Bento Araújo - A coleção de classic rock do editor do Poeira Zine

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Por Ricardo Seelig
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Free e Paul Kossof, dois dos artistas preferidos
As versões em vinil de alguns álbuns são verdadeiras raridades
Segurando duas jóias de sua coleção
Vista geral do acervo de Bento Araújo
Dois discos de uma de suas bandas preferidas, o Grand Funk
Alguns vinis raros e autografados
Compactos em 7 polegadas, todos raríssimos
Uma verdadeira enciclopédia ambulante. Sem exageros, podemos classificar assim o jornalista Bento Araújo. Idealizador do Poeira Zine e um dos maiores especialistas brasileiros no chamado Classic Rock, Bento bateu um papo descontraído com a gente a respeito da sua invejável coleção. Uma das novas caras do jornalismo musical nacional, Bento deixou bem clara a sua paixão incondicional pelo rock e a sua vontade de contagiar todos ao seu redor com ela. Bento Araújo na Collector´s Room: boa viagem.

Bento, antes de tudo muito obrigado por ter aceito o convite para participar da Collector´s Room. Para começar a nossa conversa gostaria que você se apresentasse aos nossos leitores.

Ricardo, o prazer é todo meu. Bom, eu sou jornalista e músico. Desde muito cedo me apaixonei pelo rock e quis a todo custo viver ‘respirando’ rock e música as 24 horas do dia.

Comecei escrevendo sobre meus discos favoritos e formando bandas com amigos da escola. Como saquei que a vida de músico no Brasil era uma grande dificuldade, me aprofundei na carreira jornalística, pois de certa forma continuaria trabalhando no que eu realmente curtia.

Optei pelo ‘nobre ofício’ simplesmente pelo fato de ser a única maneira (pelo menos a mais viável) de estar em contato com meus ídolos, aqueles que ouvi durante minha adolescência. Eu queria poder cobrir os shows, fazer entrevistas e também aumentar a coleção de discos. Queria também escrever nas revistas de música que pintavam nas bancas.

Você lembra como foi o seu primeiro contato com a música, e como você descobriu e se apaixonou pelo rock?

Meu primeiro contato com o rock foi em 1981 (eu tinha cinco anos!!!), quando o Queen veio para São Paulo e arrasou naquele show do Morumbi. Minha tia era fanática pela banda e eu acabava ouvindo de tabela.

Dois anos depois (1983) veio o Kiss e foi aquela febre na molecada, era Kiss pra cá, Kiss pra lá, foi a primeira banda que me colocou medo (risos)!!! O Van Halen também veio naquele ano e tudo levava a crer que nos anos oitenta o rock seria realmente grande no Brasil. Entrei de cabeça!!!

Chega uma hora em que nós, colecionadores, percebemos que somos diferentes dos nossos amigos, que apenas "consomem" música. A dedicação é maior, o investimento é maior, o cuidado com tudo é maior. Quando você percebeu que estava se transformado de um simples fã em um colecionador dedicado de seu estilo favorito?

Foi na adolescência, lá pelos doze, treze anos de idade. Quando eu queria fugir das aulas e viver de música. Tocando, escrevendo, colecionando discos...

Bento, quantos álbuns no geral você possui na sua coleção?

Não tenho tantos como gostaria de ter (risos)!!! Faz uns bons anos que não paro para contar, mas chuto cerca de 4.000 álbuns entre LPs e CDs.

Realmente, a gente nunca tem todos os discos que gostaria, também tenho este sentimento. De quais grupos você possui mais material?

Curto vários estilos como blues, jazz, soul e MPB, mas é evidente que o rock and roll é a minha grande paixão. Dentro do rock curto basicamente todas as vertentes: hard rock, progressivo, psicodélico, folk, southern e muitas outras.

Que eu coleciono mesmo, são três bandas: Grand Funk Railroad, Free e Thin Lizzy. Desses compro tudo que vejo pela frente: compactos de 7 polegadas, revistas, cassetes, EPs, prensagens de diversos países, etc...

A sua coleção é focada no hard rock setentista e, por extensão, no rock de uma maneira geral. Conta pra gente como foi a sua trajetória dentro do rock and roll.

Comecei com a explosão de grupos como o Kiss e com as bandas pesadas que se apresentaram na primeira edição do Rock In Rio. Foi uma loucura. Toda a molecada ia para a escola com os LPs debaixo do braço. Emprestávamos os discos uns aos outros e nessa descobríamos todo um novo mundo. Hoje, na época de Ipods e MP3, isso pode parecer datado, mas era o que rolava e era uma delícia!!! Se reunir com os amigos para ouvir um novo lançamento... muito legal essa época!!!

Para muitas gerações de amantes do rock 'n' roll, o Iron Maiden pode ser considerado o grupo mais importante dentre muitos outros, somente pelo fato de ser, na grande maioria das vezes, a primeira paixão de quando se é garoto. É daquele tipo que marca para sempre e nunca mais será esquecida.

Quando descobri o Maiden, fui atrás de seus EPs, onde eles geralmente registravam covers de bandas setentistas. Eu pirava com essas covers e comecei a sair na caça das versões originais. Nessa, descobri bandas como o Thin Lizzy, Jethro Tull, Golden Earring, Budgie, Nektar, Montrose e muitas outras. Por esse simples motivo, coloco o Maiden como uma das bandas mais importantes, por abrir o ouvido do pessoal mais jovem para as maravilhosas bandas clássicas.

Com certeza os covers gravados pelo Maiden em seus singles marcaram uma época. Aliás, para o novo álbum, "A Matter Of Life And Death", que deve chegar às lojas em setembro, eles já anunciaram que gravaram covers de canções clássicas do ZZ Top, Focus, Deep Purple e do seu amado Thin Lizzy. Ou seja, a tradição está mantida (risos). Mas, voltando à nossa conversa, um cara como você, que é um grande fã de bandas clássicas de décadas passadas, deve possuir uma coleção onde um diferencial me parece bem evidente: a grande quantidade de vinis, já que ainda existem não só relíquias, mas também alguns álbuns clássicos, que continuam inéditos em CD. Estou certo?

Exato, sou apaixonado por LPs até hoje!!! Não consigo parar de comprá-los (risos)!!! Estou indo no caminho inverso: enquanto o pessoal quer jogar tudo dentro de um Ipod, eu quero ampliar as estantes para mais vinis (risos). Se eu vejo um LP que eu quero muito, fico sem dormir.

Vamos voltar um pouco no tempo então: qual foi o primeiro álbum que você comprou, e porque?

"Love At First Sting", do Scorpions, em 1984. Eles estavam com as malas prontas para tocar no Rock In Rio em janeiro de 1985. Nessa época o rock passou a ser tratado com mais respeito no Brasil, virou "legal" ser roqueiro!!! Além disso, eu pirava quando estreou na TV o clipe de "Rock You Like A Hurricane" com os caras naquela jaula. O Mathias Jabbs foi meu primeiro guitar hero!!! Esse play só tinha hits: "Rock You Like a Hurricane", "Big City Nights", "Bad Boys Running Wild" e "Still Loving You", que naquele verão de 85 tocou em toda biboca desse brasilzão.

Eu também tinha este disco, e ele era muito bom. Qual o item que você considera o mais raro da sua coleção?

Essa é difícil de responder. Bom, posso citar o primeiro disco do Sabbath que saiu na Alemanha, pelo selo Vertigo. A capa é maravilhosa, com uma foto deles tocando ao vivo, e o conteúdo é uma mistura do primeiro álbum (o da bruxa) com o "Paranoid", bem diferente do que saiu no resto do mundo.

Outros que posso citar são o Beck Bogert Appice duplo ao vivo, que só saiu no Japão ; um single natalino japonês do T. Rex ; uma edição do "We’re An American Band" do Grand Funk lançada no Japão com o vinil amarelo, pôster, adesivos etc.

Curto também colecionar as chamadas "pre-bands", tipo discos obscuros de grupos que viriam depois estourar com outros nomes, como o Hourglass e Allman Joys (pré-Allman Brothers) Terry and The Pack (pré-Grand Funk), The Pigeons (pré-Vanilla Fudge) e por aí vai.

Qual foi o maior número de álbuns que você comprou de uma única vez?

Não lembro exatamente, mas quando eu era garoto meu pai me levava na Galeria do Rock (a maior concentração de lojas de discos do mundo, que fica no centro de São Paulo) e eu convocava pelo menos dois amigos para me ajudar a carregar as sacolas (risos)!!! Minha mãe sempre adorou música e sempre me deu muitos discos de presente. Lembro dela me presentear com discografias maravilhosas do Led, Purple, Iron Maiden, Alice Cooper, Whitesnake, etc.

Quantos álbuns em média você compra por mês?

Já comprei bem mais, atualmente compro mais vinil. De seis a dez por mês.

Tem algum item que, só de alguém chegar perto, você já gela e morre de ciúmes, tem um carinho especial e não venderia de jeito nenhum?

Ah, tem!!! Minha coleção do Grand Funk Railroad. Demorei muitos anos para montá-la.

Entre todos os itens que você possui, quais foram os que deram mais trabalho para conseguir?

Sou fissurado em prensagens japonesas. Elas são as mais caras e difíceis de arrumar, mas vale a pena o investimento. São edições caprichadíssimas.

Toda coleção sempre possui diversos itens curiosos. Neste sentido eu gostaria de saber qual é o CD mais estranho da sua coleção.

Na verdade, o mais bizarro é um LP da Roberta Close que ganhei de presente de um amigo gozador. Em retribuição comprei um do Ney Matogrosso e presenteei esse meu amigo. Tinha uma foto gigante com o Ney deitado, nu, em uma cama repleta de pétalas de rosas. Muito fofo e singelo (risos).

Um bom colecionador nunca está satisfeito, está sempre sentido falta de um ou outro item em seu acervo. Você também deve ser assim. Que álbuns que você procura, procura, mas mesmo assim ainda sente falta na sua coleção?

Ah sim, existe muita coisa que sempre estou na caça. Uma época eu listava tudo isso, mas depois percebi que era loucura (risos). Atualmente quero muito um álbum do Funky Junction, que era uma banda formada por integrantes do Thin Lizzy. Nesse disco eles homenageiam o Deep Purple, tocando alguns de seus clássicos. Raridade!!! Tenho ele em CD mas não sossego enquanto não arrumar o vinilzão da época.

Como você guarda e conserva a sua coleção?

Guardo tudo em ordem alfabética rigorosa, para pode achar qualquer título rapidamente. Todos estão em plásticos individuais e sempre na posição vertical. Divido apenas em bandas nacionais e estrangeiras, jazz, soul e Zappa, que tem um cantinho reservado só para ele.

Eu queria que você fizesse agora um top#5 com os itens do seu acervo que você mais curte.

Pelo prazer de ter achado e de ter ouvido através dos anos:

Paul Kossoff - Backstreet Crawler
Allman Brothers - Live At Fillmore East
Frank Zappa - Hot Rats
Os Mutantes - Os Mutantes
Som Nosso de Cada Dia - Snegs

Todo colecionador tem as suas listinhas. É a tal síndrome de "Alta Fidelidade". É uma curiosidade minha, mas tenho certeza de que você já fez esta lista mentalmente várias vezes: quais seriam, para você, os dez melhores álbuns de todos os tempos?

Putz, você só me mete em encrenca (risos)... Vou falar tudo rápido para não ficar pensando muito:

The Who - Who’s Next
Hendrix - Electric Ladyland
Beatles - Revolver
Led Zeppelin - Led Zeppelin I
Grand Funk Railroad - E Pluribus Funk
Mountain - Climbing
Thin Lizzy - Live and Dangerous
Free - Fire and Water
Som Nosso de Cada Dia - Snegs
The Rolling Stones - Sticky Fingers

Certamente, no meio de todo este acervo, devem existir alguns itens que você olha e pensa "nossa, porque eu comprei este álbum". Então, vamos lá: que álbuns as pessoas ficariam surpresas em saber que você possui?

Tenho coisas que mesmo o pessoal que conhece meu gosto acha estranho, tipo um Roberto Carlos antigão, Depeche Mode, Louis Armstrong, Ratt, Barry White (risos). São discos que não têm muito a ver com meu estilo, mas quem fuçar na minha estante, vai achar.

Bento, que dicas, e locais, você indicaria para quem está começando a colecionar e quer encontrar discos raros e diferenciados?

Sugiro uma garimpagem em sebos, lojas, feiras de discos e até na internet. Com sorte e paciência pode se achar muitas raridades por aí.

O que você tem ouvido ultimamente, e o que destacaria para os leitores do Whiplash!?

Pra não ficar com aquele estigma de jurássico (risos) vou citar somente bandas mais novas: Drive By Truckers, Wolfmother, The Answer, Rattlesnake Remedy, The Erotics e The Deadstring Brothers. Das brasileiras: Pedra, Freak, Rockin Horse, Tomada, Baranga, Carro Bomba.

Eu gostaria que você listasse os cinco grupos que você considera os mais importantes e influentes destes mais de cinquenta anos de história do bom e velho rock and roll.

Costumo dizer que os mais importantes não são necessariamente os meus preferidos. Importância é uma coisa e gosto pessoal é outra.

Então dividiria assim:

Importância para o rock:

1 - Led Zeppelin
2 - Beatles
3 - Jimi Hendrix
4 - Rolling Stones
5 - David Bowie

Gosto pessoal:

1 - Grand Funk Railroad
2 - Free
3 - Thin Lizzy
4 - Frank Zappa
5 - Os Mutantes

Além de colecionador, você é o idealizador e responsável pela Poeira Zine, uma das melhores publicações dedicadas à música do Brasil, totalmente focada no que chamamos de "classic rock". Como surgiu o zine, como que é a produção dele e quais são os planos para o seu futuro?

A Poeira Zine é o meu ideal em formato impresso. Uma espécie de publicação de resistência, onde não rola essa coisa de jabá e jogo de interesses. O intuito é difundir a boa música, não só do passado, mas de sempre.

Tudo partiu de uma ‘paranóia’ pessoal: por que revista de música não dá certo no Brasil? E por que nunca tivemos uma revista especializada em rock dos anos 60 e 70?

O ponto de partida foi "peitar" todas essas adversidades com muito trabalho e confiança. Lancei para mim mesmo: "Vou bolar a revista que sempre sonhei em ter para ler. Como se estivesse escrevendo para eu mesmo ler e me deliciar com aquilo tudo".

Senti que a carência por informações sobre a boa música sempre foi enorme por aqui. Todos queriam saber sobre as bandas, discografias e curiosidades sobre esse mundo. Por que não passar isso para o papel e disponibilizar para um número maior de pessoas? A simples idéia tornou-se uma fixação.

Minha idéia era "vender o peixe" apenas para um ou dois lojistas e rodar uma publicação de quatro ou seis páginas em xerox, como todos os zines começam. Logo a coisa foi crescendo, com o pessoal se animando com a idéia. Quando me dei conta tinha anunciantes suficientes para rodar a publicação numa gráfica e fazer a capa em um papel couchê e tudo mais, além de prensar de cara 2.000 exemplares. Todo esse fenômeno também ocorreu graças a minha incessante vontade de querer criar algo profissional e de qualidade desde o início, fugindo daquela poluição visual que os fanzines costumam trazer.

Em fevereiro de 2003 eu lancei o número zero da Poeira Zine, que agora já está se tornando uma referência de publicação musical. Estou há três anos e meio na empreitada, lancei quatorze edições (sempre trimestralmente) e estou adorando!!!

A produção é uma loucura, pois faço tudo sozinho, o texto, a diagramação, contatos comerciais, distribuição, etc. Mas o feedback da galera Brasil à fora compensa tudo. Chega a emocionar!!!

O plano para o futuro é aumentar a tiragem e chegar nas bancas de todo o país mensalmente.

Além da Poeira Zine, o seu nome está constantemente incluído na lista de colaboradores de diversas publicações brasileiras, como a Roadie Crew, a Bizz e a Rock Brigade. Imagino que isso deva ser muito gratificante, certo?

Com certeza!!! Sempre lutei muito por isso e com a repercussão da Poeira Zine os convites foram pintando naturalmente. Esse é um espaço muito importante a ser ocupado. Faço isso não pela grana ou pela fama, mas principalmente para divulgar a Poeira Zine. Apesar de tudo, o rock ainda é muito marginalizado no Brasil e todos os profissionais que trabalham nessa área sofrem com isso. Costumo brincar que se for tudo muito fácil deixa de ser rock. Atitude é fundamental nesse ramo, disso você pode ter certeza!!!

O rock já está aí há mais de cinquenta anos, e passou por diversas fases neste tempo todo. Sendo assim, eu gostaria que você indicasse aos nossos leitores os álbuns que você recomenda das décadas de sessenta até hoje.

Dos 60s:
"Who Sell Out" do The Who, "Odessey and Oracle" dos Zombies, "Revolver" dos Beatles, "Let It Bleed" dos Stones, "Forever Changes" do Love, "Ogden’s Nut Gone Flake" do Small Faces, "John Mayall Bluesbreakers" com o Clapton, "Disraeli Gears" do Cream, "Electric Ladyland" do Hendrix, o primeiro dos Mutantes, "Everybody Knows This is Nowhere" do Neil Young, "Led Zeppelin I" e "In The Court Of The Crimson King" do King Crimson.

Dos 70s:
"Aladdin Sane" do David Bowie, "2112" do Rush, "Red" do King Crimson, "Fragille" do Yes, "Pawn Hearts" do Van Der Graaf Generator, "Slade Alive!", "Kiss Alive!", "Headhunters" de Herbie Hancock, "Innervisions" de Stevie Wonder, "E Pluribus Funk" do Grand Funk, "Jailbreak" do Thin Lizzy, "Live At Fillmore East" do Allman Brothers Band, "Street Survivors" do Lynyrd Skynyrd, "Strikes" do Blackfoot, "Come Taste The Band" do Deep Purple, "Roxy The Elsewhere" do Frank Zappa, Crazy Horse o primeiro, Bad Company o primeiro, "Back In The USA" do MC5, "What’s Going On" de Marvin Gaye, "Highway" do Free, "Backstreet Crawler" do Paul Kossoff, "Tattoo" do Rory Gallagher, "Demons And Wizards" do Uriah Heep, Little Feat o primeiro, "Raw Power" de Iggy And The Stooges, "Sticky Fingers" dos Stones e "Strangers In The Night" do UFO.

Dos 80:
"Power And The Glory" do Saxon, "Born Again" do Sabbath, "Renegade" do Thin Lizzy, "Fire Down Under" do Riot, "Apettite For Destruction" do Guns N’ Roses, "Electric" do Cult, "Reign In Blood" do Slayer, "Piece Of Mind" do Iron Maiden e "Blackout" do Scorpions.

Dos 90:
"Amorica" do Black Crowes, Gov’t Mule o primeiro, "Tomorrow The Green Grass" do Jayhawks, "Ritual de Lo Habitual" do Jane’s Addiction, "Deliverance" do Corrosion Of Conformity, "Circle Of Madness" do Circus Of Power, "Blues For A Red Sun" do Kyuss e "Somewhere Between Heaven And Hell" do Social Distortion.

Nestes anos todos esta paixão pela música certamente propiciou a você diversas experiências interessantes e curiosas, como contato com os seus ídolos, etc. Conta aí alguma história interessante que você viveu por causa da sua paixão pela música.

Uma das mais emocionantes foi no dia que lancei a primeira edição da Poeira Zine, com o Status Quo na capa. Ela chegou da gráfica no mesmo dia em que o grupo se apresentava em São Paulo. Tive a sorte de conhecer a banda nos camarins e entreguei um exemplar para o Francis Rossi e para o Rick Parfitt. Os caras ficaram olhando admirados para a Poeira Zine e isso me deixou meio baqueado. Fizemos algumas fotos e pedi para que eles autografassem meu LP do "Piledriver", disco que cresci ouvindo. Começar com esse pé direito foi demais para o coração!!! Depois do show eu e mais dois amigos ficamos vendendo o zine na saída, debaixo de chuva e com um imenso sorriso na cara por ter assistido o Quo pela primeira vez. Foi um dia muito especial!!!

Bento, mais uma vez muito obrigado por ter participado da Collector´s Room. Este espaço é seu.

Eu que devo agradecer pelo convite Ricardo. Valeu pelo espaço. É sempre muito bom falar sobre essa nossa paixão, o rock and roll. Para encerrar, gostaria de dar um toque para quem quiser conhecer mais sobre o meu trabalho com a Poeira Zine. Acessem o www.poeirazine.com.br para mais informações. Será um prazer entrar em contato com os leitores do Whiplash!.

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Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

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