A banda que vendeu mais de 100 milhões de discos, mas foi "humilhada" pelo Van Halen
Por Bruce William
Postado em 04 de janeiro de 2026
Hoje é fácil olhar para o Journey como uma banda de catálogo, cheia de hits e com um nome que atravessou décadas. Só que a história do "Infinity" (1978) também tem aquele tipo de capítulo que músico não esquece: estrada, comparação inevitável e a sensação de que você entrou no palco com o jogo já em andamento.
O "Infinity" foi o disco em que o grupo consolidou a chegada de Steve Perry e começou a definir a fase "clássica" do Journey. E, nesse período, o lado menos romântico do trabalho aparece com clareza: nem sempre o público está "esperando" o headliner, e às vezes quem abre a noite transforma o resto em tarefa ingrata.

No especial do Louder sobre essa época, Perry lembra de uma turnê em que o Van Halen ainda era o ato de abertura, tocando para plateias na casa de 3.000 pessoas: "O Van Halen era o show de abertura... e eles estavam matando a gente toda noite." Ele completa dizendo que a sensação era "assustadora". Um grupo entrando com fome, tocando com confiança, deixando a energia lá em cima antes do Journey aparecer para fazer o trabalho principal.
Só que o detalhe mais útil do relato vem logo depois, quando Perry admite o efeito prático daquele atropelo: "Eles tocavam muito bem. Aquilo acabou nos fazendo uma banda melhor." A palavra "humilhação" cabe se você quiser dar esse tempero, mas o ponto real é mais simples: eles foram colocados contra a parede por um show superior, repetido noite após noite.

Esse tipo de história é boa porque derruba a fantasia de que carreira é uma sequência de vitórias bem alinhadas. Tem noite em que o assunto não é "quem vendeu mais", nem "quem ficou maior depois": é quem está entregando mais ali, na sua frente, com guitarra plugada e bateria no talo. E há uma verdade meio cruel - e bem útil - nesse tipo de lembrança: quando a banda de abertura te "mata" toda noite, você não tem muito para onde correr. Ou você ajusta a casa, ou você vira refém do próprio conforto.
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