Marcelo Maiden: Uma impressionante coleção de ítens do Iron Maiden

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Por Ricardo Seelig
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Vista geral dos LPs
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Vista geral dos CDs
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Compactos
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Revistas e impressos
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Fitas K7
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Vinil Alemão de 1980
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Poster de propaganda 1980
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Ingressos
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Eddies
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Discos uncut
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Discos promo USA
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Bootlegs
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Discos italianos
Discos italianos

Discos compactos
Discos compactos

Discos América do Sul
Discos América do Sul

Disco de ouro
Disco de ouro

Esta matéria foi publicada muitos anos atrás, está datada, e a coleção mostrada hoje deve ser bem diferente. Mas a matéria continua sendo uma curiosa cobertura sobre uma invejável coleção, e por isso a destacamos.

O Brasil tem um dos maiores contingentes de fãs do Iron Maiden em todo mundo. A própria banda tem noção disso, e dedica uma atenção especial ao nosso país a cada lançamento. É por isso que esta edição da Collector´s Room traz mais uma vez a Donzela como tema. A coleção de Marcelo Maiden é impressionante em todos os sentidos. Contando com praticamente tudo o que o Maiden lançou em quase trinta anos de carreira, é um retrato fiel da paixão dos brasileiros pela maior banda de heavy metal da história. Enquanto “A Matter Of Life And Death” não chega as lojas, sacie a sua sede de Iron Maiden aqui na Collector´s Room.

Bem Marcelo, antes de tudo muito obrigado por ter aceito o convite para participar da Collector´s Room. Para começar o nosso bate-papo, gostaria que você se apresentasse aos nossos leitores.

Ok, sou um paulistano de 35 anos que vem colecionando praticamente tudo que encontra relacionado ao Iron Maiden desde que ouviu a banda pela primeira vez, em 1982. Apesar de ser engenheiro formado, já faz um bom tempo que deixei a área.

Você lembra como foi o seu primeiro contato com a música, e como descobriu e se apaixonou pelo rock e pelo metal?

Na verdade comecei a gostar de rock e metal ainda muito novo. Conheci algumas bandas como o Kiss, o Black Sabbath e o AC/DC através de alguns amigos um pouco mais velhos, e foi uma espécie de paixão à primeira vista, dificil de explicar.

Toda grande coleção tem o que eu chamo de o seu “ponto zero”, o seu marco inicial. Aquela hora em que nós, colecionadores, percebemos que somos diferentes dos nossos amigos, que apenas “consomem” música. A dedicação é maior, o investimento é maior, o cuidado com tudo é maior. Quando você percebeu que estava se transformado de um simples fã em um colecionador dedicado do seu grupo favorito?

Acho que sempre fui assim... Lembro que eu ainda era muito pivete e guardava o dinheiro do lanche da escola pra poder comprar mais algum disco no fim do mês, e lembro também que eu sempre preferia comprar um LP de alguma banda que eu já tivesse alguma coisa do que de uma banda que eu não tinha nada, por que sempre queria ter as coleções completas.

Sacia a minha curiosidade: quantos álbuns no geral você possui, e quantos do Iron Maiden?

Do Maiden eu tenho quase tudo catalogado, então eu sei que possuo pouco mais de 900 itens de áudio, sendo que são uns 550 em vinil (cerca de duzentos são compactos), uns 200 CDs, e o restante são coisas como fitas k7, vídeos e DVDs.

Das outras bandas eu não tenho certeza, mas imagino ter mais ou menos 400 CDs, 100 DVDs e 200 discos de vinil, contando os compactos. Eu já cheguei a ter uns 800 LPs, mas muitos desses vinis ou eu comprei em CD e passei o disco pra frente por falta de espaço, ou então acabei envolvendo em algum tipo de troca por material do Maiden.

Além do Maiden, de quais outros grupos você possui mais material?

Com certeza o AC/DC, mas minha coleçao do AC/DC não chega nem aos pés da do Maiden, tenho apenas os LPs clássicos, uns 10 singles (compactos) e os CDs normais.

Tenho também uma pequena coleção de compactos das bandas de metal dos anos 80, como Dio, Saxon, Ozzy, Kiss, Scorpions, mas não é nada muito grande, e tambem é bem dificil eu ficar correndo atrás de mais material dessas bandas hoje em dia, pois sempre acabo dando prioridade à coleção do Iron.

Como você conheceu o Iron Maiden e quando você começou a colecionar material da banda?

Eu estava passando férias no Guarujá (litoral de São Paulo) e um cara mais velho do meu prédio, que sabia que eu gostava de algumas bandas como o AC/DC e o Sabbath, veio me mostrar o “The Number Of The Beast” que o pai dele havia comprado na Inglaterra. Eu simplestemente pirei naquela introdução, nunca tinha ouvido algo parecido, e a partir daquele dia eu já comecei a correr atrás dos discos do grupo. Uns dois ou três dias depois disso, lá mesmo no Guarujá, eu achei o primeiro LP deles em uma lojinha que vendia desde cadeiras de praias até LPs de rock, e quando voltei pra São Paulo comprei o “Killers e o “The Number...”, que já tinham sido lançados por aqui.

A sua coleção é focada na obra do Iron Maiden e, por extensão, no heavy metal de uma maneira geral. Conta pra gente como foi a sua trajetória dentro do metal.

Bom, do inicio eu já falei um pouco, e depois disso fui conhecendo a maioria das bandas à medida que elas iam aparecendo. Primeiro coisas como o Venom e os grupos da Bay Area, depois o Helloween, as bandas nacionais como Sepultura, Korzus e Viper, e mais pra frente nomes como o Pantera, o Dream theater, etc...

Como você já mencionou, a sua coleção não é formada apenas por CDs. Que outros formatos você possui?

Bom, do Iron, além dos itens de áudio que já mencionei, possuo também muitos itens de memorabilia, como tour books, livros, revistas, recortes de jornal, camisetas, ingressos de shows, e provavelmente algumas outras coisas que não consigo lembrar agora.

Eu gosto muito desse tipo de material como livros e tourbooks, e tenho até algumas coisas sem ser do Maiden também.

Alguns grupos, como o Iron Maiden, já estão na estrada há muito tempo, e isso gera o lançamento de reedições de álbuns, diferentes versões de single, uma infinidade de bootlegs, box, edições especiais, promos. Estas preciosidades são um dos grandes objetos de desejo entre os fãs. Você possui uma coleção enorme com estes itens, principalmente singles de 7 polegadas, que estão entre os mais raros da banda. O que falta ainda conseguir, falando exclusivamente do Maiden, para você ter “tudo” o que o grupo lançou?

Existem dois colecionadores italianos que em 2001 fizeram um livro chamado “Iron Maiden Companion”, que tem mais de três mil itens listados. Em 2004 foi necessário fazerem um update com quase mais mil itens que não estavam no primeiro, e mesmo assim todo colecionador que eu conheço tem alguma coisa que não está nesses livros, então é impossivel saber quantos discos me faltam pra ter tudo, mas sem dúvida nenhuma isso é algo é completamente impossível de acontecer.

Vamos voltar um pouco no tempo então: qual foi o primeiro álbum que você comprou, e porque?

“If You Want Blood, You’ve Got It”, do AC/DC. Comprei acho até que mais pela capa do que pela música, mas adoro esse disco até hoje. Acho que foi um dos primeiros álbuns dos que eu já tinha em vinil e acabei comprando em CD.

Qual o item que você considera o mais raro da sua coleção?

Difícil afirmar com certeza, mas acho que talvez possa ser o EP (maxi single de 12 polegadas) “Fear Of The Dark Live” que só foi lançado na Itália. Existe o picture disc inglês que é relativamente comum e não muito difícil de descolar, mas a versão em vinil normal (desses pretos mesmo) só saiu na Itália e todo mundo que eu conheço ainda está atrás dele.

Qual foi o maior número de álbuns que você comprou de uma única vez?

Com certeza foi quando eu fui pra França em 91. Um amigo meu tinha morado lá e eu já fui viajar com um monte de endereços de lojas de discos usados, lojas especializadas em metal, etc...

Acho que comprei mais ou menos uns oitenta discos em uma semana, mas era uma outra época, em que muitos álbuns não eram lançados no Brasil e o preço dos LPs importados era absurdo, então valia muito a pena comprar esses discos por lá, até mesmo porque, além do preço desses discos por aqui serem muito mais altos, era praticamente impossível achar vários deles em versão nacional.

Quantos álbuns em média você compra por mês?

Não tem uma média disso, mas como não posso ver uma loja de discos ou um sebo que acabo entrando pra dar uma conferida, pelo menos alguma coisa nova eu acabo comprando quase que toda semana.

Tem algum item que, só de alguém chegar perto, você já gela e morre de ciúmes, tem um carinho especial e não venderia de jeito nenhum?

Na verdade eu não vendo nenhum dos meus itens de jeito nenhum, salvo ocasiões muito especiais, e normalmente só de algum amigo pegar em mãos qualquer um dos meus itens eu já gelo. Mas eu tenho um picture disc italiano do “Seventh Son Of A Seventh Son” que eu tenho um carinho especial, sim.

Esse disco vem com um adesivo e um poster exclusivos da versão italiana, e hoje em dia é considerado uma das maiores raridades que um colecionador pode querer. Eu ganhei esse LP assim que foi lançado em 1988, e o poster está enquadrado na parede do meu quarto fazem dezoito anos, sendo que já mudei de apartamento três vezes nesse período e o poster sempre lá.

Entre todos os itens que você possui, quais foram os que deram mais trabalho para conseguir?

Difícil te dizer com certeza, porque eu sempre fui atrás dos singles na época do lançamento desde que saiu o “Powerslave” em 84, e como eu te falei antes era muito foda conseguir essas coisas por aqui.

Pra ser honesto às vezes era dificil até conseguir uma simples informação do que era lançado ou não, eu cansei de ser expulso de bancas de jornais e livrarias em que ficava folheando as revistas importadas pra tentar saber dos lançamentos no exterior, e lembro que eu não conseguia descobrir de maneira nenhuma qual era o segundo single do “Somewhere In Time”. Levei quase um ano só pra obter a informação, imagina então pra conseguir o disco.

Respondendo então sua pergunta, tem muito disco que hoje, com a internet, é super fácil de conseguir, e que eu fiquei atrás que nem louco, outros que acabava encontrando sem nem saber que existiam e algunss que eram super comuns e atualmente são considerados altas raridades, mas acho que a maioria deles foram bem trabalhosos de conseguir.

Toda coleção sempre possui diversos itens curiosos. Neste sentido eu gostaria de saber qual é o CD mais estranho da sua coleção.

Essa é facil. É um CD de um cantor brega americano chamado Pat Boone em que ele canta somente clássicos do metal como “Holy Diver” do Dio e “Crazy Train” do Ozzy em versões Big Band, um som tipo aquelas músicas do Ray Conniff. Nada consegue ser mais estranho do que isso.

Eu conheço este álbum, ele é bem bizarro mesmo. Que itens que você procura, procura, mas mesmo assim faltam na sua coleção?

Têm vários, mas como o que curto mesmo são os LPs poderia destacar alguns em vinil colorido lançados na Colômbia, e uma edição do “Live After Death” peruana lançada em vinil transparente.

Existem algumas coisas muito legais lançadas aqui na América do Sul, e eu até possuo algumas delas, como uma edição do “Live After Death” com os dois discos separados e vendidos como “Volume 1” e “Volume 2”, LPs como o “The Number Of The Beast” e o “Somewhere In Time” com capa dupla ou ainda o “Fear Of The Dark” como LP simples (originalmente ele é duplo).

Infelizmente esses itens que ainda estou procurando são muito difíceis de aparecer, e quando aparecem os preços são completamente irreais, então acabo ficando só na vontade mesmo.

A sua coleção possui uma quantidade enorme de singles. Quais deles você destacaria para os nossos leitores, tanto pela qualidade quanto pela dificuldade em conseguir?

Os singles de 7 polegadas (compactos) são mesmo meus favoritos. Quando eu era mais novo sempre tinha de optar por apenas uma versão do single, e acabava sempre pegando ou o EP de 12 polegadas ou então o picture disc, que quase sempre vinham com uma música a mais. Acho que por que eu nunca conseguia pegar os compactos eles acabaram virando uma espécie de trauma, e por isso tenho tantos hoje em dia.

Tenho alguns compactos bem raros, mas posso destacar o “Where Eagles Dare” que só foi lançado na Espanha e de forma promocional. Tem também os compactos espanhóis com os títulos em espanhol, os compactos japoneses, o “Twilight Zone” da Irlanda com um rótulo verde da EMI feito exclusivamente naquele país, e também um “Twilight Zone” da Iugoslávia, que é um país que já nem existe mais.

Todo colecionador tem as suas manias. Eu mesmo sou assim, cheio de dedos com os meus CDs. Como você guarda e conserva a sua coleção?

Sem dúvida tenho bastante cuidado com ela, mas nada absurdo. Cada CD na sua caixinha, livros, revistas e tourbooks todos em pastas, e os LPs e compactos sempre em pé e com plásticos externos e internos para proteção. Alguns CDs eu estou tendo que guardar em umas caixas de papelão por falta de espaço, mas fora isso fica tudo em armários longe do sol, poeira e etc....

Eu queria que você fizesse agora um top#5 com os itens do seu acervo que você mais curte.

- O picture disc italiano do “Seventh Son of a Seventh Son”
- Versoes uncut dos Shape Picture Discs
- Caixa Promocional do “Fear Of The Dark”
- Disco de Ouro comemorativo do “Powerslave”
- Box “Best Of The Beast” em vinil por causa do livro

Não necessariamente nessa ordem.

Todo colecionador tem as suas listinhas. É a tal síndrome de “Alta Fidelidade”. É uma curiosidade minha, mas tenho certeza de que você já fez esta lista mentalmente várias vezes: quais seriam, para você, os dez melhores álbuns de todos os tempos?

Novamente fora de ordem, e com certeza cometendo muita injustiça:

- Black Sabbath - Heaven Aand Hell
- AC/DC - Back In Black
- Metallica - Ride The Lightning
- Sacred Reich - The American Way
- Yngwie Malmsteen - Marching Out
- Deep Purple - Come Taste The Band
- Testament - The New Order
- Overkill - The Years Of Decay
- Van Halen – Van Halen
- Iron Maiden – Killers, The Number Of The Beast, Piece Of Mind e Iron Maiden

O que você tem ouvido ultimamente, e o que destacaria para os leitores do Whiplash!?

Além das bandas tradicionais que todo mundo já conhece e sabe quais são, tenho ouvido bastante o Evergrey e também uma banda nova chamada Ebony Ark. Apesar de eu não gostar de vocais femininos em geral eu achei o debut desse grupo um ótimo disco. A música “Thorn Of Ice” é muito foda. Escuto muito metal em espanhol também, adoro bandas como o Rata Blanca, o Mago de Oz e o Tierra Santa.

Certamente, no meio de todo este acervo, devem existir alguns itens que você olha e pensa “nossa, porque eu comprei este álbum”. Que disco é este?

Com certeza é a trilha sonora do filme “Em Algum Lugar do Passado”. Comprei esse LP só porque está escrito “Somewhere In Time” na capa, e até hoje me pergunto por que fiz isso. Acho que foi por ter encontrado ele numa pilha de discos de um ou dois reais, mas mesmo assim foi foda.

Pergunta de fã para fã: qual foi o seu sentimento em relação a tudo que se passou com o Iron Maiden, com a saída de Bruce Dickinson, a chamada Era Blaze, e o retorno de Bruce e Adrian a banda em “Brave New World”?

Quando foi anunciada a saída do Bruce em 93 não sei porque mas não fiquei surpreso, já achava que isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde, e quando aconteceu e veio toda aquela história do concurso para ver quem seria o novo vocalista eu tinha certeza que viria um novo vocalista que seria fenomenal. Mas aí veio o Blaze...

Respeito a fase com ele, mas honestamente não gosto nem um pouco. Acho até que os discos que ele gravou têm algumas coisas legais, mas também acho que a voz dele não combina em nada com a música do Iron. Pode ser que isso até hoje seja reflexo da decepção que tive nas primeiras vezes que escutei o “The X Factor”, pois como te disse minha expectativa sobre o novo vocalista era imensa por causa daquela palhaçada de concurso.

Fiquei muito feliz com o retorno do Bruce e do Adrian, pois devolveu ao Iron o respeito que a banda sempre mereceu. Eles estavam realmente em baixa na época do “Virtual XI” e nos últimos anos, após os dois voltarem, foram a grande atração de vários festivais europeus, isso sem falar do Donington, do Reading Festival e do Ozzfest. Será que alguém consegue imaginar isso acontecendo com o Blaze?

Como você se sentiu ao pegar pela primeira vez o “Brave New World” na mão e colocá-lo no CD player? Qual era a sua expectativa em relação ao álbum? Ela foi superada ou você se decepcionou com o resultado final?

Eu gostei do “Brave New World” e gosto também do “Dance Of Death”, acho que ambos atenderam bem as minhas espectativas. Não adianta querer comparar esses discos com álbuns feitos há mais de vinte anos atrás, não só do Maiden mas de qualquer outra banda. Não faz sentido porque eu nunca vou achar um disco recente tão bom como alguma coisa que eu ouvi a minha vida inteira. Posso até encontrar isso daqui vinte anos, mas é muito injusto tentar fazer essa comparação quando um disco é lançado.

Como está a sua expectativa para o lançamento de “A Matter Of Life And Death”, novo álbum do Maiden que deve chagar às lojas até o final do ano?

Aumentando a cada dia que passa. Achei a capa muito legal e gostei muito do primeiro single também, não vejo a hora de poder escutar o restante do álbum e, quem sabe, poder conferi-lo ao vivo aqui no Brasil em 2007.

Uma parcela dos fãs da Donzela não aprecia muito os álbuns solo lançado por Bruce Dickinson ao longo dos anos. Eu, particularmente, gosto muito tanto do trabalho de Bruce com a banda como em seus álbuns individuais. Qual é a sua opinião sobre isso, e também sobre os projetos que Adrian Smith participou quando esteve fora do grupo, como o ASAP e o Psycho Motel? Você curte estes álbuns?

Quando o Bruce lançou o “Tattooed Millionaire” eu gostei até mais do que o “No Prayer For The Dying”, que é mais ou menos da mesma época, mas depois não curti muito os dois álbuns seguintes. Já os últimos três discos de estúdio dele são excelentes.

Dos projetos do Adrian eu gosto bastante do ASAP, mas já do Psycho Motel eu não gosto muito, acho meio depressivo.

Um dos discos solos que mais gosto é o “Murder One” do Paul com a banda Killers, heavy metal de primeira.

O rock já está aí há mais de cinqüenta anos, e passou por diversas fases neste tempo todo. Sendo assim, eu gostaria que você indicasse aos nossos leitores os álbuns que você recomenda das décadas de sessenta até hoje.

Dos anos 60 eu não manjo muito, mas acho que minha banda favorita é o The Who.

Nos 70 têm muita coisa boa, é dificil falar em álbuns específicos, mas falando em nomes os meus favoritos são o Deep Purple, o Kiss, o Queen, o AC/DC com o Bon Scott, o Van Halen, etc...

Quanto aos anos 80, pra mim são ainda mais foda do que os 70. Maiden, Saxon, AC/DC (de novo), Sabbath com Dio, Metallica, Slayer, Helloween dos “Keepers”, Anthrax, Megadeth, a lista é imensa.

Nos anos 90 e 2000 até surgiram algumas coisas boas, mas muito menos do que nas duas dácadas anteriores. Acho que os grandes discos dessas dácadas foram álbuns de bandas que surgiram nos anos 80. Têm bandas fantásticas que surgiram nesse período, como por exemplo o Pantera, mas no momento não consigo lembrar de outra. Infelizmente acho que os últimos anos deixaram a desejar em relação as bandas novas.

Nestes anos todos esta paixão pela música certamente propiciou a você diversas experiências interessantes e curiosas, como contato com os seus ídolos, etc. Conta aí alguma história interessante que você viveu por causa da sua paixão pela música.

Sei lá, acho que a melhor coisa que essa paixão pela música, e o fato de ser um colecionador doente, me proporcionaram foi mesmo a opurtunidade de conhecer gente do mundo inteiro que tem essa mesma paixão, pois isso acabou até me abrindo as portas para ir ver alguns shows do Maiden na Europa.

Ter visto o primeiro show da “Early Days Tour” em Praga foi algo completamente inacreditável. O clima na cidade no dia do show era algo absurdo, tinha fãs do Maiden com camisas da banda e bandeiras dos mais diversos países do mundo circulando pela cidade inteira durante todo o dia, todo mundo completamente eufórico com a estréia da tour naquela noite, algo difícil de se esquecer.

Marcelo, mais uma vez muito obrigado por ter participado da Collector´s Room. Este espaço é seu.

Ok, sou eu quem agradece a oportunidade de ter mostrado um pouco da minha coleção num site como o Whiplash!. Parabéns pela Collector’s Room, que já era uma das minhas colunas favoritas, e que todos que estiverem lendo isso aqui comprem o novo CD do Maiden para tornar mais fácil um retorno da banda ao Brasil em 2007, afinal quanto mais CDs a banda vender aqui no Brasil maior será a possibilidade dos produtores terem interesse em trazê-los para se apresentar por aqui novamente.

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Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

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