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On The Road: Dr. John, melancolia e insensatez durante o Tim Festival

Por
Postado em 02 de dezembro de 2005

Alguém contou prá alguém que contou pra alguém e eu acabei lendo em algum lugar que William Faulkner, mesmo antes de escovar os dentes, estivesse onde estivesse, mandava prá dentro um copo duplo de Gim puro. Prá se antenar, prá entender a situação. Quando esteve aqui (acho que foi em São Paulo) foi este o diapasão. O mundo estava sempre uma dose (ou uma garrafa) abaixo e o resto só fazia ventar cheio de som e de fúria.

Estes tempos que correm ou escorrem tão precisando de muito mais que um Gordon duplo e outro dia conversava com um sujeito que estivera no olho de um furacão de verdade e ele me disse: "É tudo calor, espera e muito, muito silêncio...."

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E tome Polka! Andei assistindo umas coisas do balaco nestes tempos escorregadios. Já que o silêncio anda incomodando, que tal uma conversa fiada ao pé do ouvido na varanda do apocalipse, já que Mr. Bush voltou à companhia de Mr. Jack Daniels e de repente resolve mostrar quem é que bota a bota em cima da mesa?

A primeira figura que me vêm à cabeça foi um papo com meu amigo Mr. Márcio Ribeiro (aka Creedance Kido), com Magic Slim detonando tudo no palco no Canecão no alto dos seus dois metros de altura e pouquíssimos dentes. Ante meu furor anti-yankee que blasfemava: "Ah Creed, dos EUA eu só gostaria de conhecer New Orleans e San Francisco, o carioca mais nova iorquino da história, entre um grito e outro de gostosa prá corista, fez uma cara que era uma mistura de Woody Allen com Paul Auster e sentenciou: "Vigo, você ia adorar New York!", e sorriu enigmático....

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Sempre tive problema com aquela tranqueira de visto e só de imaginar ser entrevistado por um WASP com aquelas gravatinhas perguntando o nome do meu tio avô e cheirando meu passado, presente, futuro... simplesmente me recuso! Estes Romanos são mesmo uns loucos, diria Obelix e eu assino embaixo. Magic Slim transbordava a água turva do Mississipi e já estávamos na beira do palco vendo o que pode ser feito de sublime com poucas notas e dentes, uma aula e tanto.

Na saída mais um uísque e a visão do Cristo Redentor que fez nosso amigo cantar alguma novidade cheia de bossa. Seria Wave? Insensatez depois do visto? Talvez saudade mesmo de um Rio e de uma simplicidade cada vez mais distante.

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Melancolia tem cura? Pois veio a notícia que um dos meus ídolos supremos, Dr John, vinha fazer suas estrepulias vuduzentas por aqui, no mesmo quintal alguns meses depois. Pois bem, mais um cataclisma bíblico se abateu neste ano de 2005 e agora sobre minha desconhecida e tão amada New Orleans, justamente a terra do Doutor (um de seus símbolos).

Que coisa! Entrei numa que talvez não viesse, mas não é que veio e pra melhorar e muito junto na mesma noite de outra pérola rara, meus já conhecidos e também amados Los Conga Kings!

Vamos aos fatos: Em 1957 o mestre Tito Puente gravou um álbum exclusivamente percursivo chamado "Top Percussion" onde se fazia acompanhar das lendas Mongo Santamaría e Willie Bobo e foi fundo nas raízes mais afro possíveis. Tem hora que parece que vai baixar um caboclo e vão ter que chamar o vizinho de baixo (chegado nestas "santerias") para cantar para subir. Pois bem, em 2000, exatos vinte e sete anos depois, foi formado o supergrupo das congas e maracas. As lendas vivas Candido e o nonagenário Patato Valdez (presente em quase todas as gravações de Soul Jazz dos 60 da blue note), acompanhados do prodigio Giovanni Hidalgo e uma bela banda de apoio.

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Com um público relativamente pequeno em um Tim Festival repleto de polícia (pra que tanto?) prá todo lado os caras não deixaram pedra sobre pedra. Todos os clássicos foram revisitados - "Manteca", "Tumbando Cana", "Oye Como Vá" etc, com direito a uma canja espetacular de Lenny Andrade cantando "A Night In Tunísia". Alguns mais sensitivos (ou estimulados) juraram ver Dizzy Gillespie gargalhando em uma mesa no fundo da sala. Quando Patato Valdez levantou e começou a dançar uns pasitos malemolentes o público veio abaixo. Um momento mágico.
Fui com alguns amigos e amigas que não conheciam "os meninos", que ficaram em êxtase. Ganhei a noite!

Logo após entrou Dona Ivone Lara e confesso que apesar de todo meu imenso respeito fiquei um tanto entediado. Coisas que não se explicam. Em seguida entra Mr. Mc Rebenack, que atende pelo codinome de Dr. John (uma espécie de entidade). O figurino era algo: terno laranja, chapéu com peninha verde da mesma cor, uma camisa possivelmente comprada em alguma ponta de estoque do apresentador Bolinha (alguém lembra) e uma montoeira de santinhos, patuás, guias e outros adereços. Cabeleira branca amarrada e uma barba aparada a la Miele ou possivelmente ao finado Clovis Bornay.

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Dr. John gravou coisas muito diversificadas em sua carreira (começou há muito tempo como produtor) e tem discos de Rock mais tradicional, de Mardi Grass (música típica de New Orleans), algumas coisas exclusivas para piano e outros de standards de Jazz com Big Bands. Não sabia o que esperar pois o cara entrou, não deu nem boa noite e a bordo de uma competente banda básica (baixo, guitarra, bateria) desfiou de tudo um pouco sem intervalo quase. O piano maravilhoso de sempre, um Hammond aqui outro acolá, mandou uma coleção interminável de hits mais palatáveis com acento funky. Um tanto perplexo com o tour de force e com a ausência de sequer um sorriso fiquei meio surpreso mas gostei bastante.

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Tocava o Morcheeba, Elvis Costelo e mais um monte de outras coisas que me deixaram curiosos. Mas acabei tendo que optar. Não lembro mais quem me falou isso mas escutei uma vez que entusiasmo era estar pleno de deuses. Talvez tenha sido isto um oásis entusiasmante nestes tempos que andam tão difíceis de levar. Sonho em chegar aos noventa capaz daqueles pasitos de Patato Valdez. Nada encomendado, nada para fazer um cover de si mesmo como tantos roqueiros andam fazendo pra garantir as contas, apenas uma explosão de entusiasmo puro e simples.

Na saída mais polícia e um clima meio cyber mercantil com todo mundo gritando. Entre o som e a fúria levamos em frente. Me deu uma tremenda saudade do Creed cantando algo que não pude acompanhar pois não havia entendido.

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Da safra de 62 , Claudio Vigo ganha a vida com a poesia, o jazz e o rock n roll. Paga as contas como arquiteto.
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