Tiamat - aquele gótico com uma pegada sueca
Resenha - Tiamat (Carioca Club, São Paulo, 15/12/2025)
Por Diego Camara
Postado em 22 de dezembro de 2025
Depois de 16 anos distante do Brasil, a banda sueca Tiamat voltou aos palcos brasileiros para uma apresentação no Carioca Club. Uma segunda-feira, data estranha para shows e espetáculos internacionais, assustou um pouco o público, que levou números pequenos à casa. A banda mostrou muita potência e qualidade, com seu metal gótico, de tons e temas sombrios, que se misturam de maneira pouco usual ao estilo sueco de fazer música. Confiram abaixo os principais detalhes do show, com as imagens de Fernando Yokota.
A banda subiu ao palco com 15 minutos de atraso, para um Carioca Club bastante esvaziado. Não era de se esperar um grande público no show, realizado logo numa segunda-feira, mas este sem dúvidas entra para a lista de shows realizados neste ano com público abaixo do esperado para a casa. Os fãs presentes foram a loucura logo no início do show, e a qualidade excelente do som sobrou para uma pista preenchida na sua metade.

"In a Dream" foi muito bem recepcionada pelo público. Música potente e bastante forte, um dos clássicos da banda lançada no álbum "Clouds", de 1992. Com destaque para o excelente solo de guitarra de Simon Johansson, que coroa a música no seu final, cheio de rapidez e potência, em um contraste bastante claro entre os momentos da música. "Clouds", que veio em seguida, carrega essa mesma pegada, e foi muito aplaudida pelo público.

"The Sleeping Beauty" veio com uma sequência instrumental muito consistente, usando especialmente os teclados e o baixo para uma construção mágica, que deixou o público ouvindo com muita atenção. A apresentação foi crescendo de modo sombrio, e "Divided" trouxe uma letra macabra com a performance impressionante nos vocais de Johan Edlund e sua performance excêntrica no palco.

Outra que pegou muito o público foi "Cain", que chamou o público para cantar junto com Edlund, puxando muito o refrão e batendo cabeça. O show foi ganhando um caráter mais dançante ao estilo balada, e "Love in Chains" fez os fãs mais ávidos dançarem na pista ao som da pegada repetitiva e das batidas.

"Brighter than the Sun" foi uma das grandes da noite, levantando muito o público que aplaudiu demais a banda. Quando a intro de "Wildhoney" começou a tocar, os fãs já gritaram demais e foram agraciados com a performance de "Whatever That Hurts", uma favorita que fez todo mundo cantar junto e puxar com muita vontade os gritos.

O show só ganhou caráter na sua parte final, com destaque para a performance lenta e melancólica de "The Ar", com um instrumental bastante emocional e encantador, deixando o público quase que totalmente em silêncio, só ouvindo o som que vinha do palco.

Se aproximando do fim, "Wings of Heaven" entregou tudo, com uma performance de grande força. Os vocais sombrios de Edlund se misturando demais ao som do instrumental, criando uma simbiose que encantou o público. "Vote for Love" veio como excelente escolha pro momento, fazendo o público cantar muito e levantando o ânimo para o final do show, com "Gaia", uma das mais esperadas da noite.
Setlist
Church of Tiamat
In a Dream
Clouds
The Sleeping Beauty
Divided
Will They Come?
Cain
Love in Chains
Phantasma De Luxe
Brighter Than the Sun
Intro: Wildhoney
Whatever That Hurts
The Ar
Do You Dream of Me?
Visionaire
Cold Seed
Wings of Heaven
Vote for Love
Intro: 25th Floor
Gaia





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