Marco Loiacono: Talvez a maior coleção de Motorhead do Brasil

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Por Ricardo Seelig
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Tattoo no braço
Tattoo no braço

Com Lemmy
Com Lemmy

Altar
Altar

CDs
CDs

EPs 7pol
EPs 7pol

LPs importados
LPs importados

K7s
K7s

Singles em CD e poster
Singles em CD e poster

Autógrafos
Autógrafos

"Para Marco, Lemmy". Olympia 92
"Para Marco, Lemmy". Olympia 92

Primeiros shows em SP, 89
Primeiros shows em SP, 89

Set list de show
Set list de show

Vestuário
Vestuário

Vestuário (detalhe)
Vestuário (detalhe)

Tênis da Draven
Tênis da Draven

Camisas de botão, site oficial
Camisas de botão, site oficial

Cachecol 25 anos
Cachecol 25 anos

Anúncio de lançamento, Inglaterra
Anúncio de lançamento, Inglaterra

Bastards Picture Disc, edição limitada a 1000
Bastards Picture Disc, edição limitada a 1000

Beer Drinkers
Beer Drinkers

Booklet 30 anos
Booklet 30 anos

Bootleg com a capa mais legal
Bootleg com a capa mais legal

Box Protect The Innocent
Box Protect The Innocent

Box Stone Deaf Forever
Box Stone Deaf Forever

Calendário
Calendário

Digipack Inferno alemão
Digipack Inferno alemão

Gravura enviada por J Petagno
Gravura enviada por J Petagno

Guia ilustrado fora de catálogo
Guia ilustrado fora de catálogo

Ingresso adquirido no Ebay
Ingresso adquirido no Ebay

K7 No Remorse de couro
K7 No Remorse de couro

LP No Remorse de couro
LP No Remorse de couro

Killed By Death Picture Disc
Killed By Death Picture Disc

EP 12pol edição de Natal
EP 12pol edição de Natal

No Class 7pol, três diferentes capas
No Class 7pol, três diferentes capas

On Parole inglês, primeira leva impressa
On Parole inglês, primeira leva impressa

Orgasmatron
Orgasmatron

1916 Picture Disc, edição limitada
1916 Picture Disc, edição limitada

Poster do primeiro show no Brasil
Poster do primeiro show no Brasil

Posters
Posters

Program Tour Iron Fist
Program Tour Iron Fist

Sacrifice autografado
Sacrifice autografado

Relógio de bolso
Relógio de bolso

7pol
7pol

7pol, 10pol e single CD
7pol, 10pol e single CD

LP e respectivo single
LP e respectivo single

LP e respectivo single
LP e respectivo single

LP e respectivo single
LP e respectivo single

LP e respectivo single
LP e respectivo single

LP e respectivo single
LP e respectivo single

LP e respectivo single
LP e respectivo single

Singles 7pol e 12pol
Singles 7pol e 12pol

Singles 7pol e 12pol
Singles 7pol e 12pol

Singles 7pol e 12pol
Singles 7pol e 12pol

Singles 7pol e 12pol
Singles 7pol e 12pol

Singles 7pol e 12pol
Singles 7pol e 12pol

Singles 7pol e 12pol
Singles 7pol e 12pol

Escondido no Olympia
Escondido no Olympia

Esta matéria foi publicada muitos anos atrás, está datada, e a coleção mostrada hoje deve ser bem diferente. Mas a matéria continua sendo uma curiosa cobertura sobre uma invejável coleção, e por isso a destacamos.

Esta edição da Collector´s Room traz uma coleção que provavelmente é a maior do Brasil dedicada ao Motorhead. O grupo de Lemmy e companhia ganhou um altar do tamanho da sua importância para a música, criado e mantido com muita paixão pelo paulista Marco Loiacono. Veja agora toda a história deste impressionante acervo, de preferência com um algum play do Motorhead no talo!

Pra começar o nosso papo, eu queria que você se apresentasse aos nossos leitores.

Meu nome é Marco Cláudio Loiacono, tenho 43 anos (farei 44 em junho), trabalho na Justiça Federal de São Paulo como Agente de Segurança. Tenho orgulho em dizer também que sou ex-Policial Militar Rodoviário do Estado de São Paulo. Sou Plastimodelista, membro da Associação Santista de Plastimodelismo, e neste hobby monto miniaturas militares, maioria alemãs da Segunda Guerra Mundial. Moro na cidade de Praia Grande.

Como foi o seu primeiro contato com o rock?

Meu pai trabalhou na CBS nos anos 70 e eu tinha um primo mais velho que sempre pedia LPs para ele. Só que ele tinha um toca-discos não muito bom, e vire e mexe ele dizia que os LPs estavam com defeito, quando na realidade era a agulha dele que estava ruim. Para minha sorte, meu pai sempre trazia os discos de volta para casa.

O primeiro LP que tive contato foi aos 9 anos de idade, e tenho até hoje, que é o da Suzi Quatro, com a música “48 Crash”. E nisto vieram vários ... “Stormbringer” e “Shades of Deep Purple” do Deep Purple, “Magical Mistery Tour” dos Beatles, “Love to Death” do Alice Cooper, e assim fui juntando discos. No fundo meu pai foi o grande incentivador do meu gosto pelo rock, o que agradeço imensamente, mesmo ele não percebendo na época (risos). E ainda tenho todos estes LPs, além de os respectivos CDs, é claro.

Nisto, aos 10 anos de idade, mudei para SP e conheci um amigo, Carlos Pera, um pouco mais velho, com 13 anos, que me apresentou duas bandas que considero fundamental ter a discografia: Slade e Kiss. Hoje Pera é vocal e toca guitarra no Rockin’ Trio. Agradeço a ele também pela apresentação destas bandas. Nossa, aquele “Alive” vermelho do Slade foi um tapa no meu estômago ... digo tapa, porque o soco viria mais tarde com outra banda (risos). E o Kiss, “Dressed to Kill”, maravilhoso e toda aquela aura e magia da banda, que para um menino de 10, 11 anos de idade, tinha que contagiar.

Aos 13/14 anos meu pai aparece em casa com três LPs que também foram muito tocados em nossa vitrola, porque era eu e meu irmão Márcio a gostar. Foram eles o “State of Shock” do Ted Nugent, “Live at Budokan” do Cheap Trick e “Evolution” do Journey. Basicamente este é o começo de meu gosto pelo rock e todas as vertentes que vieram a aparecer.

Quando você percebeu que essa paixão não tinha cura e iria acompanhá-lo por toda a vida?

Putz ... Desde moleque sou fã da Segunda Guerra Mundial, assistia ao seriado “Combat” quando eu tinha 5/6 anos de idade. Aos 16/17 eu era um tarado pelo assunto, como sou até hoje, e ao sair livre do Exército (diga-se de passagem, fui voluntário), como não me quiseram, comecei a fazer treinamento de caixa para o extinto Banco Nacional. Eu pegava carona com um cara que curtia rock e punk e ele colocou no toca-fitas do carro algo que iria mudar radicalmente minha vida. E, como comentei acima, foi aquele soco no estômago: “No Sleep ‘til Hammersmith”. O que era aquilo???? A coisa mais furiosa que já tinha ouvido na vida, e quando fiquei sabendo que eram três caras então?? E que o líder já era quarentão?

Achei o LP para comprar e quando vejo a capa, vejo a silhueta de um avião alemão no palco, pirei de vez. Lia livros da Segunda Guerra ao som deste disco, imaginando as cenas. Combinava perfeitamente (risos). Mais maravilhoso ainda foi a coincidência de saber que o Lemmy também curte muito a Grande Guerra e a Segunda Guerra, e que também é um grande colecionador do assunto.

Você consegue dizer em que momento você se transformou de um fã normal de música em um colecionador?

Ah, definitivamente quando comecei a freqüentar a Woodstock para procurar coisas relacionados ao Motorhead nos anos 80 e encontrar aficcionados com recortes, revistas, e fazer rolos deste material, fitas e LPs aos sábados. Lembro de um amigo, que só sei o apelido, Espanhol, que tinha muito material do Motörhead. Era demais. Infelizmente perdi contato ao voltar para a baixada santista.

Qual o tamanho da sua coleção?

Bom, em relação ao Motörhead, faço questão de ter tudo e mais um pouco - e falta muita coisa ainda para adquirir - mas coleciono outras bandas também, mas apenas CDs e DVDs.

Devo ter por volta de uns 1.000 CDs, mas Motörhead posso te dizer que tenho uns 80 CDs, entre oficiais, coletâneas, boxes e bootlegs. LPs e EPs chega a este número também. Recentemente comecei a colecionar as fitas K7 que não dava importância, mas fã que é fã tem que ter as K7 de sua banda favorita (risos) e já estou com 15. mas estes são itens mais difíceis de se achar. DVDs e VHS uns 15, fora os bootlegs. E os outros itens relacionados à banda, como vestuário em geral, camisetas, bonés, patches, pins, livros, posters, bandeiras... Não acho que minha coleção seja assim tão grande, perto de alguns fanáticos que aqui se apresentaram.

De quais grupos você possui mais material, quais são as suas bandas favoritas?

Fora a adoração extrema ao Motörhead, gosto de várias bandas. Para citar algumas, acompanho as coleções do Paradise Lost, Iced Earth, Unleashed, Hypocrisy, Overkill, Plasmatics, Carcass, English Dogs, GBH, Discharge, Impaled Nazarene , Arch Enemy, Grave Digger, Rage, Celtic Frost , Skyclad, Rotting Christ, Gorefest, Agnostic Front, Madball, Sick of it All, Exodus, Running Wild, Six Feet Under, Saxon, Judas, Bolt Thrower, Therion, enfim, muitas bandas dos mais variados estilos, que se não tenho completas tenho numero expressivo em CDs. Enfim, a lista é muito extensa.

E o estilo que você mais gosta, qual é?

Bom, é inevitável que na minha idade eu goste praticamente de todos os estilos, porque afinal só faltou mesmo ver o rock nascer (risos), e começando pelo bom Hard Rock e as bandas que já citei, veio a fase Punk Rock/HC, com Discharge, Ramones, Varukers, Broken Bonés, RDP, The Exploited, Tervett Kaddet, Inferno, a NWOBHM com Saxon, Judas, Iron Maiden, Def Leppard, etc, e nos anos 80 o chamado Power, Thrash, Black e Death metal da época, representados pelas bandas Metallica, Venom, Slayer, Possessed e minha favorita na época e um dos melhores ate hoje, o Exodus, além das bandas extremas que vieram na seqüência.

Grupos crossover, como o ícone do expoente em minha opinião, English Dogs, e agora que estou ficando mais velho estou ouvindo cada vez mais as mais extremas, como Marduk, Dark Funeral, Mortician, Machetazo e a banda de meu irmão, que faz um Death Metal de qualidade, Infector, de Praia Grande. Também outros grupos de estilos diferentes como o Sisters Of Mercy (banda seminal gótica), The Mission, Joy Division, e as mais novas Rammstein, Laibach, e lógico, sem nunca esquecer as raízes de tudo, como os reis Elvis Presley, The Beatles, Chuck Berry, Little Richards...

Vamos fazer então uma cronologia da sua vida de colecionador: qual foi o primeiro álbum que você comprou, e porque?

Bom, como falei no começo eu tinha meu provedor desde moleque, mas comprar mesmo foi o LP ao vivo “No Sleep ’til Hammersmith” do Motörhead, pelas razões explicadas acima.

Qual foi o número máximo de itens que você já adquiriu de uma única vez?

Complicado responder isto. Aqui no Brasil não muito ao mesmo tempo, talvez uns 7 CDs, mas com intervalo grande entre uma compra e outra, mas no tempo que morei em San Jose, Califórnia, comprava todo fim de semana, de uma media de 5 a 8 CDs. Era viciante entrar em lojas como Rasputim Records , Streetlight Records e suas sessões gigantes de usados. Passava horas lá, e se não podia comprar no ato, dava jeito de esconder para pegar em outra hora (risos).

Qual item você considera o mais raro da sua coleção?

Com relação a material relacionado ao Motörhead, o pôster gigante referente ao lançamento do “Orgasmatron”, dado de presente para mim pelo Walcir Chalas da Woodstock. Vi apenas duas vezes este pôster pela Ebay e já faz algum tempo e acredito que aqui no Brasil na época do lançamento, 1986, ele tenha sido o único a chegar em uma loja. Também tem o pôster do anuncio do Motorhead no Brasil em 1989. Tenho que tomar muito cuidado com ele, porque esta desmanchando literalmente.

Há também um cachecol comemorativo aos 25 anos da banda. E a camiseta da turnê do “Sacrifice”, sendo esta difícil de se ver até no Ebay. E um guia ilustrado, há tempos fora de catalogo, “The Illustraded Collector’s Guide To Motorhead”. Quando acha-se é com o preço lá em cima. Com relação a mídia, acho que é a fita K7 “No Remorse” em couro, tambem difícil de ser achada.

E o mais bonito, qual é pra você?

Capas bonitas do Motörhead é que não faltam ... uma briga para escolher. Tenho quatro favoritas. “Sacrifice”, “Inferno”, “1916”, mas a do “Orgasmatron” mostra bem como o Motorhead é, feroz e veloz.

Com relação ao material , as duas camisas de botão são demais, além de chamar a atenção à beça, especialmente a do Overkill.

Existem alguns lançamentos estranhos, e de vez em quando alguns acabam caindo nas nossas mãos. Qual você considera o item mais diferente e curioso do seu acervo?

Não é bem um lançamento, mas uma pintura, ou um desenho, como quiser, exclusivo que recebi de J. Petagno pelo correio, com relacão ao símbolo do Motorhead, o Snaggletooth, não lançado em nenhum LP ou EP, muito legal mesmo. Guardo com carinho.

E também comprar um tênis do Motorhead como tema, feito pela Draven, onde nem imaginava que um dia estaria disponível para venda, pois ate onde sei nao tenho conhecimento de um feito destes por outras bandas.

Existe algum disco que você passou um tempão atrás até consegui-lo para a sua coleção?

Sim, vários, entre eles o “Motorgirlschoolhead”, “St Valentines Day” 10 polegadas. Eu tinha o de sete. mas consegui recentemente o de 10”. O “Ace of Spades” americano, com contra-capa diferente. E o 7 polegadas “No Class” com o Animal Taylor na capa que finalmente adquiri recentemente, já que eu tinha com o Clark e o Lemmy há mais de 3 anos.

E, complementando a pergunta anterior, quais aqueles que, apesar de você estar atrás há uma cara, ainda não conseguiu?

É incrível mas ainda faltam “Overnight Sensation” e “Everything Louder Than Everyone Else”, que estão complicados de achar, sendo disputados a tapa. O “OS” foi arrematado nestes dias por 290 dolares. Tenho o “Sacrifice”, que está autografado, e um foi arrematado por 500 dolares recentemente. Estão fora de catalogo há tempos, porque só se lança LP do Motorhead na Alemanha, e no fim eles somem do mercado.

Ainda não tenho o “Bastards” e o “1916” importados, só nacionais. Tenho eles importados em pictures discs, mas quero a versão LP.

Como você guarda e conserva a sua coleção?

Com relação aos LPs, o principal é mante-los sempre em pé, com plástico para proteger a capa. Ficam em uma estante, longe do sol. Lavo-os com água e sabão neutro, quando há bolor neles. O problema de morar próximo ao mar é a umidade. Mas tenho evitado os vinis, ouço os CDs mesmo. E o VHS tem de ser rodado de tempos em tempos, CDs e DVDs apenas tiro o pó.

Ainda não tenho meu canto definitivo para montar meu estúdio de montagem, com Motorhead como decoração (risos).

Quais são os itens que você mais gosta entre todos da sua coleção?

Tenho carinho por tudo é claro. Mas meus ingressos, pôster, livro, LP e CD autografados são especiais. Agora, acima de tudo isto, como fã, minha foto com Lemmy tirada no extinto Olympia em 1992, batida pelo amigo Pepinho Macia. Tive outra foto batida na Califórnia, mas tem final triste.

Onde você costuma comprar os itens para o seu acervo? Que lojas você indica, aquelas que possuem os itens mais difíceis de encontrar, para quem está começando agora a sua coleção?

Bom, a Internet é a grande aliada de quem coleciona ou quer começar a colecionar. Vasculho muito a Ebay, americana, alemã e inglesa. E em sebos, mas na Baixada Santista isto é raro. E também contamos com os amigos, que sempre ajudam com dicas.

Você é casado, namora, tem um relacionamento com alguém? Faço essa pergunta porque gostaria de saber como essa pessoa vê essa sua dedicação a sua coleção.

Sou casado há pouco tempo, dois anos. O nome dela é Leila, tem 30 anos e na medida do possível ela me compreende. Ela não curtia nada de rock, mas já esta gostando de Paradise Lost, as versões mais recentes, que são mais lights, mas que são maravilhosas também. E algumas bandas que tem melodias e músicas lentas, como Grave Digger, Journey, Tiamat, Therion. Pelo menos ela sabe que o dinheiro gasto não é com drogas ou enchendo a cara em botecos (risos).

E os seus amigos, já colocaram algum apelido em você depois de todos esses anos dedicados aos discos, ou vêem você como uma espécie de “consultor”, aquele cara que conhece tudo e que tem dicas preciosas para passar?

Apelido, me deram justamente de Motorhead, Marco Motorhead, e tenho respondido perguntas sim, no Orkut. Mas não conheço tudo não, ainda há muito que aprender. Mas por ter livros posso consultar e passar a dica certa.

Onde você costuma pesquisar a respeito de discos raros que você está procurando, de novos lançamentos, essas coisas. Em que fontes você busca essas informações?

Não costumo pesquisar, não. Apenas acompanho os lances na Ebay, onde você acaba tendo uma noção do que é procurado ou não. Quando tenho duvidas, procuro no guia ilustrado citado acima, mas ele só vai ate o ano de 94, então fico com defasagem de 14 anos. Costumo entrar também no site do Alan Burridge, o cara que controla o Motörheadbangers World há 28 anos (onde sou afiliado) onde ele da ótimas dicas em um fórum.

Esta pergunta todo colecionador adora responder: quais são, para você, os dez melhores álbuns de todos os tempos?

Difícil escolha, mas vamos lá. Certeza é o numero 1 e explico. “No Sleep ‘til Hammersmith” do Motorhead, exatamente por ter sido o primeiro disco ao vivo a entrar na primeira colocação nos charts ingleses da época. E pela fúria nele contido. Maravilhoso. Do segundo colocado em diante, não tem ordem, todos são maravilhosos. Mas esta lista de 10 é muito injusta, acho que o ideal seria pelo menos os 50 (risos). Muito disco de rock’n’roll merece estar no meio, mas darei ênfase ao metal.

01 - Motorhead – No sleep till Hammersmith
02 - Paradise Lost – Draconian Times. A faixa 2, “Hallowed Land “, tem algo de magico ao ouvir.
03 - Exodus – Force of habit . Inacreditável os solos neste disco.
04 - Amon Amarth –The Crusher . Uma das melhores bandas que surgiram. Vi eles ao vivo. Demais
05 - English Dogs – Invasion of the porky man. Porque punks/hc tambem solam…
06 - Candlemass – Ancient Dreams. Reis do Doom. Tive a sorte de ver ao vivo Messiah.
07 - Overkill – Horrorscope. Fazendo jus ao nome emprestado de uma musica maravilhosa.
08 - Gorefest – False. Este CD arrepia com os solos de guitarra.
09 - Iced Earth – Burnt Offerings. Barlow is back e tem uma presença de palco enorme. Vi ao vivo.
10 - Hypocrisy – Abducted. “Roswell 47” literalmente te abduz.

O que está rolando no seu som atualmente, e o que você recomendaria para os leitores do Whiplash?

Comprei o “Volkerball” do Rammstein. Esta banda me surpreendeu, porque eu nem pensava em ouvi-los, mas após fazê-lo foi um grude. Como é pesada e melódica, assim como o Hypocrisy. Peguem qualquer CD que vale a pena.

Rotting Christ ... este gregos conseguiram se manter com a essência do black metal. A faixa “Enuma Elish” do “Theogonia” é uma das mais legais na historia do metal. The Bronx Casket Co., banda do baixista DD Verni. Ouçam “Helletric” e “Sweet Home Transylvania”. Infector, Insane Deliriums ouçam esta banda e vejam que Death Metal trampado.

A sua coleção tem um limite? Tipo, você acha que, algum dia, vai parar de comprar discos porque acha que, enfim, tem tudo o que sempre quis ter? Você acha que esse dia chegará, ou ele não existe para um colecionador?

Com certeza não existe um fim. Enquanto a banda estiver na ativa sempre haverá novidades, e que não serão lançados no Brasil. E aí a caça continua. Sempre haverá um bootleg, ate CD que você não sabia que tinha sido lançado, uma faixa em uma coletânea, é muito vasto.

Já parou para pensar com quem os seus discos ficarão quando você estiver mais velho? Quem será o herdeiro da sua coleção no seu futuro?

Eu não tenho filho. Quem sabe não aconteça. E com certeza, se influência conta, ele ouvira metal. Mas já disse para minha esposa que se eu vier a bater com as botas repentinamente, que ela consulte bem a Ebay, para não ser enganada pelos urubus de plantão (risos).

O que o rock representa na sua vida?

Um estilo de vida, e não apenas um estilo musical. Anos se passam, ele continua aí sem modismos. Podem ter a vertente do momento em alta, depois o declínio, mas nunca é esquecido. O fã de rock é o mais fiel dentre os estilos musicais.

Se você tivesse que indicar algumas bandas, e alguns discos, para uma pessoa que nunca teve contato com o rock, o que indicaria?

Exatamente o que eu comecei a ouvir. O bom e velho rock’n’roll, hard rock de primeira, heavy metal clássico, para não assustar muito (risos). Convenhamos, não posso dar um Mortician para quem nunca ouviu Beatles (risos).

Tem alguma história engraçada ou curiosa que aconteceu com você por causa da música, e que te fez pensar algo como “isso só acontece com um colecionador mesmo”?

Duas estórias de fã, mais curiosas do que engraçada, e uma com fim trágico. No show do Motorhead no extinto Olympia, em 1992 após o mesmo acabar e começar a evacuação do local, eu, meu irmão Marcio e Pepinho enrolamos pelos cantos, e enquanto ele via o que podia fazer para conseguir entrar nos camarins (por trabalhar em radio e ser conhecido no meio metal) eu e meu irmão ficamos escondidos no meio das caixas amplificadas, de carregar os instrumentos. Tirei ate foto, com a identificação dos músicos, ate conseguir a liberação. Vimos a hora que os seguranças saíram da porta de acesso aos camarins e o Olímpia já estava vazio. Na cara de pau abrimos a porta e ouvimos o burburinho. Quando me aproximei do ambiente, vejo Lemmy conversando com um pessoal. Não acreditei e quase tive um colapso. Meu inglês era péssimo na época, e aí é que não saia nada mesmo. Apenas balbuciei em inglês para um autografo e uma foto, o que consegui, com a simpatia de sempre de Mr Lemmy.

Em San Francisco, na Califórnia, em 2002, portanto 10 anos após o show no Olympia, cheguei para o show do Motorhead às 17 horas com previsão da abertura dos portões para as 19hs. Estranhei porque não havia absolutamente ninguém onde deveria ser a entrada. Fiquei cismado, mas não saí de la, e nisto as 18hs e pouco chegou o segundo cara. Igualzinho ao Brasil não? Nisto a fila começou a ser formar, e quando chegou as 19hs, uma senhorita chegou e nos avisou que o portão iria ser aberto só as 20. Eu já estava apertado à beça e pedi para o cara de trás olhar meu lugar e fui à caça de um banheiro. Entrei em um bar, atrás do teatro, e quando entro, quase tive o segundo colapso da vida. Lemmy jogando sinuca e bebendo com meia dúzia de gatos pingados. Entrei no banheiro, tirei a câmera com filme ainda, não era digital, escondida em baixo do braço, por baixo da camisa , sai correndo e na cara de pau, entre uma jogada e outra, falei a ele que era do Brasil, e se poderia incomodar com o pedido de uma foto. Eu usava uma camisa do Plasmatics, e minha cruz de ferro da Segunda Guerra, pendurada no pescoço. Simplesmente o homem pediu para ver a cruz de ferro, e nisto conversamos sobre Segunda Guerra, Wendy O. Willians e de como ele recuperou seu chapéu roubado um ano antes, no Club Townsend, em SF tambem, onde eu estava presente... (mas não fui eu... juro). Ele falou sobre o roadie brasileiro Roger de Souza no staff da banda, o que me surpreendeu, eu nem sabia deste detalhe.

Foi um papo de 10 minutos. Enfim a foto. Pose com os dedos médios em riste, e clique. Agradeci e sai voando para a porta do teatro. Tirei apenas 10 fotos no show, pelo permitido. Aliás nem era permitido, mas o segurança deixou. Dia seguinte ao revelar o filme, todas as fotos saíram, menos qual? Justamente a que tirei com ele. Não tinha virado o filme o suficiente e não quis ser aquele fã mala, pedindo mais foto. Só sei que fiquei mal por dias, e ainda me revolto um pouco em lembrar. Porque não fui chato e pedi mais uma foto? Ficará apenas na minha memória esta cena.

Pra fechar, que papel você acha que nós, colecionadores, temos na indústria da música, no mundo e aqui no Brasil?

Basicamente a perpetuação dos trabalhos feitos pelas bandas e artistas. Certeza da memória preservada. Às vezes se der sorte, o reconhecimento do Ídolo ou da banda, para com o fã. Mas o fã verdadeiro nunca ira cobrar nada do ídolo ou da banda, se ela for verdadeira em sua mensagem. E com relação a isto, sou privilegiado. Nada mais verdadeiro do que Motörhead/Lemmy em atitude e em caráter.

Cara, muito obrigado pelo papo, valeu por ter aceito participar da Collector´s Room, e que tudo dê certo na sua vida.

Eu que agradeço a oportunidade de poder mostrar um pouco da minha paixão. Motorhead é Lemmy. Lemmy é Motorhead. Born to Lose, Live to Win.

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Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

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