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Geraldo Tavares: Fã inveterado e colecionador do Yes

Por Ricardo Seelig
Em 17/02/08

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Esta matéria foi publicada muitos anos atrás, está datada, e a coleção mostrada hoje deve ser bem diferente. Mas a matéria continua sendo uma curiosa cobertura sobre uma invejável coleção, e por isso a destacamos.

Sempre recebi pedidos para fazer uma matéria da Collector´s Room dedicada ao Rock Progressivo. Pois, enfim, consegui. Esta edição traz a coleção de Geraldo Tavares, fã inveterado do Yes, que conta muitas histórias interessantes sobre o lendário grupo inglês e se mostra um verdadeiro apaixonado pelo rock. Então, boa viagem e espero que vocês gostem.

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Pra começar o nosso papo, eu queria que você se apresentasse aos nossos leitores.

Meu nome é Geraldo dos Santos Tavares, nasci em 1960, sou engenheiro agrônomo e trabalho na Secretaria de Agricultura do Pará.

Como foi o seu primeiro contato com o rock?.

Comecei a me envolver com o rock por volta de 1975, quando fui apresentado ao Led Zeppelin. Meu debut foi o clássico "Houses Of The Holy", até hoje um de meus preferidos. Depois conheci o Pink Floyd e passei entender o significado do termo Progressive Rock. Meu primeiro contato com o Yes foi em 1976, quando um amigo me emprestou o "The Yes Album". Foi paixão à primeira vista.

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Mais ou menos com que idade você percebeu que essa paixão não tinha cura, e que iria acompanhá-lo por toda a vida?

Aos 18 anos, quando fiz uma tatuagem com a logo do Yes no ombro, aí percebi que estava entrando em uma outra dimensão, pois comecei a descobri bandas clássicas e fundamentais para a história do rock.

Você consegue dizer em que momento você se transformou de um fã normal de música em um colecionador?

Na década de 1970 o acesso aos discos lançados no exterior era muito difícil aqui no Brasil. Não existia internet e às vezes você tomava conhecimento de um lançamento meses depois. Desse modo posso dizer que desde o começo fui um colecionador.

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Mas após conseguir todos os LPs do Yes – o que era uma façanha à epoca - percebi que alguns foram lançados no Brasil mutilados, como é o caso do antológico triplo ao vivo "Yessongs", que foi lançado sem o encarte de 12 páginas e sem os famosos painéis do artista Roger Dean, responsável pela concepção das capas do grupo, e que se tornaram marca registrada no mundo. Desse modo, parti para a façanha de conseguir as edições originais de alguns LPs, e em seguida os singles.

Qual o tamanho da sua coleção?

Cheguei a possuir 800 LPs, mas depois fiz uma seleção, priorizando apenas itens colecionáveis pela qualidade/raridade, e fiquei apenas com cerca de 150 vinis e pouco mais de 400 CDs , além de 250 DVDs e uma dezena de fitas VHS, K7s, livros, fanzines, revistas, tourbooks e memorabília em geral.

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De quais grupos você possui mais material, quais são as suas bandas favoritas?

Possuo material de bandas de vários gêneros, do Hard Rock ao Progressivo, passando pelo Jazz Rock. Mas dos anos 80 para cá decidi colecionar apenas itens do Yes, banda no qual me especializei.

De qualquer modo vale a pena citar, dentre as raridades de outras bandas que ainda conservei, o single de "C’est La Vie" do Emerson Lake and Palmer, lançado no Brasil; o EP promocional de "Stairway to Heaven" do Led Zeppelin; o primeiro disco do grupo paraense Stress (primeira banda brasileira a gravar um disco de Heavy); "Criaturas da Noite" do Terço e o "Academia de Danças" de Egberto Gismonti, que considero o primeiro disco genuinamente brasileiro de progressivo; os Lps do Gentle Giant "In a Glass a House" e o raríssimo original da BBC do Programa "In Concert" de 78, com os encartes originais da rádio.

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Quanto a este último, fiquei sabendo por intermédio de Pete Gray, um dos maiores colecionadores do grupo no mundo, que foram prensadas apenas 250 cópias destinadas a estações de rádio que mantinham convênio com a BBC. Pete me fez uma oferta, mas eu não quis vendê-lo. Na verdade darei de presente a ele no dia que for à Inglaterra.

Os meus grupos e artistas preferidos são: Yes, Led Zeppelin, King Crimson, Rush, Judas Priest, Genesis, Mahavishnu Orchestra, UK, Spock’s Beard, ELP, Deep Purple, Ozzy, Gentle Giant, Queen, Banco, PFM, Egberto Gismonti, Van Halen, Dio …

E o estilo que você mais gosta, qual é?

Felizmente tenho um gosto bem eclético, que vai desde o Hard Rock e Heavy Metal ao Progressivo, passando pelo Jazz Rock.

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Vamos fazer então uma cronologia da sua vida de colecionador: qual foi o primeiro álbum que você comprou, e por quê?

O primeiro álbum que comprei foi o "Physical Graffiti" do Led Zeppelin, e aconteceu um episódio interessante: na época era dezembro de 1977 e eu fazia cursinho para o vestibular. Estava com o dinheiro para pagar a mensalidade, mas resolvi passar antes em uma loja de discos no centro da cidade. Dei de cara com o "Physical…" e não pensei duas vezes: comprei o disco na hora! Mas fiquei sem freqüentar o curso naquele mês … ainda bem que fui aprovado.

Mamãe, se estiver lendo, me perdoe, mas foi por uma causa justa, alguém duvida? (risos)

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Não, eu pelo menos não duvido (risos). Qual foi o número máximo de itens que você já adquiriu de uma única vez?

Foram nove CDs do Yes em formato miniaturas de LPs, comprados a preço de ouro do Japão. Ainda tive o azar de cair na malha fina da Receita, que entende que música é supérfluo, e assim me taxaram em 60% de impostos.

Qual item você considera o mais raro da sua coleção?

Existem vários, mas com certeza a edição de 3 LPs do "Yesstory" é forte candidato. É quase impossível encontrar um exemplar. Consegui no eBay há poucos meses, depois de procurar por 15 anos. Outro item é o single 7" "Quartet (I’m Alive)" com capa vermelha e as fotos dos membros do Yes, que na época formavam o grupo Anderson, Bruford, Wakeman, Howe (ABWH).

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Tenho ainda o tourbook da turnê "Big Generator", que passou apenas pelos EUA, Canadá e Japão, e talvez por isso o item ficou bem raro.

O raro livro "The Authorised Biography" (1980), de Dan Hedges, é muito procurado pelos fãs. Comprei um exemplar em um disputado leilão na eBay. A propósito, o único livro em língua portuguesa sobre o grupo, "Yes - Uma Rara Música de Quinteto", do carioca Décio Estigarribia, já está se tornando raro, pois apenas uma edição foi lançada. Há alguns anos o escritor inglês David Watkinson, autor do livro "Perpetual Change" e um dos maiores colecionadores do mundo, me solicitou um exemplar e só consegui com o autor, por isso corram …

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Outro item recente, mas raro, é a primeira edição do CD "Magnification", lançado na Austrália com capa diferente do resto do mundo, além de um CD bônus ao vivo.

E o mais bonito?

Acho que é o LP triplo "Yessongs", que retrata toda a magia do grupo pelos painéis com paisagens fantásticas. Tenho também uma edição especial do "Fragile" banhada a ouro que gosto muito. Aprecio também o EP 12"" "Wonderous Stories / Parallels" em vinil azul.

Qual você considera o item mais diferente e curioso do seu acervo?

Tenho dois singles 7" de "Owner Of A Lonely Heart" em formato oval, nas cores negra e azul. O detalhe é que, apesar do formato, eles rodam normalmente no toca-discos.

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Tenho também um single 3" promocional do ABWH lançado somente na Áustria, que acho bem curioso pelo tamanho reduzido do CD.

Existe algum item que você passou um tempão atrás até consegui-lo para a sua coleção?

Sim , o EP 12" "Order Of The Universe", do ABWH. Este foi cortesia de uma grande fã do Yes, Omar Fares de São Paulo. Thanks a lot , irmão!

E, complementando a pergunta anterior, quais aqueles que, apesar de você estar atrás há uma cara, ainda não conseguiu?

Considerando que a banda vai completar 40 anos de carreira é fácil entender que existam centenas de itens para serem colecionados: discos lançados em países com capas e edições diferentes, pôsteres, livros, etc... Por isso, resolvi concentrar minha coleção naquilo que mais gosto: LPs, singles ( em CD e vinil), tourbooks, edições com músicas inéditas e livros e revistas.

Existe a versão do box "Yes Years" com 4 LPs (tenho as versões com 4 CDs e 4 cassetes) que venho procurando há milênios e, embora lançado em 1991, não tenho encontrado. Existe um single 7" "QuartetT – I’m Alive" com desenho de pássaros na capa, bem raro. Conheço apenas um colecionador de São Paulo que o possui, o meu amigo Eduardo Barsa, um dos maiores fãs do Yes neste país. Outro single perseguido é um compacto promocional de "Roundabout" em vinil amarelo, um must para qualquer colecionador.

Procuro ainda dentre outros o tourbook da turnê de 1974, que promovia o disco "Tales From Topographic Oceans", que atinge preços estratoféricos quando está disponível para venda.

Como você guarda e conserva a sua coleção?

Mantenho os vinis em plásticos em estantes próprias. Livros e CDs e DVDs em ambientes arejados, visto que aqui no norte a umidade atinge facilmente os 90%.

Quais são os itens que você mais gosta entre todos da sua coleção?

Com certezas os vinis, os programas de turnês e as edições de fanzines de todo o mundo. Tenho um pôster autografado por diversos membros do grupo e um CD EP autografado pelo Rick Wakeman (tecladista mitológico da banda) que guardo com muito carinho.

Onde você costuma comprar os itens para o seu acervo? Que lojas você indica, aquelas que possuem os itens mais difíceis de se encontrar, para quem está começando agora a sua coleção?

O site eBay (www.ebay.com) é atualmente a maior fonte. Existem lojas especializados como a Vinyltap (www.vinyltap.co.uk/) e o Eil (http://eil.com) que são pródigas em raridades. Mesmo no Mercado Livre (www.mercadolivre.com.br ) você pode conseguir itens colecionáveis. Muito material foi conseguido em fã-clubes ou na troca com outros fãs.

Você é casado, namora, tem um relacionamento com alguém? Faço essa pergunta porque gostaria de saber como essa pessoa vê essa sua dedicação a sua coleção.

Sou casado e minha esposa sempre diz que parece que eu gosto mais do Yes do que dela, o que é uma grande injustiça, pois eu sempre digo e repito que AMO ambos igualmente! (risos)

Hoje ela já entende quando necessito ir a outros estados para acompanhar o grupo ou membros da banda nas diversas turnês que passaram pelo Brasil.

E os seus amigos, já colocaram algum apelido em você depois de todos esses anos dedicados aos discos, ou vêem você como uma espécie de "consultor", aquele cara que conhece tudo e que tem dicas preciosas para passar?

Na verdade conheço fãs com grande conhecimento sobre o grupo de Norte a Sul do Brasil. A banda é mais conhecida e querida do que supõe a nossa vã filosofia.

Quando conheci o vocalista Jon Anderson em 98 em São Paulo, contei-lhe que havia viajado 3.000 Km desde a Amazônia para poder assistir ao grupo. Ele então passou a me denominar de "Amazon Man" todas as vezes que me encontrava com os demais fãs após os shows. O curioso é que em 99 o grupo voltou ao Brasil e ele ainda lembrava do apelido.

Muito legal isso. Onde você costuma pesquisar a respeito de discos raros que você está procurando, de novos lançamentos, essas coisas. Em que fontes você busca essas informações?

Antes da era da internet a minha grande fonte de informação foram outros fãs e fã-clubes das diversas partes do mundo. No Brasil foi importante conhecer o South American Khatru (SAK ), fã–clube do Yes baseado em São Paulo, mas com ramificações em todo o país.

Você pode participar da lista de discussão do SAK se cadastrando no site; com certeza qualquer dúvida será sanada, pois existem vários experts na lista. O SAK é bem conhecido mundo afora e é citado no livro "Beyond and Before" de Peter Banks, primeiro guitarrista do grupo.

Um guia obrigatório para qualquer colecionador é o livro "Perpetual Change" de David Watkinson, que descreve minuciosamente todos os singles, tourbooks, bootlegs e memorabilia em geral.

Esta pergunta todo colecionador adora responder: quais são, para você, os dez melhores álbuns de todos os tempos?

Bem, nesse caso, dado ao meu ecletismo, terei que discriminar duas listas separadas:

- Hard Rock / Heavy Metal:

1. Led Zeppelin – Houses Of The Holy
2. Deep Purple – Machine Head
3. Rainbow – Rising
4. Ozzy Osbourne – Blizzard Of Ozz
5. Rush – Permanent Waves
6. AC/DC – If You Want Blood, You´ve Got It
7. Judas Priest – British Steel
8. Queebn – A Night At The Opera
9. Dio – Holy Diver
10. Black Sabbath – Heaven and Hell

Progressive / Jazz Rock :

1. Yes – Relayer
2. Genesis – Wind And Wuthering
3. Pink Floyd – Animals
4. Gentle Giant – Free Hand
5. ELP – Brain Salad Surgery
6. King Crimson – Red
7. UK – Night After Night
8. PFM – Per Un Amico
9. Mahavishnu Orchestra – Birds Of Fire
10. Return To Forever – Romantic Warrior

O que está rolando no seu som atualmente, e o que você recomendaria para os leitores do Whiplash?

Para quem está iniciando é fundamental beber da fonte dos anos 70. Recomendo enfaticamente toda a discografia da Santa Trindade do Rock: Led-Purple-Sabbath. Tudo de bom que veio depois teve a semente plantada nesta horta. Bandas como Judas, Maiden, Metallica, Whitesnake e outras, foram de algum modo influenciadas por estes pioneiros.

No segmento progressivo é obrigatório conhecer Yes, Pink Floyd, ELP e King Crimson. Experimente a banda Spock’s Beard dos anos 90 e verá que nem tudo é frivolidade na cena atual.

A sua coleção tem um limite? Tipo, você acha que, algum dia, vai parar de comprar discos porque acha que, enfim, tem tudo o que sempre quis ter? Você acha que esse dia chegará, ou ele não existe para um colecionador?

Na verdade não sou obcecado, apenas vou colecionando à medida que vou conseguindo material com um preço compatível. Existem muitos itens disponíveis, mas a preços elevados que serão comprados no dia que eu acertar na loteria (risos). Existe um segmento em que eu procuro sempre comprar que são os tourbooks, pois a cada ano ficam mais raros e caros …

Já parou para pensar com quem os seus discos ficarão quando você estiver mais velho? Quem será o herdeiro da sua coleção no seu futuro?

Já pensei, e acho que após a minha passagem por este mundo gostaria que minha coleção fosse leiloada para verdadeiros fãs e a renda doada para instituições filantrópicas. Com certeza ficarei penando se a coleção for parar na mão de um pagodeiro, por exemplo (risos).

O que o rock representa na sua vida?

É um estilo de vida. Quando descobri o rock era um adolescente e ficava extasiado a cada maravilhosa banda que descobria. Jamais esquecerei o dia em que escutei "The Song Remains The Same" do Led - parecia um nocaute! Algo dizendo "acorda que tem muito mais por vir..."

O Yes já foi um parto mais complicado, você necessita de tempo para entender toda a riqueza daquela sonoridade. Imagina um moleque de 17 anos escutando pela primeira vez "Close To The Edge".

O que acho estranho na cena atual é a enorme diversidade de vertentes do Metal, por exemplo, que atendem por Death Metal, White Metal, Thrash... acho que tudo é Heavy e Hard Rock. O grande barato é a diversidade do estilo! Gosto do Megadeth do mesmo modo que do Iron Maiden ou do Living Colour. São estilos diferentes, mas marcantes.

Se você tivesse que indicar algumas bandas, e alguns discos, para uma pessoa que nunca teve contato com o rock, o que indicaria?

Beatles seria uma boa escolha para atrair essa pessoa para o mundo do rock, e uma boa opção seria o disco "Let It Be". Em seguida o "The Dark Side of The Moon" do Pink Floyd, por ser um disco de melodias que agradam mesmo o público não acostumado ao estilo. Na pós-graduação recomendaria o "Fragile" do Yes.

Tem alguma história engraçada ou curiosa que aconteceu com você por causa da música, e que te fez pensar algo como "isso só acontece com um colecionador mesmo"?

Em 98 estávamos com o Jon Anderson no Maksoud Plaza em São Paulo e eu mostrei a ele algumas antigas fotos publicadas por um fanzine inglês. Fiquei surpreso quando ele pediu uma foto em que aparecia com sua avó para fazer uma cópia. Ao que parece esta ele não tinha. Aproveitei e mostrei outra em que ele aparece com sua primeira mulher – Jeniffer; ele fez uma cara feia e sinal de negativo com a mão, como quem diz "por favor, essa não...!!!" (risos)

Outro episódio interessante foi com o Alan White (baterista que tocou com John Lennon) e o Chris Squire. Acho que na mesma turnê de 98. Estava no hall do hotel com outros fãs do SAK e mostrei para o técnico de baixo do Squire, Richard Davis – que o acompanha há anos - um CD bootleg que acabara de ganhar de um fã. Era um CD com gravações de estúdio onde aparecem músicas inéditas de um grupo que nunca gravou oficialmente, chamado XYZ, composto por membros do Yes e do Led Zeppelin (na verdade apenas Jimmy Page participou das sessões). Perguntei ao Richard se ele conhecia as gravações e ele respondeu "claro, eu estava lá." Imediatamente ele chamou o Squire e mostrou o piratinha.É claro que tremi nas bases por se tratar de um disco não-oficial, mas para minha surpresa o baixista pediu emprestado e mostrou para o Alan White e em seguida perguntou se podíamos conseguir uma cópia, o que foi providenciado no dia seguinte …

Pra fechar, que papel você acha que nós, colecionadores, temos na indústria da música, no mundo e aqui no Brasil?

Acho que o principal papel é de mostrar às novas gerações a riqueza das bandas tradicionais que construíram as bases para o que existe hoje, pois a música de qualidade é ATEMPORAL.

Cara, muito obrigado pelo papo, valeu por ter aceito participar da Collector´s Room, e que tudo dê certo na sua vida.

Eu é que agradeço pela oportunidade de conhecer outros colecionadores e mostrar para as novas gerações toda a magia dessa música imortal chamada ROCK! Meu email para contato é [email protected]


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Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

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