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Dave Mustaine conversou com o Powerline sobre sua participação no quarto show comemorativo de 30 anos do Metallica.
Apesar de ter renascido como cristão, você tem feito um grande trabalho ao ser provocativo nas letras que vem escrevendo. Seria bem menos desafiador e criativo escrever músicas como as do Stryper.
Música é algo que ouvimos para mudar nossa vibração, ajudar a sair da fossa ou perpetuar um bom momento. Não gosto de escrever para condenar alguém, fazê-lo triste ou chorar. Outros podem fazer isso. Gosto de ouvir sons emocionais, sentimentais, mas não quero entrar nessa. Meu negócio é espancar a guitarra. Acho que as pessoas tiveram uma boa ideia disso quando me viram tocar novamente com o Metallica. Aquilo foi realmente divertido. Sei que muitos ficaram surpresos, pois nunca tinham me visto com a banda.
Deve ter sido uma ótima sensação subir ao palco com eles de novo.
Tive sentimentos variados, altos e baixos. Fiquei empolgado e impaciente, mas eu sou assim mesmo.
Das músicas que vocês tocaram, há alguma que seja sua favorita?
Foi divertido, mas queria que tivéssemos nos preparado melhor. Sou um perfeccionista, preferia que tivesse sido com meu equipamento de som, para ter certeza que quando fizesse os solos o volume estaria do modo como estou acostumado. Mas estávamos em um clube, tocando como uma banda de clube.
Fiquei surpreso por não terem tocado “The Four Horsemen”.
Acho que houve um motivo. Eu gravei “Mechanix” e eles a fizeram do modo deles. Seria um motivo para comparações desnecessárias. Tínhamos outras músicas importantes, como “Jump In The Fire”, que foi a primeira que ofereci a eles, “Phantom Lord” e “Metal Militia”, que também são minhas. A única outra era “Mechanix”. As outras foram de James, Hugh Tanner ou Lloyd Grant, por isso eles estavam lá. Foi meio estranho para mim ficar no palco aquela hora. Acho que teria sido legal apenas com o Metallica atual, mas Ron McGovney estava lá, Lloyd Grant também. Decidi engolir e ver a coisa de modo positivo. Mas no fim, me diverti tanto que nem reparei a presença deles.
Você mencionou sentimentos misturados. Devem ter rolado flashbacks em relação a McGovney...
Na verdade, nem o vi enquanto estava lá em cima. Foi legal sua presença. Ele estava muito nervoso. Ron é um bom cara. Estava focado em Lars e James. Eu e Hetfield éramos os Toxic Twins quando tocamos juntos. Éramos um duo perigoso. Acho que resgatamos alguns daqueles sentimentos. Assisti um vídeo e parecia que ele estava se divertindo. Sei que eu estava. Fui dormir com um sorriso no rosto.
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27 anos, jornalista formado pela Universidade de Cruz Alta. Kissmaníaco inveterado, um verdadeiro apaixonado pela banda de Gene Simmons e Paul Stanley. Idolatra com quase a mesma paixão Queen, Van Halen e Black Sabbath. Aprecia desde o Rock dos anos 50 (Elvis, Little Richard, Chuck Berry, entre outros) e 60 (Beatles, Rolling Stones, The Who, Led Zeppelin...), Hard Rock dos 70's (AC/DC, Deep Purple, Alice Cooper...) e 80's (Mötley Crüe, Def Leppard, Europe, Talisman...), Metal Tradicional (Judas Priest, Dio, Ozzy...), NWOBHM (Iron Maiden, Saxon, Angel Witch...) e Thrash oitentista (Slayer, Destruction, Kreator...). Já teve um programa de rádio, chamado "Lavagem Cerebral", na Unicruz FM. Solteiro e seguidor das idéias de Gene Simmons em relação ao casamento.
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