Phil Anselmo aparece como matéria de capa da revista Roadie Crew (Ed. 115) de agosto de 2008 à qual falou com exclusividade sobre a sua polêmica trajetória no Heavy Metal. Em cinco páginas que reproduzem a conversa entre Phil e o redator Thiago Sarkis numa das entrevistas mais longas concedidas pelo vocalista em toda sua vida, o músico revela pontos cruciais das carreiras de PANTERA e DOWN e comenta diversos assuntos que envolveram os dois grupos e outros projetos seus.

"Eu lhe digo que 'III: Over The Under' foi o disco mais difícil que já fiz em toda a minha vida. (...) As memórias que as letras das músicas me trouxeram, os problemas que enfrentei com o Pantera, a devastação de Nova Orleans pelo furacão Katrina tirando a vida de vários amigos nossos, o longo processo de recuperação pelo qual passei (...) Pela primeira vez em minha carreira, eu, em determinados momentos, senti que não conseguiria completar um álbum e que precisava sair daquele lugar, sumir e descansar."
A acusação de ter sido o causador da separação do PANTERA
"Durante as investigações sobre o caso, a polícia encontrou dois cadernos inteiros escritos por um sujeito perturbado e doente, (...) quem prometia que se vingaria de qualquer forma da banda [Pantera]. A pergunta que fiz ao policial [James Niggemeyer, oficial que matou o assassino de Dimebag] depois que ele me disse tudo isso foi: 'Estivesse eu tocando com o Superjoint Ritual ou o Down naquela noite, a mesma coisa teria acontecido a mim?'. Ele respondeu: "certamente. Sem dúvida alguma". Então, eu digo que é baixo e vil me acusar tanto da separação do Pantera quanto da morte do meu irmão."
O Behind The Music do VH1 para o PANTERA
"Aquilo [Behind The Music do VH1] foi uma catástrofe. (...) Eles fizeram com que a história do Pantera parecesse se resumir à morte de Darrell, e essa não é verdade. (...) Nunca mais participarei de qualquer coisa do VH1."
O início de tudo para o PANTERA
"O Pantera era a maior [banda] do Texas já na época do primeiro vocalista. (...) Rex, Vinnie, Dimebag, todos curtiam bandas como o METALLICA. De 1987 a 2001, trabalhamos como escravos em bares, buscamos espaços, compusemos músicas incríveis, brigamos, conquistamos e tocamos em todo o mundo."
A virada e a proximidade com o SLAYER
"A virada real aconteceu em julho ou agosto daquele ano [1988]. Logo que começamos a apresentação [em Arlington, Texas], vimos Tom Araya, Jeff Hanneman e Kerry King em meio do público. Nós os convidamos para subirem ao palco e tocarem 'Raining Blood' conosco. Eles toparam e improvisamos algumas coisas juntos. Kerry se impressionou com o PANTERA, e Dimebag ficou embasbacado com o SLAYER. Depois, um ensinou ao outro riffs de suas bandas."
As drogas e o palco
"Não havia [nas últimas turnês do PANTERA] praticamente condições de subir ao palco para fazer shows, ainda mais com nossa agenda sempre cheia como era. (...) Operar a minha coluna era absolutamente necessário. Usei drogas por anos para conseguir subir aos palcos. Só elas me tiravam a dor, apesar de me trazerem coisas muito piores."
Na matéria, Phil Anselmo dá mais detalhes sobre suas influências e a relação entre SLAYER e PANTERA; revela e explica os primórdios e todos os discos lançados pelo PANTERA, comenta os trabalhos de DOWN, ARSON ANTHEM, CHRIST INVERSION, VIKING CROWN, EIBON, fala do futuro do SUPERJOINT RITUAL, dos problemas com Vinnie Paul (ex-baterista do PANTERA, atual HELLYEAH), das relações internas no PANTERA, e das amizades e parcerias com Rex Brown (ex-baixista do PANTERA, atual DOWN) e Dimebag Darrell (ex-guitarrista do PANTERA).
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