Pierce the Veil - banda dá um grande passo com o público brasileiro
Resenha - Pierce the Veil (Espaço Unimed, São Paulo, 16/12/2025)
Por Diego Camara
Postado em 22 de dezembro de 2025
Não é de hoje que o gênero do post-hardcore, metalcore e similares está ganhando terreno no Brasil. Diversas bandas andam aparecendo em festivais grandes e conquistando espaço, enquanto outras estão galgando rapidamente públicos maiores e maiores a cada vez que elas vem ao Brasil. E este foi o caso do Pierce the Veil, outra banda da geração dos anos 2000 que fez um show para um público considerável na noite de terça-feira em São Paulo, o último do ano de 2025. Confira abaixo os principais detalhes do show, com as imagens de Fernando Yokota.
Para abertura, a banda escolhida foi o Health, um expoente do metal industrial dos anos 2000 que não é muito conhecido do público brasileiro, mas tem uma conexão bastante interessante com o Brasil: afinal é um artista premiado pela música "Tears", que fez parte da composição original de Max Payne 3, jogo que se passa na cidade de São Paulo.

A banda apresentou um show bastante curto, de 30 minutos, mas muito sólido. Com um espetáculo de meia luz, um uso muito forte dos teclados e elementos eletrônicos, ganhou o interesse do público, que gritou pela banda e bateu cabeça durante todo o show, aquecendo os fãs para a atração principal.

O Pierce the Veil foi subir ao palco às 21h em ponto, quando "El Rey", grande expoente da música regional mexicana, começou a tocar para loucura dos fãs. A raíz mexicana da família Fuentes é um dos pontos de influência da banda, conectando as origens latinas e moldando o estilo musical da banda.

O Espaço Unimed, apesar de longe de estar lotado, tinha um público bastante razoável para o local, até espantoso para um artista que tocou pela última vez no Brasil - fora de um festival - na Audio. O público se animou muito com "Death of an Executioner", gritando demais e cantando junto desde o início. O som, muito mais limpo do que no show anterior, ajudou a criar um clima favorável para a banda.

Os fãs foram o grande destaque do show, não deixando um minuto sequer de encher o som da pista e levantar a banda. "Bulls in the Bronx" foi um espetáculo por si, com os fãs apaixonados indo à loucura desde as primeiras notas. O final potente de "Pass the Nirvana" arrancou gritos do público, puxado especialmente pelas guitarras de Tony Perry.

O fervor do público agitou ainda mais a banda, e a performance incrível seguiu. O protagonismo dividido deixou o show excelente, e a terça-feira pareceu final de semana com o ânimo de todos os fãs na pista. O público cantou demais e perdeu a voz com "I'm Low on Gas and You Need a Jacket" e "I'd Rather Die Than Be Famous".

A casa ficou toda iluminada pelos celulares dos fãs na sequência da apresentação com "I Don't Care If You're Contagious" e "Wonderless". A banda senta no centro do palco, em uma apresentação que ganha um tom intimista, apesar de não ser acústica. O público canta muito e se emociona em um dos momentos mais especiais da noite.

A parte final do show ganhou caráter. O público pulou muito com "Hell Above", em sua pegada super rápida e muito forte nas guitarras. A performance mais lenta de "Emergency Contact" criou uma bela transição, e quando ela explode a casa veio abaixo, com todo mundo cantando junto. "Circles" seguiu, levando o público ao maior nível de animação da noite, com todo mundo curtindo os últimos momentos do espetáculo.

A banda voltou para três sucessos mais, fechando o show em alta e nas graças do público. Fuentes e companhia só não saíram carregados do Espaço Unimed pois não quiseram, pois fizeram chover em uma noite especial para a música extrema. Um grande trabalho da Live Nation, que fez tudo ser realizado com excelência.

Setlist
Intro: El rey (música de José Alfredo Jiménez)
Death of an Executioner
Bulls in the Bronx
Pass the Nirvana
I'm Low on Gas and You Need a Jacket
I'd Rather Die Than Be Famous
Yeah Boy and Doll Face
She Makes Dirty Words Sound Pretty
I Don't Care If You're Contagious
Wonderless
May These Noises Startle You in Your Sleep Tonight
Hell Above
Emergency Contact
Circles
Bis:
Disasterology
Hold On Till May
King for a Day
Outro: Amor prohibido (música de Selena)
Pierce the Veil












Health


















Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Ex-AC/DC diz que Pink Floyd não teria chegado a lugar nenhum sem famoso integrante
Geezer Butler permaneceu junto de Ronnie James Dio nos últimos dias de vida do vocalista
Opeth estreia em Curitiba com death metal, "stand-up" e piada sobre o Sepultura
Angra celebra trajetória do Sepultura e seu legado no metal
O álbum clássico do Metallica que não trazia as melhores músicas da banda e sim as únicas
Após cancelamento de turnê do Deep Purple, Ian Gillan passa por procedimento
Nicko McBrain admite que empresário do Iron Maiden tentou censurar sua biografia
O "álbum menor" do Deep Purple que conquistou Vivian Campbell por sua mistura inusitada
3 músicas dos anos 50 que já tinham elementos do heavy metal muito antes do Black Sabbath
Ricardo Confessori revê seu papel no Angra: "Muito cacique para pouco índio"
Geezer Butler não dava muita atenção à carreira solo de Ozzy Osbourne
As 5 melhores músicas do Sepultura na era Derrick Green segundo o Metal Injection
O que Bob Mould respondeu quando Dave Grohl confessou que copiava suas músicas
A versão de "Bohemian Rhapsody" que John Deacon preparou e o Queen detestou
O hábito que custou o lugar de Clive Burr no Iron Maiden, segundo Regis Tadeu


A banda jovem que superou expectativas de Slash: "Não sabia onde iam parar"
Maximus Festival: Marilyn Manson, a idade é implacável!
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista


