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Bill Wyman: ex diz que ele a desvirginou aos 13 anos

Por Nathália Plá
Fonte: Dailymail
Em 23/04/10

Segue abaixo tradução de trechos de uma longa matéria publicada em junho de 2009 no dailymail.co.uk

Mandy Smith era uma menina de 13 anos de idade que ganhou notoriedade quando foi seduzida em 1984 pelo baixista dos ROLLING STONES, Bill Wyman.

Por dois anos, seu relacionamento permaneceu um segredo bem guardado. Mas quando se tornou público, transformou-se no maior escândalo do show-business da década.

Wyman, 34 anos mais velho que Mandy foi acusado de tudo, de exploração a estupro. Ela foi retratada tanto como uma vítima de abuso sexual como uma sedutora; uma Lolita selvagem que por sua sede por fama e dinheiro excedeu todo senso de moralidade.

E sua mãe, Patsy, que tolerou seu relacionamento inusitado, foi tida como uma mãe manipuladora preparada para entregar suas jovens filhas para sua própria ascenção social.

Jogada à sua própria sorte, Mandy, que cresceu em uma casa no Norte de Londres, conheceu Wyman quando estava festejando em uma casa noturna com sua irmã mais velha Nicola. Apesar de sua tenra idade, ela já tinha o corpo e a beleza de uma mulher feita. Desafiando as críticas, o casal se uniu em 1989. Mas a separação veio semanas mais tarde, depois de Wyman admitir sua infidelidade.

Não era nenhum segredo que Mandy, ainda uma adolescente tentando fazer sua própria fama como modelo e inexperiente pop star lutou para lidar com essa provação e suas consequências. Portanto é de se admirar que hoje com 38 anos, tenha tomado a consciente decisão de ficar solteira e desistir do status de celebridade que tanto a consumiu em sua juventude.

Falando exclusivamente para o jornal The Mail on Sunday ela disse: "Eu tinha sentimentos conflitantes. Parte de mim pensava ‘Ah, não, de novo não’. Mas então eu pensei, não, eu não me sensibilizo mais com as coisas agora. Eu parti pra outra. No ano passado eu finalmente passei a me sentir bem comigo. Eu não me importo mais com o que os outros pensam".

Ela é surpreendentemente clemente com o ex-marido estrela do rock que poderia ter arruinado sua vida, ao dizer: "As pessoas não protegem tanto as celebridades hoje em dia e se isso tivesse acontecido recentemente, acho que o Bill poderia ter acabado numa prisão. Não penso naquilo como abuso de menor. Se pensasse, não seria capaz de seguir em frente. Mas sou lembrada disso com freqüência. As coisas que ouço na TV sobre meninas novas, cenários diferentes, com homens mais velhos, estupro... Mas ele se apaixonou por mim, então não posso encarar aquilo como algo sórdido ou errado".

John, pai de Mandy, gerente de uma casa de bilhar, deixou Patsy quando Mandy tinha três anos e ela criou as meninas sozinha. Quando Mandy conheceu Wyman, as irmãs freqüentavam casas noturnas, usavam maquiagem e fumavam. Foi o senso de humor de Mandy e sua habilidade de se cuidar por conta própria que atraiu Wyman, naquela época divorciado de sua primeira esposa, a bancária Diane Cory.

No dia seguinte após conhecer as irmãs, ele as levou para almoçar e disse a Nicola que ele estava "completamente apaixonado" por Mandy. O que começou como uma amizade se tornou em um caso de amor, levado a cabo principalmente na casa de campo de Wyman em Suffolk e por dois anos mantido dentro dos confins do círculo fechado do integrante dos Stones.

"Os amigos dele o respeitavam o suficiente para não dizer nada", ela explica. "Eu me sentia culpada demais para contar a alguém. Eu adorava o fato de que ele me amava e ele preencheu o vão que a ausência do meu pai criou. Foi um erro, mas olhando pra trás, foi inevitável. Ingenuamente, eu achava que não tinha nada demais", diz Mandy.

Ela admite que ela não teria escolhido perder a virgindade tão nova, mas diz: "Eu passei por isso porque eu achava que o perderia se não fizesse isso. As pessoas diziam que eu sabia o que estava fazendo, mas eu não sabia".

Quando o relacionamento deles vazou para a mídia, Mandy estava completamente despreparada para o furor. Foi interrogada pela Scotland Yard – ela se recusou a prestar queixa por abuso – e se viu rotulada como "menina selvagem" nas páginas principais de tablóides durante meses.

Mas apesar da indesejada atenção, e uma breve separação, eles se casaram em 1989, ela com 18 e ele com 52 anos de idade, rodeados pela realeza do Rock. "Foi quase como se tivéssemos de casar para que nosso caso fizesse sentido", disse Mandy. "O dia do casamento é meio que um borrão agora. Não parece que fui eu".

Logo depois que se casarem, Wyman saiu em turnê e, quando voltou, Mandy se sentiu incapaz de continuar seu relacionamento. Foi como se a cerimônia finalmente tivesse feito ela entender que aquilo tudo estava errado. Depois do casamento, eles fizeram amor só duas vezes, se separaram semanas depois e se divorciaram em 1991.

A infidelidade de Wyman sedimentou sua falta de confiança nos homens. "Vem desde o meu pai", ela acredita. "Eu sempre escolhi relacionamentos destrutivos e o que aconteceu com o Bill tornou ainda mais difícil confiar nos homens".

Sua mágoa de Wyman – que sustenta haver se comportado honradamente – se dirigiu mais ao modo como ele se comportou após o fim do relaciomento do que durante ele. "Eu cometi erros, mas eu tinha treze anos", ela diz. "Ele não assumiu responsabilidade por suas ações. Se ele tivesse coragem de encarar as críticas e me defender, as pessoas o teriam respeitado".

Porém ela garante que esta raiva de Wyman, que se casou com a designer de moda Suzanne Accosta, com quem ele tem três filhas, se dissipou com o passar do tempo. "Para seguir em frente, você precisa perdoar", ela diz. "Eu não queria que ele fosse penalizado, não faria nenhum sentido. Não provaria nada e eu não quero interferir na vida dele". E acrescenta, com firmeza no olhar, "ele tem crianças agora. Uma é da idade que eu tinha quando nos conhecemos – o que não deve ser fácil pra ele".

A matéria completa (em inglês) está no link abaixo.

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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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