Rush: Os álbuns favoritos do baixista Geddy Lee

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Por Marcos Aurélio, Fonte: The Quietus, Tradução
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Em 2012, Mick Middles do site thequietus.com conversou com GEDDY LEE sobre os álbuns favoritos de todos os tempos do baixista e vocalista da banda RUSH. Além dos grandes clássicos algumas surpresas foram encontradas. Confira a lista com comentários do próprio músico:

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THE WHO - "Who's Next"? (1971)

"Muitos desses discos foram lançados durante o período em que eu estava começando a achar meu caminho, não só como músico mas começando a descobrir do que se tratava música em geral. PETE TOWNSEND, para mim, é possivelmente o músico de rock definitivo. Ele consegue expandir uma ideia simples e levar isso a outro nível, apenas com o poder do seu jeito de tocar e sem perder nada da empolgação inicial. "Who's Next" foi um desses álbuns que ficaram por anos em minha vitrola. Para mim esse é o álbum que mostra quatro grandes músicos alcançando o seu auge criativo. Ele transcende qualquer noção de estilo. Ele é o que é, o que é a melhor coisa que pode ser dita sobre qualquer banda, qualquer álbum."

LED ZEPPELIN - "Led Zeppelin" (1968)

"Para alguns pode parecer uma surpresa escolher esse álbum do LED ZEPPELIN mas para mim ele captura um momento: o álbum acabava de ser lançado e a banda veio tocar em Toronto. Eu lembro de ficar a noite inteira para conseguir ingressos. Nós éramos muito novos e é claro que estávamos cheios de vontades de experimentar tudo. Então eu ouvi 'Communication Breakdown' e alguma coisa aconteceu na minha cabeça. Aquilo foi o meu punk rock. O poder da banda foi algo que eu nunca tinha visto antes. Existem álbuns do LED ZEPPELIN maiores e mais ousados e todos nós sabemos quais são. Mas esse foi o tipo de explosão que você só consegue aproveitar quando se é novo."

FLEET FOXES - "Fleet Foxes" (2008)

"Eu adoro a pegada do FLEET FOXES. Eles parecem não ter nenhum desejo de estarem "na moda". Eu sei que eles são originais mas essa posição logo acaba se tornando a moda em si. Consigo ver um pouco do dilema do RUSH nisso. Mas eles são simplesmente naturais, orgânicos e são tão enraizados no folk e no rock que eles conseguem levar esses dois extremos onde quiserem. Isso acontece bastante nesse incrível álbum que de fato não deve ser jogado em um cesto qualquer. O jeito que eles tocam e o belo uso de harmonias não me deixaram acreditar no que estava ouvindo de primeira, mas isso me deu esperança que sempre terá algo novo rolando na música, não importa o que digam. Tudo nesse disco é antigo mas quando é posto junto desse jeito é realmente inovador."

GENESIS - "Nursery Cryme" (1971)

"Bem, eu era um grande fã do GENESIS e do PETER GABRIEL. Isso foi quando eu descobri a noção de um conceito e como isso pode ser excitante e fértil sem se tornar sem graça. É um disco agradável e exigente. Eu me apaixonei pelo som dele, fiquei completamente encantado por ele e queria saber como eles fizeram aquilo. Essa foi parte das raízes do RUSH. A criação de um conceito flexível. As relações são óbvias."

JETHRO TULL - "Thick as A Brick" (1972)

"Meu disco favorito do JETHRO TULL. Eu era um grande fã da banda desde jovem e foi mais uma das bandas que vi em Toronto. Nós éramos muito sortudos naquela época, isso com certeza refletiu no RUSH. Eu fui encantado pelo IAN ANDERSON. Ao vivo ele era mágico e levava isso tudo com grande senso de humor e muito estilo. Não existia ninguém que parecia ou soava como eles naquela época e isso segue até hoje. Nós vimos isso como um grande desafio em tentar e criar algo que fosse tão dinâmico no palco. Eles são provavelmente lembrados pelos seus shows mas a série de álbuns daquele período foi excepcional. Esse disco ainda soa fresco e é muito bom ver que o interesse no JETHRO TULL ainda cresce."

CREAM - "Disraeli Gears" (1967)

"Talvez a conexão seja óbvia. CREAM meio que inventou o blues rock de três integrantes. Eles pegaram o blues e elevaram para outro nível. Eu adorava a bateria jazz do GINGER BAKER e, mais importante para mim, as linhas de baixo fluídos de JACK BRUCE. Novamente essa foi uma das bandas que vi em Toronto e foi realmente inspirador. Eu descobri que queria fazer parte de um power trio a partir daquele show. O CREAM pavimentou o caminho e me mostrou o que era possível."

PINK FLOYD - "Meddle" (1971)

"Esse foi provavelmente o último disco do Pink Floyd antes deles lançarem a sua sequência de clássicos. Antes de seus discos grandes de fato. Mas, de novo, foi o show deles em Toronto que me cativou e incendiou a imaginação. Eles abriram aquele show com o disco na íntegra e imediatamente eu pude sentir que as possibilidades eram imensas para essa banda. Foi realmente excitante porque você podia dizer que algo único estava acontecendo. Onde eles irão depois? Bom, esse foi um grande precursor do "Dark Side of the Moon", mas os ecos de grandiosidade já existiam. Ele continua meu favorito por causa desse timing. Aquele momento quando uma banda começa a atingir o seu auge. Eu conheço o Floyd com o SYD BARRET, mas em um senso musical, aquilo era um tempo diferente, uma banda diferente."

JONI MITCHELL - "Blue" (1971)

"Como um jovem canadense eu estava muito por dentro da herança folk do Canadá. Desde GORDON LIGHTFOOT até NEIL YOUNG. É claro que JONI MITCHELL levemente cai nessa categoria apesar disso sua música é difícil de estereotipar. Mesmo antes desse disco já pode-se ouvir traços de jazz e outras coisas. Todo mundo parecia ter esse álbum. É um desses discos que sempre parecem brotar do ar. As composições são sublimes e nunca envelheceram. Não é aquele tipo de disco que de fato teve algum efeito na formação do RUSH, mas era algo que capturou aqueles tempos e pode instantemente transportar de volta para lá. Eu não sei se esse é seu melhor álbum mas é realmente um desses que atravessa as músicas em volta. E é realmente muito bonito."

JEFFERSON AIRPLANE - "Bless Its Pointed Little Head" (Live) (1969)

"Sim, meu disco favorito das bandas da costa oeste. Eles sempre foram de se esticar, especialmente quando tocando ao vivo, como pode-se ver nas gravações dessa época. Eu fui particularmente atraído pelo jeito do JACK CASADY tocar baixo, que sempre foi audaz e nunca contente somente em ficar atrás no som. De todos os seus álbuns, esse é o que eu iria tentar e tocar junto. É bem vivo e tem um som bem fresco que parecia invocar o sol californiano. Isso atraía um cara de Toronto."

JIMI HENDRIX EXPERIENCE - "Are You Experienced?" (1967)

"Eu lembro quando ele foi lançado, sim, aquele tempo lá atrás. Eu nunca tinha ouvido nada como isso antes ou, de fato, até agora. Existiram muitos imitadores mas ninguém chegou perto disso, ou chegaram? Mais um vez mostrava as possibilidades e o poder de uma banda de três membros, provando além de qualquer sombra de dúvida que um power trio pode ser realmente poderoso e expansivo. De várias formas, é mais adaptável e focado do que uma banda maior. O que é isso? Rock? Blues? Jazz. Absolutamente tudo para todos os lados e uma lição para qualquer músico no planeta. Você escuta coisas novas nele até hoje em dia, ainda consegue surpreender."

BJORK - "Post" (1995)

"Esse é provavelmente o álbum mais surpreendente desta lista, e eu sei, é difícil de ver alguma conexão entre o RUSH e BJORK. Talvez não exista uma. Mas eu não acho que ela recebe o crédito que merece. Jornalistas tendem a focar nas coisas que ela diz e faz e, é claro, em que ela veste. Ela é uma artista bem visual e talvez dê para entender. Mas pessoas tendem a esquecer o quão fantástica e original artista ela é. Ela não tem medo de tentar coisas novas, também. De fato ela até as procura. Seria muito fácil para ela seguir o caminho pop e fazer seus hit singles. Deve existir alguma pressão para ela fazer isso mas não é disso que ela se trata e sim boa música carregada de uma imensa imaginação."

YES - "The Yes Album" (1971)

"Não tão surpreendente, talvez? Um grande amigo das antigas me apresentou logo quanto o YES estava estourando. É claro que adorei o incrível baixo do CHRIS SQUIRE e ainda sou um grande fã. Incrível. Mas o YES providenciou um incrível leque de arranjos intricados e uma musicalidade difícil de acreditar. Eles são as vezes deixados de lado por serem muito complexos mas eu não concordo. Tem uma simplicidade e elegância nas suas músicas. Eu sempre achei eles tanto quanto acessíveis quanto arrojados."

RADIOHEAD - "Ok Computer" (1997)

"Para mim, RADIOHEAD carregou a tradição de bandas como YES. Eles sempre foram corajosos e desafiadores e ainda eles continuaram na frente de seu tempo. Eu adorei o jeito que eles misturam o velho e o novo, incluindo batidas contemporâneas e instrumentação. Mas novamente, como YES e GENESIS eles ainda tem grandes músicas no coração disso tudo. Especialmente no Ok Computer, o qual completamente me instigou e me deu esperança pro futuro. Grande música com todo o sentido da palavra."

Os responsáveis são citados no texto. Não culpe os editores. :-)

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