O álbum do Pink Floyd que Roger Waters não tocaria nem por 1 milhão: "Tá de sacanagem, né?"
Por André Garcia
Postado em 06 de janeiro de 2025
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Ao longo dos anos 70 parecia que o Pink Floyd era a banda mais infalível do rock inglês. Enquanto mesmo gigantes como Led Zeppelin, Black Sabbath, Paul McCartney e Rolling Stones eventualmente pisavam na bola, com o Floyd era uma obra-prima atrás da outra — e a cada dois anos:
"Meddle" (1971), "The Dark Side of the Moon" (1973), "Wish You Were Here" (1975), "Animals" (1977) e "The Wall" (1979). Provavelmente a sequência de álbuns mais arrasadora já lançada por qualquer banda de rock.
Antes disso, entretanto, houve um período de transição esquisito onde o Pink Floyd tentava se reencontrar após perder seu líder Syd Barrett. Era como se a banda estivesse passando pela adolescência: com a cara cheia de espinhas, andando desengonçado, com a voz engrossando e com aquele bigodinho ralo de quem ainda não criou coragem para usar um Prestobarba.
Nessa fase esquisita foram produzidos o individualista e pouco inspirado "Ummagumma" (1969) e o pretensioso e orquestrado (mas também pouco inspirado) "Atom Heart Mother" (1970). Ambos contando com capas incríveis, mas faixas… nem tanto.

Roger Waters — cuja carreira solo é, basicamente, tocar Pink Floyd — com o passar do tempo pegou um ranço do "Atom Heart Mother" e não quer saber de tocar esse disco nem por um milhão de libras. E isso é literalmente, conforme publicado pela American Songwriter (o que é irônico, já que Waters não é um compositor americano):
"Se alguém chegasse para mim agora e dissesse: 'Certo, toma um milhão de libras, agora vai lá tocar o 'Atom Heart Mother', eu [recusaria e] diria 'Você tá de sacanagem com a minha cara, né?'"
Segundo o Genius.com, "Fat Old Sun", um dos destaques do disco, traz David Gilmour tocando todos os instrumentos (exceto teclado) e é uma homenagem à beleza e melancolia do interior de Cambridge, assim como "Grantchester Meadows" e "High Hopes".
A música foi tocada pelo Pink Floyd regularmente entre 1970 e 71, mas depois disso desapareceu do setlist deles para sempre. Em carreira solo, em 2006 David Gilmour a levou de volta aos palcos. Ela foi uma das faixas cogitadas para a coletânea "Echoes: The Best of Pink Floyd" (2001), mas acabou ficando de fora — e olha que era um cd duplo!
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