As Obras Primas do Rock Nacional de acordo com Regis Tadeu
Por Bruce William
Postado em 10 de janeiro de 2026
Em vídeo disponível no CortesCrimson que traz um "corte" de uma Live realizada no canal oficial do Regis Tadeu, o tema era "Obras Primas" e a conversa acabou, nas palavas de Regis, "entrando na seara nacional" e, quando o assunto virou rock feito aqui, ele foi empilhando títulos que ele trata como obras-primas.
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O tom é aquele de live: opinativo, rápido, com umas cutucadas no meio e a certeza de que, em algum momento, alguém vai torcer o nariz. Tanto que ele mesmo já antecipa o clima quando diz: "eu sei que isso vai causar polêmica, vai render corte, blá blá blá blá blá blá blá, aquela coisa toda".
Nas escolhas mais óbvias (no bom sentido), ele puxa "Cabeça Dinossauro" (Titãs) e "Selvagem" (Os Paralamas do Sucesso). Aí ele abre um parêntese para os Paralamas como banda com mais de um disco nesse patamar e inclui também "O Passo do Lui". É aquele tipo de lista em que o cara não está tentando agradar todo mundo: ele está falando do que, para ele, ficou inteiro e aguenta a revisita sem ficar menor.
E, como ele já tinha avisado que ia dar problema, veio Raimundos: "Cara, os dois primeiros álbum do Raimundos são obras primas." Não tem muita conversa em volta dessa frase. Ele joga na mesa e segue em frente, como quem sabe que metade da audiência vai concordar na hora e a outra metade vai abrir a aba do navegador para discutir.
O trecho mais "garimpo" da fala dele aparece quando ele aponta um disco que, segundo ele, pouca gente conhece: "Sol no Escuro", do Fábio Góes. A recomendação vira quase uma convocação, com aquela objetividade que ele costuma usar: "você tem que ir atrás desse disco". E ele ainda completa com a tirada: "na minha modestíssima, né, opinião, todo mundo que me conhece sabe que eu sou realmente muito modesto", antes de dizer que o álbum não é só obra-prima, mas um dos discos mais sensacionais de todos os tempos na música brasileira.
A lista ainda passeia por outras frentes: ele cita "Rainha dos Raios" (Alice Caymmi) como "obra prima da música brasileira recente" e coloca "Canções Dentro da Noite Escura" (Lobão) no mesmo nível. Nesse ponto, dá para perceber que a conversa não fica trancada em "rock de cartilha"; ela vai para onde ele acha que tem disco forte, mesmo que a definição de rock, ao vivo, sempre estique um pouco.
No meio, rolam concordâncias com os outros participantes: ele endossa "o primeiro do Ultraje" como obra-prima e solta a provocação: "Inclusive é um disco que todas as músicas tocaram no rádio. Não precisou nem pagar jabá." Depois aparecem "o primeiro do Zé Ramalho", o ao vivo do Alceu Valença (com o elogio de ter sido gravado "ao vivo para valer, viu? Pra valer") e, em estúdio, ele destaca "Espelho Cristalino". Também entra Rita Lee, com "Fruto Proibido" e "Entradas e Bandeiras."
E a reta final vai para um território mais prog/setentista: "outra obra prima absoluta é o 'Criaturas da Noite' do Terço". Ele emenda Terreno Baldio e diz que os dois únicos álbuns de estúdio da banda, para ele, também entram nesse patamar - lembrando que o grupo
E fecha reforçando o peso do "Criaturas da Noite": "é uma obra prima assim de um quilate gigantesco, cara. É uma coisa impressionante." E, do jeito que a internet funciona, dá pra apostar que o corte que ele mesmo previu já estava praticamente pronto antes de ele terminar a frase.
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