later with Joolz Holland ´96)

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4. The Four Horsemen (Live Shit: Binge and Purge)

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5. Of Wolf and Man (S and M)

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É importante ressaltar que, fisiologicamente, a voz humana modifica-se ao longo dos anos, sendo que a voz masculina têm sua última modificação ocorrida entre os 35 e 50 anos, variando de pessoa para pessoa, e é claro que a voz d James não está imune a isto, ela mudou, e isso não necessariamente significa que ele esteja cantando mal, pelo contrário. É óbvio que sua melhor fase vocal fora os anos 90, mas Hetfield ainda apresenta um desempenho vocal regular, que não compromete a qualidade sonora da banda ao vivo.

Não há registro que indiquem que James Hetfield tenha continuado a suas aulas de técnica vocal, mas certamente, ele ainda pratica os seus exercícios fonoaudiólogos, e o fato de parado de ingerir bebida alcoólica, optando por água, contribuí para o fato dele ainda estar podendo cantar em um nível aceitável.

É perceptível que Hetfield vêm gradativamente reduzindo a utilização de drive, mesmo que tenha aprendido a utilizá-los durante os anos 90. É uma técnica desgastante e difícil de reproduzir corretamente, sem provocar tensões nas pregas vocais, então é aceitável que ele esteja dando prioridade à outros recursos.

Sua voz soa um pouco mais clara e limpa, o que desagrada parte dos fãs, que preferiam vê-lo berrar durante um show inteiro, como fazia, inocentemente, nos anos 80.

James Hetfield possui um legado irreparável, além de líder e vocalista de uma das maiores bandas de heavy metal da história, o vocalista ainda toca guitarra, baixo, bateria e piano.

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Sobre Danilo F. Nascimento

Administrador por casualidade. Músico por instinto. Escritor por devaneio. Fascinado por música, literatura e cinema. Seu primeiro contato com o mundo do rock data de meados dos anos 90, uma época de transição entre o analógico e o digital, e, principalmente, uma época onde a MTV ainda era aprazível e relevante. Idolatra e cultua o legado instituído pela maior banda de todos os tempos, o Queen.

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