
Eddie Trunk come, dorme e respira hard rock e heavy metal. Ele sabe coisas sobre grupos que nem mesmo os membros sabem, ou no máximo, esqueceram. Felizmente, Eddie usa seus super poderes para o bem, não para o mal, como anfitrião do ‘That Metal Show’ no canal VH1, ‘Eddie Trunk Live’ na rádio por satélite Sirius XM, e o programa de rádio via terrestre ‘Eddie Trunk Rocks’ na Q104. 3 FM de Nova Iorque.
O livro dele, ‘Eddie Trunk’s Essential Hard Rock and Heavy Metal’, é de fato, pode confiar, um volume essencial que você precisa acrescentar à sua biblioteca musical. Eis uma perspectiva sobre a música que mudou a vida de Eddie.
1. Raspberries, “Go All The Way” — “Go All The Way” foi a primeira vez que eu ouvi uma guitarra elétrica com distorção e ‘power chords’. Eu era um garoto no banco de trás do carro de meus pais, e isso tocou numa rádio AM, e meu cabelo arrepiou. O Raspberries foi a primeira banda de rock que eu ouvi, e ali eu fui convertido instantaneamente.
2. KISS, “Destroyer” — O primeiro disco de heavy rock que eu ouvi e a primeira banda que de fato começou tudo pra mim no pape de fã alucinado. Esse foi o meu primeiro disco do Kiss. Eu me lembro de colocar a agulha, ouvir ‘Detroit Rock City’ e olhar pra capa do disco. Eu tinha 12 anos e o KISS mudou minha vida e me colocou num caminho de obsessão pelo rock onde eu estou até hoje!
3. UFO, “Strangers in The Night” — Um dos melhores discos ao vivo de todos os tempos e um de meus discos favoritos de todos os tempos. Hard Rock melódico tragicamente subestimado de uma de minhas bandas favoritas de todos os tempos. Isso os mostra em seu auge.
4. Aerosmith, “Toys in the Attic” — Na verdade eu gosto mais de ‘Rocks’, mas ‘Toys’ foi meu primeiro, e depois do Kiss, o Aerosmith se tornou minha próxima grande obsessão.
5. Billy Squier, “Don’t Say No” — O primeiro disco que eu toquei do começo ao fim numa rádio universitária, ainda no ensino médio. Billy é um tremendo talento, e esse é um de seus melhores discos.
6. Metallica, “Kill ’Em All” — O primeiro disco de thrash que eu ouvi. Foi no meu primeiro ano de metal na rádio e Johnny Z foi até meu estúdio e pediu que eu tocasse isso quando ninguém mais o tocaria. Eu toquei, eu não tinha idéia do que estava ouvindo, mas eu sabia que aquilo ia mudar as coisas.
7. Judas Priest, “British Steel” — Metal Britânico Clássico em sua melhor forma, de um dos deuses do gênero.
8. Ace Frehley, “Frehley’s Comet” — O melhor artista que eu já tive alguma colaboração com sua contratação por uma gravadora e pude trabalhar num estúdio. Nove anos depois de meu primeiro show da vida [Kiss no Madison Square Garden], eu tinha ajudado o guitarra solo da banda a conseguir um contrato com uma gravadora e estava no estúdio com ele.
9. Black Sabbath, “Heaven & Hell” — O Sabbath com Dio foi a minha apresentação à banda, e eu fui e descobri o resto das coisas, mas esse disco é fabuloso e Dio era um deus.
10. Van Halen, “Van Halen” — Eu me lembro de comprar esse álbum de um clube do disco. Eu sabia que eu estava ouvindo a algo que iria mudar tudo instantaneamente.
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Nacho Belgrande, 33 anos, residente em Marilia - SP, é professor de inglês e francês, apesar de formado em Técnico de Engenharia de Estúdio pelo Recording Workshop de Los Angeles, nos EUA. Suas lembranças musicais mais remotas datam de 1983, com a fervilhante passagem do Kiss pelo Brasil e da alta popularidade do Queen no país. Fã(nático) por Mötley Crüe (de quem tem mais de 100 CDs), segue de perto também o trabalho de Slayer, Krisiun, Guns N´ Roses, Van Halen e Ozzy Osbourne, entre outros.
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