O guitarrista Themys Barros conta ao Whiplash.Net os álbuns que marcaram sua vida
Por Emanuel Seagal
Postado em 14 de fevereiro de 2023
Além de guitarrista do Eros e uma passagem nos anos noventa como baixista da banda Tubarões Voadores, Themys Barros foi anunciado ano passado como novo guitarrista da banda carioca Revengin. O músico, adepto também do violão e viola, contou ao Whiplash.Net um pouco dos álbuns que marcaram a sua vida. Pegue seu fone de ouvido, aumente o volume e ouça conosco os discos escolhidos.
"A música está na minha vida desde muito cedo. Meu pai gostava muito de música, nordestino, então ouvia muito Luiz Gonzaga, Dominguinhos, além de serestas, com Cartola e Nelson Gonçalves. Muito forró, bossa nova e seresta, era o que ouvia na infância. No colegial foi a grande virada. Colégio Pedro II, conheci um maluco que ia largar a escola pra seguir a turnê de uma banda americana. Achei muito maluco, até ele trazer tudo da banda. Nada mais, nada menos, que o KISS. Estou falando de 1980, onde tive contato com 'Dressed to Kill' e 'Love Gun'."
"A partir daí a mosca do rock assumiu as minhas veias. 'Destroyer', 'The Elder', até conhecer a outra banda que enterrou de vez os outros estilos de música. Iron Maiden, com 'The Number of The Beast'. Tudo a ver com o imaginário que o Kiss trouxe. Em 1983 assisti o Kiss no Maracanã. Centenas de milhares de pessoas para a turnê do 'Creatures of The Night'. Em 1985, já totalmente tomado pela avalanche de bandas americanas e inglesas, tivemos o Rock in Rio com dois dias de metal, com tudo que tínhamos direito. Foi tudo meio radical, das baladas e ritmos mais lentos e dançantes, que escutava do convívio com meus pais, para me tornar um músico de ritmos mais rápidos e agressivos. Esses são os discos que realmente impactaram minha vida como músico."
Kiss — "Creatures of The Night" (1982)
"Foi o ano que resolvi ser músico, por conta desse disco. Era muito pesado, bem diferente dos outros discos do Kiss. Eric Carr na batera era monstro. Esse disco determinou o que sou hoje na música. Mas a primeira música que toquei foi 'Only You' do disco 'The Elder'."
Iron Maiden — "Piece of Mind" (1983)
"Em 1983 fui ao Maracanã assistir o Kiss, mas já a Dama de Ferro já tinha elevado o nível de exigência. Mais rápida, melhores composições, arranjos de baixo alucinantes. Não tinha como escapar. Determinou o estilo das minhas composições na banda. Não larguei mais. Mesmo gostando de outros estilos no metal, até hoje em minhas composições tem influência dessa banda."
Metallica — "Ride the Lightning" (1984)
"Ouvi esse disco provavelmente em 85 ou 86, mas traduz o que gosto de executar na guitarra. Adrenalina pura sem perder melodia e arranjo. Uma ópera musical com início, meio e fim. Com letras agressivas, mas com sentido. Juntava velocidade, trocas rápidas de notas e muita precisão na execução. Até hoje escuto esse disco. O melhor disco dessa banda."
Judas Priest — "Painkiller" (1990)
"Esse disco é sem dúvida pra mim o melhor disco do Judas. As guitarras estão harmoniosas, trocando solos e riffs de forma alucinante. Um disco de heavy metal, com jeito de speed. O vocal simplesmente sensacional. Também ouço até hoje. O engraçado dessa música, 'Painkiller', é que sempre começo tocando ela num ritmo muito mais rápido, aí me toco que é só uma sensação de velocidade, porque o ritmo é bem de heavy metal."
Megadeth — "Rust in Peace" (1990)
"Se existe um disco para ser cultuado, esse do Megadeth é o disco. Tem tudo que o fã de thrash metal pode querer. Velocidade, técnica, arranjo, dificuldade, riffs inigualáveis, solos marcantes… Enfim, é o melhor disco de todos os tempos para o meu gosto musical. Além de serem os discos que mais gosto de cada uma dessas bandas, foram os que me moldaram como músico de metal. Claro que gosto de uma dúzia de outras bandas, mas esses discos me influenciam até hoje."
Álbuns que Marcaram
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