Roberto Sabbag: Colecionador do Slayer e Heavy Metal em geral

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Por Ricardo Seelig
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Roberto Sabbag
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CDs
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Vinis
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Boxes e DVDs
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Roberto Sabbag
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Slayer - CDs oficiais
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Slayer - CDs, DVDs e singles
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Slayer - Vinis oficiais
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Slayer - CDs japoneses e D.O.A. metal box
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Slayer - CDs long box
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Slayer - DVDs oficias e bootlegs originais
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Slayer - 7 pol oficiais e bootlegs
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Slayer - Bootlegs, CDs originais
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Slayer - Bootlegs em vinil
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Slayer - Flexi disc
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Esta matéria foi publicada muitos anos atrás, está datada, e a coleção mostrada hoje deve ser bem diferente. Mas a matéria continua sendo uma curiosa cobertura sobre uma invejável coleção, e por isso a destacamos.

Roberto Sabbag tem 37 anos, mora em Vera Cruz, interior de São Paulo, trabalha em uma instituição financeira. Não toca nenhum instrumento, mas é maníaco por Heavy Metal. É um ávido colecionador de CDs e LPs, sendo que o Slayer está no topo das suas preferências.

Pra começar o nosso papo, eu queria que você se apresentasse aos nossos leitores.

Primeiramente, é uma grande satisfação poder esta desfilando nestas páginas. Meu nome é Roberto Sabbag, tenho 37 anos, moro em Vera Cruz, interior de São Paulo, trabalho em uma instituição financeira. Não toco nenhum instrumento, mas sou maníaco por Heavy Metal. Sou um ávido colecionador de CDs e LPs, sendo que o Slayer está no topo das minhas preferências.

Como foi o seu primeiro contato com o rock?

Como um grande número de pessoas, o meu primeiro contato foi devido à passagem do Kiss pelo Brasil em 1983. O que aconteceu de diferente comigo foi que houve um efeito retardado. Ou seja, no começo não me interessei e não me envolvi tanto como os meus amigos daquela época, mas meses depois ainda tinha a “I Love It Loud” na minha cabeça. Como meu irmão já ouvia música pesada entre outras coisas, ele me levou numa loja de discos, onde gravaram o “Creatures Of The Night” para mim. Como sobrou espaço na fita meu irmão sugeriu o “Maiden Japan” do Iron Maiden. Daí não parei mais! Comecei a comprar os LPs do Kiss e de vez em quando alguma outra coisa, como Van Halen e Twisted Sister. Um belo dia descobri Metallica, Slayer e depois Possessed, e minha cabeça nunca mais foi a mesma.

Em que momento você percebeu que essa paixão não tinha cura, e que iria acompanhá-lo por toda a vida?

Olha, não demorou muito não. Fui me envolvendo muito rápido com o Metal e sempre estava muito mais interessado e ávido do que os meus amigos. Corria atrás das novidades, das revistas, dos pôsteres. Meu pouco dinheiro era todo consumido com isto. Como a letra de tantas músicas, naquela fase da minha vida eu vivia e respirava Metal.

Você consegue dizer em que momento você se transformou de um fã normal de música em um colecionador?

Também não demorou muito não. Começou logo com o Kiss mesmo. Fui comprando sempre que podia um novo vinil e queria logo ter todos. Reparei logo que para meus amigos bastava alguém de nós ter um determinado álbum e o resto da turma gravava e pronto. Comigo não. Eu queria ter o original, ver a capa, segurar o encarte, acompanhar as letras, saber quem era o produtor, ler as informações técnicas. Detestava quando alguém reclamava comigo por ter comprado algum álbum que uma outra pessoa já tinha. Eles não me entendiam (risos).

Qual o tamanho da sua coleção?

Realmente não sei o número de itens que possuo, mas com certeza deve ser mais do que imagino!!! Acredito que uns 1.000 CDs, 450 vinis, 100 DVDs e vários boxes de todos os tipos e tamanhos. Não sou de colecionar outras coisas, como pôsteres e revistas, a menos que seja algo especial como as primeiras Rock Brigade.

De quais grupos você possui mais material, quais são as suas bandas favoritas?

Em quantidade, o grupo de que possuo mais itens é o Iron Maiden. Mas em proporção ao número de itens lançados, com certeza é o Slayer. Tenho praticamente todos os itens deles, incluindo os bootlegs originais em CD, DVD e LP, os promos, singles, versões digipack e slipcase e as edições japonesas. Só me faltam alguns bootlegs lançado nos anos 80.

Tenho também tudo do Falkenbach e Menhir, duas grandes bandas de Viking Metal, e muita coisa rara do Megadeth que consegui diretamente da banda, como CDs com pré-equalizações de álbuns, remixes não utilizados, o CD com a faixa “Capitol Punishment” usado no início dos show da época, etc.

Quanto às minhas bandas preferidas, são estas que citei acima e também Black Sabbath, Candlemass, Dio, Motorhead e Astral Doors.

E o estilo que você mais gosta, qual é?

Muito mais do que o estilo eu curto os anos 80 acima de tudo. A melhor época do Metal na minha opinião. Mas se for pra escolher alguns estilos com certeza são o Thrash Metal, o Heavy Tradicional e o Viking Metal.

Vamos fazer então uma cronologia da sua vida de colecionador: qual foi o primeiro álbum que você comprou, e porque?

O primeiro álbum que comprei foi o “Lick It Up” do Kiss. Antes só possuía fitas gravadas. Foi este álbum porque estava simplesmente maravilhado com a banda e todo aquele visual.

Qual foi o número máximo de itens que você já adquiriu de uma única vez?

Aqui tenho que dividir a resposta em duas: comprando fisicamente deve ter sido uns 10 ou 12 itens entre vinil e CD em alguma visita à Galeria do Rock. Mas virtualmente falando já teve dias que comprei bem mais através da internet. Já por duas vezes a administradora de meu cartão de crédito bloqueou minhas compras devido às dezenas de compras feitas num único dia. Eles acharam que o cartão havia sido roubado e estava sendo usado por terceiros.

Qual item você considera o mais raro da sua coleção?

Tenho quatro que considero os mais raros. Dois bootlegs do Slayer, que são o box contendo 3 LPs chamado “Freddy Krueger’s Greatest Hits”, lançado com somente 50 cópias, e o picture disc “The Final Command”, limitado a 100 cópias somente.

Possuo também um álbum duplo que foi distribuído para as rádios americanas contendo o show do Iron Maiden em Nova York em 1982 e é conhecido como “The Source”. Tenho também um outro álbum da Donzela distribuído somente para as rádios da Inglaterra, o “BBC Transcription Service” (cuidado que existem muitos bootlegs deste último), contendo músicas do Monster Of Rock de 1988.

Há também o que alguns fãs do Slayer chamam de “Santo Gral” da banda: o picture do “Reign In Blood” lançado na Inglaterra com a frente diferente da tradicional.

E o mais bonito, qual é pra você?

Acho muita bonito a edição especial em metal do primeiro álbum do I, “Between Two Worlds”. Deve pesar uns 2 Kgs. O box do Slayer que citei logo acima também é muito legal, bem como o “Decade Of Agression” também em box de metal. Acho muito legal um box contendo 5 vinis de 7” do “Seven Churches” do Possessed.

Do Iron Maiden possuo vários itens que gosto muito, como os CDs em versões mini vinil, as edições duplas da EMI e da Castle e o box tanto em CD como em vinil do “First Ten Years”.

Também são excepcionais os splatter vinis. Possuo de vários bandas, como Dying Fetus, Slayer, Wolf e Forsaken.

Existem alguns lançamentos estranhos, e de vez em quando alguns acabam caindo nas nossas mãos. Qual você considera o item mais diferente e curioso do seu acervo?

Acho que não possuo nada de muito estranho não, a não ser eu mesmo (risos). Possuo um flexi disc marrom do Slayer de 6” contendo a “Black Magic” em versão mono de péssima qualidade. Foi lançado na Rússia. Para quem não sabe, o flexi disc é feito de um tipo de plástico ao invés do vinil, e como o nome sugere ele é flexível. Ahhh, possuo um single do Sabbat japonês cuja capa é a foto escancarada de uma vagina. Mas isto não é estranho... é bom gosto (risos).

Existe algum disco que você passou um tempão atrás até consegui-lo para a sua coleção?

Existem vários. O box do Slayer – “Freddy Krueger’s Greatest Hits” - que citei acima, o “Soundhouse Tapes” original do Iron Maiden (cuidado, existem muitos piratas), o promo em 7” do “Holy Smoke” do Iron Maiden cujo único diferencial é um ruído encobrindo um palavrão do Bruce Dickinson, alguns LPs ao vivo do Metalucifer como o “Live Zorugelion, Live Elizaveat” lançado de forma limitada no Japão, entre tantas outras coisas.

Quais são aqueles que, apesar de você estar atrás há uma cara, ainda não conseguiu?

Como disse acima alguns bootlegs do Slayer lançado nos anos 80, como “Dead”, “Fuck The Slayer”, “And Then Came Dawn” e “Swine”. Também faz tempo que tento conseguir o “Fear Of The Dark Live” do Iron Maiden lançado em 12” somente na Itália, mas quando se encontra o preço é absurdo.

Como você guarda e conserva a sua coleção?

Não há um jeito específico para guardar minha coleção. Infelizmente não possuo estantes apropriadas para guardá-los de maneira própria, então vou me virando guardando-os em estantes, cômoda, rack e até no guarda-roupa. O importante é não deixar exposto a poeira e ao sol.

Quais são os itens que você mais gosta entre todos da sua coleção?

Parece haver uma lei universal: quanto mais difícil, mais legal. Porque os itens que curto mais são justamente os que citei acima, como o “Soundhouse Tapes” do Maiden e o single do Sabbat. Sou viciado em Slayer, então cada item curto com muita intensidade, principalmente os bootlegs em vinil que para mim são como um troféu.

Onde você costuma comprar os itens para o seu acervo? Que lojas você indica, aquelas que possuem os itens mais difíceis de se encontrar, para quem está começando agora a sua coleção?

Praticamente compro tudo através da internet. Não há melhor lugar que o eBay para isto. Também indico o musicstack.com e o gemm.com, que são como shoppings virtuais com milhares de vendedores. Já comprei muito na Galeria do Rock, mas hoje em dia não dá porque só se encontra o básico por lá. As lojas são praticamente todas idênticas e os preços não ajudam.

Por falar em preços aqui vai uma crítica: quando o dólar estava valendo cerca de R$3,80, um CD europeu custava cerca de R$ 60,00 na Galeria e um americano cerca de R$ 45,00. Hoje o dólar está valendo a metade, mas os CDs continuam na mesma faixa de preço. Assim não dá!!! Ou os lojistas ou os importadores estão abusando do comprador.

Você é casado, namora, tem um relacionamento com alguém? Faço essa pergunta porque gostaria de saber como essa pessoa vê essa sua dedicação a sua coleção.

Sou noivo. Minha noiva normalmente me apóia a não ser quando compro muitos itens de uma única vez, mas compreendo-a perfeitamente e no fim ela também acaba por me compreender, afinal sabe que me deleito com minha coleção.

E os seus amigos, já colocaram algum apelido em você depois de todos esses anos dedicados aos discos, ou vêem você como uma espécie de “consultor”, aquele cara que conhece tudo e que tem dicas preciosas para passar?

Nos anos 80 eu era como um consultor e conhecido na cidade como conhecedor de rock. Sempre aparecia alguém para querer puxar assunto e às vezes se percebia que a pessoa nem sabia do que estava falando, mas apenas querendo fazer média (risos). Mas atualmente creio que mudou... A maioria das pessoas nem fazem idéia do que possuo aqui em casa porque sou muito reservado em relação a minha coleção.

Onde você costuma pesquisar a respeito de discos raros que você está procurando, de novos lançamentos, essas coisas. Em que fontes você busca essas informações?

A internet é o lugar ideal para qualquer pesquisa. Isto não tínhamos nos anos 80. Hoje está tudo fácil, na mão. É por isso que quem viveu aqueles anos normalmente é saudosista. Cada LP que se conseguia era como ser campeão do mundo.

Me lembro quando estava em Santos no começo de 1985 numa excursão da escola. Enquanto os colegas de classe passeavam pelo shopping fui atrás de lojas de LPs. Lá ouvi Metallica pela primeira vez e fui jogado para um outro patamar no mundo da música. Não teve outra: fui “obrigado” a comprar o vinil do “Ride The Lightning” em versão pirata.

Mas voltando ao assunto, consulto muito o metal-archives.com. Existem milhares de bandas cadastradas lá. É ótimo para se saber a discografia de uma banda, sua formação, e possui milhares de resenhas de álbuns. Os sites oficias das bandas normalmente não ajudam muito, mas em contrapartida existem muitos sites feitos por fãs que são verdadeiras enciclopédias. E no mais é pesquisando através do Google mesmo.

Esta pergunta todo colecionador adora responder: quais são, para você, os dez melhores álbuns de todos os tempos?

Slayer – Reign In Blood
Metallica – Ride The Lightning
Slayer – South Of Heaven
Motorhead – No Sleep ‘Til Hammersmith
Helloween – Live In The UK
Iron Maiden – Piece Of Mind
Megadeth – Peace Sells… But Who’s Buying
Menhir – Ziuwari
Falkenbach – Ok Nefna Tysvar Ty
Twisted Sister – Stay Hungry

O que está rolando no seu som atualmente, e o que você recomendaria para os leitores do Whiplash?

Sempre está rolando muito Slayer no meu som. O vocal do Tom Araya é fantástico e o Dave Lombardo detona tudo. Sinceramente não sei como tem gente que prefere o Bostaph. O Eduardo Ardanuy disse na Roadie Crew que o King e o Hanemann não acertam as notas no solo. Pode até ser, mas eles são tremendos!!! Adoro aqueles dedilhados. Também, por incrível que pareça, ando ouvindo muito Queen ultimamente.

Por fim, acabei de adquirir um toca-discos daqueles antigos e com um som fenomenal e me viciei novamente no “Piece Of Mind” do Maiden. Embora eu tenha muitos CDs, faço parte daquela turma que prefere os vinis, e ouvir o “Piece of Mind” em vinil é outra sensação, o som sai cristalino... só ouvindo e comparando para se saber o que estou falando.

Quanto às recomendações, tirando o básico, recomendo Falkenbach, Menhir, Rivendell, Hel e outras bandas fodásticas de Viking Metal bem mais superiores, na minha opinião, do que outras mais conhecidas com Moonsorrow e Thyrfing. Também recomendo Metalucifer e Steelpreacher, que fazem um Metal bem anos 80.

A sua coleção tem um limite? Tipo, você acha que, algum dia, vai parar de comprar discos porque acha que, enfim, tem tudo o que sempre quis ter? Você acha que esse dia chegará, ou ele não existe para um colecionador?

Sempre coloco um limite para minha coleção e sempre estou ultrapassando ele. Aconteceu assim com o Slayer. Primeiro era só para ter os CDs oficiais, depois adicionei os vinis, depois os singles e daí os promos, as versões especiais, japonesas, os bootlegs em vinil e depois os bootlegs em CD também, e os DVDs... portanto, creio que não há um fim. Sempre há alguma coisa pra se alcançar.

Já parou para pensar com quem os seus discos ficarão quando você estiver mais velho? Quem será o herdeiro da sua coleção no futuro?

Parei para pensar agora (risos)... Enquanto eu estiver vivo ficarão comigo. Depois, espero que fiquem para algum filho meu. Mas torço para que ele fique como ouvinte e colecionador também.

O que o rock representa na sua vida?

Minha maior diversão como música, e meu grande hobby. Não tenho mais a visão apaixonada dos anos 80, nem a cabeça fechada e radical da mesma época, mas aquele tempo foi muito importante para mim. Foi bem curtida e aproveitada. Uma visita à Woodstock Discos era como uma viagem para o exterior e cada Rock Brigade como um prêmio.

Se você tivesse que indicar algumas bandas, e alguns discos, para uma pessoa que nunca teve contato com o rock, o que indicaria?

Indicaria, entre tantos outros:

Black Sabbath – Master Of Reality
Deep Purple – Live In London
AC/DC – Back In Black
Motorhead – No Sleep ‘Til Hammersmith
Iron Maiden – Killers, Piece Of Mind, Powerslave
Twisted Sister – Stay Hungry
Bathory – Hammerheart
Celtic Frost – To Mega Therion
Slayer – Show No Mercy, Reign In Blood, South Of Heaven
Venom – Black Metal
Falkenbach – Ok Nefna Tysvar Ty
Motley Crue – Too Fast For Love
Marillion – Misplaced Childhood

Tem alguma história engraçada ou curiosa que aconteceu com você por causa da música, e que te fez pensar algo como “isso só acontece com um colecionador mesmo”?

Infelizmente não tenho histórias engraçadas para contar. Tenho uma triste, que aconteceu quando fui convidado para me encontrar com o Megadeth na sua última passagem pelo Brasil, mas fui impedido por causa de uma labirintite.

O que tenho de curioso é o contato que consegui com músicos, como o pessoal do Menhir, o Vratyas Vakyas do Falkenbach, entre outros. Ahh, um que me traz muita satisfação foi o contato com Nico Woben, que tirou aquela famosa foto do Kerry King na capa da Rock Brigade nº. 18. Você acredita que mais de 20 anos depois ele mandou aquela foto original para mim?!?!?!?

Pra fechar, que papel você acha que nós, colecionadores, temos na indústria da música, no mundo e aqui no Brasil?

Na era do MP3 creio que ser um colecionador é da maior importância. É o que falei acima sobre os anos 80. Quem viveu aquela época sabe o que significa e não se contenta em baixar músicas pela internet. Não me entendam mal... Não falo isto tanto como uma crítica, mas como um prazer que tantos têm deixado passar. A música é sublime e o Metal talvez seja a mais tremenda delas. Apesar de crer que ainda somos poucos, creio que fazemos a diferença no mundo da indústria da música, visto o vasto material lançado das formas mais diversas. Grande parte das bandas está lançando seus álbuns em vinis, os singles ainda existem, o DVD trouxe um novo fôlego ao mundo do vídeo, versões digipacks, com faixas bônus, dual discs, boxes e mais boxes... Qual outro estilo causa tanta paixão e furor? Mas sei também o que muitos pensam aqui: infelizmente no Brasil não temos condições financeiras para comprar tudo o que queremos... E é uma pena que nossos políticos e nossa economia joguem contra nós.

Cara, muito obrigado pelo papo, valeu por ter aceito participar da Collector´s Room, e que tudo dê certo na sua vida.

Eu que agradeço a oportunidade de aqui me expressar. A letra é morta e nem sempre é fácil transmitir em palavras o que sentimos, portanto quem quiser me contatar mande um e-mail para rjsabbag@gmail.com. Um abraço a todos!!!

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Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

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