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"Não tema a morte"; a música sombria que alçou uma banda ao topo da carreira

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Postado em 02 de abril de 2026

"(Don't Fear) The Reaper" (youtube)é uma daquelas músicas que muita gente conhece, canta e interpreta de um jeito que nem sempre bate com a intenção de quem a escreveu. Durante anos, circulou a ideia de que a canção falava sobre suicídio, em parte por causa do tom sombrio e da referência a Romeu e Julieta. Mas Donald "Buck Dharma" Roeser, guitarrista e vocalista do Blue Öyster Cult, disse mais de uma vez que não era isso.

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Foto: bakupe @ www.depositphotos.com
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Segundo ele, a música nasceu de uma inquietação muito pessoal. Na época, Buck havia sido diagnosticado com um problema de arritmia cardíaca, e aquilo o levou a pensar com mais força na própria mortalidade. Em entrevista ao Songfacts, ele contou: "Achei que talvez não fosse viver tanto tempo. Eu tinha recebido o diagnóstico de um problema no coração, e a sua cabeça começa a viajar, especialmente quando você ainda é relativamente jovem. Foi por isso que escrevi a história. É imaginar que você pode sobreviver à morte em termos de espírito. O seu espírito vai prevalecer."

Essa explicação ajuda a colocar a letra em outro lugar. Em vez de um incentivo à autodestruição, a música trabalha com a inevitabilidade da morte e com a ideia de que ela não deveria ser encarada apenas como terror. Buck resumiu isso de um jeito simples ao definir a faixa como "uma canção de amor em que o amor transcende a existência física dos parceiros". Ou seja: o centro da música não é morrer por amor, mas imaginar que esse laço continuaria existindo para além da matéria.

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O próprio compositor se surpreendeu ao descobrir que muita gente ouvia a faixa como se fosse uma espécie de exaltação do suicídio. Ele rebateu isso com clareza: "Não é sobre suicídio, embora as pessoas meio que tirem isso da referência a Romeu e Julieta. Mas as letras do Blue Öyster Cult sempre foram... não obscuras, mas profundas. Elas certamente são abertas à interpretação, e todo mundo parece ter suas próprias ideias sobre o que as coisas significam. Nós deixávamos isso acontecer de propósito, para que as pessoas tirassem suas próprias conclusões da letra."

Essa abertura para diferentes leituras combina bastante com a história do Blue Öyster Cult. A banda sempre cultivou um universo lírico meio esotérico, com temas sobrenaturais, imagens estranhas e canções que nem sempre entregavam tudo de bandeja. Havia também um entorno intelectual pouco comum para uma banda daquele campo. O produtor e empresário Sandy Pearlman escrevia para a revista Crawdaddy!, Richard Meltzer também colaborou com letras, e até Patti Smith participou do universo criativo do grupo em determinado momento.

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"(Don't Fear) The Reaper", lançada em 1976 como single de "Agents of Fortune", acabou mudando o tamanho da banda no mercado. Depois de três discos com vendas razoáveis, mas sem grande hit, foi essa música que abriu as portas para um público muito maior. O problema é que o sucesso trouxe também um tipo de expectativa que o Blue Öyster Cult nunca soube ou quis seguir com disciplina. A pressão por repetir a fórmula nos discos seguintes não deu exatamente o resultado que se esperava.

Ainda assim, a música ficou. E talvez tenha ficado justamente porque trabalha com um tema grande demais para caber numa leitura única. A morte está ali, claro. O medo dela também. Mas Buck Dharma nunca escreveu aquilo como apologia ao fim, e sim como uma tentativa de encarar o assunto sem covardia e sem pânico. No fim das contas, "(Don't Fear) The Reaper" não pede que ninguém corra para a morte. Pede só que ela não seja vista como a última palavra sobre tudo.

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Sobre Bruce William

Quando Socram chegou no Whiplash.net era tudo mato, JPA lhe entregou uma foice e disse "go ahead!". Usou vários nomes, chegou a hora do "verdadeiro". Nunca teve pretensão de se dizer jornalista, no máximo historiador do rock, já que é formado na área. Continua apaixonado por uma Fuchsbau, que fica mais linda a cada dia que passa ♥. Na foto com a Melody, que já virou estrelinha...
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