A lendária banda de rock que Robert Plant considera muito "chata, óbvia e triste"
Por Gustavo Maiato
Postado em 16 de dezembro de 2025
O rock dos anos 1970 construiu boa parte de sua mitologia em torno de excessos, personagens maiores que a vida e uma sensação permanente de risco artístico. Poucas bandas simbolizam isso melhor do que o Led Zeppelin, frequentemente associado a histórias de caos, criatividade e uma recusa quase orgulhosa de envelhecer de forma previsível. Para Robert Plant, esse espírito sempre foi essencial.
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Em matéria da Far Out assinada por Sam Kemp, o jornalista contextualiza esse posicionamento lembrando que, "diga-se o que quiser sobre o Led Zeppelin, mas eles nunca foram entediantes". Segundo ele, a banda encarnou como poucas o glamour e o exagero da cena setentista, tanto no som quanto no comportamento, criando um legado que dificilmente poderia ser mantido sem perdas após o fim daquele ciclo.
O texto relembra que o encerramento do Led Zeppelin veio em 1980, após a morte do baterista John Bonham, quando os integrantes decidiram que seguir adiante sem ele comprometeria a essência do grupo. Em comunicado oficial, a banda afirmou que a perda do amigo e a harmonia interna foram determinantes para a decisão de não continuar.
Robert Plant e The Who
Anos depois, já distante emocionalmente da ideia de reviver o Zeppelin em turnês nostálgicas, Plant usou outra banda histórica como exemplo do que não queria para si. Em entrevista à Rolling Stone, citada por Kemp, o vocalista foi direto ao comentar sobre o The Who: "Vi o The Who rodando pelos estádios da América e achei tudo tão chato, óbvio e triste". Para Plant, a continuidade do grupo sem o baterista Keith Moon sempre foi algo difícil de entender.
Ele foi além ao criticar o formato dessas apresentações tardias: "O fato de eles fazerem isso repetidas vezes, aumentando com cada vez mais músicos… eu não quero fazer parte desse aspecto do entretenimento. Eu já toquei em Las Vegas". A fala deixa claro o receio de transformar uma trajetória artística em algo automático, guiado mais pela demanda do mercado do que pela necessidade criativa.
O jornalista observa que, curiosamente, o próprio Pete Townshend, guitarrista do The Who, expressou recentemente um cansaço semelhante. "A banda continuou por tempo demais, com dois de nós morrendo", disse Townshend, afirmando que às vezes a experiência parece "como chicotear um cavalo morto". Ainda assim, Kemp sugere que as declarações de Plant soam menos como desgaste e mais como uma crítica frontal ao modelo de nostalgia em larga escala.
Para completar o quadro, a matéria lembra que Townshend nunca escondeu sua antipatia musical pelo Led Zeppelin. "Eu não gosto de uma única coisa que eles fizeram", disparou o guitarrista em outra ocasião, mesmo reconhecendo que os integrantes eram "caras muito legais". Um contraste que ajuda a explicar por que, mesmo décadas depois, as opiniões de Plant ainda ressoam como um posicionamento artístico - e não apenas como provocação.
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