Nando Mello: os álbuns que marcaram o baixista do Hangar

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Por Débora Reoly, Fonte: Hangar
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NANDO MELLO é baixista da banda gaúcha HANGAR. Também dá aulas e Workshop de baixo por todo o país. A seguir ele nos fala do seu "Top 10", os 10 álbuns que marcaram sua vida. Lembrando que os álbuns não estão em ordem de preferência.

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Escolher somente dez ítens é dificil. Mas segue ai os álbuns que mais marcaram ao longo dos anos em ordem alfabetica por banda. A escolha remete a minha adolescência, época onde realmente as músicas marcam a sua vida....


DEEP PURPLE – Made in Europe – 1976

Um disco essencial para quem gosta desta banda. Eu sempre preferi David Coverdale do que Ian Gillan, então... "Burn" foi a estréia de David Coverdale e Gleen Hughes, outro grande baixista que me influenciou muito. "Made in Europe" tem apenas cinco faixas, mas representavam muito bem os discos "Burn" e "Stormbringer". A crueza da guitarra de Blackmore já na introdução com "Burn" marcou muito. Glenn Hughes e seu Fender dividindo algumas partes vocais com Coverdale em "Lady Double Dealer" e Ian Paice derrubando tudo na introdução de "You Fool no One". Versões matadoras para "Stormbringer" e "Mistreated" completam o disco. Essencial como "Burn".


DREAM THEATER – Images and Words - 1992

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Descobri este disco em 1992 através de uma fita cassete comprada na antiga Megaforce em Porto Alegre. Representou para mim na época tudo que eu gostava dos anos 70 e 80 elevado na décima potência. Era a nova roupa para bandas como o YES. Letras inteligentes e músicos excepcionais. Tornou-se a número um. Tenho tudo. Mike Portnoy foi por muito tempo o ídolo máximo não só pelo que tocava mas pela determinação e liderança. Tive a oportunidade de abrir o show deles em 2008 com o HANGAR e em 2010 o Aquiles Priester fez uma audição para entrar na banda. Nunca pensei que chegaria tão perto dos caras. Músicas que marcaram: todas! E todos os discos. Mas "Image and Words" tem o charme de ser o primeiro.


IRON MAIDEN – Powerslave – 1984

Eu já conhecia o Iron Maiden cerca de 2 anos antes do "Powerslave", mas o som deste disco marcou uma época. Eram tímbres que não estava acostumado a ouvir. Lembro do clip de "Aces High" na televisão aberta por conta da vinda deles no Rock n Rio de 85. A capa então é de uma beleza ímpar. Para mim o melhor disco deles, sem dúvida! "Aces High", "Two Minutes", "Losfer Words", "Powerslave", "The Duellists", "Flash of the Blade" e a magnifica "Back in The Village" são clássicos do heavy metal de todos os tempos. Uma banda no auge da criação, sem pensar em rótulos nem nada.


LED ZEPPELIN – Houses of The Holy - 1973

Primeiro vinil que comprei. O ano era 1983 e o Led Zeppelin havia encerrado as suas atividades recém três anos atrás. A influência deles ainda era muito grande. Hoje é quase impossível saber o que eles significavam na época, mas era algo parecido ao Guns 'N Roses dos anos 90 ou ao U2 atual em termos de shows ao vivo. O disco é um mix de rock pesado, metal com progressivo, baladas e até mesmo um reggae. Músicas que marcaram "The Song Remains the Same", "Dancing Days" e "Dyer Maker"... "Dancing Days" foi uma das músicas que mais escutei na minha vida...


MR BIG – Bump Ahead – 1993

Eu tinha começado a formar uma banda chamada "Alma Beat" em Gravataí e já conhecia o Mr Big dos dois primeiros discos, mas "Bump Ahead" consolidou a banda em 94. Um disco repleto de canções e de peso. O som do baixo de Billy Sheehan, outra grande influência é soberbo. A introdução com "Colorado Bulldog" já fazia a casa cair. Outros destaques: "Promisse Her the Moon", "Wild World", "Mr Gone", "Nothing But Love". Na época minha banda queria ser o Mr Big de Gravataí, algumas vezes conseguimos mas na grande maioria não... hehe. Foi uma grande época. Foi quando comecei a exercitar a composição.


OZZY OSBOURNE – Blizzard of Ozz – 1981

Um disco inteiro tocando na rádio. Esse era o Blizzard of Ozz em 1983 na rádio Ipanema em Porto Alegre. "I Dont Know", "Crazy Train", "Goodbye to Romance", "Suicide Solution", "Mr Crowley", "No Bone Movies", "Revelation" e "No Bone Movies" tocavam na rádio sem parar. Randhy Rhoads com certeza rivalizava com Eddie Van Halen na época. Eu acho que quando saiu aqui ele já havia morrido, mas a obra perpetuou.


RUSH – Exit Stage Left - 1981

1981 Rádio Bandeirantes FM que depois virou Ipanema... Programa do comunicador Mauro Borba as 18h. "A Hora do Rush". Tocava de tudo, mas era muito comum na programação em qualquer hora do dia ouvir "Tom Sawyer", "Red Barchetta". A trilha do Jornal do Almoço da RBS TV era "Spirit of Radio". Acho que por isso tenho esta identificação com o Rush, sem falar no baixista. Genial Geddy Lee, o maior de todos. Escutei muito este disco com destaque para "Freewill", versão ao vivo excepcional.


VAN HALEN – 1984

Foi o primeiro grande show de rock pesado aqui em Porto Alegre no inicio dos anos 80. Acho que um ano antes do lançamento de 1984. Chegaram em suas limos e entupiram o Gigantinho. Lembro do clip de "Jump" e da sequencia de clássicos que tocavam na Ipanema FM, "Panamá" e "Hot for Teacher" e a sua imcomparável intro de bateria. Acho que o solo do Eddie em "Beat It" também ajudou a alavancar o CD por aqui. Clássico absoluto dos anos 80.


WHITESNAKE – Sllip of the Tongue - 1989

Um disco com David Coverdale, Steve Vai, Adrian Vandenbergh, Tommy Aldridge e Rudy Sarzo. No auge do reaparecimento do rock na virada dos anos 80/90. Muita qualidade na composição e uma série de clássicos. Marcou muito pelo nascimento do meu filho Lucas em 1990. Músicas em destaque: "Now You`re Gone", "Fool for Your Loving", "The Deeper the Love" e "Sailling Ships". Disco sensacional.


YES – Fragile – 1971

Por anos a fio o Yes foi a minha banda preferida e Chris Squire o meu baixista preferido também. Ainda tenho 15 Lps em vinil desta banda. Fragile foi lançado em 1971 tinha uma música de cada integrante e mais quatro em composições em conjunto. Representou uma época. Acho que tem a ver com o inverno gaúcho de 1984 quando nevou em Porto Alegre. Progressivo tem muito a ver com inverno, introspecção, solidão, as capas de Roger Dean. Músicas que marcaram: "Heart of the Sunrise" e "Roundabout".

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Sobre Débora Reoly

Débora Reoly era gaúcha de Ijuí, formada em Pedagogia e Turismo e dona da agência de viagens Rocktour, especializada em excursões a shows na América do Sul. Seu lema era "A vida não é um show de Rock. São vários!". Débora morreu em 2017, de uma doença auto-imune. Facebook: www.facebook.com/debora.reoly.

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