Chris Impellitteri ficava "maluco" quando comparado a Yngwie Malmsteen
Por João Renato Alves
Postado em 09 de março de 2026
Chris Impellitteri foi um dos vários guitarristas que surgiu na onda do neoclássico oitentista, estabelecendo uma carreira respeitada com a banda que usava seu sobrenome. A comparação com Yngwie Malmsteen era inevitável, já que o sueco era a grande figura do movimento em questão. Ao Waste Some Time With Jason Green, o americano reconheceu que o parâmetro não o agradava.
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"Fico lisonjeado se me comparam ao Yngwie ou Ritchie Blackmore. Para ser justo, adoro o Yngwie. Quando tinha 18, 19 anos e o ouvi, pensei: 'Adoro, isso é ótimo.' Aprendi muita coisa que ele fazia intencionalmente porque, como guitarrista, você quer evoluir. E não é diferente de... provavelmente passei a maior parte do meu tempo ouvindo gente como Eddie Van Halen, Al Di Meola, Paco De Lucía e John McLaughlin, coisas assim. Mas Yngwie certamente estava lá. E as pessoas sempre acham que tento evitar isso. Não, claro que não. Eu achava ótimo. Mas, ao mesmo tempo, muita coisa que você ouvia do Yngwie não era original. Na verdade, vinha de um cara chamado Uli Jon Roth, que tocava com a banda Scorpions. Ouça Uli Jon Roth. Ele toca harmônicos, menor diminuto. Ele tinha uma Stratocaster branca creme com escala recortada. Uli fazia isso em 1975, e eu também o ouvia muito."
O apresentador do podcast, Jason Green, observou que a contratação do vocalista Graham Bonnet, que havia trabalhado com Malmsteen e Blackmore, só alimentou as comparações. Chris reconheceu.
"Você tem razão. Trazer o Graham para a banda foi tipo, olha, o Graham tocou com... Começa com o Ritchie Blackmore do Deep Purple e depois Rainbow, certo? Depois ele vai para, eu acredito, o Michael Schenker Group. Michael Schenker é um guitarrista lendário. No Alcatrazz, toca com o Yngwie e depois Steve Vai. Fez mais algumas coisas e entrou para a minha banda, o Impellitteri."
Bonnet gravou o álbum "Stand in Line" (1988) com a banda. "Eu costumava brincar, porque no Japão, eu não sei o que aconteceu. Não sei se foi sorte, destino, nossa música, nossa habilidade - quem sabe? - mas a banda explodiu. Nos saímos muito bem lá. Perguntavam: 'Nossa, como você ficou tão famoso lá?' Eu ria e dizia: 'Sabe, honestamente, acho que tive sorte, porque o fato de Graham ter tocado com todos aqueles outros guitarristas lendários me deu um passe livre.' Se eu era realmente ótimo ou péssimo, acho que não importava.
O público realmente amava Graham e todos aqueles guitarristas, então simplesmente pensavam: 'Bom, se Graham está tocando com Chris, ele deve ser ótimo.' Era um ponto positivo, uma vantagem. Além disso, eu realmente gostava dele como amigo e como cantor. Mas, sim, havia aquela comparação constante com Yngwie, que me deixava louco. E, de novo, eu adoro Yngwie, mas era simplesmente... vamos lá, isso é injusto com Eddie Van Halen, que foi uma influência muito maior. E Al Di Meola."
O Impellitteri segue na ativa. "War Machine", álbum mais recente, saiu em 2024. Além de Chris, as gravações contaram com o vocalista Rob Rock (ex-Axel Rudi Pell, Avantasia), o baixista James Amelio Pulli e o baterista Paul Bostaph (Slayer). Ao vivo, a formação ainda conta com o reforço do tecladista e segundo guitarrista Wayne Findlay (Leatherwolf, ex-Michael Schenker).
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