Haavard Holm: os álbuns que marcaram o lojista norueguês

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Por Emanuel Seagal
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Em mais uma matéria da série "Álbuns Que Marcaram", conversamos com Haavard Holm, proprietário da Aftermath Music, uma loja aberta há cerca de 15 anos na cidade norueguesa de Trondheim, e que agora atua também como distribuidora, gravadora e agência de shows. Ano passado Haavard expandiu ainda mais seu campo de atuação, criando um novo selo, a Angelic Recordings, fundada juntamente com Daniel Cavanagh, guitarrista do Anathema. Apesar de trabalhar com black e doom metal, ele mostra abaixo que seus gostos ultrapassam os limites do metal extremo, e apresenta algumas pérolas que marcaram sua vida, confira.
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Eu acho que a música veio muito naturalmente a mim quando eu era muito novo. Crescendo numa família onde sempre havia a velha coleção de discos do meu pai e Beatles, Johnny Cash ou Elvis Presley sendo tocados com grande frequência no aparelho era meio impossível não ser fisgado em algum momento, então após os "antigos anos" tentando alguns artistas e falhando enquanto criança, eu acho que quando tinha em torno de 12 anos que comecei a seguir uma certa direção, onde rock e metal era o que me interessava. É realmente difícil listar alguns discos que realmente significaram algo para mim, mas pensando bem acho que se trata de diferentes fases que passamos enquanto crescemos. É estranho, administrar uma gravadora me dá uma imagem totalmente diferente da música que gosto, e as pessoas sempre me associam com doom ou black metal o que está longe de ser a verdade, não sou fanático nem por doom nem black metal. Eu apenas sei o que gosto, e boa música no fim é boa música, seja ela pop, rock ou metal. Agora eu sou velho e rabugento, então achar novos "álbuns clássicos" é realmente difícil, mas ainda assim estes álbuns abaixo tem um lugar no meu coração.

Iron Maiden - "Somewhere in Time"


Eu poderia provavelmente citar cinco álbuns do Iron Maiden nesta lista, visto que eu realmente colecionava discos do Iron Maiden antigamente, e acho que sobraram cerca de 150 discos. Mas "Somewhere in Time" foi o primeiro que fez eu me interessar pela banda, e pelo metal em geral. Que álbum! Sem "Deja-Vu" ele seria perfeito!

Metallica - "And Justice For All"


Quem se importa se literalmente não há baixo neste álbum, ele é um brilhante trabalho do metal, e era assim que ele era e ainda é atualmente. Eu sempre pensei que os sentimentos frios e distantes deste álbum se encaixavam bem, e analisando os álbuns anteriores e posteriores, ele se destaca sozinho na discografia. A minha favorita aqui é "Frayed Ends of Sanity", nunca me canso dela.

Judas Priest - "Ram it Down"


O primeiro vinil que eu mesmo fui na loja comprar. Era algo grandioso na época, e ainda me lembro dos meus problemas em escolher entre este ou "Keeper of the Seven Keys (Part 1)", do Helloween. Mas escolhí este, e acho que é muito bom. "Blood Red Skies" é um clássico, e sempre tive esta queda pela sua versão de "Johnny B. Goode"!

Anthrax - "Among the Living"


Nunca fui muito fã de thrash, e as bandas que eu mais gostava eram as mais leves, como Anthrax. Eu comecei com o vídeo "Oidivnikufesin", um grande show em Londres para este disco. E então eu tinha que ter este disco, e foi o que ocorreu. Eu gostei muito do Anthrax por algum tempo, e ainda me animo com "I Am The Law" e "Indians".

Bon Jovi - "New Jersey"


Tudo começou em algum ugar, e Bon Jovi era muito popular em minha casa, visto que meu irmão era fanático, e foi algo grandioso quando este disco foi lançado, especialmente porque eu os acompanhava desde o disco "Slippery When Wet", e este eu ainda toco de tempos em tempos, mesmo que eu ainda goste das músicas menos famosas dele, como "Blood On Blood" e "Stick To Your Guns". É um álbum com o qual acho que muitas pessoas tem uma conexão, boa ou ruim. Eu ainda gosto de algumas coisas que eles fazem.

"Ozzy Osbourne"- "Blizzard of Ozz"


Eu demorei para começar a apreciar Black Sabbath e Ozzy, e somente em 1995 que comecei a mergulhar na discografia, após o "Ozzmozis" sair (álbum subestimado, eu o amo!). Mas não há dúvida que Ozzy fez sua maior obra prima antes com "Blizzard of Ozz". Este álbum praticamente não tem um ponto fraco, e é quase o mais perto da perfeição que um disco pode chegar.

Entombed - "Wolverine Blues"


Judas Priest foi o primeiro vinil que eu comprei, e nos anos noventa foi o CD o novo formato que veio e eu como sempre me atrasei um pouco para acompanhar, mas no dia que conseguí o meu primeiro tocado de CD, o primeiro CD que comprei ao mesmo tempoi foi este do Entombed. Grande álbum, apesar dos dois primeiros álbuns serem melhores. Ainda é um prazer ouví-lo de tempos em tempos, e quando eu os vi semanas atrás, eles começaram com 4 ou 5 músicas do "Wolverine Blues". Isso me deixou muito nostálgico, então tive que ir pra casa e ouvir mais.

Rush - "A Farewell to Kings"


Eu tive meu período em que procurei por algo diferente, então comecei a pegar em lojas de usados alguns discos que me deixaram curioso e eu raramente falhava, mas a pérola que mais apreciei foi o Rush. Esta é uma das minhas bandas favoritas até hoje, e o "A Farewell to Kings" e "Hemispheres" são discos que me espantam todas as vezes que eu os escuto. Não há e provavelmente nunca haverá uma banda como o Rush.

Carcass - "Necroticism-Descanting the Insalubrious" + "Symphonies of Sickness"


Não consigo escolher entre estes dois, mesmo que ambos tenham uma gigante diferença em estilos entre eles. "Symphonies of Sickness" é um death/grind sujo que sempre conseguiu balançar um pouco meus ossos, enquanto o mais refinado "Necroticism" é uma obra de arte pela sua originalidade. Perfeita hora em que saiu, eu meio que sinto falta de bandas capazes de eternizar discos como antigamente, visto que é tão raro atualmente que você saiba que está ouvindo um verdadeiro álbum clássico que irá suportar os tempos.



Misfits - "Legacy of Brutality"


Outra banda que demorei a ouvir, mas que é, além do Sex Pistols, a banda que mais gosto das velhas bandas punk. A intensidade e atitude real do Misfits é genuína neste disco, e a forma que suas músicas são tão curtas e eficientes, realmente me levam para outro lugar ainda hoje. Uma péssima experiência quando os assistí ao vivo pela primeira vez alguns meses atrás, foi um dos piores shows que já vi. Nos discos gosto deles desde o que eles fizeram no início até os mais recentes.

Amorphis - "Tales From The Thousand Lakes"


O death metal melódico era gigante, para dizer o mínimo, durante o início e meio dos anos 90, e lembro que meu digipack original deste disco parecia ter passado pela máquina de lavar algumas vezes. Mas foi positivo, visto que eu o ouvia muitas vezes que sabia todos seus detalhes. Grandes músicas, mesmo que atualmente eu não possa mais apreciá-lo como naquela época, principalmente pela sua produção, ainda assim é nostálgico!

Emperor - "In The Nightside Eclipse"


Noruega = Black Metal, então é quase ilegal não ter este álbum na lista, enquanto crescí durante o período "true" quando todos aqueles famosos eventos aconteceram. Emperor ainda era a banda que tinha um algo a mais em sua música e som, e ainda é hoje uma das poucas bandas que eu realmente ouço no gênero. Eu acho que este álbum resume muito para mim, pessoalmente, do período em que foi lançado, então é meio especial para mim de uma forma meio estranha. Apesar de tudo nunca gostei da produção, haha.

Sepultura - "Arise"


Outra escolha natural por ter crescido no início dos anos 90, especialmente depois que eles apareceram muito no "Headbangers Ball" aqui na Europa onde eles tinham o vídeo clipe de "Arise" e também um de "Desperate Cry" ao vivo em Barcelona sendo exibidos regularmente. Um clássico natural eu acho, que faz parte de qualquer coleção de discos!

Devil Doll - "Dies Irae"


Muitas pessoas podem não conhecer esta banda, mas este álbum extremamente extravagante é um dos melhores que existe. É como uma sinfônica ópera rock (mas não é rock), misturada com elementos progressivos. Você não vai me entender, de qualquer forma, procure no YouTube, e compre todos os cinco álbuns, você não ficará desapontado!

Devin Townsend - "Terria"


Nos últimos 10-15 anos, eu sinto que há poucos artistas que são capazes de se destacarem dos outros, mas Devin Townsend certamente conseguiu por algum tempo. E ele estava meio que crescendo em direção do magnífico álbum "Terria", que é simplesmente o álbum épico e "diferente". Eu ainda sinto falta de uma sequência, ou pelo menos algum artista que seja capaz de invocar os mesmos sentimentos que este álbum conseguiu. É simplesmente uma audição maravilhosa!

Outros que eu gostaria de ter mais espaço para citar:
PINK FLOYD - "Momentary Lapse of Reason"
SEX PISTOLS - "Never Mind the Bollocks"
DEATH - "Human"
SLAYER - "Seasons in the Abyss"

Os responsáveis são citados no texto. Não culpe os editores. :-)

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Sobre Emanuel Seagal

Descobriu o metal com clássicos como Iron Maiden e Black Sabbath. Hoje em dia, entre outros gêneros musicais, e sem se limitar a rótulos, ouve principalmente doom, viking e folk metal. Sempre que possível está em busca de novas bandas que tenham algo a transmitir alem de clichês, e mesmo em meio a tantas novidades não dispensa pérolas como o bom e velho Candlemass. Acompanha o Whiplash! desde os primórdios, tendo iniciado sua vida de internauta no mesmo ano de criação do site (1996). Há algum tempo está envolvido com metal, seja trabalhando com eventos, bandas, gravadoras ou imprensa, na tentativa de contribuir de alguma forma para o crescimento desse que é um dos segmentos mais apaixonantes da música, o metal.

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