Mário Pacheco: Figura única, colecionador e contraculturalista

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Por Ricardo Seelig
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Arnaldo e um tal de Pacheco
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Mais de 1500 vinis
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Estantes forradas de material
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Alguns itens dos Beatles
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Guitarra Del Vecchio
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Hard rock clássico
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Arquivo vivo do rock
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Esta matéria foi publicada muitos anos atrás, está datada, e a coleção mostrada hoje deve ser bem diferente. Mas a matéria continua sendo uma curiosa cobertura sobre uma invejável coleção, e por isso a destacamos.

Mário Pacheco é uma figura única. Paulista morador de Brasília há mais de trinta anos, Pacheco é plural, multifacetado, consumidor de tudo (eu disse TUDO) relacionado à cultura pop. Nessa entrevista muitas vezes você vai achar que o cara é um sonhador, e realmente é mesmo. Pessoas como Mário Pacheco mantém viva a magia do rock, e, mesmo que em alguns momentos pensemos que elas não tocam os pés no chão nem vivam neste planeta, é muito legal saber o que estes caras pensam. Então, prepare-se para a viagem.

Pra começar o nosso papo, eu queria que você se apresentasse aos nossos leitores.

Sou Mário Pacheco e faço bico como agente cultural. Sou prolixo e sonhador, e a coisa que eu mais odeio é o falar por falar e aquelas pessoas que não se manifestam aberta e claramente.

Como foi o seu primeiro contato com o rock?

1975, Osasco, SP – Na esquina da Rua Parayba havia um bancário, Geraldinho, e aos sábados nos reuníamos para limpar os discos dele. Ele curtia muito kraut-rock. Nessa época, mudaram os irmãos Girafa e Cabeça, que tinha discos de rock e irmãs que “mexiam” com a galera… Eu tinha onze anos e nunca havia visto uma mina de bermuda …

Mais ou menos com que idade você percebeu que essa paixão não tinha cura, e que iria acompanhá-lo por toda a vida?

Eu ouvi “I Wanna Hold Your Hand” em um quarto de cortiço, onde o Brás morava. Ele era são paulino e vendia bandeiras no Morumbi, e eu pedi a ele que anotasse o nome daquela música. Experimentei o que os jovens dos anos sessenta sentiram.

Dali em diante, as revistas Pop, Rock – A História e a Glória e Rock Espetacular passaram a ser as minhas primeiras leituras. Quando fui em uma loja de discos comprar o compacto duplo de “A Hard Day´s Night” o lojista corrigiu a minha pronúncia, e ali mesmo eu prometi a mim mesmo que dominaria e saberia o que aqueles cabeludos estavam dizendo (risos).

Você consegue dizer em que momento você se transformou de um fã normal de música em um colecionador?

A música é uma das maiores realizações da humanidade, e nos anos oitenta eu passei de simples consumidor a divulgador de rock, via fã-clube.

Qual o tamanho da sua coleção?

Olha, tenho 1.500 LPs, em sua maioria importados, reedições dos anos 70. São os que eu ouço. Há uma década deixei de colecionar para ter volume. Uma vez peguei todos os meus LPs “fogueirinha” e os passei adiante, muita coisa boa.

Meu acervo é um universo vivo unindo áudio à imagem e à informação, então eu tento conseguir o LP ou o CD ou o DVD e as revistas e livros e toneladas de cadernos culturais de jornais. Tenho 70 livros de recortes com 400 páginas cada, e não é só rock, também gosto de Modernismo, Cinema Novo, Tropicalismo, Hélio Oiticica, Rogério Duarte e gibis Marvel.

De quais grupos você possui mais material, quais são as suas bandas favoritas?

Beatles, sempre. Depois Yardbirds, Black Sabbath e Arnaldo Baptista, que é a minha grande paixão!

Material pesado mesmo são os livros importados dos Beatles, quatro álbuns de recortes e agora gravando uma série de CDs alternativos, atualmente no número 52, além de uma foto-biografia que eu estou fazendo a respeito da banda.

E o estilo que você mais gosta, qual é?

Gosto de rockão em português, tipo Patrulha do Espaço, Freak! E Neuras Planetóides e, se possível, cutucando o sistema.

Vamos fazer então uma cronologia da sua vida de colecionador: qual foi o primeiro álbum que você comprou, e porque?

A trilha da novela “Escalada”, com rocks antigos. Naquela época tava todo mundo mergulhando nos anos 50 e a última moda era ter a trilha da novela. Depois ganhei o LP “Forró do Brás”, dos Incríveis, mas a primeira grana que investi foi comprando os compactos de “Paperback Writer” e “Penny Lane”, e, por fim, o “Sgt Peppers”. A minha mãe dizia que um era pior que o outro! Eu havia mudado para Brasília em dezembro de 1975 e na minha faixa etária (onze anos) não conhecia ninguém que curtisse rock.

Qual foi o número máximo de itens que você já adquiriu de uma única vez?

Eu vou na banca de revista da 508 Sul e faço um limpa, depois eu passo no quiosque do seu Ivan “Presença” e penduro uns livros, desço na W3 Norte na Acervo e compro uns DVDs. No sebo Musical Center compro uns vinis dos Beatles solos e seis CDs do Aerosmith - quando chego em casa descubro que eu não tenho o “Rocks”. Volto na Berlim Discos e negocio um desconto num DVD do ”Magical Mystery Tour”. Fui na livraria Cultura e por um bom preço levei o livro do Bruce Spizer, pesquisador dos Beatles, e outro livro importado do Fab Four lançado pela revista Mojo.

Eu não piro mais por discos ou CDs ou livros, pouca coisa dispara o meu coração. Outro dia vi um picture dos Yardbirds e pirei, mas optei pelos dois livros dos Beatles. Os discos em Brasília não atingem preço. Quando os músicos vêem aqui eles fazem a festa.

Eu sei que se precisasse vender alguma coisa eu só conseguiria migalhas, então eu invisto para que meus filhos usem o acervo. A minha mulher use o material em sala de aula e este é um investimento no barato, de ter de usar, de divulgar – eu nunca paguei preço exorbitante em nada!

Chego nas lojas de todo o Brasil e o lojista já me saca e me oferece um desconto, segura um cheque, sabe que está contribuindo para a formação de um acervo que ainda vai ser público. E tem gente boa, como o Calanca, que ainda me paga um almoço, e tem sido assim na Bahia, no Piauí, em Goiânia, São Paulo e Minas.

Em Goiânia, num festival da Monstro, tinha um carinha com uma barraquinha cheia de discos de vinil. Eu pirei e levei dois: um Rolling Stones de 1982 e o primeiro do Floyd em vinil, que eu já tivera. Vão-se os anéis, ficam os ouvidos: é a minha vã filosofia.

Ganho e recebo doações. Agora mesmo ganhei dez quilos de suplementos culturais, entre eles “London Review of Books”, “The Times Literary Supplement” e dois “Zoetrope”, um com um conto de Philip K. Dick, ficcionista da contracultura morto em 1982, de quem o Lennon era fã.

Qual item você considera o mais raro da sua coleção?

Um violão elétrico Del Vecchio de 1950; seis bootlegs e um solo americano do Jimmy Page de 1976 acompanhando Sonny Boy Williamson; e um CD com a obra completa de “Géa’”do Cláudio César Dias Baptista, que ainda me passou outro CD de imagens dos Mutantes que a Globo volta e meia usa em suas matérias.

E o mais bonito, qual é pra você?

É a colagem como formatação do caos, e acontece quando você completa um álbum com centenas de recortes de vários formatos e fontes. E olhe, tenho 70 álbuns exclusivos!

Qual você considera o item mais diferente e curioso do seu acervo?

Eu cansei de consumir e há vinte e cinco anos atrás passei a fazer fanzines. Durante sete anos foram dezenove edições. Depois escrevi no JOSÉ (Jornal da Semana Inteira), lancei a biografia “Balada do Louco” do Arnaldo Baptista, fiz o CD “Onde é que está o meu rock’n’roll”, e lancei quatro DVDs: “Paulo Iolovitch - O Pintor de Entrequadras”, “Conicções”, “Além” e o “Mopho”, que foi o que mais fez sucesso. E ainda tem uma edição de oitenta exemplares do livro “Aventura sem Dublê”.

Nesse ano lancei um CD duplo da Patrulha do Espaço com os shows em Goiânia e Brasília e o CD-ROM “Enciclopédia Contraculturalista DoPróprioBol$o”, que vou relançar em 2008 com encarte.

Então a coisa mais estranha é quando eu encontro o Júnior da Patrulha e ele me fala do recorte do José de 1988. O Arnaldo Baptista ou o Rogério Duarte falando dessas coisas que eu lancei com parcos recursos ou alguém me mostra um zine – eu renasço de novo. O CD-ROM colocou muito destas coisas em dia e à mão.

O CD “Onde é que está o meu rock`n`roll” recebeu elogios em São Francisco, berço do psicodelismo. A “Enciclopédia …” chegou em Londres na BBC. Pode parecer convencimento mas eu acredito piamente que o material mais raro de se ver ou achar é algo com a logo DoPróprioBol$o. Uma realização pessoal é o sonho ainda vivo, apesar dos inúmeros boicotes, mal entendidos, mas eu diariamente dedico uma parte do meu tempo à divulgação da contracultura.

Abri a caixa de e-mails agora e recebi uma mensagem do Chazz Avery, um americano que faz o site www.beatlesource.com em resposta a um artigo onde cito o trabalho dele em www.omartelo.com . Na enciclopédia você também participa com o texto “Morre o ex-baterista do Jefferson Airplane”.

Putz, não sabia dessa, valeu. Vê se me consegue uma cópia (risos). Existe algum disco que você passou um tempão atrás até consegui-lo para a sua coleção?

“Guitar Boogie”, um disco instrumental de origem canadense, com Clapton, Page e Beck, que parcialmente foi lançado no Brasil.

E, complementando a pergunta anterior, quais aqueles que, apesar de você estar atrás há uma cara, ainda não conseguiu?

Blue Cheer, Buffalo Springfield, Crazy World of Arthur Brown, Daily Flash, Fugs, Herd, Hurdy Gurdy, H. P. Lovercraft, Incredible String Band, The Left Banke, Love, Lovin’ Spoonful, Magic Mixture, Mistery Trend, Mother Earth, Move, Nice, Orpheus, Peanuts Butter Conspiracy, The Seeds, Sir Douglas Quintet, Smoke, Spirit, Strawberry Alarm Clock, Turtles, Ultimate Spinach e Zombies…

Como você guarda e conserva a sua coleção?

Tudo é acondicionado em estantes de metal, rigorosamente em ordem cronológica e por assuntos. A melhor conservação é a manipulação constante dos materiais, mas mesmo assim muito VHS ficou bolorento! Eles só existem agora como registro.

Quais são os itens que você mais gosta entre todos da sua coleção?

Eu tinha 18 anos em 1982 e o meu pai foi na Revolution e comprou um pirata “Shout” pra mim. Esse vale ouro pelo valor emocional.

Um VHS do filme “Sem Destino”, os livros “A Vida dos Beatles” ou o “The Beatles Forever” do Nicholas Schaffner, e cem horas variadas de imagens que eu fiz desde 1994, com shows da Patrulha, documentários com José Mojica Marins, Rogério Duarte e outras realizações caseiras.

Onde você costuma comprar os itens para o seu acervo? Que lojas você indica, aquelas que possuem os itens mais difíceis de se encontrar, para quem está começando agora a sua coleção?

Bem, as lojas eu já citei, e olhe na Internet, tudo é mais barato. Mas tente herdar coisas de amigos ou parentes, peça a eles, pois estes não sabem o quanto é importante pra você, ou sabem e se vingam de você dizendo “ah, eu joguei fora”.

Você é casado, namora, tem um relacionamento com alguém? Faço essa pergunta porque gostaria de saber como essa pessoa vê essa sua dedicação a sua coleção.

Minha mulher, Rosângela, é sócia em tudo. Estamos casados há treze anos e ela entrou com os livros de teatro e os discos de música brasileira. Virgílio, meu filho do meio com 14 anos, é o curador da gibiteca. Leu tudo e compra revistas, mas gosta é de videogame. Minha caçula Luiza, de 12 anos, já sabe onde está tudo e realiza pesquisas, e começou a ler Henry Miller escondida! Já o Glauber, de 18 que mora no Rio, quando vem à Brasília traz uns gibis.

E os seus amigos, já colocaram algum apelido em você depois de todos esses anos dedicados aos discos, ou vêem você como uma espécie de “consultor”, aquele cara que conhece tudo e que tem dicas preciosas para passar?

Eu sempre faço uma interpretação pessoal dos fatos numa espécie de conspiração, e isto costuma chocar. Quando o embate é literário eu vejo quais as fontes que o cara leu. Eu cresci lendo Ezequiel Neves, Ana Maria Bahiana, então tem muita coisa da Rolling Stone. Ouvi Big Boy, li fanzines do Marco Antonio Mallagoli, comprei algumas revistas e jornais e livros e ainda vi alguns shows, e é o suficiente para uma formação.

Sendo assim, uns me odeiam, outros me admiram, e eu escolho os amigos. Sempre aparece gente mais informada falando de Bob Wilson, cinema e de novidades. Eu mesmo, por ter o hábito diário de ler o Whiplash no quesito últimas do rock, sempre venço (risos)!

Conselho de amigo: fique longe dos fanáticos, dos radicais e dos néscios e lembre-se: os Blue Menies podem estar lá fora agora mesmo.

Onde você costuma pesquisar a respeito de discos raros, de novos lançamentos, essas coisas. Em que fontes você busca essas informações?

Internet fantástica! E ainda deixam você imprimir e baixar, é coisa de doido! Ninguém consegue absorver toda informação, mas é bom prestar atenção nas revistas, desde Capricho até revista de construção, e se possível suplementos literários de Minas, Rascunho de Curitiba, gibis independentes, coisas da Conrad Editora e outras editoras pelo Brasil afora, como Da Anta Casa Editora e o movimento cultural de cada cidade. Eu tento me ligar nos daqui, ler o Zine Oficial (www.zineoficial.com.br), o Recado.

A última figura literária que eu descobri foi a escritora Pearl S. Buck. Geralmente eu indico Bukowski, Caio Fernando Abreu e curto uns caras da cidade, Menezes y Morais, que vivem do que escrevem.

Na ala da loucura eu indico Maura Lopes Cançado, Alexandre Kadunc e L. F. Barros, melhores do que Bruna Surfistinha, e se você me perguntar sobre a vida do Hulk, do Homem-Aranha e do Capitão América eu sei, mas livro raro é aquele que é devolvido depois de emprestado.

Quais são, para você, os dez melhores álbuns de todos os tempos?

Beach Boys - Pet Soudns
Deep Purple - Machine Head
Beatles – Abbey Road
Mutantes – A Divina Comédia
Who’s – Next
Pink Floyd - Piper at the gates of dawn
Black Sabbath - Paranoid
Led Zeppelin - IV –
The Jimi Hendrix Experience - Are you experienced?
Cream - Disraeli gears

O que está rolando no seu som atualmente, e o que você recomendaria para os leitores do Whiplash?

Eu ouço o Neuras Planetóides falando da merda que o dinheiro faz com as relações humanas, transformando-as em puro interesse. O hard rock em inglês do Misty Mountain, os atemporais Paulo Tovar e Renato Matos, que lançaram agora o “mptudo” falando das coisas belas que existem em Brasília.

Na área instrumental poética eu ouço o sopro jazz piauiense do saxofonista Márcio Menezes, os mineiros da Orquestra de Enxadas. Sempre ouço Nei Lisboa, Sérgio Sampaio, Jupiter Apple, e com o Freak eu aprendo quanto tempo leva-se para aprender a tocar guitarra - falo destes discos, pois eu sempre os ganho e os ouço. Me viciei em ganhar discos e é muito chato quando você reencontra o músico e deixa transparecer que não ouviu o disco dele.

Também destaco pela qualidade as bandas Viana Moog, Skyfox (em inglês), Pedra, Miro Ferraz, Brasil Papaya, Moisés Santana, Paulo Coração e Rogério Ratner.

A sua coleção tem um limite? Tipo, você acha que, algum dia, vai parar de comprar discos porque acha que, enfim, tem tudo o que sempre quis ter? Você acha que esse dia chegará, ou ele não existe para um colecionador?

Além dos discos eu também compro arte da rua. Charges de Kleber Marques, telas de Paulo Iolovitch. A charge é iminentemente política e retrata a cidade que eu vivo, e Iolovicth é o primeiro pintor pop do Brasil, o homem que veio fazer Pop Art em Brasília no ano em que nasci, 1964, então Paulo pinta a capital há 44 anos. Essa é a minha identificação com a produção cultural de Brasília.

Já parou para pensar com quem os seus discos ficarão quando você estiver mais velho? Quem será o herdeiro da sua coleção no seu futuro?

Como eu não investi pensando no futuro eu não vou ficar como os colecionadores que se desiludem depois de 50 anos tentando vender material do JK. Eu também não vou montar ONG, meu problema é tornar útil este material. I CD-ROM da “Enciclopédia Contraculturalista” já é o banco de dados organizado deste acervo. Você pode marcar hora e dia e vir e pesquisar, é livre – a TV Record quando precisa de uma matéria cultural vem aqui em casa, até digo que tenho exclusividade com a tevê do bispo.

Sou cheio de conchavos, contatos com jornalistas, produtores, diagramadores, e há um círculo de relacionamento e respeito que é a base da ideologia doprópriobol$o, e assim vou sobrevivendo.

Com todo respeito, o acervo só tem valor enquanto estou vivo, depois f...-se. Nunca pensei nisso de futuro, agora, enquanto eu estiver aqu,i não abro mão de segurar e ler e ouvir e ter a informação.

O que o rock representa na sua vida?

Já tive problema com mulher que não me dava porque eu era roqueiro. Meu pai já ouviu “olha, aquele cabeludo tem jeito de maconheiro” – hoje, com menos cabelo e mais barriga, eu sou o jovem que gostava dos Beatles e Rolling Stones, mas sempre deixo transparecer que o rock é anti-establishment.

Se você tivesse que indicar algumas bandas, e alguns discos, para uma pessoa que nunca teve contato com o rock, o que indicaria?

Indicaria as piores drogas do mundo, tipo Titãs, Ira, Silvinho, e a pessoa poderia se identificar e ficar longe, ou veria que o rock é uma droga mesmo e entraria pro pagode.

Tem alguma história engraçada ou curiosa que aconteceu com você por causa da música, e que te fez pensar algo como “isso só acontece com um colecionador mesmo”?

Olha, já desci raras vezes o Brasil para entrevistar ou ver um show. Em Juiz de Fora pedi para a Lúcia, mulher do Arnaldo, que me deixasse no Centro, pois eu não queria que ela soubesse que eu estava numa pensão, rodeado literalmente por malas. Nessas histórias da estrada sempre tem um riacho, e eu penso ”por que eu não estou em casa vendo o Jornal Nacional?”

Dos vivos eu conheci ou vi todos os meus heróis, entre eles eu tenho carinho pelo Percy Weiss, pelo Celso Blues Boy e Tom Zé, que são artistas muito além do palco.

Pra fechar, que papel você acha que nós, colecionadores, temos na indústria da música, no mundo e aqui no Brasil?

Olha, eu sempre penso em Brasil. Se hoje há mercado, há bandas, publicações, tudo deve-se aos esforços da cena do início dos anos 80. Estamos todos aí produzindo e direcionando a coisa. Na nossa época este segmento era órfão e até acéfalo, hoje, aqui mesmo no Whiplash, nós podemos testemunhar a evolução para a melhor. O país deixou de fazer música terceiro-mundista e passamos a receber shows dignos que passaram em branco nos anos 70.

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Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

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