Carol Morreu - Ricotta John Davis

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Por Felipe Ricotta
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RICOTTA JOHN DAVIS (DEMO)

São Paulo.
Sábado, Palmeiras ganhou do Paraná Clube.
Julho de 2006.

"...meio muito Mundo do Se, né? SE EU PUDESSE, SE EU... é um troço meio bobalhão. Por exemplo, o Lenny é um cara mais manero, né? Tu vê que o cara... ah, não sei. Ou não. Vai saber."

Dentro do táxi, eu e o motorista amigo ouvíamos o rádio indo fundo na compreensão da obra musical do Lenny Kravitz e do CPM22 e acho que ele não entendeu muito quando puxei meu gravadorzinho ninja de jornalista profissional do bolso do meu terninho não-mod e comecei a registrar as idéias.

"Hã? O longe pra mais perto do quê? Hã? Caraaaleo, cara. Puta q'o pariu, esses caras não sabem naaada sobre amor, né? Na boa. Falta muito pr'esses moleques." - disse eu, todo crente da minha djavanidade.

Saltei na Paulista e desci a Pamplona em direção ao pré no flat de Oproh, O Carioca.

Originalmente a gente ia pro show do Cacos, mas a gente acabou perdendo a hora e eu confesso que no auge da empolgação acabei entregando segredos literários ricóticos pro Oproh e a sua namorada.

O PRÉ NA CASA DO OPROH.

"Eu pego a realidade e depois eu tenho o poder de fazer o que eu quiser com ela."

"Tu é muito doido, véio."

Ele de início não entendeu nada.

E imagino que vocês também ainda não.

"Cara, quando eu escrevo eu quero que as pessoas realmente confiem em mim. Então não tem como não ser sincero pra caraleo, tá entendendo?"

O Adento.

Eu posso até não ser sincero comigo mesmo sem querer, mas não dá pra não ser sincero com as pessoas que lêem.

E sei lá, acho que isso deve ser a minha ética.

"Repara que eu divido a realidade... olha, eu tô contando um segredo literário pra tu e que na verdade vai pro texto também porque eu tô falando pro gravadorzinho e eu não vou resistir. Mas a parada é o seguinte... eu esqueci. Eu tô revelando pra quem tiver lendo esse texto que eu separo a realidade, repara que é visível, e depois eu boto um plus naquilo, uma visão de mundo em cima daquilo..."

"Um segundo pensamento."

"As aspas sempre são reais, sacoé? Tudo que eu falo(escrevo) depois é a sacação que eu tive depois de ouvir o que eu falei. E eu não devia tá falando essas coisas. Foda-se. Agora eu já falei."

(...)

"(...) cara, é óbvio que eu tô me apaixonando pela cidade. Tu não tá apaixonado por São Paulo, cara?"

"Pô, nem. Sinto a maior falta do Rio. Eu queria ter a vida que eu tô tendo aqui no Rio, tá ligado? Sabe a impressão de que tu tá em casa? Não rola aqui." - porra, mas isso não é pra ser óbvio quando você muda de cidade? - "(...) com a galera, eu acostumei. A galera é sangue bom. E isso já é mais do que 70%."

"Posso te falar uma parada? Tu tem que tá onde o teu trabalho tá."

(...)

"A gente é de uma geração que foi muito influenciada pela MTV, cara. E tem muitas pessoas espalhadas pelo mundo que são assim também. Foi uma fase de mudanças drásticas na vida e que por um acaso do destino, simplesmente a MTV apareceu na vida da pessoa e a pessoa se deslumbrou e pronto. E quando você é moleque, você se deslumbra com muito mais facilidade e aquilo fica marcado pra sempre(...) É que nem McDonalds, eu não consigo parar de pedir McDonalds porque eu fui educado pelo McDonalds. Pelo McDonalds e pela MTV, cara. Eu sou de uma geração que foi educada por duas multinacionais."

"Geração Coca Cola, né?"

"A nova versão da Geração Coca Cola é essa, sacoé?" - stop.

(...)

"Eu adoro essas pausas dramáticas que eu dou tipo... STOP."

(...)

" Abolação com o colírio. Aliás..."

A gente saindo de casa, geral botando um colírio e eu surtei EU NAO VOU BOTAR ESSA PORRA NAO, VAI FICAR COM VERGONHA, PÔ? Até que a ficha caiu depois de anos e anos e anos de confusão mental com relação ao azulzinho.

"Mas não é vergonha, é classe, né? É o que falta pro Vesgo na TV... mas olha... acho que hoje é um dia bom pr'eu virar pra minha mãe e dizer MAE, EU FUMO MACONHA. MAE, EU SEI QUE FOI DIFÍCIL MAE, EU FUMO UM MAS PODE FICAR TRANQUILA QUE EU SEGURO MUITO BEM A..." - ...a situação, controle total sobre a parada, okay? - "...ALIÁS, EU QUERIA FALAR PRA MINHA EX SOGRA TAMBÉM PORQUE NA ÉPOCA NA CASA DELA NAO SE CONVERSAVA MUITO SOBRE ISSO DIREITO, DEVIA SER UM LANCE MEIO TABU, QUER DIZER, NAO SEI SE ERA TABU MAS VAI SABER... mas bizarro, tô contando várias paradas, né? Altas revelações."

"O maluco tá se abrindo pra mim como se eu fosse a BARBARA WALTERS. Ou a Oprah."

"Tu é a minha Oprah, cara. Oprah Boy. Oproh."

Mega crises de riso à três.

(...)

Ontem tinha ido pela primeira vez na Outs, teve show do Zeferina Bomba e do Vanguart.

E como eu num lembro bem das coisas, eu me guio pelo registro.

"Falaí ricotta, o que tu sentiu ontem quando você tava ali conversando com a mulé de Cuiabá lá na Outs no show do Vanguart?"

"Cara, eu senti que tinha encontrado uma pessoa legal pra trocar uma idéia. Sentei do lado dela e parecia que a gente se conhecia a vida toda. A questão é... volta, idéééia! argh... argh... saca que tá doendo porque eu não consigo voltar pra parada? me ajuda, me ajuda..."

"Volta o gravador" - a namorada do Oproh deu uma sugestão.

"Não, não pode burlar a parada." - falou tudo ele.

"Eu nunca faço isso. Olha, eu confesso que às vezes eu já burlei, mas hoje em dia eu não faço mais isso. Eu tenho classe."

Mas voltando à garota de Cuiabá.

"...ela é o tipo de pessoa que as idéias tem que rolar por aí... se tivesse uma câmera ontem no camarim do Vanguart, ela ia estar registrando..."

"...o exato momento..."

"...o cara do Vanguart entrando e, tipo assim... é, a mãe do cara do Vanguart também vai saber que ele fuma porque eu tô contando aqui... enfim, desculpa. mas tipo, o maluco manda bem, o maluco tem feeling, o cara virou e PÔ TCHO DAR UM PEGA AÊ QUE EU TÔ SAINDO LÁ PRA TOCAR daí o cara desceu e foi tocar e fez um showzaço, saca?"

"Então aproveita e dá um pegaê, mano." - a gente capotado no chão, mtv ligada de madrugada.

"...foi um momento bonito que pode significar pra história do rock brasileiro, independente de ser algo ruim ou bom, mas é a história do rock brasileiro, saca?"

(...)

"Drugs Are Good, they let you do things that you know you not should. And when you do 'em people think that you're cool." (NOFX)

"As drogas tem uma única função. Facilitar a tua vida."

"E isso desde a Aspirina. Deve ter alguém que tá lendo esse texto aqui que precisa tomar uma aspirina por dia porque deve ter muita dor de cabeça, num sei o quê, e isso facilita a vida da pessoa e a pessoa vicia na aspirina. É uma droga."

"Mas a cocaína era legal, depois que ficou ilegal. E o vício é um efeito colateral da droga, mais ou menos. O cara vai e... tem o... adicto que se fala, né? Que é aquele cara que não pode experimentar uma parada que ele vai até o final, entendeu?"

"Mas esses aí, eles iriam até o final com qualquer coisa que fosse, ele sempre iam sempre ser assim. Se não fosse pra droga, eles iam ter tesão em pular nu de prédios de três andares e sobreviver sempre. E o cara ia ficar pulando por aí."

(...)

"Sentou no chão pra beijar, mais tarde é briga..." (sabedoria taxista)

Já dentro do táxi em direção à Funhouse, a gente avistou.

"...e na areia é pior ainda."

(II) - pause.

Desculpa interromper essa ricotta mas o que está no gravadorzinho a partir
daí de onde eu parei hoje não importa mais.

Talvez amanhã importe quando eu o escutar.

Mas o que eu quero escrever realmente agora é isso.

Acabou a minha fase Pink Floyd, beleza?

Tô curtindo ir mais direto ao assunto, saca?

* Felipe Ricotta é escritor, porra. E músico também. E dos bons. E resolveu parar essa ricotta do nada porque agora vai criar em cima do rascunho que vocês não vão ler porque quando lerem já vai ter virado a ricotta pronta.

Ou então...

CAROS AMIGOS, EU APRESENTO A VOCÊS...

...A PRIMEIRA RICOTTA JOHN DAVIS DA HISTÓRIA.

Bem, vocês devem estar se perguntando QUE PORRA É ESSA QUE ESSE MALUCO TÁ FALANDO? QUEM É JOHN DAVIS? e eu digo pra vocês CARALEO, JOHN DAVIS É UM CARA MUITO FODA E NINGUÉM PERCEBE mas na verdade, o que eu ia dizer mesmo é O JOHN DAVIS É O VOCALISTA DO SUPERDRAG QUE AGORA TEM UMA CARREIRA SOLO CHAMADA JOHN DAVIS. E ELE PÔS NO SITE (www.johndavismusic.com) UMA VERSAO DO DISCO DELE SÓ COM AS DEMOS. E EU ACHEI LEGAL ISSO. E RESOLVI PIRAR EM CIMA DISSO. ENTAO TUDO QUE VOCÊ LEU ATÉ A HORA EM QUE EU ME DESPEDI ALI EM CIMA COM O * Felipe Ricotta é FOI A RICOTTA #128 DEMO. E AGORA TUDO QUE VOCÊ LER DEPOIS QUE OS LETREIROS RICÓTICOS TRADICIONAIS (o título em negrito, os links, a comunidade no orkut, que aliás, você ainda não entrou? entra lá e concorra a milhões de prêmios!) APARECEREM ALI EMBAIXO DAQUI JÁ É RICOTTA #128 MIXADA.

E PRONTA PRA SAIR POR AÍ.

SINCERIDADE SUPREMA.

COM AMOR.

RICOTTA.


Ricotta John Davis

"...meio muito Mundo do Se, né? SE EU PUDESSE, SE EU... é um troço meio bobalhão. Por exemplo, o Lenny é um cara mais manero, né? Tu vê que o cara... ah, não sei. Ou não. Vai saber."

Dentro do táxi, eu e o motorista amigo ouvíamos o rádio indo fundo na compreensão da obra musical do Lenny Kravitz e do CPM22 e acho que ele não entendeu muito quando puxei meu gravadorzinho ninja de jornalista profissional do bolso do meu terninho não-mod e comecei a registrar as idéias.

"Hã? O longe pra mais perto do quê? Hã? Caraaaleo, cara. Puta q'o pariu, esses caras não sabem naaada sobre amor, né? Na boa. Falta muito pr'esses moleques." - disse eu, todo crente da minha djavanidade.

Ah, e semana passada teve um CPM22 ESPECIAL NO JORNAL.

Alguém viu?

Alguém quer dar uma opinião sobre o Jornal Da MTV?

Eu adoraria saber.

Eu sempre adoro saber as opiniões dos outros.

Elas, vocês, saca? Iluminam minhas idéias, se tu quer saber.

(...)

Saltei na Paulista e desci a Pamplona em direção ao pré no flat de Oproh, O Carioca.

Originalmente a gente ia pro show do Cacos, mas a gente acabou perdendo a hora e eu confesso que no auge da empolgação acabei entregando segredos literários ricóticos pro Oproh e a sua namorada.

O PRÉ NA CASA DO OPROH.

"Eu pego a realidade e depois eu tenho o poder de fazer o que eu quiser com ela."

"Tu é muito doido, véio."

Ele de início não entendeu nada.

E imagino que vocês também ainda não.

"Cara, quando eu escrevo eu quero que as pessoas realmente confiem em mim.

Então não tem como não ser sincero pra caraleo, tá entendendo?"

O Adento.

Eu posso até não ser sincero comigo mesmo sem querer, mas não dá pra não ser sincero com as pessoas que lêem.

E sei lá, acho que isso deve ser a minha ética.

"Repara que eu divido a realidade olha, eu tô contando um segredo literário pra tu e que na verdade vai pro texto também porque eu tô falando pro gravadorzinho e eu não vou resistir. Mas a parada é o seguinte... eu esqueci.

Eu tô revelando pra quem tiver lendo esse texto que eu separo a realidade, repara que é visível, e depois eu boto um plus naquilo, uma visão de mundo em cima daquilo..."

"Um segundo pensamento..."

"As aspas sempre são reais, sacoé? Tudo que eu falo(escrevo) depois é a sacação que eu tive depois de ouvir o que eu falei. E eu não devia tá falando essas coisas. Foda-se. Agora eu já falei."

(...)

(amanhã porque hoje é ontem se é que você me entende, eu e minha mãe no msn enquanto escrevo a ricotta #128. saca o amanhã?)

Mãe, to escrevendo um texto foda.

MUITO MAIS QUE UM SPAM. UM ESTILO DE VIDA. FUME RICOTTA. diz:

aliás, até desisti de sair de casa.

MUITO MAIS QUE UM SPAM. UM ESTILO DE VIDA. FUME RICOTTA. diz:

a garota tá dormindo aqui no sofá, ela num deve estar querendo sair.

Sonia diz:

vc está escrevendo sobre o quê?

MUITO MAIS QUE UM SPAM. UM ESTILO DE VIDA. FUME RICOTTA. diz:

pra mtv, ora.

eu tô canalizando minha criatividade pra ela, mãe.

Sonia diz:

me diz uma coisa, que horas é o jornal da MtV?

ontem assisti algumas coisas e achei muito bobo, um homem vestido de diabo....dizendo q vai fumar maconha etc etc..... achei tudo muito pobre vc n está escrevendo isso, né? Tem algumas coisas no programa q acho bobas demais,espero q vc escreva textos inteligentes e criativos, mas principalmente com mensagens boas.

Sonia acabou de pedir a sua atenção!

MUITO MAIS QUE UM SPAM. UM ESTILO DE VIDA. FUME RICOTTA. diz:

boa mãe.

MUITO MAIS QUE UM SPAM. UM ESTILO DE VIDA. FUME RICOTTA. diz:

mas olha... o jornal passa onze e meia.

Sonia diz:

vou ver,depois faço minha critica hahhaahaaaa

Esse recado é em especial a algumas pessoas.

"Quando a mãe não gosta, é porque é a parada."

(...)

"(...) cara, é óbvio que eu tô me apaixonando pela cidade. Tu não tá apaixonado por São Paulo, cara?"

"Pô, nem. Sinto a maior falta do Rio. Eu queria ter a vida que eu tô tendo aqui no Rio, tá ligado? Sabe a impressão de que tu tá em casa? Não rola aqui." - porra, mas isso não é pra ser óbvio quando você muda de cidade? -

(...) com a galera, eu acostumei. A galera é sangue bom. E isso já é mais do que 70%."

"Posso te falar uma parada? Tu tem que tá onde o teu trabalho tá."

(...)

"A gente é de uma geração que foi muito influenciada pela MTV, cara. E tem muitas pessoas espalhadas pelo mundo que são assim também. Foi uma fase de mudanças drásticas na vida e que por um acaso do destino, simplesmente a MTV apareceu na vida da pessoa e a pessoa se deslumbrou e pronto. E quando você é moleque, você se deslumbra com muito mais facilidade e aquilo fica marcado pra sempre(...) É que nem McDonalds, eu não consigo parar de pedir McDonalds porque eu fui educado pelo McDonalds. Pelo McDonalds e pela MTV, cara. Eu sou de uma geração que foi educada por duas multinacionais." - aliás, acho que o Mc não entrega mais essa hora da noite de sábado e tudo que eu queria eram uns sanduíches.

"Geração Coca Cola, né?"

"A nova versão da Geração Coca Cola é essa, sacoé?" - stop.

(...)

"Eu adoro essas pausas dramáticas que eu dou tipo... STOP."

(...)

"A bolação com o colírio. Aliás..."

A gente saindo de casa, geral botando um colírio e eu surtei EU NAO VOU BOTAR ESSA PORRA NAO, VAI FICAR COM VERGONHA, PÔ? Até que a ficha caiu depois de anos e anos e anos de confusão mental com relação ao azulzinho.

"Mas não é vergonha, é classe, né? Mas olha... acho que hoje é um dia bom pr'eu virar pra minha mãe e dizer ____, ________________. ___, EU SEI QUE FOI DIFÍCIL ___, EU ____ ___ MAS PODE FICAR TRANQUILA QUE EU SEGURO MUITO BEM A...- ...a situação, controle total, okay? - "...ALIÁS, EU QUERIA FALAR PRA MINHA EX SOGRA TAMBÉM PORQUE NA ÉPOCA NA CASA DELA NAO SE CONVERSAVA MUITO SOBRE ISSO DIREITO, DEVIA SER UM LANCE MEIO TABU, QUER DIZER, NAO SEI SE ERA TABU MAS VAI SABER... mas bizarro, tô contando várias paradas, né? Altas revelações."

"O maluco tá se abrindo pra mim como se eu fosse a BARBARA WALTERS. Ou a Oprah."

"Tu é a minha Oprah, cara. Oprah Boy. Oproh."

Mega crises de riso à três.

(...)

Ontem tinha ido pela primeira vez na Outs, teve show do Zeferina Bomba e do Vanguart.

E como eu num lembro bem das coisas, eu me guio pelo registro.

"Falaí ricotta, o que tu sentiu ontem quando você tava ali conversando com a mulé de Cuiabá lá na Outs no show do Vanguart?"

"Cara, eu senti que tinha encontrado uma pessoa legal pra trocar uma idéia. Sentei do lado dela e parecia que a gente se conhecia a vida toda. A questão é... volta, idéééia! argh... argh... saca que tá doendo porque eu não consigo voltar pra parada? me ajuda, me ajuda..."

"Volta o gravador" - a namorada do Oproh deu uma sugestão.

"Não, não pode burlar a parada." - falou Oproh e falou tudo.

"Eu nunca faço isso. Olha, eu confesso que às vezes eu já burlei, mas hoje em dia eu não faço mais isso. Eu tenho classe."

(...)

(eu e minha mãe no msn. a parte final)

"Mãe, que bonito. Eu vi você igualzinha à vovó agora. Tipo, uma vovó muito manera de interior assim... ehehe Mas tu já tava offline e num leu mas eu falei."

(...)

Mas voltando à garota de Cuiabá.

"...ela é o tipo de pessoa que as idéias tem que rolar por aí... se tivesse uma câmera ontem no camarim do Vanguart, ela ia estar registrando..."

"...o exato momento..."

"...o cara do Vanguart entrando e, tipo assim... é, a mãe do cara do Vanguart também vai saber que ele fuma porque eu tô contando aqui... enfim, desculpa. mas tipo, o maluco manda bem, o maluco tem feeling, o cara virou e PÔ, TCHO DAR UM PEGA AÊ QUE EU TÔ SAINDO LÁ PRA TOCAR daí o cara desceu e foi tocar e fez um showzaço, saca?"

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

"Então aproveita e dá um pegaê, mano." - pô, na ricotta DEMO ali em cima eu tava crente que a parada tinha rolado já no fim da noite. mas nem foi. de lá a gente ainda foi pra Funhouse e tinha altos papos legais registrados no resto da fita. de repente, até utilizo pra ricotta #129, sei lá.

"...foi um momento bonito que pode significar pra história do rock brasileiro, independente de ser algo ruim ou bom, mas é a história do rock brasileiro, saca?"

(...)

"Drugs Are Good, they let you do things that you know you not should. And when you do 'em people think that you're cool." (NOFX)

"As drogas tem uma única função. Facilitar a tua vida."

"E isso desde a Aspirina. Deve ter alguém que tá lendo esse texto aqui que precisa tomar uma aspirina por dia porque deve ter muita dor de cabeça, num sei o quê, e isso facilita a vida da pessoa e a pessoa vicia na aspirina. É uma droga."

"Mas a cocaína era legal, depois que ficou ilegal. E o vício é um efeito colateral da droga, mais ou menos. O cara vai e... tem o... adicto que se fala, né? Que é aquele cara que não pode experimentar uma parada que ele vai até o final, entendeu?"

"Mas esses aí, eles iriam até o final com qualquer coisa que fosse, ele sempre iam sempre ser assim. Se não fosse pra droga, eles iam ter tesão em pular nu de prédios de três andares e sobreviver sempre. E o cara ia ficar pulando por aí."

(risos, risos)

(...)

"Sentou no chão pra beijar, mais tarde é briga..." (sabedoria taxista)

Já dentro do táxi em direção à Funhouse, a gente avistou... ah, deixa pra próxima, né?

* Felipe Ricotta está pusta criativo hoje. Mas vai saber... de repente amanhã eu acordo e acho uma merda. Já era. Foi pro blog. Tá registrado pro universo. Aliás, quando é que os escritores de hoje vão aprender a usar a porra da internet? Eu vejo tão poucos fazendo isso... a História se fudeu, cara.

E agora quem vai contar a história se em cada blog solto por aí tem mais um ponto de vista sobre tudo?

Outro dia eu falei que o jornalismo não importa mais e na verdade, ele só precisa se renov...

PORRA, DÁ PRA ACABAR LOGO ESSE MALDITO TEXTO? VOCÊ NAO DISSE QUE A FASE PINK FLOYD TINHA PASSADO? ESTA MERDA JÁ ESTÁ ENORME.

"Pô, garota. Mas eu ainda nem falei nada sobre amor..."

PELO VISTO, TU MUDOU PRA SP E SAIU DA TUA FASE PROGRESSIVA AGORA ENTROU NA FASE PSICODÉLICA. PORQUE EU NAO ENTENDI MUITO BEM ESSA ÚLTIMA RICOTTA NAO. TÁ MUITO DOIDO, RICOTTA.

"Então, acordou, né? E aê? Num tá a fim de sair?"

NEM, VAMO FICAR AQUI.

"Fico. Posso então tentar terminar de novo pra num ficar sem um fim mais arrumadinho?"

PODE, DEPOIS VEM DORMIR COMIGO.

* Felipe Ricotta é escritor, músico e agora terminou de verdade.

"...e na areia é pior ainda." - complementou o taxista.


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Sobre Felipe Ricotta

Felipe Ricotta, 24, é vocal e guitarra do Carol Azevedo.

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