Hell's Angels, Punks, Verve

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Por Cláudio Vigo
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Nada mais depressivo que um domingão chuvoso. Já se escreveu uma penca de tratados sobre isso. O tal radinho do porteiro, a pizza engordurando os corações e mentes, um gosto de cabo de guarda chuva na boca e a lembrança que não vai ser nesta segunda feira que sua vida vai mudar definitivamente. Antes que o leitor pegue aquela cartela inteira de Lexotan e mande pra dentro junto com uma garrafa de conhaque Palhinha, só posso dizer: muita calma nesta hora... afinal de contas quem sabe não te dá uma louca e você acorda amanhã a bordo de uma Harley achando que o Alabama é aqui?

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Pelo menos o período eleitoral e seus simulacros canhestros se foram. Os canastrões de sempre e alguns novos devem estar comemorando a proximidade do botim. Enquanto a malta se estapeava no vídeo atrás do meu voto eu lia e ouvia algumas coisinhas lançadas recentemente que só de lembrar dá pra iluminar um pouco este ocaso domingueiro. Vamos comentar?

Sempre que alguém enche muito minha paciência com cobranças e conselhos costumo ter uma fantasia escapatória que costuma funcionar. Penso comigo: porque eu não viro um Hell Angel, deixo a barba crescer até o pé e vou de moto até o Alaska? A figura do motoqueiro sem destino (verdadeiro cavaleiro andante do Séc XX) povoou as mentalidades ocidentais desde o Selvagem de Marlon Brando que já havia inaugurado uma maneira de ver o mundo com aquelas camisetas aparentes (até então roupa intima igual cueca) no Bonde Chamado Desejo. Daí em diante, James Dean, Jack Nicholson e toda sorte de rebeldes sem causa partiram para a fama e pro primeiro plano. Revolta, roupas justas, ataques de siricotico existencialista. Hoje tudo isso é mainstrean, naquela época novidade absoluta. Contra cultura dominante, a margem das margens, ou seja, coisa de marginal. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial uma nota destoava o coro dos contentes do dourado apogeu Yankee. Uma galera que voltou uma tanto traumatizada de tanto sangue, suor e lágrimas e viu que a guerra era um pouco além do que mostrava Hollywood, resolveu simplesmente andar pro sonho americano e sair por aí sem nenhum compromisso que não fosse queimar gasolina e tudo mais que estivesse disponível.

Uns caras violentos, individualistas, com pouca cultura, racistas, verdadeiros anjos tortos de um inferno que pouca gente enxergava na época quando o mundo todo parecia cor de rosa. Até que o mofo subterrâneo da torta americana começou a trazer um gosto estranho e os desvios do caminho principal ficaram evidentes. Como de hábito o próprio sistema fagocitou o vírus e devolveu sob forma de sensacionalismo e propaganda.


Hunter S. Thompson, emérito maluco beleza, inventor do jornalismo Gonzo (onde a impressão e o convencimento importam. O fato, ora. O que é o fato?) resolveu meter o dedo na ferida e ver que gosto tinha. A bordo de muita anfetamina, álcool barato, fumaças diversas, se embolou e levou a sério convivendo com bandos de Hell's angels e suas motocicletas. O resultado (sublime) se transformou no livro lançado em 1965 e há pouco em tradução brasileira chamado "Hell's Angels - Medo e Delírio Sobre Duas Rodas", um clássico instantâneo do então novo jornalismo americano que mostra de dentro o que eram este bando de alucinados e o quanto a imprensa careta (sempre em busca do fato) deturpou, inventou e aumentou horrores gerando temor e terror (e um certo tesão é claro) em todas as famílias que comiam peru no dia de Ação de Graças, hasteavam a bandeira no jardim e logo estariam mandando os filhos para o Vietnam (o Iraque dos 60).

São histórias e mais histórias, detalhes sórdidos e um belo panorama histórico do fenômeno. Sempre li bastante sobre Hell Angels, Altamont, Acid Tests etc, mas foi a primeira vez que pude sacar de perto o que vai pela cabeça (se é que algo vai) dos caras. Como nunca estive nos EUA a minha experiência com Hell angel's não vai além das oficinas da Rua Ceará e da lembrança de um show no Circo voador onde Serguei adentrou como Cleópatra dos trópicos carregado por parrudos Angels tatuados e barbudos. Seria curioso se não fosse hilário. Outro dia na Dutra vi um bando de senhores grisalhos todos de preto ou de jaquetas jeans surradas com o fatídico emblema com um monte de bonecas e caveiras penduradas nas motos fazendo uma cara de mau terrível. Não pude deixar de rir (muito) e compartilhar o fascínio com meu filho de seis anos que estava junto. Os caras pareciam vilões de desenho japonês.

E o livro? Ora o livro é excelente e devorei numa noite ouvindo um monte de coisas da época pra dar um clima. Detalhe: me recusei a escutar Steppenwolf e "Born to be Wild". Clichê tem limite!


Logo depois me caiu na mão outro clássico da investigação dos intestinos da contra cultura. Trata-se do relançamento (agora em pocket book) em dois volumes da "História Sem Censura do Punk - Mate-me, Por Favor", escrito pelo inventor do termo punk-Legs Mc Neil e Gillian Mc Cain. O livro se constrói de maneira magistral através de entrevistas com todo mundo que foi alguém entre 1965 e 1980 e participou direta e indiretamente do arraso dos três acordes e das garagens em cima da autocomplacência e grandiloqüência que muita parte da cena rock estava metida na época. Detalhes e mais detalhes (íntimos e intimistas), picantes e picarescos de gente como Velvet Underground, The Doors, Iggy Pop & Stooges, MC5, New York Dools, Bowie, Patti Smith, Ramones, Television onde se descobre quem comeu o que, quem fumou quem e qual o limite humano para o uso e abuso de tudo aquilo que altera o estado geral das coisas. Apesar da delícia de se embrenhar nas fofocas o texto não perde a objetividade e faz um belo panorama das motivações da época.

Eu que nestes dias tinha tanto horror da Disco Music quanto do punk enquanto me entupia de Yes e Pink Floyd pude fazer uma mea culpa retrospectiva e verificar (com mais propriedade e elementos) o quanto de carne existia debaixo deste angu. Imperdível para quem gosta de rock ou se interessa por fenômenos de cultura de massa ou simplesmente quer se entreter com o relato de quantas vezes Lou Reed se entregou para aquele marinheiro sueco.


Como última recomendação literária fica outra pérola do jornalismo gonzo e porra louca na figura do destrambelhado Chris Simuneck, repórter de campo da bíblia de maconheiros - "High Times - Paraíso na Fumaça" que traz num texto absolutamente impressionista e auto-referente com muitos casos pra lá de interessantes onde nosso herói do cânhamo se embrenha em uma convenção de motoqueiros, uma festa hippie, Fazendas produtoras de fumo, uma rave adolescente (chapadaço de Ecstasy), Jamaica e toma um saco de anfetaminas com um hilário Lemmy (Motörhead). Por aí vai a coisa. Imagina um cara ter por emprego se chapar em vários lugares do mundo (com todas as despesas pagas) e depois escrever sobre isso. Pois o livro é uma delícia suprema e muitas vezes nos pegamos rindo sozinhos com os percalços do nosso anti-herói que entra em cada roubada antológica (como ter que fumar um sapo venenoso). Pois o texto é isso mesmo - veneno puro, nada de palha ou descompensação paranóica. O único efeito colateral pode ser uma larica básica. Nada que um doce de leite com sardinha não resolva.

Para não dizer que todas estas dicas são pra ler a seco vamos as recomendações do que andava nos meus fones enquanto lia estes inventários de beira de abismo.


A primeira dica é o disco que o trompetista Paschoal Ohse gravou com o pseudônimo de SOEL junto com outro rei da viajação funk eletrônica soft, o impagável Ludovic Navarre que também costuma se esconder como Saint Germain. Ao contrário do trip hop de Navarre em outros trabalhos a coisa por aqui é eminentemente negra e ouvimos ecos da Black Music setentista em todo o disco. Algumas coisas lembram um Miles de leve e se temos camas de teclado e onirísmo aqui e acolá a pegada é funk. Flautas, Hammonds e vocais negróides. Uma belíssima mescla de influências. Serve pra dançar é claro, mas se adapta melhor a um retão a mais de 150 com tudo a que se tem direito. Não é macumba pra turista, é caldo de mocotó com rúcula e tomate seco. Sustança e sofisticação. Se for pro sol melhor ainda.


Caminhando numa direção mais melódica e menos hipnótica está o segundo disco do duo de produtores ingleses Henri Binns e Sam Hardaken que se apelidaram de Zero 7 e foram chamados pela crítica especializada de o Air inglês. A comparação procede e seu disco de estréia ("Simple Things") trazia uma sucessão de climas que lembravam muito as aventuras suaves existentes no "Moon Safári". O resultado era excelente e habitou meu CD player por bons meses. Assim como seus ídolos gauleses o Zero 7 deu um certo freio de acomodação no segundo trabalho. Todos os teclados viajantes e vocais femininos sussurrantes estão lá, mas alguma coisa ficou faltando. "When it Falls" não é ruim, é até muito bom e tem uns toques de piano elétrico de encher o ouvido de alegria. Mas o anterior era melhor. Mesmo com todos estes se... altamente recomendável.

Se há dez mil anos (com queria Nelson Rodrigues) o mundo começou em Flax Flu, mais ou menos na mesma época a humanidade foi dividida entre a Verve e a Blue Note. Pois bem... neste inventário de cicatrizes que vivemos tem uma montoeira de DJ boys escarafuchadores de catálogos em busca de um semitom, um clima cool, uma pose heterodoxa pra misturar com uns baticuns e fazer o modelito arte do futuro (alta gastronomia de microondas) e viajar na maionese do passado.

Estariam passando do ponto? Enquanto isso tome releituras. Pois me chegaram no ouvido duas reciclagens destas. Uma bem mais encorpada funky e jazzy, coisa de negâo (Blue Note Revisited) onde Kenny Dope, quatro Hero, Madlib, Kyoto jazz Massive etc... revisitam e requentam pérolas de Donald Byrd, Horace Silver, Brother Jack Mc Duff, Grant Green e Wayne Shorter. O resultado ficou bom, apesar de às vezes o original ser solicitado imediatamente e a versão sem glacê ser mais encorpada e menos calórica (Donald Byrd, por exemplo, naquelas crioulices seventies). As vezes o excesso de creme atrapalha, noutras dá um sabor inusitado. A capa - Uma crioula difícil (salve Tião Macalé - Nojento...) um Porshe e umas poses, totalmente setenta. Vale a pena, mesmo que a dose tenha que ser diluída em água.

A Verve... bem, a verve era a pátria do cool e da branquelada junkie west coast. Pois não é que depois dos dois volumes de Verve Remixes e muitas outras aventuras os sujeitinhos modernetes do Thievery Corp (os trip hop greats) fizeram uma seleção latinosa e estilenta. Hummm... tem de tudo um pouco, até Astrud Gilberto cantando "Light My Fire" com voz de pouco fogo, muitas coisa brazucas e cubanitas. Isso era o que meus pais ouviam enquanto almoçávamos no Le Petit Paris que tinha como pianista um cara barbudinho que atendia por Sergio Mendes... Entreguei a idade? Pois é... ou era...


Os títulos: "Blue Note Revisited" (Blue Note -2004) e "Sounds From The Verve Hi Fi" (Thievery Corporation). E "Verve Remixes".

Nem tudo que se recomenda é confiável. Alguns destes acepipes pode entalar nas gargantas mais sensíveis. Mas para quem encara aquela calabresa requentada no domingo vendo resenha esportiva onde um cara de peruca e unha pintada vocifera contra a decadência do Futebol Brasileiro e fala em nome de Jesus, no mínimo tem que experimentar. O cara da peruca acaba inevitavelmente candidato. E quase sempre inicia uma vertiginosa carreira política. A pizza causa aquele desconforto no dia seguinte e domingo a noite costuma repetir toda semana. Se a ressaca é inevitável pelo menos vamos alegrar um pouco o caminho e esquecer do Lexotan e do conhaque Palhinha.


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Da safra de 62 , Claudio Vigo ganha a vida com a poesia, o jazz e o rock n roll. Paga as contas como arquiteto.

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