O artista que Paul McCartney e Mick Jagger apontaram como o maior no palco
Por Bruce William
Postado em 04 de janeiro de 2026
Nos anos da chamada invasão britânica, Beatles e Rolling Stones viraram referência não só por compor e gravar bem, mas por entender que um show era uma disputa por atenção do começo ao fim. E, quando dois caras como Paul McCartney e Mick Jagger resolvem falar de "quem mandava no palco", é curioso ver que os dois acabam no mesmo lugar.
Para McCartney, existe uma diferença nítida entre tocar bem e dominar uma plateia como se aquilo fosse uma extensão do próprio corpo. Ele conta que os Beatles aprenderam muito em Hamburgo, na marra, tocando por horas e sentindo o público no limite, mas ainda assim havia um tipo de intensidade que vinha do R&B e que era difícil de "alcançar".
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É aí que entra James Brown. McCartney reconhece que, quando você coloca as coisas em perspectiva, Brown é um parâmetro quase injusto. Na fala atribuída a ele pela Far Out, o raciocínio é simples: "Ok, compara a gente com James Brown, disco por disco: ele é claramente mais quente porque ele é James Brown. Mas ele não fez as coisas que nós fizemos. Ele é James Brown, e ele é do caralho. A gente pode concordar com isso."
Do lado do Jagger, a admiração aparece mais como "manual de bastidores" do que como elogio abstrato. Ele não está dizendo que todo mundo precisa cantar ou se mover como Brown, e sim que, mesmo quando você não soa parecido, aquela escola está ali, como repertório de palco. Na fala dele, isso passa por um álbum específico: "Mesmo que você não soe como James Brown, você sabe que isso está no seu repertório. Está tudo ali no fundo. Principalmente aquele 'Live at the Apollo' e aqueles primeiros discos de funk. Todas essas bandas, os Stones inclusive, conseguiam tocar um pouco disso."
Então, enquanto McCartney reconhece que comparar qualquer um com James Brown é quase jogo desleal e resume isso do jeito dele, Jagger vai por outra linha e diz que, mesmo sem soar como Brown, aquilo fica ali "no fundo", especialmente a fase do "Live at the Apollo" e os primeiros discos. A história toda cabe nisso: dois frontmen que nunca precisaram "puxar saco" de ninguém apontando o mesmo cara quando o assunto é performance.
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