O disco mais extremo da carreira de Rick Rubin; "Todo mundo tinha medo"
Por Bruce William
Postado em 10 de março de 2026
Rick Rubin já trabalhou com gente demais e em estilos demais pra ficar preso a uma "fase". Mesmo assim, ele já apontou um álbum como o mais extremo que produziu. E não é difícil adivinhar qual: "Reign in Blood" (1986), do Slayer, aquele disco curto, direto e agressivo que parece começar correndo e só para quando acaba.
Slayer - Mais Novidades
Ele descreveu o clima daquele período como um medo coletivo de "vender" o som, e disse que a reação foi deliberada: empurrar tudo para o limite. "Todo mundo tinha medo de que a gente fosse se vender. Então nós fizemos de propósito o álbum mais extremo que a gente poderia fazer. Com o Slayer nunca houve nem sinal de algo comercial. Sempre foi sobre ser o mais puro possível, ser o mais extremo possível."
O curioso é que essa ideia de "extremo" não está ligada só a velocidade ou a peso. Está no foco: músicas que não respiram muito, arranjos que não deixam espaço para "frescura", e uma sensação de urgência que parece permanente. O álbum é curto, mas isso vira parte do impacto, como se o ouvinte levasse uma sequência de golpes e não tivesse tempo de organizar a cabeça entre um e outro.
E o próprio Rubin trata isso como um teto difícil de repetir. Não porque o Slayer não pudesse tocar daquele jeito de novo, mas porque aquele conjunto de circunstâncias - a fase da banda, a intenção, a vontade de provar um ponto - formou uma combinação específica. Ele dá a entender que a energia daquele momento não é coisa que você reconstrói por fórmula.
Depois disso, é natural que a banda tenha procurado outros caminhos sem virar outra banda. Mesmo sem "baixar a guarda", dá pra ouvir em discos posteriores um ajuste de abordagem, um pouco mais de espaço, um pouco mais de variação, não como concessão ao mainstream, mas como necessidade de seguir em frente sem ficar refazendo o mesmo ataque.
A explicação do Rubin é quase simples demais: o Slayer estava com medo de perder o que era, então fez um disco que eliminava qualquer dúvida. E, pra ele, essa foi a medida do que significa produzir "o mais extremo": quando o objetivo não é agradar, é deixar claro, sem margem de negociação, qual é o som e qual é a ideia.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



64 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil agora em abril
O ícone do metal progressivo que considera o Offspring uma piada
Os 20 maiores riffs de guitarra da história, segundo o Loudwire
A banda brasileira com músicos ótimos e músicas ruins, segundo Regis Tadeu
Músicos da formação clássica do Guns N' Roses se reúnem com vocalista do Faster Pussycat
Quando uma turnê do Metallica virou um fiasco, e eles partiram atrás do Lemmy
Os 30 melhores discos de heavy metal lançados nesta década, segundo a Louder
Luis Mariutti se pronuncia sobre pedidos por participação em shows do Angra
Fabio Lione dá resposta curta e "sincerona" a fã que questionou hiato do Angra
Dez clássicos do rock com vocais terríveis, segundo site britânico
Roland Grapow: "Eu não me importo mais com fórmulas, só quero fazer Metal"
Regis Tadeu cita álbum constrangedor de comprar fora: "Como vou explicar na alfândega?"
Os discos dos Beatles que Nando Reis mais ouviu na vida
O disco que Paul Stanley nunca quis fazer; "Eu não tive escolha"
A lenda do sertanejo que gravou com Guns N' Roses e Alice in Chains - e engavetou o disco


As 10 melhores bandas de thrash metal de todos os tempos, segundo o Loudwire
Apesar dos privilégios do Slayer, Gary Holt prefere os perrengues do Exodus
Hollywood Undead usa sample de "Raining Blood" em sua nova música, "1X1"
O disco mais extremo da carreira de Rick Rubin; "Todo mundo tinha medo"
Alex Skolnick entende por que Testament não faz parte do Big Four do thrash metal
Os melhores álbuns de Thrash Metal de 1983 até 2023, um disco por ano
A música do Slayer que "embaralhou" a cabeça de Andreas Kisser, do Sepultura


