Esta matéria foi publicada em 29/07/09. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?
Greg Prato, da Rolling Stone, recentemente conduziu uma entrevista com o frontman do MEGADETH, Dave Mustaine. Diversos trechos da conversa seguem abaixo.
"Endgame" é certamente um dos álbuns mais pesados do MEGADETH.
Mustaine: "Fazer este disco teve diversas facetas. Quando eu estava escrevendo-o, eu peguei vários materiais que eu salvei durante os anos, e vários materiais que eram realmente rápidos e excitantes, mas não tão melódicos como os que nós fizemos durante a década de 90. Eu estava formando as músicas e pensando sobre as possibilidades de Shawn [Drover, bateria]. Quando nós chegamos aqui para iniciar o disco, eu estava pensando: 'Deus, esses caras tem muito potencial, o que iremos fazer?'. Eu escrevi músicas que eram realmente super agressivas, e cheia de sons de guitarra. Fui complacente com os solos de guitarra. Eu pensei: 'Dave, você não é o guitarrista que faz músicas para o rádio. Você tem várias músicas que foram sucessos do rádio, mas esse não é seu estilo'".
Foi você ou o baixista original do MEGADETH, Dave Ellefson, que escreveu a linha de baixo de "Peace Sells"?
Mustaine: "Eu".
O que você lembra da composição desta música?
Mustaine: "Eu era um desabrigado na época, e estava vivendo no local de ensaios em Vernon, Califórnia. Eu estava vendo uma garota, Diana - há várias músicas que escrevi sobre ela. Eu escrevi as letras desta música na parede, naquele prédio. Eu não tinha nenhum papel no estúdio, mas eu tinha um estilete, então eu escrevi na parede. Qualquer um que tenha pego nossa sala de ensaios depois que eu sai viu a letra original de 'Peace Sells' na parede. Eles provavelmente passaram a tinta por cima e nunca souberam que era ela".
De acordo com os fãs mais antigos, "Risk" ainda se mantem como o álbum mais controverso do MEGADETH.
Mustaine: "'Risk' foi um passo que tomei - eu sentia que era importante para mim enquanto artista para abrir minhas asas. Ele seria um ótimo disco solo, mas eu acho que enquanto disco do MEGADETH as pessoas ficaram um pouco confusas e houve um retrocesso com ele. Mesmo assim eu continuo a defender a música. A coisa aconteceu quando eu quis voltar às minhas raízes, várias pessoas disseram: 'Não, você não pode fazer isso, você fez 'Risk'. E eu disse: 'Observe'. Então eu falei com Marty Friedman - que era nosso guitarrista na época - 'Nós precisamos voltar às nossas raízes e fazer um disco de metal'. Ele saiu. É por isso que ele agora está no seu site oficial usando um guarda-chuva e trajado com um quimono. Para mim, eu olho para aquilo e penso: 'Este era o guitarrista do MEGADETH?' Digo, eu amo o som de Marty e ele foi um bom companheiro enquanto tocamos juntos. Nos separamos por uma razão, e espero que se nós nos vermos ou trabalharmos juntos no futuro que seja divertido. Eu não sei se está nas cartas fazer algo como isso, mas Marty é um cara bastante talentoso".
É verdade que na última turnê do METALLICA com Cliff Burton, antes de sua morte, que a banda estava planejando demitir Lars Ulrich no final?
Mustaine: "Isso foi o que Scott [Ian, guitarrista do ANTHRAX] me contou. Ele disse que quando o METALLICA foi para casa que James [Hetfield], Cliff [Burton] e Kirk [Hammett] iriam demitir Lars.
A informação é negada por Scott Ian. Leia mais no link abaixo.
Metallica: Scott Ian nega afirmação de Mustaine
A entrevista completa, em inglês, pode ser vista na Rolling Stone, no endereço abaixo.
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Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.
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Aprendi a gostar de rock and roll aos 11 anos, sob influência do meu pai, rockeiro nato. Comecei ouvindo Led Zeppelin e Rush, mas me tornei um fissurado por Metal quando ouvi Dio. Hoje sou fã incondicional do Heaven & Hell e de Megadeth.
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