Ricardo Seelig: A coleção do criador da Collector's Room

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Por Daniel Sicchierolli, Fonte: Collector's Room
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Ricardo Seelig
Ricardo Seelig
Matias com um dos seus DVDs prediletos
Matias com um dos seus DVDs prediletos
Um dos grandes clássicos do blues
Um dos grandes clássicos do blues
Vista geral da coleção
Vista geral da coleção
Detalhe do livro 1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer
Detalhe do livro 1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer
O que seria da vida sem a música?
O que seria da vida sem a música?
Edição especial de In Sorte Diaboli, do Dimmu Borgir
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Edição especial do álbum How to Dismantle an Atomic Bomb, do U2
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Eles estão de olho!!!
Eles estão de olho!!!
Detalhe da coleção
Detalhe da coleção
CDs, DVDs, livros e revistas
CDs, DVDs, livros e revistas
O box The Complete Bitches Brew Sessions, de Miles Davis
O box The Complete Bitches Brew Sessions, de Miles Davis
Esta matéria foi publicada muitos anos atrás, está datada, e a coleção mostrada hoje deve ser bem diferente. Mas a matéria continua sendo uma curiosa cobertura sobre uma invejável coleção, e por isso a destacamos.

Muitas idéias surgem todos os dias, mas poucas convencem, tomam espaço e caem no gosto do público. Uma dessas idéias foi a coluna Collector's Room, criada pelo nosso amigo Cadão. Desde o início curti e viajei com todas as entrevistas, mas temos que admitir que faltava uma coleção a ser mostrada.

De entrevistador ele passa a entrevistado. Vamos à coleção do criador da Collector's, com discos do metal ao jazz e com um vasto conhecimento para colecionador nenhum botar defeito. Senhoras e senhores, apertem os cintos: Ricardo Seelig!

Collector's Room - Cadão, obrigado por aceitar o "desafio" de ser entrevistado. Será que alguém que lê essa sessão não te conhece? Vamos lá, apresente-se aos nossos leitores.

Ricardo Seelig - Bem Daniel, vamos lá então. Meu nome é Ricardo Seelig, sou gaúcho e nasci em uma cidade do interior do RS, bem pequena, chamada Espumoso, onde meus pais ainda residem. Tenho 36 anos, sou publicitário de formação, pós-graduado em Marketing de Varejo e trabalho como diretor de cena em uma produtora de vídeo chamada Casa na Árvore.

Ricardo Seelig - Mas o que eu gosto mesmo é de música, de ouvir discos, conhecer bandas, descobrir novos sons. Enfim, respiro música 24 horas por dia. Colaboro com o Whiplash, o maior site de rock e heavy metal em português, desde 2004; com a poeira Zine, do meu amigo Bento Araújo, também há algum tempo já - aliás, me enche de orgulho fazer parte da equipe que produz a pZ, para mim a melhor publicação musical do Brasil, com sobras; colaborei também com a infelizmente extinta RockHard/Valhalla; e textos meus podem ser encontrados também nas revistas Cover Guitarra, Cover Baixo e Batera & Percussão.

Ricardo Seelig - E, pra fechar, tem a atividade mais importante da minha vida: sou pai de um menino lindo de 1 ano e 5 meses chamado Matias, que, assim como o pai, também adora música.

Como surgiu a idéia de entrevistar colecionadores e como você criou o nome Collector's Room?

Ricardo Seelig - Além de ser um colecionador de discos há quase vinte e cinco anos, sempre gostei de manter contato com outros colecionadores e conhecer outras coleções. Adorava a sessão Minha Coleção, da extinta revista Bizz, onde músicos e jornalistas mostravam seus acervos. Como já colaborava com o Whiplash há algum tempo, me perguntei porque não fazer algo semelhante para o site. Sem dúvida, a inspiração para a Collector's Room veio dessa coluna da revista Bizz, mas eu quis dar uma evoluída na coisa, inserindo perguntas que eu gostaria de fazer e dúvidas que eu gostaria de tirar em relação às coleções que apresentava.

Ricardo Seelig - O nome Collector's Room veio como um estalo, um lampejo. Estava pensando em como batizar a coluna e, do nada, o nome me veio à cabeça. Hoje, passados quase quatro anos da criação da Collector's - a primeira entrevista foi ao ar em 24 de setembro de 2005 -, acho o nome forte, claro, sintetizando o que as pessoas irão encontrar nas entrevistas que realizei.

Ricardo Seelig - Com tudo pronto na cabeça, enviei um email para o João Paulo Andrade e para o Marcos A. M. Cruz, que são os editores do Whiplash, propondo a idéia da uma sessão exclusiva dedicada aos colecionadores de discos, e os dois toparam de imediato, o que me deixou muito feliz.

Mostrar as coleções e conversar com colecionadores é sensacional. Me diga como tudo isso evoluiu, afinal agora temos podcast, orkut e blog. Qual será o próximo passo da Collector's Room?

Ricardo Seelig - Eu acho que, quanto mais se faz determinada atividade, melhor você vai ficando naquilo que se propõe a fazer. Penso que isso ocorreu também com as entrevistas da Collector's Room. Desde o início procurei ter uma estrutura padrão de perguntas, e decidi por isso para que os leitores pudessem comparar as diferenças e semelhanças entre as várias coleções mostradas na coluna. É claro que algumas entrevistas ficaram melhores que as outras, mas, na minha opinião, todas mostram o que faz de nós, colecionadores, pessoas tão diferentes neste ponto de interrogação gigantesco que é o cenário musical atual: o amor incondicional pela música, a paixão irrestrita pelos discos.

Ricardo Seelig - Naturalmente, depois que a coluna foi dando certo no Whiplash e foi sendo publicada com uma certa periodicidade, foi natural termos uma comunidade no orkut para reunirmos as pessoas que foram entrevistadas para a Collector's, e também outros colecionadores Brasil afora. Para minha surpresa, a comunidade foi crescendo, vários colecionadores começaram a frequentar, nos aproximamos e nos tornamos amigos, e, em um passo absolutamente natural, surgiu a idéia, entre os membros da comunidade, de criarmos um site exclusivo da Collector's, gerando conteúdo que interessasse a pessoas como nós. Aliás, você, Daniel, foi um dos que mais me incentivou para que isso acontecesse, colocando lenha na fogueira e me fazendo ver que era uma proposta totalmente possível.

Ricardo Seelig - Dessa maneira, em 13 de outubro de 2008 o blog da Collector's Room foi ao ar, e desde então, tem sido um prazer produzir material diariamente para o site. Além disso, vários colecionadores também se sentiram motivados a colaborar com o blog, e hoje temos cerca de vinte colaboradores fixos, que já produziram mais de 750 matérias sobre assuntos do interesse de quem adora colecionador CDs, LPs e DVDs, como nós.

Ricardo Seelig - Já o podcast surgiu de um antigo desejo meu. Sempre adorei rádio, sempre quis fazer rádio, e, ainda que tenha colaborado na minha adolescência com alguns amigos que trabalhavam em emissoras, nunca tive um programa só meu. Com o sucesso da Collector's Room, decidi tentar transportar isso para uma espécie de programa de rádio, e, dessa maneira, resolvi produzir o primeiro programa para ver como ficava e como seria recebido pelas pessoas. Felizmente os ouvintes gostaram, e, desde então, a Collector's tem um podcast semanal, com 1 hora e 45 minutos de duração, onde falo de música, novidades, discos interessantes e clássicos, de todos os gêneros musicais, do blues ao heavy metal, do jazz ao rock. Além disso, duas web radios mostraram interesse em veicular o podcast, e hoje o nosso programa pode ser ouvido também na rádio Shock Box e na rádio Rock Fly, o que me deixou muito satisfeito.

Ricardo Seelig - O próximo passo? Com certeza o meu desejo é tornar a Collector's Room mais e mais conhecida entre as pessoas que gostam de música no Brasil, porque acho que o blog tem ainda muito a crescer, precisa de mais divulgação, enfim, existem muitos colecionadores em nosso país que não fazem idéia que existe um site dedicado a eles, produzido por pessoas iguais a eles. Ou seja, o objetivo imediato é tornar a Collector's Room cada vez mais conhecida em todo o Brasil, e para isso eu conto com a ajuda de você e de todos os que frequentam o blog, participam da comunidade do orkut e ouvem o podcast.

Antigamente existiam os amigos que vinham em casa curtir alguns discos e ouvir um som. Hoje meus amigos de música vivem bem longe da minha casa e muitos deles eu nunca vi pessoalmente. A internet é uma maravilha, concorda? E concorda também que a Collector's Room substituiu esses momentos de ouvir um som em casa com os amigos?

Ricardo Seelig - Não sei se substituiu, mas com certeza complementa. Pensando bem, já faz um bom tempo que não tiro um tempo pra bater um papo furado com os amigos ouvindo um som, e isso a gente faz todos os dias na Collector's Room. Daniel, provavelmente você está certo nisso. O fato é que nos aproximamos uns aos outros na Collector's por afinidade musical, e meus amigos de música também vivem bem longe da minha casa, infelizmente. Mas, aproveitando essa questão que você levantou, vou tentar resgatar essas reuniões para ouvir e falar de música com os amigos, que sempre foram muito legais.

Você imaginava que conseguiria reunir tanta gente fanática por música num só lugar?

Ricardo Seelig - Não, não imaginava. Quando criei a Collector's Room, como respondi antes, procurei criar algo que respondesse minhas dúvidas e mostrasse aquilo que eu queria ver em outras coleções. Na minha opinião, os colecionadores tem comportamentos bem similares uns aos outros, como o ciúme por seus discos, a compulsão por novas aquisições, o desejo de ver os detalhes dos itens, a vontade de deixar tudo bem arrumado e em ordem cronológica, entre outros, e isso acabou fazendo que mais e mais pessoas se identificassem com a Collector's, tornando aquilo que a princípio iria ser só uma coluna do Whiplash em algo cada vez mais abrangente e, mais importante do que tudo, legal e prazeroso para todos que participam.

Teve alguma entrevista que você tentou fazer e não teve retorno?

Ricardo Seelig - Sim. Várias pessoas já me cobraram uma entrevista com o Fábio Massari, mas não consegui realizar. Consegui até o email dele, mas não obtive resposta. Acho que vale uma nova tentativa, e certamente ela acontecerá. Outras pessoas que eu gostaria de ver na Collector's são o João Gordo e o Roberto Maia (o homem-enciclopédia, dono de uma das maiores coleções do Brasil). Mas o que eu mais gosto é receber emails de colecionadores que eu não conheço e nunca ouvi falar, dos mais variados cantos do Brasil, querendo mostrar seus acervos, que, na maioria das vezes, são de cair o queixo. É legal mostrar o que as pessoas mais conhecidas tem em casa, mas divulgar a coleção de um cara como a gente, uma pessoa comum que ama os seus discos, é demais!

Você entrevistou e viu diversas coleções, então lá vai uma pergunta difícil: quantidade é sinônimo de qualidade?

Ricardo Seelig - Quantidade não tem nada a ver com qualidade. Na minha opinião, de nada adianta uma coleção enorme repleta de itens que se encontram de maneira fácil por aí, em qualquer esquina. É claro que é preciso ter os álbuns clássicos, aqueles discos que figuram em qualquer acervo, mas o que torna uma coleção única é a quantidade de itens diferenciados que ela possui, sejam eles singles, edições especiais, limitadas, boxes, raridades. Pra mim mais vale uma coleção com 500 itens e repleta de discos difíceis de se conseguir do que uma com 5 mil itens, sendo que a maioria são aqueles títulos óbvios que todo mundo tem.

Ricardo Seelig - E aqui cabe uma explicação: um colecionador de discos não é um acumulador de discos! O colecionador procura e se interessa por itens diferenciados e interessantes para o seu acervo, porque é isso que lhe dá prazer.

Ricardo Seelig - Essa é a minha opinião, e qualquer pessoa pode concordar ou discordar dela, sem problemas. Na verdade, o que eu acho mais importante é consumir, conhecer e amar a música, sempre e cada vez mais.

Voltando no tempo: você lembra como foi o seu primeiro contato com a música e como você descobriu o rock pesado?

Ricardo Seelig - O meu primeiro contato com a música, aquele que eu tenho registro pelo menos, foi através de discos infantis, como "Os Saltimbancos" do Chico Buarque e aquele que tinha a música "A Casa", do Vinícius de Moraes, que foram LPs que meus pais compraram para mim e para meus irmãos quando éramos crianças.

Ricardo Seelig - Já o meu primeiro contato com a música pop, com o rock mesmo, foi mais tarde, na adolescência, através de um LP que ganhei de presente no meu aniversário, em novembro de 1984. O disco? O "Thriller", do Michael Jackson, que eu adorei. Logo depois, em janeiro de 1985, assisti o Rock in Rio pela TV, e ali foi onde eu pirei e tive o meu primeiro contato com o rock pesado. Foi através do festival que eu conheci, me interessei e fui atrás de álbuns do Iron Maiden, AC/DC, Ozzy Osbourne, Black Sabbath, Whitesnake, Scorpions.

Como é composta sua coleção? Quantos itens você tem?

Ricardo Seelig - A minha coleção teve dois momentos distintos. O primeiro, quando ela era formada exclusivamente por LPs. Nesse período tinha um acervo com cerca de 2 mil discos de vinil, e que era formado basicamente por álbuns de heavy metal e rock em geral. Depois, com a chegada do CD, me desfiz dos vinis, trocando-os por CDs. Aproveitei para recomprar apenas os discos que eu realmente curtia, deixando aquelas tranqueiras que a gente pega de vez em quando de lado.

Ricardo Seelig - Hoje, a minha coleção é formada por cerca de 1.100 CDs e uns 250 DVDs, além de aproximadamente 500 CDs com raridades em MP3. O que são essas raridades? Discos que eu não encontrei ainda para comprar, ou encontrei a preços muito altos e baixei para conhecer e curtir.

Ricardo Seelig - Além dos discos tenho também muitas revistas sobre música, desde a Somtrês até a Roadie Crew, passando por títulos como Bizz, Showbizz, Rolling Stone, Outra Coisa, Jazz +, poeira Zine e outras. Gosto muito também de livros sobre música. Um dos meus maiores prazeres, desde sempre, foi ler sobre música, então tenho vários livros sobre artistas, movimentos e gêneros musicais aqui em casa também. E possuo também uma coleção de histórias em quadrinhos, que é outra grande paixão.

Além de discos, também livros sobre música
Além de discos, também livros sobre música
Dedicatória do escritor canadense Martin Popoff
Dedicatória do escritor canadense Martin Popoff
Qual foi o primeiro álbum que você comprou, e porque?

Ricardo Seelig - O primeiro disco que eu comprei foram, na verdade, dois: o "'74 Jailbreak" e o "For Those About to Rock (We Salute You)", ambos do AC/DC. E os adquiri por ter gostado da banda, que vi através da TV no primeiro Rock in Rio.

Quando você percebeu que estava se tornando um colecionador?

Ricardo Seelig - Acho que eu sempre fui um colecionador. Desde o início sempre quis conhecer e ter todos os discos das bandas que eu gostava. Perdi a conta de quantas vezes saí de lojas com dezenas de discos embaixo do braço.

Qual o item mais legal da sua coleção? E qual o mais valioso (leia-se caro)?

Ricardo Seelig - Essa resposta é muito pessoal, já que o que é legal para mim pode não ser para outra pessoa. Vou falar então dos que eu mais gosto: uma edição especial do "In Sorte Diaboli" do Dimmu Borgir em formato de livro, com CD, DVD e um espelho para poder ler as letras do encarte, já que as mesmas estão escritas ao contrário; a coleção completa do AC/DC em digipack; a coleção completa do Iron Maiden em CDs duplos com bônus, e também outra coleção com todos os discos com faixas multimídia; todos os discos lançados no Brasil na série Original Album Classics, formada por pequenos boxes trazendo álbuns clássicos do jazz; o box com todos os DVDs da série "Anthology" dos Beatles, bem como os três CDs duplos "Anthology"; e os meus CDs do Miles Davis.

Ricardo Seelig - O mais valioso eu não sei. Não tenho muitos itens raros, mas alguns que se diferenciam são o "Rock and Roll Circus" do Rolling Stones em CD e DVD, o box "The Complete Bitches Brew Sessions" do Miles, o já citado box dos Beatles, a coleção do Maiden e do AC/DC, alguns singles e promos, uma edição especial limitada a apenas 10 mil peças em todo o mundo do álbum "How to Dismantle an Atomic Bomb" do U2, essas coisas.

De quais bandas você possui mais material?

Ricardo Seelig - Iron Maiden e afins, totalizando quase 100 itens. Tenho também bastante material do AC/DC, Miles Davis, Led Zeppelin, U2, Metallica, Black Sabbath, Ben Harper, Van Halen, Stones, Rage, Neil Young, Concrete Blonde, Dream Theater, Blind Guardian e Rush, entre outros.

Qual disco que você ouviu recentemente e pensou "como que eu vivi tanto tempo sem conhecer isso!?" Ou seja, um disco que você, hoje, não vive sem?

Ricardo Seelig - A última vez que isso aconteceu comigo foi entre o final de 2007 e o início de 2008. Um pouco antes do meu filho Matias nascer eu subitamente me interessei por jazz e fui atrás de alguns álbuns do gênero. O "Time Out" do Dave Brubeck Quartet foi amor à primeira vista, assim como o "Kind of Blue" do Miles Davis, que me abriram a cabeça para o riquíssimo universo musical do jazz. Hoje, não consigo viver sem os meus álbuns do Miles, que era um artista que até bem pouco tempo atrás eu nem ao menos conhecia.

Desde que começamos a nos falar percebi que você ampliou seu gosto em relação a estilos musicais. Digo ampliou porque você não deixou de gostar do que gostava antes, mas começou a curtir outros estilos, principalmente jazz, certo? Nos conte como você quebrou essas barrerias e o que você curte nesses outros estilos?

Ricardo Seelig - Eu comecei ouvindo heavy metal, com AC/DC, Iron Maiden, Metallica, Venom. Fui um adolescente radical, que só ouvia pauleira. Até que dois fatores entraram na minha vida e me abriram definitivamente a cabeça para a música.

Ricardo Seelig - O primeiro foram os Beatles. Um belo dia, lá pelos meus 18, 19 anos, decidi entender porque falavam tantas maravilhas daqueles quatro caras de Liverpool. Fui até uma loja e comprei toda a discografia dos Beatles em vinil. Sentei, liguei o som e ouvi todos os álbuns em sequência, de uma só tacada. Essa experiência marcou a minha vida, pois descobri toda a riqueza do grupo e, mais importante, que havia sim música de extrema qualidade fora do heavy metal.

Ricardo Seelig - O segundo foi quando conheci o Led Zeppelin. Bem, é claro que eu já conhecia o Led Zeppelin, ouvia tanto o "Led Zeppelin IV" que sabia a letra de "Stairway to Heaven" de cor, mas foi apenas quando ouvi o "Physical Graffiti" que compreendi toda a sonoridade genial da banda. Até hoje considero o Led o grupo mais espetacular que eu já conheci, em todos os aspectos.

Ricardo Seelig - Esses dois fatores deixaram claro para mim que a música não tem limites, e que seria uma estupidez ficar restrito a apenas um gênero musical. Assim, tenho em minha coleção álbuns de metal, de jazz, blues, pop, rap, enfim, de diversos artistas que eu acho legais dentro de cada gênero musical. Acho que música é momento, e cada um pede um artista, um disco ou um gênero específico. Hoje, costumo dizer que eu não gosto de um estilo específico, mas sim de música, e acho que esse é o grande segredo para entender e absorver essa arte maravilhosa.

Qual foi o maior número de álbuns que você comprou de uma única vez?

Ricardo Seelig - Quando morava com meus pais, com 15/16 anos lá no interior do RS, não havia loja de discos na cidade, então eu e um amigo pegávamos um ônibus no sábado pela manhã e viajávamos até uma cidade próxima chamada Passo Fundo. Nessa cidade havia uma loja chamada Bibo Som, e lá nós fazíamos a festa. Frequentemente saíamos de lá com 20, 30, 40 discos embaixo do braço, íamos para a rodoviária e, no final do dia, estávamos de novo em casa. Fazíamos essa viagem umas duas vezes por mês, durante uns três anos eu acho, e foi nessa época que conheci a maioria dos sons que me acompanham até hoje, como Van Halen, Deep Purple, Kiss e muitos outros grupos importantes que formaram a minha educação musical e me ajudaram a evoluir como ouvinte de música.

Quantos álbuns em média você compra por mês?

Ricardo Seelig - Já comprei mais, mas atualmente estou meio devagar. Atualmente devo estar comprando só uns 3 ou 4 discos por mês.

Ricardo Seelig - Tem algum item que, só de alguém chegar perto, você já gela e morre de ciúmes, tem um carinho especial e não venderia de jeito nenhum? Aqui cabe uma explicação sobre os seus "guardiões", concorda (risos)?

Ricardo Seelig - Tenho ciúme de toda a minha coleção, sem exceção. Não empresto discos, ninguém mexe nela, só eu coloco a mão. Sempre que contrato uma empregada nova para o meu apartamento, a primeira coisa que falo é para não chegar perto da estante onde estão os discos, os DVD, livros e revistas.

Ricardo Seelig - Sobre os guardiões, sim, tenho vários bonecos espalhados pela estante que guardam a coleção para mim (risos). Lá estão o Batman, Salsicha e Scooby, o ET, o Shrek, o Senhor Incrível, o Coringa e vários outros, de olho para ninguém se fazer de bobo e colocar a mão onde não deve (risos).

Entre tudo o que você possui, quais foram os itens que deram mais trabalho para conseguir?

Ricardo Seelig - Hoje em dia não existem muitos empecilhos para encontrar o que se quer. É só estar disposto a gastar uma boa grana que se tem acesso à tudo. Como disse antes, não tenho muitos itens raros, mas tenho especial predileção por edições especiais. Adoro embalagens digipacks, então não descansei, por exemplo, enquanto não completei a coleção do AC/DC nesse formato. O mesmo vale para a coleção de CDs duplos do Maiden, que tenho já há mais de dez anos. Atualmente me coloquei o desafio de conseguir comprar todos os álbuns lançados pelo Miles Davis, mas como são centenas, acho que isso irá me ocupar ainda por vários anos (risos).

Qual é o item mais estranho (ou diferente) da sua coleção?

Ricardo Seelig - Com o nascimento do Matias comecei a comprar alguns discos para ele. Consegui encontrar em CD aquele Saltimbancos e o álbum do Vinícius que citei antes, bem como vários itens da série For Babies, que tem reinterpretações de clássicos do rock para bebês. Além desses CDs, acho que o mais diferente mesmo é encontrar Mundo Livre lado a lado com discos do Black Sabbath, e Zeca Baleiro ao lado do ZZ Top (risos).

Certamente devem existir alguns itens que você olha e pensa: "nossa, porque eu comprei este disco". Que álbuns as pessoas ficariam surpresas em saber que você possui?

Ricardo Seelig - Tenho o hábito de arrumar constantemente a minha coleção de discos. De tempos em tempos coloco tudo pra baixo e arrumo novamente, seja para encaixar as novas aquisições em seus devidos lugares ou para descobrir alguns itens perdidos ali no meio. Nessas arrumações geralmente encontro discos que comprei, ouvi e não gostei, e já os deixo separados para fazer algum negócio em sebos.

Ricardo Seelig - Provavelmente, quem não me conhece ficaria surpreso em encontrar discos de rap, MPB e outros estilos que não tem muito a ver com o que escuto habitualmente. Tenho algumas coletâneas de hip-hop, álbuns do Caetano, Chico, discos de um grupo pop aborígene australiano chamado Yothu Yindi, mas acho que nada supera dois CDs que ganhei de uma produtora de áudio que é minha fornecedora na Casa na Árvore. Um deles é de um cara sequelado total chamado Zé do Bêlo, que soa como um Bob Dylan desafinado e bêbado cantando letras surreais, e outro é de uma cantora de funk chamada Tigrinha, que faz um inacreditável funk carioca com temática gaúcha! É tão trash que gera boas gargalhadas (risos).

Qual item que você tem que é apenas para completar a coleção? Ou seja, um disco que você acha ruim mas não vende para não deixar a coleção incompleta!

Ricardo Seelig - O primeiro item que me vem à cabeça é o horrível e nojento "Virtual XI", do Iron Maiden. Esse disco é muito ruim, com aquele tecladinho sem vergonha de churrascaria em "The Angel & The Gambler" que é digno de vergonha alheia! O "Skunkworks" do Bruce Dickinson é outro que eu também tenho só para não deixar um buraco na coleção, porque não me desce até hoje.

Todo colecionador tem as suas manias. Quais são as suas e como você guarda e conserva os seus discos?

Ricardo Seelig - Como já falei, ninguém mexe nos meus discos, não empresto, adoro arrumar todos eles de tempos em tempos. Atualmente todos estão guardados em ordem alfabética, e, dentro disso, em ordem cronológica. Deixo os digipacks separados, bem como os álbuns de jazz. Mas já guardei de várias maneiras. Já separei tudo por estilos, com metal, rock, pop, blues e jazz, mas a ordem mais maluca que fiz foi quando, certa vez, resolvi arrumar os discos pela cor das capas, com todos com capas vermelhas juntos, capas pretas, azuis, verdes. Não sei como cheguei a essa ideia, mas deu um trabalhão e até ficou legal, o problema era encontrar os discos no meio de tudo aquilo (risos).

Quais são os itens do seu acervo que você mais curte?

Ricardo Seelig - As coleções do Iron Maiden e do AC/DC, o "Death Magnetic" do Metallica em digipack norte-americano, os discos do Miles Davis, o box dos Beatles e os digipacks em geral. Adoro esse formato!

Quais são para você os dez melhores álbuns de rock de todos os tempos? E, por favor, faça outro top10 fora do rock.

Ricardo Seelig - Com prazer! Vamos lá então.

No rock seriam esses:
Beach Boys - Pet Sounds (1966)
Beatles - Abbey Road (1969)
Frank Zappa - Hot Rats (1969)
Neil Young - Everybody Knows This is Nowhere (1969)
Derek & The Dominos - Layla and Other Assorted Love Songs (1970)
The Who - Who's Next (1971)
Led Zeppelin - Physical Graffiti (1975)
Thin Lizzy - Jailbreak (1976)
Lynyrd Skynyrd - Street Survivors (1977)
Clash - London Calling (1979)
Iron Maiden - Powerslave (1984)
Metallica - Master of Puppets (1986)

Ricardo Seelig - Passou um pouco, mas se eu, que criei isso, não puder passar, quem poderia? (risos).

E fora dele:
Cannonball Adderley - Somethin' Else (1958)
Dave Brubeck Quartet - Time Out (1959)
Miles Davis - Kind of Blue (1959)
John Coltrane - A Love Supreme (1965)
Harvey Mandel - Cristo Redentor (1968)
Miles Davis - Bitches Brew (1970)
Mahavishnu Orchestra - The Inner Mounting Flame (1971)
Curtis Mayfield - Superfly (1972)
Herbie Hancock - Head Hunters (1973)
Buena Vista Social Club - Buena Vista Social Club (1997)

Como apreciadores de música, sempre temos a tendência de idolatrar o que foi feito no passado. Vamos fazer o caminho inverso. De 2009 para trás, faça a lista dos discos que você considera de excelentes a perfeitos, basicamente os que serão clássicos no futuro. Concentre-se até o ano 2000, nada antes disso, ok?

Ricardo Seelig - Gostei da idéia! Vamos lá então:

Chickenfoot - Chickenfoot (2009)
AC/DC - Black Ice (2008)
Metallica - Death Magnetic (2008)
Robert Plant & Alison Krauss - Raising Sand (2007)
Bruce Springsteen - Magic (2007)
Behemoth - The Apostasy (2007)
Wilco - Sky Blue Sky (2007)
Machine Head - The Blackening (2007)
Arcade Fire - Neon Bible (2007)
Legion of the Damned - Sons of the Jackal (2007)
Amy Winehouse - Back to Black (2006)
Trivium - The Crusade (2006)
Iron Maiden - A Matter of Life and Death (2006)
Mercenary - The Hours That Remain (2006)
Dissection - Reinkaos (2006)
Bruce Springsteen - We Shall Overcome: The Seeger Sessions (2006)
Ben Harper - Both Sides of the Gun (2006)
Rage - Speak of the Dead (2006)
David Gilmour - On an Island (2006)
Wolfmother - Wolfmother (2005)
Exodus - Shovel Headed Kill Machine (2005)
Nevermore - This Godless Endeavor (2005)
Tribuzy - Execution (2005)
System of a Down - Mezmerize (2005)
Kamelot - The Black Halo (2005)
Nightwish - Once (2004)
Behemoth - Demigod (2004)
Joss Stone - Mind, Body & Soul (2004)
Green Day - American Idiot (2004)
The Thrills - Let's Bottle Bohemia (2004)
Josh Rouse - 1972 (2003)
Grandaddy - Sumday (2003)
Nile - In Their Darkened Shrines (2002)
Flaming Lips - Yoshimi Battles the Pink Robots (2002)
Wilco - Yankee Hotel Foxtrot (2002)
Soilwork - Natural Born Chaos (2002)
Ryan Adams - Gold (2001)
Avantasia - The Metal Opera (2001)
Rhapsody - Dawn of Victory (2000)
U2 - All That You Can't Leave Behind (2000)
Hellacopters - High Visibility (2000)
Blaze - Silicon Messiah (2000)
Iron Maiden - Brave New World (2000)

O que você está ouvindo ultimamente e destacaria para os leitores da Collector's, e que não é necessariamente um clássico?

Ricardo Seelig - Tenho ouvido muito Betty Davis, principalmente o primeiro álbum dela, de 1973. E outro que não sai do meu CD player é o duplo "Live in London", excelente disco ao vivo lançado pelo Leonard Cohen agora em 2009.

Se você tivesse que indicar algumas bandas e discos para uma pessoa que nunca teve contato com o rock, o que indicaria?

Ricardo Seelig - Acho que os álbuns clássicos tem esse status não à toa, então recomendaria discos clássicos de nomes como Beatles, Elvis Presley, Rolling Stones, Led Zeppelin, Black Sabbath, Iron Maiden e Metallica.

Agora o que você recomenda por década: de sessenta até hoje?

Ricardo Seelig - Anos sessenta: o álbum "Pet Sounds" dos Beach Boys e todos os discos dos Beatles.

Ricardo Seelig - Anos setenta: a década dos clássicos do hard rock, gravados por artistas como Led Zeppelin, The Who, Black Sabbath, Deep Purple, Rainbow, Thin Lizzy, Queen.

Ricardo Seelig - Anos oitenta: os anos dourados do heavy metal, então indicaria discos do Iron Maiden, Judas Priest, Metallica, Slayer, Anthrax.

Ricardo Seelig - Anos noventa: mais heavy metal. São dessa década dois álbuns que eu gosto muito: "The Chemical Wedding" do Bruce Dickinson e "Metropolis Pt. 2: Scenes from a Memory", do Dream Theater.

Ricardo Seelig - Anos 00: acho que Wilco e Ben Harper vem gravando grandes álbuns em sequência, um atrás do outro, e merecem ser mais divulgados e conhecidos por quem gosta de música. No caso específico de Ben Harper, as pessoas precisam ouvir seus discos completos e não apenas os singles que tocam nas rádios, porque tem muita gente que diz que conhece a sua música mas não sabe nada, na verdade.

Nestes anos todos esta paixão pela música certamente propiciou a você diversas experiências interessantes e curiosas. Conta aí alguma história legal que você viveu por causa do seu envolvimento com a música.

Ricardo Seelig - Acho que o mais legal de todos esses anos de paixão pela música foi conhecer pessoas interessantes através da Collector's Room, e, ao mesmo tempo, aprender e colaborar com feras como o Bento Araújo, da poeira Zine, que é uma sumidade em música e uma grande influência para mim; o Sérgio Martins da Veja, que é um dos maiores críticos musicais do Brasil; o Régis Tadeu, que é dono provavelmente do melhor texto do jornalismo musical brasileiro; e o canadense Martin Popoff, autor de diversos livros sobre a música pesada e, provavelmente, o maior escritor "metálico" do planeta.

Sessão rapidinhas: Deep Purple ou Black Sabbath?

Ricardo Seelig - Por muito tempo foi o Black Sabbath, mas atualmente é o Purple.

Ozzy ou Dio?

Ricardo Seelig - Dio sempre. Ozzy é uma piada ambulante.

Dickinson ou Di'Anno?

Ricardo Seelig - Precisa responder mesmo? Bruce, sem dúvida alguma!

Belladonna ou Bush?

Ricardo Seelig - John Bush é infinitamente superior a Joey Belladonna.

Sammy Hagar ou David Lee Roth?

Ricardo Seelig - Prefiro o Van Halen com o Sammy Hagar, e o disco do Chickenfoot é sensacional!

Brian Johnson ou Bon Scott?

Ricardo Seelig - Bon Scott forever!

Venom ou Stryper?

Ricardo Seelig - Venom, sem dúvida.

Los Angeles ou Bay Area?

Ricardo Seelig - Bay Area. Detesto hair metal.

Thrash norte-americano ou thrash alemão?

Ricardo Seelig - Americano.

Metallica ou Megadeth?

Ricardo Seelig - Metallica, de goleada!

Mais uma vez muito obrigado por ter aceitado e participado da Collector's Room, que você criou. Este espaço é seu.

Ricardo Seelig - Valeu Daniel. Eu queria agradecer a você, ao Jairo e a todos os amigos que fazem parte da Collector's Room e tornam a Collector's um lugar cada vez mais legal todos os dias, repleto de pessoas positivas e companheiras. Devagarinho, devagarinho nós vamos conquistando mais espaço, e isso se deve a todos que acessam o nosso site, fazem parte da nossa comunidade no orkut e ouvem o nosso podcast. Acho que temos ainda muito o que crescer e produzir, e espero ter sempre pessoas transparentes e verdadeiras, como vocês, ao meu lado.


Collectors Room

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Sobre Daniel Sicchierolli

Rockeiro desde que nasci e administrador de empresas nas horas vagas sou mais um dos milhares de "torcedores" do Iron Maiden além de ser fã de Hard Rock 80s e um dos fundadores do blog Consultoria do Rock. Depois de anos e anos ouvindo o velho e bom rock n' roll só tenho mais uma coisa a dizer: I STILL WANNA ROCK.

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