Sexo ok, drogas tô fora, rock'n'roll é tudo; 5 músicos de hair metal que fogem do estereótipo
Por Bruce William
Postado em 20 de dezembro de 2025
Quando o assunto é hair metal, a memória coletiva costuma ir direto para o pacote completo: festa, bebida, pó, hotel destruído e a banda subindo no palco como se fosse a última noite do planeta. Só que a própria cena tinha mais nuances do que o mito deixa parecer, e a Loudwire decidiu lembrar disso ao listar cinco músicos que passaram longe do álcool e das drogas (ou, no mínimo, não fizeram disso um "modo de vida").
O caso mais curioso, pelo choque visual, é o de Dee Snider. O cara era a cara do exagero no Twisted Sister, mas sempre bateu na tecla de que, fora do palco, a história era outra. Em 2020, ele resumiu do jeito mais seco possível: "Eu nunca bebi, nunca usei drogas." Para alguém que dependia de fôlego e voz noite após noite, a escolha era menos algo em tom de "discurso" e mais de própria sobrevivência profissional.
Melhores e Maiores - Mais Listas

A lista também coloca Vito Bratta como o oposto do estereótipo do guitarrista "de festa". No White Lion, ele já tinha fama de ser focado e discreto, e o relato é que ele evitava álcool e drogas, preferindo usar o tempo livre para praticar e compor. Não por pose, mas por perfil mesmo - tanto que, quando a banda acabou, ele se afastou quase totalmente da vida pública.
Com Paul Gilbert, a explicação passa mais por rotina do que por "tentação vencida". Entre Racer X e Mr. Big, ele sempre foi descrito como um sujeito de cabeça voltada para estudo, técnica e composição, vindo de ambiente de escola de música e convivência com outros músicos. Ele mesmo descreveu essa bolha com uma frase bem direta: "Eu nunca vi realmente drogas, álcool ou loucura destrutiva. Eu fui para a escola de música, pratiquei muito... e fiz amizade com outros músicos."
A Loudwire também lembra Vivian Campbell, que já era adolescente quando entrou no Dio e, depois, passou por Whitesnake antes de se firmar no Def Leppard. A imagem é de alguém que evitava o "pacote pesado" e preferia ficar lúcido, e há um relato dele sobre ter sido empurrado a beber em turnê, num contexto de bar de hotel e pressão de colegas, e ter guardado aquilo como lição para não repetir.

Já com Kip Winger, a história aparece ainda mais ligada ao corpo e ao trabalho. Ele diz que álcool fazia mal fisicamente e, pior, atrapalhava a voz, algo que não era uma coisa com a qual desse para brincar. Num papo de 2025, ele explicou assim: "Primeiro de tudo, o álcool me deixava fisicamente doente... Eu nunca fui alcoólatra. Eu só bebia quando eu não tocava, porque isso ferrava minha voz de um jeito absurdo." A partir daí, faz sentido ele ter mantido uma carreira longa e controlada, com atenção a estúdio, arranjos e performance.

No fim, o recado da lista da Loudwire é simples: dá para tocar, viajar, gravar e sobreviver a décadas de estrada sem precisar viver a caricatura do "sexo, drogas e rock'n'roll" em tempo integral. E, no hair metal, isso fica ainda mais curioso justamente porque a estética sempre sugeriu o contrário.
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