Regis Tadeu aponta a banda nacional onde os projetos solo superam a discografia "oficial"
Por Bruce William
Postado em 09 de março de 2026
Em um post feito no instagram, Regis Tadeu contou que a trilha sonora daquele dia havia sido "Virgo", o álbum que Andre Matos gravou em parceria com o guitarrista e produtor alemão Sascha Paeth, lançado em 2001. Ele trata o disco como daqueles títulos que viraram peça rara de colecionador, coisa de você ver uma vez, piscar e já era.
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Regis ainda contou um detalhe bem "colecionador raiz": ele diz que tem em mãos a edição original japonesa, sem OBI, achada na Die Hard Records (loja da Galeria do Rock de SP) naquele tipo de ocasião que parece sorte, mas na verdade é teimosia de garimpo: estar no lugar certo, na hora certa.
A parte mais interessante vem quando ele entra no som. Regis faz questão de dizer que "Virgo" não tem nada a ver com o que Matos fez no Angra. E usa isso como gancho pra uma opinião que ele repete sem economizar: na visão dele, o Angra é a única banda em que ele vê um padrão claro de integrantes entregando trabalhos solo mais legais do que a discografia "mãe".
"O que só comprova a minha opinião de que o Angra é a única banda que conheço em que os trabalhos de seus integrantes em carreira-solo são MUITO mais legais do que a discografia da banda em si (algo que vale tanto para os músicos que estão como para aqueles que passaram pela banda, diga-se de passagem)", disse Regis no post.
E ele dá pista de por que "Virgo" entra tão bem nessa conversa. O disco teria uma influência forte de rock progressivo - e ele ainda puxa uma referência que não é exatamente a primeira que a gente espera no meio metal: Supertramp. É aquele tipo de comentário que, goste ou não, já deixa o leitor com vontade de ouvir pra conferir se faz sentido.
Ou seja, o post funciona como recomendação dupla: primeiro, pra quem gosta de Andre Matos fora do "modo Angra"; segundo, pra quem curte caçar essas pérolas que aparecem de vez em nunca no mercado físico. E, se você pegar o disco e curtir, já tem uma consequência inevitável: vai começar a olhar para o Angra com a pulga atrás da orelha que o Regis plantou.
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