Marco Malagolli: Um dos maiores conhecedores da obra dos Beatles

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Por Ricardo Seelig
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Visão parcial da coleção
Visão parcial da coleção
Estantes com CDs, vinis e livros sobre os Beatles
Estantes com CDs, vinis e livros sobre os Beatles
Estantes com DVDs, VHS, vinis e outros materiais sobre os Beatles
Estantes com DVDs, VHS, vinis e outros materiais sobre os Beatles
Marco com os raríssimos bootlegs “Live In Paris 1965” e “Black Album”
Marco com os raríssimos bootlegs “Live In Paris 1965” e “Black Album”
Encarte do famoso, e raro, bootleg “Black Album”
Encarte do famoso, e raro, bootleg “Black Album”
Autógrafo de John Lennon
Autógrafo de John Lennon
Álbum “Cloud Nine” autografado por George Harrison
Álbum “Cloud Nine” autografado por George Harrison
O lendário álbum duplo “All Things Must Pass”, lançado por George logo após o final dos Beatles, autografado pelo próprio
O lendário álbum duplo “All Things Must Pass”, lançado por George logo após o final dos Beatles, autografado pelo próprio
Autógrafo de Paul McCartney dedicado ao filho de Marco
Autógrafo de Paul McCartney dedicado ao filho de Marco
A bandeja citada por Marco na matéria, e que vale aproximadamente 20 mil dólares
A bandeja citada por Marco na matéria, e que vale aproximadamente 20 mil dólares
Marco com violão modelo “John Lennon”
Marco com violão modelo “John Lennon”

Esta matéria foi publicada muitos anos atrás, está datada, e a coleção mostrada hoje deve ser bem diferente. Mas a matéria continua sendo uma curiosa cobertura sobre uma invejável coleção, e por isso a destacamos.

A maior banda da história do rock não poderia faltar na Collector´s Room. Fomos bater um papo com Marco Antonio Mallagoli, fundador do lendário fã-clube Revolution e reconhecido em todo o mundo como um dos maiores conhecedores da obra do Fab Four. Atualmente percorrendo o Brasil com exposições em shopping centers, centros culturais, escolas, com seu acervo único, Marco recebeu os nossos colaboradores Bruno Sanchez e Tiago Marion em uma agradável tarde de sábado regada a muito papo e histórias interessantes sobre a obra de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr.

Agradecimento especial a Bruno Sanchez e Tiago Marion pela colaboração.

Para maiores informações sobre o Revolution, acesse o site www.revolution9.com.br.

Bem Marco, antes de mais nada muito obrigado por participar da Collector´s Room e apresentar a sua coleção. Para começar eu gostaria que você se apresentasse aos nossos leitores.

Meu nome é Marco Antonio Mallagoli, sou beatlemaníaco desde 1963, que foi quando escutei a música “She Loves You” pela primeira vez. A partir desse momento eu passei a colecionar tudo o que via sobre os Beatles, sem distinção se era um jornal, revista, disco, etc. Foi também por causa dos Beatles que aprendi a falar inglês, pois queria entender o que eles falavam em suas músicas. Eu já tocava piano nessa época, porém passei para a guitarra e tentei outros instrumentos por causa deles. Basicamente, a partir do momento que eu os conheci minha vida mudou, e até hoje gira em torno deles.

Em outubro de 79 eu fundei o fã-clube Revolution e acredito que seja o mais antigo em atividade no Brasil, com o maior número de associados, além de ser o único reconhecido pelos Beatles na América Latina. Eles (representantes da Apple, como Neil Aspinall e Derek Taylor) me dão todo o apoio necessário, enviando notícias e lançamentos antes mesmo de serem colocados no mercado. Eles até mesmo pedem minha sugestão antes do lançamento de algum novo álbum, como no caso do Ringo, que me manda uma prévia de suas gravações, eu as analiso e muitas vezes por causa dos comentários são feitas algumas modificações. Isso não é feito só comigo, mas eu sou uma das pessoas consultadas entre as várias ao redor do mundo. Também o George e o Paul me enviam material antes de colocar no mercado, porém sobre fortes ordens de não divulgá-los antes da hora. Eu não ganho nada com isso, trata-se de respeito de ídolo para fã, e eu os respeito muito, nunca passando telefones, endereços ou algo do tipo.

Meu intuito através do fã-clube sempre foi manter o trabalho dos Beatles vivo, tocando e divulgando a obra e a mensagem deles sem divulgar a minha imagem, pois a minha divulgação não é importante, mas sim a dos Beatles. Muitas vezes me pedem para colocar uma foto minha nas exposições, ou shows da banda Revolution, que eu faço mas sempre digo que não, pois o interessante é divulgar os Beatles e não a minha pessoa. O dia em que eu gravar um disco próprio aí sim eu me divulgarei, mas a minha única idéia é divulgar os Beatles.

Você lembra como foi o seu primeiro contato com os Beatles?

Foi através da música “She Loves You”, pois um amigo do meu pai foi à Inglaterra e me trouxe esse compacto que tinha acabado de ser lançado.

Tanto esse compacto como um outro do “Get Back” me foram roubados, e ambos tinham sido trazidos da Inglaterra. O “Get Back”, segundo esse amigo do meu pai, tinha sido dado a ele pelo próprio John Lennon. Esse amigo encontrou com ele na porta da Apple e falou a meu respeito. Isso era uma quinta-feira e a música só seria lançada nas rádios inglesas na segunda, ou seja, na sexta-feira antes do lançamento o disco já estava nas minhas mãos. Na época eu levei a diversas rádios, mas ninguém acreditava que era Beatles!!! (risos)

Toda grande coleção tem o que eu chamo de o seu “ponto zero”, o seu marco inicial. Aquela hora em que nós, colecionadores, percebemos que somos diferentes dos nossos amigos, que apenas “consomem” música. A dedicação é maior, o investimento é maior, o cuidado com tudo é maior. Quando você percebeu que estava se transformado de um simples fã do Fab Four em um colecionador dedicado do seu grupo preferido?

Minha coleção já começou de forma diferente, pois a partir do momento em que escutei a música “She Loves You” eu passei a colecionar tudo. Na época era muito difícil de se comprar um LP, pois eram caros e geralmente eram os pais que nos davam de presente de aniversário ou em alguma outra ocasião importante, então minha coleção começou por compactos, e nos meus aniversários e também nos aniversários dos meus irmãos a família toda nos dava os LPs dos Beatles.

Além do preço, era muito difícil de se conseguir alguma novidade, pois no Brasil os discos demoravam para sair, e a grande diferença é que eu ia atrás das coisas novas e diferentes e meus amigos vinham atrás de mim.

A sua coleção dos Beatles é uma das mais respeitadas não só do Brasil, mas também do mundo. Quantos álbuns você possui?

A última vez que eu contei, incluindo os discos alternativos e também as carreiras solo, tinha 2.800 LPs e 1.800 compactos. Eu adoro compactos, pois foi dessa forma que comecei a colecionar, e todas as vezes que eu vou a um país que tenha um compacto com uma capa diferente, ou então se eu não tiver nenhum item de lá, eu compro. A discografia inglesa, americana, japonesa, brasileira e francesa eu tenho quase que completa, além de diversos discos uruguaios, russos, chilenos, alemães, etc.

Tenho também por volta de novecentos vinis de diversos artistas com participação dos Beatles, como Badfinger, Harry Nilson, etc. Eu possuo muitos discos que saíram pelo Apple e que não fizeram nenhum sucesso, mas mesmo assim eu os peguei só porque foram lançados pelo selo dos Beatles.

Além dos vinis, CDs e DVDs, você possui muitos outros materiais relacionados aos Beatles. Conte para nós que outros itens dos Beatles a sua coleção possui.

Eu tenho desde livros, jornais, flâmulas, bandeiras, botões, relógios, bonecos, dois contra-baixos Hofner, sendo um deles assinado pelo Paul McCartney e outro de uma edição limitada de 1982 com 100 unidades no mundo, onde uma está comigo, outra com o Paul e só existem mais 98 unidades por aí!!! Tenho duas guitarras Traveling Wilburys e um violão Epiphone modelo John Lennon.

Além de material dos Beatles, você coleciona materiais de outras bandas?

Eu curto rock em geral. Nos anos sessenta eu escutava Beatles, mas ouvia também Rolling Stones, The Who, Mamas & The Papas. Eu inclusive conheci o John Philips pessoalmente e até fiquei na casa dele em New Jersey. Procuro ter bastante coisa desses conjuntos que realmente me agradam.

Slade também me agrada muito e eu tenho tudo em LP, também a Suzi Quatro e os Raspberries, eu tenho todos os discos lançados. Também curto muito Budgie, que é um power trio, e inclusive tenho um vinil branco original inglês autografado por todos eles

Tiveram várias bandas que eu acompanhei na época, como o The Who, por exemplo, que eu inclusive gosto mais do que Rolling Stones. Eu gosto muito dos Stones, mas só da fase Brian Jones.

Gosto de várias outras bandas e conheci diversos ídolos pessoalmente, como Johnny Rivers, John Fogerty, alguns integrantes do Badfinger, Mick Jagger e Keith Richards.

Marco, sei que são muitos, mas quais são os itens que você considera os mais raros da sua coleção?

Para mim é difícil, pois tudo que eu tenho não foi comprado do nada, tudo tem um significado e alguma importância na minha vida. Às vezes tem uma revista que me dá muito mais significado do que o contra-baixo autografado, não o valor financeiro, mas sim o emocional.

Um item muito interessante foi o disco de ouro que me foi dado pelo John. O secretário dele, Fred Seaman, me mandou por correio. Na época em que eu estive com o John ele me perguntou qual era a música dos Beatles que eu mais gostava. Eu rapidamente disse ‘todas’, mas como ele mandou eu escolher uma, falei “She Loves You” e ele deu uma risadinha. Fiquei intrigado mas deixei pra lá. Eu havia deixado com ele e com o Fred um cartão com meu endereço. Uns quarenta dias depois que eu voltei de Nova Iorque chega por correio um pacote vindo do Edifício Dakota. Havia lá dentro um disco de ouro do “She Loves You” com um bilhete do Fred dizendo: “O John pediu para te mandar, pois segundo ele estará melhor nas suas mãos do que nas dele”.

Tem também as fotos que eu tenho com todos os demais Beatles, como por exemplo as que tirei com o Paul no Rio de Janeiro em 90, e que só foram chegar para mim no dia 18/06/90 – aniversário do Paul. Eu nunca achei que essas fotos chegariam!!! Foi uma emoção muito grande, pois quem as tirou foi o fotógrafo dele e nunca achei que as receberia.

Eu tenho uma bandeja que eu ganhei nos anos sessenta através de uma troca por um compacto daqui do Brasil. Hoje essa bandeja vale muito. Eu tenho também uns cards que na época vinham dentro de um chiclete e hoje eles têm um grande valor de mercado!!! Eu devo ter mais de 200 cards!!! Hoje eu não teria como comprar um card desses, e veio para mim de presente.

Você já viajou diversas vezes a Londres em busca de material dos Beatles. Qual foi o maior número de itens que você comprou de uma única vez, não só no exterior, mas também aqui no Brasil?

Eu comprava muitos discos nos EUA, pois na época era muito mais fácil de se encontrar discos raros por lá do que na Inglaterra. Atualmente é impossível de achar em qualquer lugar, pois a internet popularizou tudo com o MP3. Eu particularmente não gosto do MP3, pois a qualidade de som é bem inferior ao waves normais. Para mim o que vale é colecionar as versões em estéreo, mono, dos antigos discos de vinil.

Quando eu comecei em 1979 eu ia aos EUA e trazia três ou quatro malas de discos, porém para serem revendidos aqui no Brasil, e sempre um de cada era meu. Já na Europa eu costumava encontrar muitos discos raros na Holanda, pois na Inglaterra até a discografia oficial era difícil de ser encontrada. Você achava por lá a discografia grega, espanhola, italiana, alemã, francesa, mas o disco inglês mesmo era difícil. Eu sempre comprei muito nos EUA, também porque na Inglaterra se um disco custa 5 libras, nos EUA o mesmo disco custa 5 dólares.

Em 74 ganhei uma bolsa de uma universidade, e como prêmio eles me deram uma viagem de 45 dias pela Europa, mas também incluindo uma parada em Nova Iorque, e tenho que dizer que eram só Londres e Nova Iorque que me interessavam. Na época eles me deram 1.000 dólares para toda a viagem, só que quando eu cheguei em Nova Iorque gastei US$800 só em discos, e eu tinha mais 43 dias pela frente. Pior é que ao chegar em Londres fiz uma outra pilha e gastei o resto do dinheiro também em discos. Passei o resto da viagem tendo que pedir dinheiro emprestado para comer, e tive que pagar todo mundo no Brasil. Eu simplesmente vi tudo o que sempre tinha sonhado, e que no Brasil custava um preço absurdo, de uma forma barata e comum. Com certeza dessa vez eu trouxe muitas coisas, algo como umas quatro malas apenas para mim. Foi até difícil carregar tudo isso pelas outras dez cidades que passei... (risos)

Marco, você lembra em que época o seu acervo mais cresceu, em que época ela se transformou de uma simples coleção de fã em uma das mais respeitadas “bibliotecas” relacionadas aos Beatles em todo o mundo?

Minha coleção cresceu muito em 1969, quando comecei a trabalhar e podia fazer minhas compras sem dar explicações aos meus pais. Hoje em dia os pais aceitam mais, mas na época eu cansei de escutar “você vai gastar tudo isso em um LP? Compra um compacto!!!”. Eu era um mero office boy, mas já dava para fazer um estrago.

Tem inclusive uma história interessante sobre este período, pois na antiga loja Museu do Disco, que ficava no centro de São Paulo, tinha um vendedor chamado Odair que é meu amigo até hoje. Na época eu era office boy e tirei férias, a empresa me pagou as férias, o salário normal e mais o décimo terceiro, e fui direto ao Museu do Disco. Chegando lá tinha uma relação gigante com duzentos LPs piratas dos Beatles. Daí eu olhei com bastante calma e, com todo esse dinheiro, eu conseguiria comprar apenas dois discos. Fiz uma triagem com uma tremenda dor no coração e fiquei umas três horas escolhendo. No final eu cheguei ao Odair e falei “está aí a grana dos discos, mas agora me empresta dinheiro para o ônibus pois eu não tenho como voltar para casa”. Eu voltei depois de um mês e paguei ele certinho. Até hoje damos risada!!!

Quantos álbuns e itens relacionados aos Beatles você compra por mês?

Hoje em dia é difícil comprar pois não há tantas novidades assim. Quando sai algo novo eles geralmente me mandam antes de sair no mercado. Eu recebi o “Concert For George” muito antes das demais pessoas, embora eu não pudesse mostrar a ninguém, o máximo que eu fiz foi colocar a imagem no site e só. O “Red Square” do Paul foi a mesma coisa. Muitas vezes nem vem de fora, mas a própria distribuidora nacional me passa por ordem dos Beatles. Hoje em dia são poucas as coisas que saem no mercado que eu não tenha.

O que eu ainda compro de monte cada vez que vou a Liverpool são livros, mas mesmo assim faço uma tremenda triagem pois as informações são erradas. O que mais me chama atenção nesses livros são as fotos, se o livro traz muitas fotos que eu nunca tenha visto eu costumo pegar. Atualmente as únicas informações confiáveis são do Mark Lewison, o resto é resto.

Qual item que você tem mais ciúmes, tem um carinho especial e não venderia de jeito nenhum?

Olha, um dos itens que eu gosto muito e realmente me toca é o meu LP “Beatlemania” original da época que pesa uns 5 kg (risos). Eu adoro colocar na vitrola para escutar da forma que realmente era na época, com som mono e tudo mais.

O baixo do Paul, o disco de ouro do “She Loves You”, os autógrafos, tudo isso mexe muito comigo. Quando eu olho as fotos às vezes fico pensando e parece que nem foi comigo, parece como outra vida, eu não consigo acreditar que estava lá.

Entre todos os itens que você possui, quais foram os que deram mais trabalho para conseguir?

Tem um disco promocional dos Beatles com as músicas “She Loves You / I Wanna Hold Your Hand”, que antes de começar a música há uma introdução em que o apresentador repete o nome de vários países, e no final logo após ele dizer “Brasil” inicia-se a música. E esse disco já passou na minha mão umas dez vezes, só que todas as vezes sempre vieram me cobrar por ele e acabei nunca pegando. A última vez que isso aconteceu foi durante um evento no interior de São Paulo em que uma pessoa bem simples me deu este disco, porém acabou ficando com um cara que tocava comigo e até hoje está com ele.

A discografia dos Beatles é muito ampla, uma das mais complexas da história, com centenas de itens e formatos diferentes lançados nos mais diversos países. Por causa disso, imagino que, mesmo com todos os itens que você possui, ainda faltam alguns que você, apesar de procurar com afinco, ainda não encontrou. Que itens são estes?

Sim, um disco que eu adoraria ter mas nunca consegui comprar devido ao preço é o da capa do açougue. Eu já peguei uma edição na mão que estava bem arranhada e estava custando 8 mil dólares. Um novo em ótimas condições pode valer até 40 mil dólares...

Mesmo a versão que tem a capa deles dentro da caixa colada por cima é muito rara. Eu só pagaria esse valor se tivesse muito dinheiro...

Você possui algum lugar específico para guardar a sua coleção? E, além disso, tem alguma dica de como conservar todos estes itens?

Eu guardo de um jeito que possa curtir. Vi recentemente como eu deveria fazer para colocar minha coleção no seguro, mas daí teria que mandar tudo para um cofre de banco e não quero isso, o que me interessa é ter as coisas aqui comigo, mesmo porque faço exposições em shoppings ao redor do país e preciso delas. Nesta ocasião de exposição eu sempre acompanho de perto e também faço um seguro para tudo.

Guardo normalmente em armários, guarda-roupas, só que têm coisas que só eu sei onde estão, se alguém vier me roubar vai ter grandes problemas para achar tudo, e às vezes pode passar até batido. Uma vez entrou um ladrão na minha outra casa e eu tinha deixado uns relógios na escada para levar a uma exposição. O ladrão levou TV, vídeo, som, e os relógios ficaram lá, só que esses relógios valiam muito mais do que tudo aquilo. (risos). Inclusive gostaria de fazer um apelo: foi roubado na época um amplificador Vox de contrabaixo, ano 1966, valvulado, peça única no Brasil, e se alguém souber onde está eu agradeço. Tem uma foto de um igual no site da Abbey Road.

Marco, eu queria que você fizesse agora um top#5 com os itens do seu acervo que você mais curte.

É difícil, mas em primeiro lugar seriam as fotos, depois os autógrafos, o disco de ouro do John, o baixo autografado pelo Paul, e também alguns LPs piratas como o “Álbum Preto - Black Album” e um LP que eu acho muito legal de um show em Paris, pois capa é linda, mais bonita que a dos discos oficiais. É muito difícil mencionar apenas cinco. É como perguntar qual é o Beatle predileto, isso não dá para responder.

Tenho certeza de que você já fez esta lista, mas vou perguntar do mesmo jeito: para você, quais são os dez melhores álbuns de todos os tempos?

Bem, se você tirar os Beatles é uma coisa, já se tivermos que incluir os Beatles, todos são deles!!! (risos)

Essa é uma outra pergunta difícil, principalmente tratando-se de Beatles, pois cada um tem um significado diferente e teve sua importância em uma determinada parte da minha vida.

Bem, excluindo Beatles eu considero que o The Who tem muita coisa boa, como o “Quadrophenia” e depois o “Tommy”, nesta ordem de preferência. Eu gosto muito do Uniques com “George On My Mind”, Flying Machine com “Smile A Little Smile For Me”, que é uma banda da segunda metade dos anos sessenta, só gravou esse disco e fizeram essa música de sucesso, mas gosto muito. Todos os álbums do Johnny Rivers, Mamas & The Papas, Creedence, Stones na fase Brian Jones, Garry & The Pacemakers, Herman´s Hermits, tem muita gente, não dá pra lembrar de todos. Eu adoro muito os anos sessenta, mas é difícil dizer apenas dez discos.

A influência dos Beatles ainda é sentida em diversos grupos mundo afora. Quais destas bandas você destacaria?

Olha, o músico ou a banda que falar que não foi influenciado por Beatles ou não é músico ou está mentindo, pois até mesmo os precursores dos Beatles, como Elvis, acabaram sendo influenciados por eles no final de suas carreiras.

Completando a pergunta anterior, que grupos e álbuns você tem ouvido atualmente e que destacaria para os nossos leitores?

Uma banda que escuto muito, apesar de minha esposa achar barulhenta, é o Jet. Algumas músicas são puramente Beatles. Mas eu realmente não gosto de outras coisas por aí como o Oasis, por exemplo. Se estiver tocando eu escuto, mas não faço muita questão. Uma vez, logo que eles começaram, eu estava fazendo compras na loja HMV da Oxford Street em Londres e os caras estavam fazendo um “pocket show”. Depois que o guitarrista deles falou que Oasis era a melhor banda depois dos Beatles eu desencanei dos caras...

Marco, entre toda a sua coleção existem alguns itens que você olha e pensa “nossa, porque eu comprei este disco?”

Todos os discos que eu comprava pegava antes e fazia questão de escutar na minha casa, isso porque eu não queria que estragasse na agulha da loja. Agora, se eu não conhecia a banda, eu fazia o cara tocar antes de comprá-lo, e se não me agradava eu não levava. Teve um álbum dos Stones que eu comprei e achei horrível, é o “Black And Blue”. Na minha opinião é o pior de todos dos Stones. Eu tentei trocar mas o dono da loja não quis fazer a troca, daí eu dei de presente para alguns amigos e os caras acabaram me devolvendo dizendo que o disco era ruim demais!!! Meu karma é esse disco (risos).

Qual item você considera o mais estranho da sua coleção?

Tenho coisas como meias, lenços e até uma calcinha escrita “I love Beatles” (risos)!!!

A Collector´s Room surgiu como uma homenagem a colecionadores como você, que na maioria das vezes possuem mais material que os próprios integrantes dos grupos dos quais são fãs. Como você vê esta paixão em relação aos ídolos, e qual é, na sua opinião, o papel dos fãs na indústria da música?

Eu acho que sem o fã não existe o ídolo, pois o cara que é músico e não tem fã não dura muito tempo. Acho que existem vários tipos de fãs. Tem aqueles que curtem e ficam na deles, existem os que curtem e se atiram e tem os que deixam a coisa virar doença. Eu acho ruim quando a coisa vira doença e ele quer chegar perto do cara querendo um pedaço do cabelo ou da unha, no meu ponto de vista é algo doentio. Eu me atiro mas tenho meu “simancol”, se eu vejo que estou sendo inconveniente eu paro.

Se tem algo que aprendi muito com os Beatles foi algo como “não invada meu espaço particular”. Por exemplo, o Paul quando esteve aqui em 93 foi para o Guarujá e uma amiga minha começou a insistir para irmos até lá, mas eu estava bastante resistente. Bem, depois dela insistir um montão acabei cedendo e nós fomos até lá, mas daí quando nós chegamos ele estava velejando enquanto a Linda (esposa do Paul na época) estava na areia tomando sol. Havia dois seguranças que não permitiam passar daquele ponto. Nós tiramos fotos da Linda e tudo mais, daí quando chegou o Paul ele chamou o segurança e eu aproveitei que o segurança iria falar com ele e pedi para que perguntasse ao Paul se eu poderia ir até lá cumprimentá-lo. Bem, ele disse ao segurança que me admirava muito e gostaria que todos os fãs fossem como eu, mas que eu respeitasse esse momento família e que eu seria convidado no futuro a falar com ele. Quando ele me falou isso, falei “obrigado e peça desculpas”, e caí fora para não invadir a privacidade dele.

Outra coisa: eu não dou endereço, nem telefone de nenhum deles. Se alguém me pede eu mando escrever para a EMI e tentar outras formas, pois eu realmente não passo nada disso.

Para você ter uma idéia, em 2001, quando o George estava muito doente, eu estava quase louco, pois algumas fontes diziam que ele tinha morrido e outras falavam que ele estava bem e tal. O que fiz foi ligar para o vice-presidente da Warner, que havia me apresentado a ele em 88, e ele me disse que George ainda estava vivo mas estava muito mal. Quando eu perguntei se poderia falar com o George ele me disse que era impossível falar com ele, mas que me passaria o número da Olivia (esposa de George Harrison). Eu esperei 45 minutos e realmente falei com ela. No momento ela não deixou que eu falasse com ele pois ele não tinha condições, e ela me disse que ele estava no fim e pediu para que eu rezasse bastante. Eu tenho o telefone da casa deles e até poderia ligar quando vou a Londres, mas acho que isso é invadir demais a privacidade dos caras.

Se hoje em dia nós, colecionadores, ainda encontramos dificuldade para conseguir materiais mais raros de nossos grupos favoritos, imagino que antigamente isso deveria ser muito mais difícil. Como você conseguia itens raros e importados do grupo, qual era o grau de dificuldade para adquirir estes itens?

Quando começou a Beatlemania nos anos sessenta havia uma revista especializada chamada “Beatles Monthly Book”, e eles tinham uma enorme coluna de correspondência. Quando eu comprei a primeira edição peguei aquela coluna e escrevi para o mundo inteiro, e a cada revista que eu comprava eu ia escrevendo para mais pessoas. Com isso eu fui conhecendo pessoas do mundo todo e me fazendo conhecido também. Ou seja, em todos os países por onde eu passo tem algum beatlemaníaco que eu conheço. Para muitos eu escrevo cartas, e-mails ou até mesmo ligo quando chego na cidade. Uma dessas meninas que eu conheci na Inglaterra acabou virando secretária do escritório do Paul, e ela acabou me abrindo uma série de portas.

Quanto aos discos, os primeiros bootlegs eu consegui no Museu do Disco, quando eles pararam de trazer eu pegava muitas coisas por colecionadores, principalmente nos EUA, então quando algum fã que morava lá ia comprar um disco raro eu falava “compra um pra mim também”, mas era por carta então às vezes o cara ia comprar e não tinha mais, mas eu falava “se você achar qualquer um você compra”. Daí eu mandava a grana por carta ou fazia uma troca com discos nacionais. Até hoje eu faço isso com DVDs.

Vamos falar do Revolution agora. Conta pra nós como surgiu o fã-clube, como ele funciona e como acabou se transformando em uma loja especializada em material relacionado aos Beatles.

O fã-clube surgiu porque eu tinha vários amigos que curtiam Beatles, e então passamos a nos reunir uma ou duas vezes por semana, só que depois de um tempo já não cabia mais o pessoal na minha casa, e tivemos que passar a nos reunir em um barzinho ou clube, e a coisa foi ficando gigante!!!

Eu tinha muitos contatos com outros fãs-clubes de fora do país, mas não existia o nosso fã-clube aqui no Brasil. Foi então que eu descobri o Beatles Cavern Club, do Luís Antônio, através de uma matéria na revista Manchete. Mas quando eu descobri o fã-clube ele estava praticamente desativado e, ao conversar com o Luís, ele disse que não estava mais a fim de tocar.

Eu então me dispus a ajudá-lo e nós levantamos o Beatles Cavern Club, e incluímos um monte de coisas novas como newsletters, encontros, e vários canais de televisão começaram a divulgar o fã-clube, como a Rede Cultura, Tupi, Record e até a Globo. Bem, a coisa começou a crescer muito e logo no nosso primeiro encontro nós vendemos quinhentas camisetas em menos de um dia!!!

Os encontros eram no salão do meu prédio, e para você ter uma idéia tive que mudar de lá, pois os vizinhos estavam com bastante raiva de mim (risos).

Infelizmente, quando o fã-clube estava bem legal, eu tive um pequeno problema com o Luís Antônio e saí do Beatles Cavern Club – mas hoje em dia temos uma boa amizade. Saí frustrado, mas devido a quantidade de cartas que eu recebia me incentivando a continuar, decidi abrir o meu próprio fã-clube com a idéia de uma amiga do Ceará, a Eugênia, que me escreveu dizendo para eu chamar o fã-clube de “Revolution” pois eu havia feito uma revolução no Beatles Cavern Club.

Bem, a partir disso eu abri o fã-clube com uma loja na Avenida Faria Lima, e já fui aos EUA conhecer outros fãs-clubes de lá. Fiquei dez dias e estive em doze cidades, sempre sendo transportado por pessoas de outros fãs-clubes. Eu só dormi em casas dessas pessoas, e voltei com muito material. Com isso, tanto o fã-clube quanto a loja foram crescendo, e logo na seqüência montei a banda e em 80 a coisa deu um boom.

Bem, alguns anos depois eu montei a revista Revolution, e devido a um problema na distribuidora nós tivemos que parar, mas tenho idéia de retomar a revista e até o Airton Diniz da Roadie Crew está me dando uma força para esta volta. Eu lancei sete edições e a oitava e a nona estão até hoje no meu micro (risos), mas temos planos de voltar com a revista sim.

Nesse meio tempo abri uma loja maior na Alameda Franca, e junto da loja tinha um barzinho, mas eu não consegui tocar tudo isso pois tinha que ficar 24 horas acordado e precisei vender tudo. Depois comecei com exposições em shoppings, e o fã-clube atualmente é por correspondência. Nós temos um site que pode não ser o melhor do mundo mas é da forma que eu curto, e apesar de muitas pessoas se oferecerem para reestruturá-lo eu sempre digo que gosto dele dessa forma (risos). Hoje eu mesmo estou reconstruindo ele e logo um novo deverá entrar no ar.

Temos esses eventos que rodam o Brasil todo, a a minha idéia é ainda este ano soltar dois livros, um sobre a minha história com o Beatles e outro especial sobre a “morte do Paul” com muita informação nova e que o pessoal não conhece. Até o final do ano isso deve sair, e provavelmente de forma independente. E a idéia é continuar mantendo o fã-clube pela Internet e continuar com as exposições por todo o país. Meu mailing já está em quatro mil pessoas, pois estamos recadastrando todo mundo, e espero que logo possamos voltar às 25 mil pessoas que tínhamos antes.

Eu acho engraçado que o trabalho que realizo de divulgação dos Beatles deveria ser feito pela gravadora brasileira, a EMI, mas muita gente que trabalha lá nem sabe quem eles são. Desde 78, quando comecei esse “cruzada”, a Odeon – era o nome da gravadora da época - sempre apoiou nosso trabalho, e isso se manteve durante muito tempo. Sempre que há um novo lançamento eles nos procuram para ajudar na divulgação, assim como o empresário do Paul, junto da EMI, em 93 nos procurou para ajudar na divulgação do show aqui em São Paulo, três dias antes do mesmo, pois eles achavam que não estava sendo divulgado como esperavam.

Quando saiu o disco do George Harrison, o “Brainwashed”, fui convidado pela EMI para ir ao Rio de Janeiro para uma festa de lançamento e levei a caixa da edição especial que havia recebido da Inglaterra – eles nunca tinham visto isso aqui no Brasil e nem sabiam da existência dela – entre outras raridades de minha coleção, que fizeram parte de uma mini-exposição.

Quando foi lançado o CD/DVD do ‘Yellow Submarino” – hoje o DVD está fora de catalogo no Brasil - fui convidado pela Warner e pela EMI a fazer a entrevista coletiva junto ao Neil Spinall, só que ele não pôde vir da Inglaterra e eu fiz a coletiva sozinho.

Uma vez eles me ligaram para ir buscar uns posters do Paul para distribuir ao fã-clube, e quando cheguei lá a pessoa que me atendeu, não sabia onde estavam e nem quem era o Paul, e daí ele me disse “para você não perder a viagem leve esses posters do A-ha”...

Meu trabalho é reconhecido pela Apple e EMI na Inglaterra, pela Capitol nos EUA e pelos escritórios dos Beatles, mas a EMI do Brasil hoje simplesmente ignora nosso trabalho.

Os Beatles são, sem dúvida, o maior fenômeno cultural, musical, pop ou como queiram chamar, do século XX. Como é natural em todo fã, a dedicação ao trabalho de um grupo vai nos tornando cada vez mais próximo de nossos ídolos, como se fôssemos velhos amigos. Você teve contato direto e pessoal com Paul McCartney, John Lennon, George Harrison e Ringo Starr. Conta para a gente como foram estas experiências, como você se sentiu estando frente com cada um deles, e como sobreviveu para contar a história (risos).

É engraçado as reações que temos quando estamos com nossos ídolos, pois eu, por exemplo, fico normal e converso com os caras numa boa, mas quando eu saio de lá fico totalmente baqueado. O primeiro Beatle que conheci foi o George, aqui em São Paulo no Hotel Hilton. Depois de falar com ele por quase dez minutos eu atravessei a rua, fui a um bar e pedi um whisky duplo sem gelo e virei em um só gole (risos)...

O segundo Beatle que encontrei foi o John. Eu estive em Nova Iorque diversas vezes e, apesar de passar boa parte do tempo na frente do edifício Dakota, que era onde ele morava, nós nos desencontramos algumas vezes. No entanto foi no dia 10/10/1980 que finalmente pudemos conversar por aproximadamente quinze minutos, e além de pegar um autógrafo pude deixar meu cartão, o que me rendeu o disco de ouro da música “She Loves You”.

Em 88 eu estive novamente com o George, só que dessa vez em Los Angeles. Nós passamos uma tarde toda juntos, onde ele inclusive tocou, entre outras, a música “Something” com uma guitarra Gretsch.

Também em 88 encontrei o Ringo após uma série de shows que assisti nos EUA. Só que dessa vez infelizmente não pude pegar autógrafos e nem tirar fotos com a minha câmera, já que o Ringo estava bem gripado e eu não tinha mais filme na máquina. O fotógrafo dele tirou uma foto nossa, mas até hoje eu estou esperando (risos).

Já o Paul eu encontrei em 89 no Madison Square Garden em Nova Iorque, e depois aqui no Brasil nos shows de 1990 e 1993 no Rio de Janeiro e em São Paulo, respectivamente.

Às vezes as pessoas me falam que eu falo dos Beatles como quatro grandes deuses, mas é uma sensação diferente de estar com outros ídolos. O Eric Burdon por exemplo, eu conheci nos EUA e depois nos falamos também em São Paulo. Gosto muito dele, mas a energia é muito diferente da dos Beatles. São pessoas que já nasceram com essa energia elevada e ninguém nunca tiraria isso deles!!!

Corriqueiras em todo o mundo, as convenções de fãs não são muito comuns aqui no Brasil. Você já pensou em organizar uma convenção nacional de apreciadores do Beatles, para troca de material e informações a respeito do Fab Four?

Sim, mas para fazer um evento grande, como já acontece em outros países, é necessária uma grande quantidade de patrocinadores, e ninguém se interessa por Beatles entre esses grandes patrocinadores. Fora isso, os fãs dos Beatles que assumem cargos que poderiam dar essa força tem medo de se prejudicar nas empresas em que trabalham. Eu acabei desistindo dessa idéia por enquanto, mas vamos suprindo essa lacuna com nossos eventos em shoppings, centros culturais, escolas, etc.

Nestes anos todos de envolvimento com a obra dos Beatles você conheceu muitas pessoas, viveu e presenciou diversas histórias interessantes. Eu gostaria que você nos dissesse quais foram os momentos mais gratificantes e inesquecíveis de todos estes anos dedicados à música.

Na parte de blues eu gosto muito do B.B. King. Eu tenho até uma história engraçada, pois encontrei com ele em Los Angeles no mesmo dia em que eu ia encontrar com o George, e ele tinha acabado de chegar do Brasil. Eu comentei que estava indo encontrar com o George e ele disse “manda um abraço para ele”. Quando eu falei isso para o George ele falou “se você encontrar com ele de novo, mande um abraço de volta”, e eu acabei na mesma noite jantando com o B.B. King por convite dele. Ele me deu um autógrafo no guardanapo do restaurante e também me deu palhetas, foi muito legal. Tem coisas que aconteceram comigo por pura sorte, por simplesmente estar no lugar certo na hora certa.

Bem Marco, muito obrigado pela entrevista. Este espaço é seu.

A única mensagem que eu quero deixar é a mesma que os Beatles deixaram, que é a de paz.

Hoje em dia vejo muita desunião entre os fãs dos Beatles principalmente em termos de bandas covers. Todas as bandas querem ser a melhor do mundo, e vale lembrar que a única banda cover que foi a melhor do mundo foram os próprios Beatles, o resto é resto.

Ninguém nunca vai saber tudo e eu inclusive também aprendo mais e mais, dia após dia. Eu vejo que até mesmo hoje em dia muitas pessoas estão reescrevendo a história dos Beatles de uma forma em que a coisa não aconteceu e isso me deixa bem triste.

Eu gostaria que as bandas covers fossem mais unidas e pensassem que tocam Beatles porque gostam e não porque querem ser melhores do que outras. Por fim a minha mensagem é a mesma dos Beatles: “ALL YOU NEED IS LOVE”.

Para maiores informações sobre o Revolution, acesse o site www.revolution9.com.br.

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Post de 25 de abril de 2016

Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

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