Sem Fronteiras Para A Família "Tortura"

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Por Antonio Rodrigues Junior
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O quarteto paulistano, que completa 15 anos de estrada, prepara o lançamento do quinto álbum de estúdio "Hellbound" prometendo manter o sucesso dos últimos três anos e conquistando espaço além das fronteiras brasileiras

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Desde os primórdios, o heavy metal nacional vem ganhando espaço no Exterior. Bandas como Sepultura, Viper, Angra e Krisiun vêm construindo uma sólida carreira fora do País. Completando 15 anos de serviços prestados ao metal brasileiro, é a vez dos paulistanos do Torture Squad – que estão em vias de lançar o quinto disco de estúdio "Hellbound" – romperem com as fronteiras internacionais.

O quarteto, que havia feito shows apenas na Alemanha (em 2000), realizou duas turnês internacionais distintas no ano passado. A primeira passando pela Alemanha e Áustria contou com 18 apresentações no primeiro semestre. Próximo do final do mesmo ano foi a vez do público latino-americano – especificamente Chile, Peru, Equador, Colômbia e Panamá – conferirem a performance arrasadora do conjunto. O resultado foi diversos contatos para o lançamento do novo disco, que deve chegar as lojas em meados de julho deste ano.

O quinto disco de estúdio (sexto da carreira) já está praticamente pronto aguardando apenas a negociação com as gravadoras estrangeiras para seu lançamento oficial. Porém – como faz quatro anos desde o último trabalho inédito – a banda já disponibilizou no mercado nacional o primeiro single "Chaos Corporation", que apresenta duas faixas retiradas de "Hellbound", além de contar com três músicas da demo "A Soul in Hell" (de 93) e o videoclipe do sucesso “Pandemonium”.

Nesta entrevista exclusiva a Comando Rock, o baixista Castor e o guitarrista Mauricio Nogueira adiantam detalhes sobre o novo disco "Hellbound", falam sobre o lançamento do single Chaos Corporation, comentam o sucesso do álbum "Pandemonium" (2003) e o CD e DVD ao vivo Death, Chaos and Torture Alive, contam sobre as turnês internacionais e avaliam os 15 anos de carreira.

Comando Rock: A banda está preparando o tão aguardado novo disco "Hellbound". O que vocês podem nos adiantar sobre o material?

Castor: Este foi o álbum em que mais trabalhamos em todos os aspectos até hoje. Será o melhor trabalho da banda já lançado até então. Ele está com uma pegada bem mais agressiva e, ao mesmo tempo, tem partes diversificadas em relação aos trabalhos anteriores.

Mauricio Nogueira: Com certeza é o nosso álbum mais pesado, agressivo e diversificado. Fizemos o novo disco com muito carinho, com amor ao metal e as músicas saíram naturalmente mais trabalhadas, mais bem finalizadas. Tivemos tempo para fazer este álbum, o que nos deixou calmos para fazer ele soar da melhor maneira possível. Tem coisas que são a cara do grupo e algumas como arranjos novos, que deram às músicas características muito individuais, além da produção estar muito boa também!

Comando Rock: O álbum já está pronto, mas aguarda as negociações com gravadoras estrangeiras. Como estão os planos para o lançamento?

Castor: Estamos aguardando algumas respostas de gravadoras no exterior. Assim que estiver definida a gravadora, teremos uma data mais concreta, mas creio que o lançamento será em meados de julho deste ano. Estamos querendo alcançar um trabalho de divulgação maior do que tivemos até hoje!

Mauricio: Mas o álbum realmente já está pronto somente estamos melhorando algumas coisinhas na masterização.

Comando Rock: O disco ainda não foi lançado oficialmente, mas o público já pode ter uma pequena amostra com a divulgação do primeiro single "Chaos Corporation", que apresenta duas faixas inéditas. Como surgiu a idéia deste lançamento?

Castor: Surgiu por causa da oportunidade de termos o novo disco lançado no exterior e um dos pontos cruciais da negociação era de não lança-lo sem antes firmarmos algo com eles. Pelo fato de não termos um material novo há quase quatro anos, tivemos a idéia de soltarmos o single "Chaos Corporation".

Mauricio: Ainda não tínhamos este tipo de lançamento na história da banda e como não tínhamos certeza de quando o disco sairia, resolvemos botar o single na praça.

Comando Rock: Pelas músicas inéditas “Chaos Corporation” e “The Beast Within”, percebemos que o quarteto mantém a proposta de mesclar death e thrash metal, mas com momentos ainda mais técnicos e uma maior variedade rítmica.

Castor: Com certeza o "Hellbound" é o álbum em que mais trabalhamos até hoje! O disco está com as mesmas características da banda, porém com partes que diferenciam dos trabalhos anteriores. Mas é 100% Torture Squad!

Mauricio: Colocamos coisas diferentes que deixaram as músicas mais agressivas e com bastante técnica. Também adicionamos instrumentos diferentes, como cítara e violão, que ficaram muito bem encaixados nas composições.

Comando Rock: Apesar de ter gravado o disco anterior, esta é a primeira vez que o guitarrista Maurício Nogueira participa ativamente de todo o processo de composição e gravação.

Mauricio: Realmente neste disco estava muito mais presente no processo de composição e tivemos tempo para organizar melhor as músicas. Cheguei com alguns riffs e melodias de guitarra e trabalhamos em cima deles até ficarem bem encaixados.

Castor: Agora ele está mais familiarizado com o nosso esquema de composição, pois, quando entrou em 2002, já tínhamos o "Pandemonium" praticamente todo definido. Ele praticamente só participou da gravação. No "Hellbound" já trabalhamos juntos nas músicas. Com isso, conseguimos expandir mais um pouco o nosso campo de composições.

Comando Rock: O novo single também resgata três músicas que estavam presentes na demo "A Soul in Hell", de 93. Por que resolveram incluí-las?

Castor: Como havia muita gente procurando por esse material e muitos de nossos fãs só o conhecem por estar citado em nossa discografia, achamos uma ótima oportunidade incluirmos três músicas dessa demo tape no single. Esse single poderá se tornar um item de colecionador, pois foram feitas cópias limitadas.

Mauricio: O legal também é que a galera que está nos conhecendo agora pode ver toda a evolução do grupo desde a composição até a gravação. É um material muito bom e raro que a galera merecia ter acesso. O single é completado pelo videoclipe de “Pandemonium”, que já virou clássico do conjunto. Na verdade, o disco Pandemonium foi extremamente bem recebido como um todo culminando numa turnê de sucesso e a gravação do CD e DVD ao vivo "Death, Chaos and Torture Alive".

Castor: Posso te dizer que os álbuns "Pandemonium" e "Death, Chaos and Torture Alive" abriram muitas portas para nós no Brasil e Exterior! Tivemos a chance de fazer três turnês brasileiras, uma européia e uma latino-americana com esses lançamentos! Eles deram um grande empurrão na carreira da banda!

Comando Rock: No ano passado, mesmo depois de três anos do lançamento de "Pandemonium", a turnê continuou com toda força incluindo shows internacionais pela Europa e América Latina. Como foram as novas experiências fora do Brasil?

Castor: Todas foram experiências extraordinárias! Nessa turnê européia, conseguimos tocar em mais cidades e fizemos contatos com pessoas importantes. Foi algo muito gratificante, assim como a turnê latino-americana foi perfeita! Estamos com portas abertas para retornarmos mais vezes em todos esses lugares!

Mauricio: Foi um total sonho! Estivemos em contato com o underground europeu que é gigante e profissional. Tocamos em lugares históricos, em casas bem legais e rolou de tudo nessa tour. Fora todo o contexto cultural que você recebe falando outras línguas e conhecendo outros costumes.

Comando Rock: E, na Alemanha, o grupo teve a oportunidade de conhecer Ian Paice e Don Airey (baterista e tecladista do Deep Purple respectivamente).

Castor: Foi na Musikmesse em Frankfurt, na Alemanha. Essa é uma das maiores feiras de música de todo o mundo! Nesse dia iríamos ser a primeira banda do festival e quando chegamos ao local, vimos na programação que o projeto de Ian Paice e Don Airey iria tocar logo depois de nós. Nem sabíamos que isso iria rolar e mais inusitado de tudo foi ver que ficaríamos todos juntos no mesmo backstage. Foi uma honra poder conhecê-los, pois somos muito fãs de todos os trabalhos deles, sendo no Deep Purple, Whitesnake, Ozzy Osbourne, Rainbow etc... São pessoas extremamente humildes e simpáticas. Inclusive o Don Airey ficou a apresentação toda ao lado do palco assistindo e depois nos parabenizou pelo show. Quando fomos falar com Ian Paice, ele disse que havia chegado no fim do nosso show, mas que o Don Airey tinha falado que o show foi espetacular! Realmente fiquei muito lisonjeado em escutar isso desses dois grandes ícones da minha infância!

Mauricio: Isso foi uma das coisas mais loucas e legais que aconteceu conosco. Conhecer estes ícones foi f... e ver que eles são caras extremamente humildes para a posição que têm. Nos trataram bem, nos elogiaram... Isso é uma grande lição de humildade...

Comando Rock: Com a possibilidade de lançar o novo álbum no exterior, como estão os planos para dar prosseguimento a carreira internacional?

Mauricio: Esse é nosso objetivo! Começar a trilhar um caminho lá fora, assim como fizemos aqui no Brasil. Trabalhando sério e muito, trabalhando para banda crescer cada vez mais e levar o metal brasileiro cada vez mais para outros lugares.

Castor: Logo que concretizarmos por qual gravadora e a data que o novo álbum será lançado, temos planos de agendar muitos shows no Exterior e logicamente aqui no Brasil também. Mas estamos aguardando para saber qual o tipo de suporte que teremos em relação a turnês no Exterior com a gravadora que estamos em negociação.

Comando Rock: O conjunto está há 15 anos na estrada e já possui cinco álbuns e um DVD lançados. Como vocês avaliam a trajetória do conjunto?


Castor: Muita luta atrás de nossos objetivos! Temos passado por várias situações boas e ruins no decorrer desses anos todos. Sempre acreditamos em nosso potencial, assim como os headbangers que sempre nos fortaleceram em nossas batalhas. Eles são a principal razão de nosso trabalho ser reconhecido. São as pessoas que realmente sabem quem é quem na cena e a palavra deles é que soa mais alto! Os headbangers não se enganam!

Mauricio: Apesar de estarmos vivendo um grande momento, temos de trabalhar muito, de tocar muito, de ir a muitos buracos e de tocar muitas estradas. Queremos continuar escrevendo nossa história com seriedade, honestidade e principalmente vontade de tocar metal. Contamos sempre com os headbangers ao nosso lado. Eles estão crescendo junto conosco e estamos fazendo uma imensa família “Tortura”...

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