Maurício Gomes Angelo: os álbuns que marcaram o redator do Whiplash.Net

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Por Maurício Gomes Angelo
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Lista é aquela coisa: você escolhe 10, passa pra 20 tentando ser o mais justo e abrangente possível e quando acaba ainda tem plena certeza que pelos menos uns tantos outros mereciam estar presentes. Contudo, creio que esta aí embaixo responde devidamente o desafio de ilustrar com palavras aqueles álbuns que, de uma maneira ou outra, em maior ou menor grau, por motivos diversos, me levaram a descobrir novas musicalidades, mundos, idéias e estilos (em toda concepção do termo).

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Red Hot Chili Peppers – Californication

Quando eu era um simples infante a descobrir as possibilidades da música, o Red Hot foi a primeira banda que me chamou a atenção. “Californication” é onde eles encontraram o equilíbrio entre o groove funkeiro, heavy e tresloucado dos primórdios e as melodias fáceis que lhes garantiram hits mundo afora. Um dos álbuns que mais ouvi. E um grupo que, mesmo passados muitos anos desde que os descobri, sobreviveu ao teste do tempo. Isto porque a sensibilidade, o bom humor e a musicalidade ampla e admirável destes caras – quem conhece sua discografia sabe bem - não são pouca coisa.


Rage Against The Machine – Rage Against The Machine

Facilmente, um dos nomes mais relevantes da década de 90. E, se o “Evil Empire” não fosse tão medíocre, brigaria pra ser a melhor. Relevante não só pela pirotecnia de Tom Morello e a mistura azeitada de rock, punk e hip-hop, mas pela coerência e o tom declaradamente político de suas letras e atitudes. Corajosos, ácidos. Muito mais interessantes e significativos que dezenas e dezenas de bandas genéricas e sem personalidade. E não só por existir, mas por fazer realmente a diferença, que o RATM merece todas as honras que lhe são devidas.


Pink Floyd – Atom Heart Mother

Aprendi a ouvir Pink Floyd digerindo o “Pulse”, ao vivo de 1995. Um começo pelo fim, literalmente. Mas, foi ao passar um dia inteiro ouvindo “Atom Heart Mother” que a química aconteceu. A primeira grande suíte da música progressiva nos 25 minutos de vanguarda e teatralidade da faixa título, seguida de três belas, tocantes e pastorais canções e encerrando-se com o “Psicodélico Café da Manhã de Alan”. Mais Pink Floyd, impossível. Um pequeno exemplar da genialidade desta banda que, em minha vida, teve um papel maior que todas as outras. E, tanto pela emoção quanto pela razão, considero estes lisérgicos ingleses os maiores.


Deep Purple – Made In Japan

“Highway Star”, “Child In Time”, “Smoke On The Water”, “The Mule”, “Strange Kind Of Woman”, “Lazy” e “Space Truckin”. Tudo isto em seqüência, tudo isto ao vivo, tudo isto cheio de improvisos e com um feeling genuíno e indescritível de um Purple no ápice. Orgasmo musical é isto aqui. O selo de “best live álbum”, por favor.


Black Sabbath – Sabbath Bloody Sabbath

O mais sofisticado e progressivo do Sabbath. Conquistou-me logo com o magistral riff introdutório da faixa título. E ainda viriam “A National Acrobat”, “Sabbra Cadabra” e “Spiral Architect”. Você não encontra aqui o que se exatamente espera daqueles que são os pais e a quintessência do heavy metal. Isto, outros trabalhos fazem melhor. Todavia, é justamente por registrar toda a competência e fertilidade (a palavra é esta mesmo) destes pés-rapados de Birmingham que “Sabbath Bloody Sabbath” conquista o posto.


Led Zeppelin – IV

A escolha mais clichê em se tratando de Led Zeppelin. Embora ame o punch do “II”, este aqui é o que contém os maiores clássicos da banda. E por isso fica como representante do legado imensurável destes magos britânicos.


AC/DC – Let There Be Rock

Hard rock visceral. Bruto, provocante, pegajoso e convidativo, como todos do AC/DC. Banda seminal, carreira brilhante, ídolos de todo bom rocker. Angus Young, este possesso “riff maker”. Bon Scott, ah! Bon Scott. Muito pouco o que se dizer, apenas ponha “Let There Be Rock” no som e deixe a música falar por si.


The Who – Who’s Next

Na verdade, o álbum que melhor diz o que é o Who seria o “Live At Leeds Deluxe – Extended Special Ultra Magic Touch Earthquaker Chapter – Edition”, aqueeeele, a terceira versão (!?!?!?!) do ao vivo de 1970 re-re-lançado em 2001. Uma performance infernal e um set list sublime, pra dizer o mínimo. Entretanto, tirando o oportunismo das gravadoras, ficamos com o quase conceitual “Who’s Next”, de 71, e toda sua polpa: “Baba O’ Riley”, “Love Ain’t For Keepin”, “Getting In Tune”, “Behind Blue Eyes” e “Won’t Get Fooled Again”. Uma pequena pérola do que Roger Daltrey, Pete Townshend, John Entwistle e Keith Moon, juntos, são capazes de fazer.


Genesis – Selling England By The Pound

Escolher apenas um álbum dentre os seis (de estúdio) que o Genesis lançou com Peter Gabriel nos vocais é incorrer fatalmente numa heresia. Os responsáveis pela completa definição de “progressivo sinfônico”. Técnica exacerbadíssima duma formação mágica. Aliás, quase todas as bandas desta lista tem como principal destaque a força, incalculável, que suas formações clássicas tinham. E isso o Genesis tinha de sobra. Foi difícil escolher, mas bastam os primeiros segundos de “Dancing With The Moonlit Knight” com Gabriel entoando a introdutória frase "Can you tell me where my country lies?" para todos os pêlos do corpo arrepiarem e você acompanhar, arrebatado, a maravilha que virá a seguir.


The Smiths – The Queen Is Dead

Nos 10 álbuns que tiveram maior influência em minha vida, nada mais justo que pelo menos um representando o pop. E daí surge “The Queen Is Dead”. Além de ser o mais maduro, o único álbum per-fei-to do Smiths. Uma coletânea de pequenas obras-primas. “Bigmouth Strikes Again”, "The Boy With The Thorn In His Side" e "There Is A Light That Never Goes Out" não me deixam mentir. Poucas vezes hits foram tão sublimes. Ótimo exemplo duma dessas bandas que conseguem externar a introversão com rara habilidade e tornar o efêmero duradouro.

10 álbuns que ficaram de fora da lista....

Thin Lizzy – Fighting
Tim Rice & Andrew Lloyd Weber – Jesus Christ Superstar
Renaissance – Prologue
King Crimson – Lizards
Frank Zappa – The Grand Wazoo
Jethro Tull – Heavy Horses
Bob Dylan – Bringing It All Back Home
Supertramp – Crime Of The Century
Accept – Balls To The Wall
White Stripes - Elephant

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Sobre Maurício Gomes Angelo

Jornalista. Escreve sobre cultura pop (e não pop), política, economia, literatura e artigos em várias áreas desde 2003. Fundador da Revista Movin' Up (www.revistamovinup.com) e da revrbr (www.revrbr.com), agência de comunicação digital. Começou a escrever para o Whiplash! em 2004 e passou também pela revista Roadie Crew.

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